O futuro da humanidade estará lastreado no saber e nas ciências

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Foto: Alex de Jesus

 

É preciso entender a complexidade do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), dentro do que muitos reconhecem como uma crise tributária do país e que há muito tempo reclama por reforma. Sem uma reforma tributária racional, moderna e eficaz, o Fundeb não conseguirá deslanchar do modo idealizado e proposto pelos especialistas em educação.

Com a aprovação pela Câmara dos Deputados do texto base da proposta de emenda à Constituição (PEC) que cria o novo Fundeb, projeto que o governo não desejava que fosse aprovado, já que aumentava a participação da União de 10% para 12,5%, o Fundo não só foi aprovado, como será ampliado, gradativamente, até 2026, podendo chegar a 23% naquele ano, sendo ainda incorporado à Carta Magna como instrumento perene em favor do ensino público.

Com essa aprovação, muitos políticos e técnicos envolvidos na discussão acreditam que haverá um aprimoramento na igualdade de direitos e acesso a uma educação de melhor qualidade. Para educadores, verdadeiramente envolvidos na causa, esses recursos destinados pelo conjunto da sociedade brasileira em prol do ensino básico não são, como considera o governo, um gasto, mas investimentos no futuro do país. Nação alguma alcançou o estágio de pleno desenvolvimento, sem primeiro empreender grande soma de esforços e recursos em educação de sua gente.

Nesse nosso caso particular, o governo foi derrotado nas votações, por entre outras propostas ruins, almejar que o dinheiro do Fundeb fosse usado politicamente para complementar programa de transferência de renda social, tudo isso em pleno ano eleitoral, o que traria vantagens indevidas ao atual presidente e ao seu grupo de apoio.

Mesmo o uso desses recursos para pagamento de aposentadorias e pensões de professores, como chegou a cogitar o governo, foi descartada, depois de pressões vindas de todos os lados. Com a aprovação na Câmara Baixa do novo Fundeb, fica incluído, entre os dispositivos fixos da Constituição, artigo prevendo que a qualidade mínima na educação de base fica atrelada à questões claras e objetivas como o custo aluno qualidade, chamado de CAQ e que será definido justamente com base nesses novos critérios.

Sintomático em toda essa discussão, que se arrasta por anos, é que o MEC, ou seja, a pasta ligada diretamente à questão da educação, sequer apresentou propostas dignas de nota, ou mesmo liderou discussões sobre tão importante tema, se ocupando na substituição constante de ministros. Com isso, e para o bem do Brasil, o governo foi imprensado por uma avalanche de 499 votos a favor do novo Fundeb, contra 7 deputados, a ala mais aguerrida do bolsonarismo.

Depois dessa vitória, os educadores têm um longo caminho pela frente, que é a transformação desses recursos em escolas que sejam modelos em ensino e educação, capazes de tirar, de vez, o Brasil, do subdesenvolvimento e dos derradeiros lugares na maioria das avaliações internacionais que medem a qualidade do ensino e o desempenho dos alunos. Mesmo aqueles que pouco entendem sobre o tema reconhecem que no século XXI, a educação será, sem dúvida o principal referencial de riqueza de uma nação.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Depois da liberdade desaparecer, resta um país, mas já não há pátria.”

François-René de Chateaubriand, escritor, ensaísta, diplomata e político francês

François-René de Chateaubriand. Imagem: wikipedia.org

 

Estatuto

Atendimento prioritário integral à saúde, direito à habitação, à educação e ao trabalho. Essas são as garantias do Estatuto da Pessoa com Deficiência do DF, de autoria do deputado distrital Iolando Almeida, aprovado e publicado.

Deputado distrital Iolando Almeida. Foto: Assessoria

 

Infelizmente

O laboratório, situado no Parque Tecnológico de Brasília – Biotic, conta com a instalação da tecnologia 5G, 100 vezes mais rápida. A transparência, elemento tão caro e vital às verdadeiras democracias ocidentais, precisa, mais uma vez, mostrar a todos, o caminho completo, em baixa velocidade, sobre a segurança e privacidade dos cidadãos com a implantação dessa tecnologia.

Foto: Albert Gea/Reuters

 

Alerta

Antes da pandemia, o preço do combustível chegava aos R$7 nos postos de gasolina. Durante a crise chegou a R$3.50. Vamos acompanhar a oscilação e torcer para que o consumidor não seja o responsável pela recuperação das finanças.

Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

 

Direto da Câmara

Na terça-feira, dia 28, 10h, pelo Yoututbe, a Câmara dos Deputados apresenta um evento virtual. A Frente Parlamentar em Defesa da Cruz Vermelha, presidida pelo Capitão cearense, Wagner, contará com a presença, por meio do aplicativo Zoom, do presidente da Cruz Vermelha Brasileira, Júlio Cals, e da deputada Patricia Ferraz, que não está em exercício no cargo.

Foto: cruzvermelha.org

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Está ficando bonita, a grama nas quadras da Fundação. Os moradores reclamam que não há passagens de um lado para outro. (Publicado em 13/01/1962)

Os humores e desejos inconfessáveis

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Foto: Natasha Montier/GERJ

 

Você não precisa ser um especialista no assunto da educação para compreender a necessidade e a importância para um país, com as dimensões e complexidades do Brasil, que um fundo de financiamento moderno e eficaz tem para a manutenção de uma imensa rede de ensino público. Obviamente, que não bastam recursos. É preciso muito mais. Mas, sem uma estrutura pensada e bem montada, como é o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB), nada se faz em matéria de educação, principalmente quando se sabe das enormes carências experimentadas, desde sempre, pelo ensino público, tanto por alunos, quanto por professores e outros profissionais.

Criado em 2007, o Fundeb, como o próprio nome diz, é formado por um conjunto de 27 fundos contábeis, financiado por estados, municípios, pelo Distrito Federal e pela União, por meio de receitas oriundas de impostos, transferência e outros tributos, formando um caixa que, somente para o exercício deste ano de 2020, movimentará algo em torno de R$ 173 bilhões.

Trata-se de uma soma considerável a ser destinada para manter e desenvolver todas as etapas da chamada Educação Básica, que incluem creches, Pré-escola, Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Além desses investimentos, o dinheiro arrecadado pelo Fundeb vai para a valorização de professores, diretores, orientadores pedagógicos e funcionários desses estabelecimentos, servindo ainda para a formação continuada dos docentes, no transporte escolar, na aquisição de equipamentos e material didáticos para as escolas, além de ser usado na própria manutenção dessas instituições.

