O ambiente está associado ao alto rendimento dos atletas

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Os recordes olímpicos costumam ser batidos duas ou três Olimpíadas depois. Porém, nos jogos Olímpicos de 68, na Cidade do México, aconteceram algumas exceções. O tempo conquistado nos 100 metros rasos pelo americano Jim Hines de 9,95 segundos foi superado em Seul 88, cinco Olimpíadas depois. Outro americano, Tommie Smith, conquistou o melhor tempo de 19,83 segundos nos 200 metros rasos, perdendo o recorde somente em 1984. Outros recordes como o ouro nos 400 metros em 43,48 segundos conquistado pelo Lee Evans, superado em Barcelona 92, e o salto em distância com 8,90 metros do atleta Bob Beamon continua imbatível até hoje.

O que explica o grande número de recordes e a demora para batê-los, é a altitude de 2.200 metros bastante superior nas Olimpíadas seguintes.  A Física explica que em altas altitudes o desempenho físico é melhor em relação à velocidade. Já a Biologia justifica  que atividades de longa duração em altas altitudes são ruins para o organismo. O que é demonstrado com os péssimos resultados nas provas de longa duração na Cidade do México.

A densidade do ar a 2.200 metros é quase 25% menor comparada com a densidade no nível do mar. Assim a resistência do ar é menor, resultando em uma maior velocidade do corredor, favorecendo o atleta. Menor densidade consequentemente gera baixa quantidade de oxigênio disponível, o que em corridas longas é prejudicial devido a necessidade do oxigênio para produção de energia. As provas curtas duram segundos, o que independe da quantidade de oxigênio disponível.Com isso, os estudos dos resultados e a busca por melhores rendimentos estão cada vez maiores.

Quer correr mais rápido? Run to the hills!!!