São recursos preciosos, sem os quais não haveria escolas públicas no país. Esses valores podem e devem ser fiscalizados pela sociedade, para evitar o que normalmente se vê e ouve acerca de desvios e outros descaminhos tomados por esse dinheiro. Esse controle pode ser feito através dos Conselhos de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb (CACS).

Para um país formado por 5.570 municípios, muitos deles sem sequer uma estrutura do tipo CACS, e com prefeitos vereadores e outros políticos, sem escrúpulos e de olho grande nesses recursos, fiscalizar a boa e correta aplicação desse valioso dinheiro público é providência mais que necessária, é urgente.

A transformação do Fundeb em um fundo permanente de financiamento da educação básica, trazendo-o para o corpo da Constituição como instrumento perene para o ensino público, é uma vitória da sociedade e uma certeza de que esse tema entre para o rol daquelas discussões suprapartidárias, isentas dos humores e dos desejos inconfessáveis desse e de outros políticos de plantão.

Um dos problemas verificados hoje com o Fundeb é que a valorização do magistério, conforme previsto em sua formulação original, fica um pouco de lado quando se observa que as parcelas desse Fundo, quando chegam lá na ponta dos municípios, já estão completamente comprometidas com o pagamento da folha salarial, sobrando pouco ou nenhum recurso para o que foi originalmente pensado.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Construíram hospitais de campanha ou hospitais para campanha?”

Dúvida que navega na internet

Divulgação/Prefeitura do Rio de Janeiro

 

Cálculo

Na ponta do lápis, a pergunta é: quem mata mais? O covid-19 ou os desvios das verbas? O novo vírus ou as empresas fantasmas e as reais empresas que superfaturam em obras? Aliás, o que o mundo e a ONU fizeram até hoje para tirar da miséria milhões de pessoas? O ministro Barroso estava certo quando disse que “a corrupção favorece os piores. É a prevalência dos desonestos sobre os íntegros. Esse modelo não se sustenta indefinidamente. Só se o mal pudesse mais do que o bem. Mas, se fosse assim, nada valeria a pena.”

Informativo publicado na página anpr.org

 

Grande encontro

Os grupos de cantores da cidade estão em grande movimento com o encontro organizado pela Associação de Regentes de Coros. Programação ainda hoje e amanhã. Veja a seguir.

 

Interessante

Campanha norte americana corre em velocidade alta e busca por apoio. Veja, a seguir, um exemplo de e-mail enviada com pedido de doação.

–> De: Pete Buttigieg <feedback@act.democrats.org>
Date: sex., 24 de jul. de 2020 às 15:06
Subject: re: the fate of our nation

Friend —

I’m writing to you personally today to ask you to please contribute your first $7 to our party. Before I do that, I hope you’ll give me a moment to speak candidly about why your contribution at this particular moment is so important.

This election is a whole lot bigger than just one candidate. I’ve believed this since before I decided to run for president myself, and that remains true as I fight as hard as I can to elect Joe Biden as our next commander in chief. This election is about winning the era for our shared values, and ushering in a new chapter of progress for America. And I’m not exaggerating when I tell you the results of this election will echo for generations.

The future of our country rests, in no small measure, on whether we can successfully build the strong DNC it will take to defeat Trump and Trumpism by electing Democrats at every level. Now, with only 102 days until Election Day, we’re closing in on the last stage of the race. The funds and resources the DNC has on hand by the conclusion of this month will have a direct impact on our party’s final plan to get out the vote in our most competitive battlegrounds. That’s why I’m asking you today:

Will you make a $7 investment in our party? Democrats are rapidly finalizing their plans around staffing, technology, and advertising before the final stretch of campaigning in the fall, so any amount you can give today will make a tangible difference in what we’re able to accomplish together by November 3.

As we visualize what comes next for our country to move forward from this crisis, it’s clear that the future won’t look like the past. Nor should it. We urgently need to turn the page on the status quo by electing ambitious Democratic leaders who will propose the bold, transformative solutions our country needs.

Joe Biden understands that, which is why I couldn’t be prouder to support his fight to rebuild our nation into a more perfect, more equal union than it’s ever been. But the only way we can elect Democratic leaders who’ll invest in future generations is by building the strongest DNC in modern history. That can’t happen without your support today.

Donate $7 to the Democratic Party to elect Democrats at every level. It’ll take all of us chipping in what we can as often as possible if we have any chance at winning the White House, flipping the Senate, and winning Democratic seats across the country.

Together,

Pete

Pete Buttigieg

P.S. Now is our chance to work together to elect leaders at every level of government who will build a better, more inclusive future for this country and the next generation. But our chances of victory slip away with every moment we fail to take action. Please, donate $7 to the DNC to help elect Joe Biden and Democrats down the ballot.

 

Que coisa!

Em entrevista ao Valor, o historiador Carlos Malamud comentou sobre a dupla Bolsonaro-Araújo, sentenciando sobre a ideologização da política externa. “Isso só faz sentido se partimos do princípio de que todos aqueles que se encontram a mais de dez centímetros de Olavo de Carvalho são comunistas.”

Carlos Malamud. Foto: enap.gov

 

Sem alegria

Segundo a senadora Eliziane Gama, o Dia da Mulher Negra tem pouco a se comemorar. A data coincide com Dia Internacional de Luta da Mulher Negra da América Latina e do Caribe. Muitas ainda sofrem com a violência física e preconceitos.

Senadora Eliziane Pereira Gama Melo. Foto: senado.leg

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Venceram os motoristas dos carros oficiais da redondeza. Tiveram que fazer a cerca, para que eles não possam mais andar a 60 e 70 quilômetros na área de recreio das crianças. Um dia, quando formos um povo de melhor educação, a cerca deixará de existir, assim esperamos. (Publicado em 13/01/1962)

Em educação, Brasil continua levando uma “Pisa” de outros países

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Resultados do Brasil no Pisa na última década indicam tendência de estagnação, diz OCDE — Foto: Aparecido Gonçalves/G1

 

Classificado entre os vinte piores países em educação para jovens, o Brasil, mais uma vez, teve um fraco desempenho no ranking mundial que avalia a performance dos estudantes na faixa de 15 anos, nas disciplinas de matemática, ciências e leitura. De acordo com dados fornecidos pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), realizado a cada três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nosso país segue estagnado desde 2009 e com um desempenho abaixo do medíocre, se comparado a outros estudantes de 79 países que também realizaram essas mesmas provas.

O mais interessante em avaliações desse tipo é que, por mais que as nossas autoridades busquem relativizar esse certame, ou mesmo desconsiderá-lo como instrumento de aferição da qualidade de nossa educação, principalmente na área do ensino público, onde está a maior camada de brasileiros de baixa renda, não há como esconder ou minimizar o fato de que em matéria de educação e de ensino vamos seguindo aceleradamente ladeira abaixo, há pelo menos uma década.

Não é preciso, nesse caso particular, buscar os culpados diretos. Mais importante é aprender com seguidos erros e mudar as estratégias enquanto há tempo. Pelos resultados obtidos, ficamos sabendo que metade de nossos alunos que realizaram o teste não entendem o que leem, nem ao menos sabem fazer contas simples com números inteiros. Pior do que isso é saber que 4 em cada 10 estudantes brasileiros não aprendem nem o básico, não conseguem também identificar a ideia principal de um texto, ler gráficos, resolver problemas simples ou mesmo entender experimentos científicos simples.

Na verdade, saímos dos últimos lugares nesse ranking para posições insignificantes pouco acima, à frente de países como Cazaquistão, Bósnia e Herzegovina, que nas últimas décadas enfrentaram guerras devastadoras. Talvez o mais triste resultado dessa avaliação esteja na constatação de que o Brasil continua sendo um dos países mais desiguais em educação, seguindo com isso a tradição de estar colocado também entre os campeões mundiais em desigualdade social e econômica, com uma das maiores concentrações de renda do planeta.

Por meio do Pisa, é possível constatar que, na última década, a diferença de performance entre alunos vem se aprofundando, impulsionada diretamente pela grande desigualdade socioeconômica. Para se ter uma ideia, em 2018 a diferença de pontuação entre alunos ricos e de baixa renda nas provas de leitura ficou em 97 pontos, quando a média internacional é 89 pontos. Para os especialistas nessa área, as condições socioeconômicas estão entre os fatores que mais influenciam o desempenho escolar.

Outro aspecto, pouco edificante é a constatação de que o Brasil é o país com uma das menores variantes de mobilidade social entre todos as nações avaliadas. Pelo levantamento que é feito paralelamente ao Pisa, tomamos conhecimento de que as chances de um aluno pobre estudar em uma escola de alto desempenho são de 13%, contra 20% em países como o Canadá ou Finlândia.

Essa desigualdade crônica em nosso país favorece também que os alunos pobres abandonem os estudos, descrentes da possibilidade de virem ingressar em uma faculdade. Há ainda a constatação de que os países com melhores desempenhos são justamente aqueles que mais investem em educação. Enquanto países como Macau, na China, investem US$ 150 mil ao ano per capta, o Brasil aparece com menos de US$ 30 mil ao ano.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Descobri que é fundamental buscar respostas quando o organismo não está agindo de forma correta. As pessoas precisam ir atrás de profissionais que realmente cuidem delas e que elas sintam que queiram ajudá-las.”

Michelle Munhoz, de 32 anos, que estava com um linfoma de Hodgkin durante a gravidez, diagnosticado no Instituto Nacional de Câncer.

Foto: Michelle Munhoz e esposo (istv.com)

 

 

Atenção

Muitas faixas de pedestres da cidade precisam de reforço na tinta. Seria muito bom a Secretaria de Obras e Infraestrutura reforçá-las nos fins de semana.

Foto: reprodução globoplay.globo.com

 

 

Solidariedade

Vai até o dia 6 de dezembro a adoção de cartinhas para o Papai Noel. No Senado, a parceria com os Correios foi um sucesso. Todas as cartinhas já foram adotadas pelos funcionários.

 

 

Receios

Desalojada pelo Festival de Cinema, a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro voltou para o teatro para os ensaios. Os Bombeiros deram a licença. Mas a cena de um spot despencando no meio do palco anos atrás ainda deixa os músicos apreensivos.

Foto: orquestrandobrasil.com

 

Adiamento

Depois do pedido de vistas de Paiva Martins, o processo entre Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal – SEDF e o Instituto Candango de Solidariedade – ICS foi adiado. O caso trata da apuração de possível dano causado ao erário em decorrência de irregularidades na execução de um contrato de assistência médica-odontológica e reforço escolar para alunos da rede oficial de ensino do DF ocorrido em 2001.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Correio Braziliense e a TV-Brasília continuam sem telefones, quem tiver negócio conosco venha até aqui. Desculpas ao DTUI. (Publicado em 07/12/1961)

Independência ou ignorância

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Foto: istoe.com

 

No campo econômico, há aqueles que entendem que um bom projeto educacional é aquele que estabelece uma autonomia e liberdade orçamentária. Seria uma solução interessante, com as escolas contratando ou demitindo professores sem rendimento. Ideias como o estabelecimento de uma renda para as escolas, de acordo com o número de alunos matriculados e aprovados, também surge como interessante, o que faria as escolas a cumprirem uma meta pré-estabelecida, principalmente se houvesse testes regulares elaborados pelas regionais para atestar se há o conhecimento dos alunos ou se foram empurrados para o ano seguinte.

Outro ponto apontado como importante é a fixação de uma política de compliance nas escolas públicas, da mesma forma como vem sendo implementado nas grandes organizações. O mais surpreendente é que o Brasil já experimentou, por um curto espaço de tempo, a introdução de escolas com educação de excelência. Um exemplo foram as Escolas Parques criadas por Anísio Teixeira e aquelas estabelecidas pelo educador Darcy Ribeiro, com os CIEPs, Centros Integrados de Educação Pública, que se mostraram plenamente adequados a nossa realidade.

Como esses modelos necessitavam de grande empenho e responsabilidade por parte das autoridades, foram deixados de lado. O que se tem hoje são modelos improvisados, porém necessários, como é o caso das escolas militarizadas.

Na avaliação de experts no assunto, como é o caso do filósofo e mestre em Ciências Políticas, Fernando Schuler, são várias as linhas de inovações possíveis para a melhoria do ensino público. Segundo ele, “os sistemas de voucher, em que o governo oferece uma bolsa e dá direito de escolha às famílias, ao invés de gerenciar escolas; e o modelo das charters schools, em que o governo assina contratos de gestão com instituições especializadas, de direito privado e sem fins lucrativos. Em ambos casos, o governo passa da condição de gestor direto para regulador do sistema.”

Outro pensador atual e importante sobre essa questão é o economista Eduardo Giannetti. Para ele, a sociedade brasileira valoriza a educação, mas coloca-a em plano abstrato e idealizado, sem que os familiares se envolvam diretamente no dia-a-dia com o processo de aprendizagem de seus filhos. Ou seja, um reconhecimento que fica apenas no discurso, descolado da prática. Segundo ele é preciso entender que o aproveitamento do que a criança e o jovem aprendem depende do suporte que eles têm ou não em casa, pois é isso o que fará com que os alunos percebam a permanente interação da escola com o mundo.

“Gosto muito de citar como exemplo os descendentes de orientais que moram no estado de São Paulo. Eles correspondem a aproximadamente 3% da população paulista e obtêm 12% das vagas disponibilizadas pela Fuvest [processo que seleciona alunos para a Universidade de São Paulo e para a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo], o principal vestibular do país. Os orientais vieram para cá sem privilégio algum, sem nenhum tipo de vantagem especial para viver aqui, e tiveram as mesmas oportunidades educacionais que a maioria da população. No entanto, em poucas gerações, os descendentes deles apresentam um desempenho escolar que os diferencia”, diz Giannetti.

A escola, na opinião de vários educadores, deve ser integral, não apenas no desenvolvimento do que se processa intramuros, mas abrir-se para comunidade em tempo também integral, envolvendo todo o entorno social. Deve ainda promover atividades culturais que reúna toda a comunidade, criando um espaço aberto e integrativo permanente. Cabe a ela também discutir os problemas da comunidade, buscando apoio coletivo.

Em outras palavras, a escola deve ser um lugar em que alunos, pais e toda a comunidade possam confiar e conviver de forma permanente, auxiliando a todos na medida do possível e do impossível. Só assim terá sua validade reconhecida. Na realidade, não há nada para ser inventado nessa área que já não foi experimentado com sucesso garantido. Falta apenas um certo compromisso a ser estabelecido entre os cidadãos brasileiros e seus legítimos representantes. Nesse ponto também se encontra um outro nó difícil de desatar e que diz respeito à educação dos eleitores para o ato de votar, o que nos remete ao início de todo o problema e ao recomeço desse ciclo fechado. Aí são mais alguns séculos de discussões.

 

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“A  educação é aquilo que sobrevive depois que tudo o que aprendemos foi esquecido.”

B. F. Skinner, educador

B.F. Skinner, 1971.
AP/REX/Shutterstock.com

 

 

Tenso

É preciso ter o coração forte para suportar a política de hoje. Mais uma vez, uma dupla de políticos desfalece. Senador Kajuru e Senador Heinze. Os dois ficaram em quartos vizinhos no Sírio Libanês em Brasília.

senado.leg

 

 

Tráfico

Moradores reclamam do tráfico de drogas na 408 Sul. Movimentações por toda a noite deixam os vizinhos apreensivos e sem saber o que fazer. A situação está bem desagradável.

 

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Ceará, este ano, perdeu a iniciativa da “indústria da seca”. O ministro Virgílio Távora moralizou a história, mas os baianos não aderiram. (Publicado em 06/12/1961)

Música e artes como elemento para uma educação humanizada

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Professora Marta Maria de Almeida Arcanjo Hassenteufel ensinava matemática com notas musicais tocadas em flautas doces. — Foto: Fábio Tito/G1

 

Se a escola reflete como um espelho polido a sociedade em volta, seu tempo, suas virtudes e vícios, cabe, fundamentalmente, a essas mesmas escolas, a preparação e o encaminhamento dos jovens para uma constante renovação dos núcleos sociais, por meio da valorização contínua dos princípios da ética humana. Esse trabalho de “curar” a sociedade dos seus males, que em muitos países é feito com a união entre família e escola, só pode ser atingido, em sua plenitude, por meio de um sistemático processo de educação humanizada.

Por sua vez, é preciso entender que esse sistema de educação humanizada só pode ser alcançado por aquelas escolas onde o ensino das artes tem tanta importância e significado como as demais disciplinas. Em alguns casos é possível inclusive reunir, num mesmo conjunto de importância, as ciências e as artes, criando uma espécie de matemática cantada, de literatura e português recitado ou encenado, de uma geografia que reúna os elementos culturais de determinadas regiões, de biologia que agrupe as variantes de cultura e assim por diante. As disciplinas precisam interagir, as instituições também perdem muito com a falta dessa interatividade. Não somos ilhas.

A urgência de uma discussão desse tipo, numa época em que se fala muito no advento da 4º Revolução Industrial, da internet das coisas, da robotização e digitalização da produção, é que a realidade de nossa educação atual, principalmente aquela ministrada pelos estabelecimentos públicos, do ensino básico às universidades, é precária, para dizer o mínimo. A violência nas escolas, opondo alunos contra alunos, alunos contra professores e vice-versa é um dado triste do nosso dia a dia. Nos certames internacionais, como o Pisa, realizado pela OCDE, os alunos brasileiros têm aparecido sempre nas últimas posições num confronte com outros setenta países. As diretrizes existem, mas são frouxas, invisíveis e desconsideradas.

Nossas escolas, em outras avaliações, também surgem como as mais violentas do planeta. Especialistas em pedagogia e didática sabem muito bem onde podem ser encontradas as raízes para esses problemas que fazem das nossas escolas um ambiente que parece afugentar, cada vez mais, nossos alunos. Mesmo hoje, para uma parcela significativa de nossos professores, as escolas se transformaram em um ambiente hostil, gerador de stress e medo. Mesmo sem qualquer messianismo, é possível declarar sem sombra de dúvidas que sem uma educação humanizadora, propiciada pelo mundo das artes, não há salvação para a escola e para a educação nesse país.

Nesse dia 22, em que se comemora do Dia do Músico e, em homenagem à Santa Cecília, a jovem e bela romana do século II que morreu martirizada e cantando cânticos de louvores ao seu Deus, possam as autoridades, que possuem preocupação real com essa realidade que desfigura nosso futuro, voltar suas preocupações e lembranças para a Lei 11.769/2008, que alterou a Lei de Diretrizes e Bases, deixando de determinar a presença do ensino de música nas escolas de educação básica, mas que tem sido deixada de lado até os dias de hoje. Ninar uma criança, comemorar a nova idade ou a união entre casais em louvores. Um dos símbolos nacionais, o hino, é pela voz cantada que se dedica respeito e amor ao país.

Para um país com uma riqueza e variedade musical tão grande, esse retardamento em aplicar uma lei justa e necessária pode ser considerada até um crime. Sem música, sem corais, sem teatro, sem danças, sem cinema, sem artes plásticas, ou seja, sem essa educação humanizada e humanizadora, Friedrich Nietzsche arremata: “A vida seria um erro”.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A música pode mudar o mundo. ”

Ludwig van Beethoven, compositor alemão (1770-1827)

Ludwig van Beethoven.
© Photos.com/Thinkstock

 

 

Prata da Casa

Jhona Burjack ganha a vida com o talento e a aparência. Já desfilou para muitas grifes famosas e agora estreia como ator de novela. Mais um artista desponta saído de Brasília, mais precisamente do Gama.

 

 

Mais respeito

Invisíveis, os lixeiros só se fazem presentes quando não estão. É o que vimos ao longo das últimas semanas quando pararam de trabalhar para pedir mais respeito. Seu braço fora da janela vale uma multa. O corpo de um profissional que limpa a sua cidade pendurado em um caminhão, respirando o cheiro de lixo, é exceção à regra.

Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press

 

 

Anjos

Adriana Calil, sensível à dificuldade das pessoas que moram na rua, resolveu comprar um ônibus e instalar chuveiros. Lugar limpíssimo e confortável. A fila é organizada. Depois do banho e da roupa nova, barbeiros e cabeleireiras à disposição. O atendimento termina com uma comida quentinha. Quem quiser participar do projeto é só chegar na plataforma inferior da rodoviária, na tarde de domingo. Doações são bem-vindas, roupas, alimentos e produtos de higiene pessoal.

Foto: jornalismo.iesb

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Um índio carajá esteve em Brasília, viu os preços dos artigos indígenas, voltou para a sua TRIBO, e determinou aumento de cem por cento em todos os preços. (Publicado em 06/12/1961)

Somos a 6ª maior economia do mundo e a última em qualidade de educação

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Infográfico: exame.abril.com

 

De três em três anos, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) realiza o Programme For International Student Assessment (Pisa), onde avalia, de modo comparado e amostral, estudantes matriculados a partir do 7º ano do ensino fundamental, na faixa etária entre os 14 e 16 anos. A avaliação é feita nas disciplinas de linguagem, Matemática e Ciências. A prova é realizada em 70 países que compõem a Organização ou que são convidados a participar do torneio. O programa Internacional de Avaliação de Alunos vem sendo realizado desde o ano 2000 e tem se tornado um importante instrumento para medir não só o desempenho dos alunos, mas, sobretudo, que importância cada país devota a questão da educação básica de seus cidadãos.

Numa época em que parte do mundo desenvolvido adentra para a chamada 4ª revolução industrial, com a combinação de máquinas com processos digitais e onde a produção de bens modificará, de modo radical, a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos, é imprescindível que cada país promova as reformas adequadas no ensino para essa nova era tecnológica que já começou.

Nesse novo mundo que se descortina, o conhecimento de base tecnológica será o principal referencial de riqueza de uma nação. A introdução da robótica e da digitalização diretamente nas linhas de produção, criando as fábricas inteligentes, aliadas aos avanços na nanotecnologia, na neurotecnologia, na biotecnologia, na inteligência artificial, entre outras descobertas, irão necessitar de mão de obra cada vez mais especializadas e mais afeita a esse novo mundo.

Com novas maneiras de produzir e consumir, muitos daqueles empregos e afazeres tradicionais, que hoje conhecemos, irão desaparecer, sendo substituídos por outros totalmente diversos. A automação geral do século XXI é uma realidade e a ela se liga, mais do que nunca, a educação de qualidade com ênfase nessas novas habilidades. Nesse quesito particular da perfeita interação do homem com as novas tecnologias, o Brasil, segundo reconhece com desalento as próprias autoridades, vai muito mal.

A qualidade da educação em nosso país, medida em praticamente todos os rankings mundiais, mostra, de forma clara, que, em comparação com os principais países do globo, nosso desempenho é vergonhoso. Entre os setenta países avaliados periodicamente pela OCDE, oscilamos sempre nos últimos lugares. Em 2015, por exemplo, ficamos na 65ª posição, ou seja, na rabeira do mundo.

No Brasil a relação investimento e qualidade da educação, como mostram esses rankings, não andam juntas. Nosso país chega a investir nesse setor mais do que outras nações em desenvolvimento, aplicando algo em torno de 5% do Produto Interno Bruto (PIB), embora a relação investimento por aluno (per capta) seja uma das piores do mundo. São 5,6 mil dólares por aluno contra 9,7 mil dólares, em média, nos países da OCDE.

No próximo dia 3 de dezembro, a OCDE irá divulgar os resultados de 2018 do Pisa. O atual ministro da educaçãoo, Abraham Weintraub, já antecipou que nessa nova avaliação o Brasil será o pior colocado da América Latina. Para um país que hoje é considerado como a 6ª maior economia do mundo, uma realidade como essa em nossa educação aponta para um desequilíbrio tremendo entre o quesito material ou de riqueza e o intelectual ou humano.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O ser humano é aquilo que a educação faz dele.”

Immanuel Kant, filósofo alemão.

Imagem: reprodução / internet

 

 

Leitura

Pergunta que não calou no material de divulgação do aniversário da “Biblioteca Demonstrativa do INL”: É para chorar ou comemorar? Maria da Conceição Moreira Salles foi uma incansável defensora do local, daí o novo nome, merecidamente, batizou a biblioteca. Essa é a parte agradável. Por outro lado, depois de 49 anos não há o que comemorar. Assim como o Teatro Nacional, o local continua fechado. Marcos Linhares assumiu a frente indo e vindo da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF (SECEC), Ministério do Turismo (que engoliu a Cultura), para reativar o local. A esperança de Linhares, Presidente do Sindicato dos Escritores do DF e Porta voz do Fórum do Livro e da Leitura do DF, é que Adão Cândido deixe esse legado aos brasilienses: uma parte da história da cidade reconstruído e pronto para os leitores da capital. Vamos acreditar no secretário Adão Candido. Veja a promessa feita no vídeo a seguir.

 

 

Para frente

Abrigada no Royal Tulip, a III Exposição Temática e Interativa de Resultados dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. O evento vislumbra a parte prática do pós encontro. Aproximação com o Setor Produtivo (coordenado pelo SEBRAE), com o Setor Público (coordenado pelo CNPq/CGEE), além de Oficinas de Divulgação Científica (coordenadas pelo INCT de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia). Houve também a reunião dos Coordenadores de INCT com a Frente Parlamentar Mista de Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Inovação.

Acesse a programação em: III SEMINÁRIO DE AVALIAÇÃO DOS INSTITUTOS NACIONAIS DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os estoques dos supermercados estão piorando muito. Há artigos onde não há concorrência, e macarrão é um deles. (Publicado em 06/12/1961)

Novo Enem

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Imagem: g1.globo.com

 

Criado em 1998, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) serviu, num primeiro momento, como ferramenta de avaliação da qualidade dessa etapa escolar para a elaboração de políticas públicas que tornassem possível a modernização do modelo tradicional, pela introdução paulatina de mudanças nos currículos escolares, de modo a torna-lo mais atraente para os alunos, contribuindo assim para evitar a grande evasão escolar que ocorria nessa fase.

Para atrair mais a atenção para importância desse exame em todo o território nacional, a prova passou a servir também para facultar o ingresso nas universidades públicas, em substituição ao vestibular.

Posteriormente, o exame permitiu, aos alunos com boas notas, a aquisição de bolsa de estudo para ingresso em faculdades particulares, dentro do chamado (ProUni). Graças a essas e outras mudanças, o Enem se tornaria o maior certame de avaliação do país e o segundo do mundo em número de participantes. Não é por outra razão que o Enem é hoje uma das mais disputadas provas de avaliação, com uma média aproximada de mais de seis milhões de inscritos a cada edição realizada.

No Distrito Federal, os inscritos nesse ano chegam a quase 96 mil, o que representa quase 2% dos que irão fazer a prova em todo o país. De acordo com Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela elaboração das provas, a maioria dos que se inscreveram esse ano na capital são mulheres, sendo a maioria composta de pretos e pardos, com idades entre 17 e 19 anos. Esse tem sido, ao longo desses anos, o teste, por excelência, que abre as portas para o acesso aos cursos universitários para as classes de menor renda do país.

Como todo sistema de avalição, o Enem necessita reciclar e modernizar-se a cada período, de modo a garantir sempre a adesão de milhões de jovens brasileiros e sua integração em todos os cursos do ensino superior, acabando com privilégios nesse setor, anteriormente dominado apenas pelas classes mais ricas do país.

Dessa forma, o INEP vem estudando a aplicação do Exame na versão digital, já a partir de 2020. Num primeiro momento, essa aplicação ocorrerá em modelo-piloto, sendo progressivamente aplicado no modo digital até o ano 2026, quando o Enem se tornará então um exame totalmente realizado de modo digital.

Para os coordenadores da prova, o futuro do Enem é se converter num exame digital, acompanhando a evolução tecnológica que ocorre no Brasil e no restante do mundo. Com isso, segundo os especialistas, será possível a realização de provas em várias datas ao longo do ano, por agendamento. Haverá ainda uma economia de mais de R$ 500 milhões que eram gastos com a impressão das provas, o que equivale a um ganho enorme para o meio ambiente. Também por esse modelo, será possível a utilização de novos tipos de questões, com vídeos, infográficos e outros recursos dessa tecnologia. A nova modalidade digital permitirá também que o exame seja aplicado em mais municípios do país, aproximando e agregando mais inscritos.

Em 2020, o Distrito Federal fará parte dessa nova experiência com a aplicação das provas do Enem no modelo-piloto. Trata-se de um grande avanço que pode, inclusive, reduzir muito as possibilidades de vazamentos de questões, tornando o sistema de avaliação mais rápido e seguro.

 

 

 

A frase que foi comunicada:

“Meu voto é de consciência, não é vendido”

Deputada Tábata Amaral

 

 

 

Dica

Uma solução interessante de painel eletrônico para a Câmara Legislativa seria publicar, diretamente no portal da CLDF, o registro de presença e voto dos deputados. O voto e a presença seriam por biometria. Outras casas legislativas já adotam esse procedimento.

Foto: Carlos Gandra/CLDF

 

 

Surpresa

Quem se aventurar pelas Olimpíadas e Paralimpíadas 2020 estará perto do que há de mais avançado em tecnologia no mundo. Os japoneses já estão preparando os tradutores simultâneos e os transportes mais modernos para os deslocamentos pelas arenas. Todas as novidades estão fechadas à sete chaves. O que está divulgado é a certeza de que os visitantes serão surpreendidos.

Foto: Associated Press

 

 

Divulgação

Em Parceria com o ILB – Instituto Legislativo Brasileiro, o #InstitutoIlluminante realizará a Palestra: “Os Impactos da Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD na Sociedade Brasileira” a ser proferida pelo Dr. Adriano Mendes, especialista em Direito Digital e expert no tema. O evento será no dia 6 de agosto. Veja mais detalhes a seguir. A LGPD, sancionada recentemente, entrará em vigor definitivamente em agosto de 2020 e atinge diretamente todas as Empresas e Instituições Públicas e Privadas, sujeitando-as a multas milionárias e à eventual suspensão de suas atividades.

Saiba mais e inscreva-se em: A Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD e os Impactos na Soc. Brasileira por Instituto Illuminante

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Dizer que uma equipe não possui ética profissional é um falso que se levanta, e que sérios danos poderá causar ao congresso como fonte de opinião. (Publicado em 25/11/1961)

Sem escolas e sem futuro

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Ilustração: profissaoatitude.com.br

 

Manter a população de adolescentes brasileiros dentro das escolas tem sido um esforço cada vez mais penoso. De fato, nossas escolas públicas, com raríssimas exceções, possuem condições de manterem aceso o interesse dos jovens pelo ensino, sobretudo aquele praticado nos moldes de sempre, com professores ditando ou copiando deveres na lousa, com os alunos escrevendo de forma mecânica em cadernos. A garantia de que os alunos, nessa fase etária, venham a permanecer nas escolas, a fim de que o governo cumpra a programação prevista dentro do Plano Nacional de Educação de 2014, vem se mostrando um objetivo cada vez mais inatingível para a consecução da chamada universalização do acesso à educação básica. A evasão escolar em todo o país é ainda um dado de nossa realidade atual.

Números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística dão conta de que 4 em cada 10 jovens de até 19 anos não concluíram ainda o ensino médio. Muitos, inclusive, estão fora da escola (62%) e outros (55%) simplesmente abandonaram a escola. Trata-se de um dado deveras preocupante, quando se sabe que esse será o contingente de cidadãos de aproximadamente 1,1 milhão de pessoas que não terão acesso a empregos de qualidade ou quaisquer perspectivas de melhoria nas condições socioeconômicas. É justamente nesse ciclo fechado de infortúnios que milhões de brasileiros passam a engrossar, a cada ano, o número de pessoas de baixa ou baixíssima renda. O mais preocupante é que esses números têm repercussões diretas e nocivas na desigualdade social, o que acaba por refletir ainda na elevação da violência e em outros dados prejudiciais ao Brasil.

Mesmo sendo direito previsto na Constituição de 1988, que obriga o Estado a prover o ensino fundamental e médio a todos os brasileiros, as disparidades regionais e pouco interesse de muitas autoridades em implementar esses avanços prejudicam qualquer plano nesse sentido, principalmente a médio e longo prazo. Economistas estimam que essa população que vai ficando, a cada ano, à margem do ensino médio, cause um desperdício da ordem de R$ 35 bilhões ao ano para o país por não integrarem efetivamente no mercado de trabalho. Essa preocupação é ainda acrescida pelo fato de que, a cada novo ciclo de aproximadamente 5 anos, esse mesmo mercado de trabalho passe a exigir maior especialização da mão de obra, dentro de uma renovação tecnológica que não para de se sofisticar. Essa é, segundo especialistas no problema, uma tragédia silenciosa que vem ocorrendo a cada ano em todo o país e que explica boa parte de nosso subdesenvolvimento sempre adiado e que, fundamentalmente, está na raiz de todos os nossos problemas, de ontem, de hoje e de amanhã.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

Isso é um ataque às instituições. É uma invasão criminosa por um grupo criminoso organizado, que tem, por objetivo, ou invalidar condenações por corrupção e lavagem de dinheiro, ou obstaculizar investigações que ainda estão em andamento e que ainda podem atingir pessoas poderosas, ou simples ataques às instituições brasileiras.”

Ministro Sergio Moro em depoimento no Senado

 

Triscaidecafobia

O número 13 quebra a perfeição dos 12 meses, 12 tribos de Israel ou 12 constelações do Zodíaco. Foi no dia 13 que a bolsa de NY quebrou. Não existe carro 13 na Fórmula 1, a Air France dispensou a fileira 13 em alguns voos, e 80% dos prédios em Nova York do 12° andar passa para o 14° sem maiores explicações. Isso porque eles não viveram os tempos do partido 13! Se a moda pega no Brasil… Veja um exemplo a seguir.

Foto: reprodução da internet

 

Quanta diferença!

Difícil compreender o Decreto Presidencial 9.731 que dá ao norte-americano o direito de isenção do visto para entrar no Brasil. Bem singelo o objetivo. Que essa facilidade aumente o fluxo de turistas no país. Fica o flanco aberto para a biopirataria e outras estripulias. Enquanto isso, o brasileiro pode ser obrigado a fornecer senha do e-mail, Facebook e outras redes sociais se quiser entrar nos Estados Unidos.

Foto: Alan Santos/PR

 

Mais dificuldades

Por falar nisso, o atraso no Serviço de Imigração dos Estados Unidos para liberar o trabalho a estudantes estrangeiros está prejudicando centenas de jovens. Formandos da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, ou mesmo de Yale, que já receberam oferta de emprego tiveram que declinar pela falta de documentação.

 

 

Perigo à vista

Na Pista de atletismo entre o Paranoá e o Itapuã, a CEB colocou um transformador muito mal protegido.

Foto: portalvarada.com

 

Sem educação

Há a necessidade de começar pelas escolas, já que as famílias não receberam instrução suficiente. No Paranoá é bastante comum ver crianças e adultos jogarem lixo displicentemente no chão. O resultado é uma cidade imunda.

Reprodução: globoplay.globo.com

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Por sua vez, o TCB, cujos ônibus mal dão para a população normal, não pôde transportar a criançada, como o rádio anunciara. Os automóveis particulares é que concorreram com as caronas. (Publicado em 23/11/1961)

Neste mês vence o prazo para aprovação do PPA

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Ilustração: brasil.gov.br

 

O que os governos que chegam ao poder a cada quatro anos não conseguem entender é que o Plano Nacional de Educação é uma política pública que ultrapassa governos, com metas de médio e longo prazo e com responsabilidades compartilhadas por todos igualmente.

Muitos educadores concordam que, para o Brasil avançar no sentido de diminuir as desigualdades sociais, é por meio do cumprimento de todas as metas previstas pelo PNE, reduzindo o analfabetismo funcional, avançando na educação de jovens e adultos de forma a integrá-los a um mercado de trabalho cada vez mais especializado. Trata-se, na opinião de muitos, de uma dívida histórica, capaz de reverter a imensa desigualdade social e econômica e que já devia ter sido paga há muito tempo, mas que ainda está longe de ser quitada plenamente.

Especialistas não só no Brasil, mas em todo o mundo concordam que os investimentos feitos na primeira infância têm se revelado como uma tática eficaz para o crescimento econômico, uma vez que, para cada dólar investido em educação, há sempre um enorme retorno desse financiamento de forma segura e contínua.

Experimentos diversos comprovam que o acesso à uma educação de qualidade, aumenta as probabilidades de as pessoas adquirirem bons empregos, ao mesmo tempo em que diminuem as chances desses indivíduos cometerem crimes. Não precisa ser um grande entendedor do problema para aferir que uma boa educação está na base de uma sociedade sadia.

Os investimentos feitos nos primeiros cinco anos de vida de uma pessoa são a garantia de que haverá no futuro menos gastos com segurança, menos gastos em saúde e uma maior produção, beneficiando à toda a sociedade igualmente e garantindo maior desenvolvimento para o próprio país. A educação de qualidade é fator indispensável para deter a evasão escolar e repetência, que em nosso país continuam altos.

O problema é que, a cada governo, mudam-se as prioridades e muitos planos, como é o caso do PNE, ficam de lado. Qualquer país bem-sucedido, na área de educação, soube, desde o início, que essa é uma área estratégica e fundamental para a nação, sendo que os resultados só são verdadeiramente comprovados depois de décadas de esforço contínuo e persistente. Afinal, cuida-se do preparo das novas gerações que irão assumir os postos chaves do Estado nos próximos anos.

Por essa razão não há país algum no mundo que tenha alcançado o pleno desenvolvimento econômico e social e que não tenha investido de forma constante e massiva em educação. Principalmente nos primeiros anos.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Educação é aquilo que a maior parte das pessoas recebe, muitos transmitem e poucos possuem.”

Karl Kraus foi jornalista, ensaísta, aforista e poeta austríaco.

Foto: bbc.co.uk

 

 

Novos tempos

Sem julgamentos. É só uma constatação e um registro para o futuro. No Multiuso da UnB, eram 3 banheiros. Numa ponta o feminino, na outra o masculino e no meio escrito “Neutro”.

Foto: noticias.unb.br

 

 

A carne

Inevitável o efeito cascata depois da denúncia contra João de Deus. Abadiânia e mais especificamente a casa Santo Inácio de Loyola tiveram uma queda vertiginosa no movimento. Toda a crença que trazia gente do mundo todo foi jogada por terra.

Foto: liberal.com.br

 

 

O verbo

Em breve, algumas mudanças, já autorizadas pelo Papa, em orações católicas tradicionais serão apresentadas ao redor do mundo na 3ª edição do Messale.

Foto: w2.vatican.va

 

 

Parceria

Cândido Teles, presidente da Novacap, esteve com o reitor do UniCeub, Getúlio Américo Moreira Lopes, em evento na universidade para assinar um termo de cooperação técnico-científico e acadêmico. Pelo acordo, alunos de engenharia farão inspeção em pontes e viadutos do Distrito Federal, acompanhados de professores da instituição de ensino e engenheiros da Companhia.

Foto: novacap.df.gov.br

 

 

Pobreza extrema

Continuam barracos espalhados a caminho da UnB pela L4. São famílias que sobrevivem do lixo descartado nas quadras. Veja algumas fotos a seguir.

Foto: globoplay.globo.com

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O ministério da Aeronáutica pôs na mesma classificação, para efeito de tarifas, os aviões DC-8, Boeing, Caravelle, Convair e Constelation. (Publicado em 22/11/1961)

Plano Nacional de Educação aplicado a passos de tartaruga

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Foto: estrategiaods.org.br

 

Previsto pela Lei 13.005 de 2014, o Plano Nacional de Educação está completando cinco anos de vigência e ainda não decolou, conforme previam todos aqueles que participaram ativamente de sua elaboração.

Na verdade, das 20 metas estipuladas, visando aperfeiçoar o modelo de educação no país, apenas 4 experimentaram avanços tímidos. Diante dessa realidade, os objetivos traçados para a efetivação total do PNE, previstos para fins de 2024, vão ficando cada vez mais distantes e incertos.

A avalição preliminar foi feita pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação, uma ONG criada em 1999, pela sociedade civil, a partir do Fórum Mundial de Educação e que luta para que todo o brasileiro tenha educação pública de qualidade, inclusiva e laica.

Esse atraso ocorre em decorrência dos que acreditam ser uma clara limitação econômica que obstrui a realização do PNE e que teve início justamente em 2014, devido à forte recessão deflagrada nesse ano e nos anos seguintes. Os dados, apresentados recentemente por essa ONG, dão conta de que a execução das metas, artigos e estratégias contidas no Plano estão perigosamente em vias de nunca virem a ser descumpridos, principalmente devido aos seguidos desinvestimentos de recursos públicos para a educação e também em virtude do pouco caso demonstrado pelas autoridades que sistematicamente têm lançado para escanteio as metas previstas na agenda. Depois de três anos de um longo debate, o PNE aprovado em 2014 teve apenas algumas etapas preliminares cumpridas, o que pode ser aferido pelos avanços observados tanto nas notas das crianças matriculadas nos primeiros anos do ensino fundamental, como na melhoria, ainda tímida, na formação de docentes.

Na opinião de muitos especialistas no problema, pelo ritmo atual de desenvolvimento das metas, dificilmente o PNE poderá ser concluído ainda em 2024. Até mesmo os chamados Custo Aluno-Qualidade Inicial e Custo Aluno-Qualidade (CAQI/CAQ) vêm sofrendo com seguidos descumprimentos, ao mesmo tempo em que vêm sendo atacados por todos aqueles que defendem a lógica da privatização dos recursos para a educação.

Nesse sentido, os integrantes da ONG apontam a Emenda Constitucional 95/2016, do governo Temer e seguida pelo atual governo, prevendo fortes cortes na economia, como o principal fator que tem impedido o pleno prosseguimento do PNE, dificultando a universalização do acesso à educação de qualidade em todo o país e que, com certeza, irá impactar também um possível Plano subsequente, previsto para o período de 2024 e 2034.

O item mais prejudicado, afirmam esses especialistas, são as metas 1, 2 e 3, referentes à universalização do acesso à educação básica. Com isso, todos os anos milhares de crianças continuam fora das creches, da pré-escola e dos ensinos fundamentais e básicos.

Com relação à necessidade de diminuição das desigualdades regionais e de classes sociais, conforme previstas pela meta 8 do Plano, os avanços também têm sido medíocres. Com relação à educação superior e que foi tema dos protestos estudantis nos dias 15 e 30 de maio, apesar de alguns avanços, como no caso de atingir a meta de 60 mil brasileiros com mestrado, a formação específica de professores na área em que atuam ainda é uma realidade distante.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.”

Immanuel Kant, filósofo prussiano do século XVIII.

Imagem: reprodução / internet

 

 

Tech

Amanhã é dia de Feira de Tecnologia da UnB. No Eixão do Lazer, na altura da 402 Sul. Veja todos os detalhes a seguir.

 

 

Com ou sem

De um lado, alguns pais acham um absurdo o presidente Bolsonaro afrouxar a punição para os pais que não usam nos automóveis as cadeirinhas para os filhos, de outro, pais preferem que o estado não interfira nas decisões da família. Palmada, cadeirinha, educação, sexualidade. Para essa corrente, isso é problema particular.

Foto: g1.globo.com

 

 

Uma pena

Calçadas desiguais, buracos por toda a parte, marquises sem manutenção. A W3, que já foi a queridinha de Brasília, passa por total desleixo, sujeira e falta de conservação.

Foto: mobilize.org.br

 

 

Realidade

Parece que o governador Ibaneis quer mesmo melhorar o atendimento da Saúde à população. Hora de criar um “disque Saúde denúncia” para mapear com precisão os problemas enfrentados pelos pacientes no DF.

Foto: jornaldebrasilia.com.br

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Dr. Quintanilha disse à imprensa que o Brasil sem Jânio é um Santos sem Pelé. O Arapuã respondeu em cima da bucha: Há uma pequena diferença: Pelé nunca tentou golpe sujo, e jamais fugiu à luta. (Publicado em 22/11/1961)