Cantando e andando para o provo brasileiro

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Foto: Reprodução/Twitter Instituto Lula

 

Ninguém, em sã e ética consciência, e de posse de toda a capacidade de se indignar, pode aceitar, de forma serena, que o ex-presidente Lula, depois de devidamente investigado, processado e condenado a trinta anos de prisão, segundo as leis brasileira, deixe a cadeia de luxo, onde passou a residir há pouco mais de um ano, e saia pelo mundo afora pregando livremente contra o Brasil e suas instituições, tudo às custas dos pobres contribuintes, deixados à míngua nas imensas filas de desempregados.

Ladeado nesse tour de primeira classe, pela também ex-presidente Dilma, ré em outros processos que correm na justiça, a dupla de corruptos viaja, como não podia deixar de ser, pela Europa capitalista, desfrutando de todas as mordomias do Estado. Obviamente que aqueles países aos quais há suspeitas de que despejaram somas bilionárias dos recursos do erário nacional, como Angola, Cuba, Venezuela e outros, não estão no roteiro, primorosamente preparado por seus “assessores” e asseclas.

A dupla de comunistas de fachada e de bom gosto, hospeda-se nos mais caros hotéis do continente, apreciando os mais requintados acepipes, seguidos das melhores safras de vinhos do velho mundo, tudo, obviamente, às custas dos contribuintes brasileiros, os mesmos aqui deixados aos milhões por seus governos, no desamparo e nas imensas filas do desemprego.

O mais incompreensível em toda essa história, que parece surreal, é que essa dupla de malfeitores segue em sua turnê pela Europa, em comícios fechados, onde pregam contra o Brasil, contra suas instituições, envergonhando a todos aqueles cidadãos de bem, mentindo e apresentando suas narrativas falsas sobre esse triste período da nossa história recente. Além dos muitos crimes que cometeram durante seus governos e que estão devidamente descritos nos anais da justiça e nos enciclopédicos processos judiciais, essa versão tupiniquim e mal-ajambrada de Bonnie e Clyde, presta um enorme desserviço ao Brasil, quando usam a pouca informação e mesmo o desinteresse sobre nosso país, para inventar mentiras que denigrem nossa imagem no exterior e causam grande prejuízo, afugentando investidores e desestimulando futuros projetos de interesse nacional.

Todo esse périplo por países que, até há pouco tempo, acusavam de imperialistas, faz parte de uma agenda ardilosamente elaborada para, a partir do exterior, onde se ocupam da tarefa pateticamente de desestabilizar o Brasil e suas instituições, angariar apoio de parte do mundo Ocidental para um processo de retomada do poder. Com as urnas eleitorais da maneira em que se encontram corremos seriamente esse risco.

Internamente essa possibilidade é, no momento, uma missão impossível de ser empreendida, dado o alto grau de desaprovação e mesmo de hostilidade que a maioria dos brasileiros nutrem por esses personagens e seus partidos. Cumprida essa primeira e tresloucada etapa do plano petista, o passo seguinte vai ser reunir todos os bilhões desviados dos cofres públicos, por mais de uma década e que estão espalhados pelos quatro cantos do planeta, para recomeçar um retorno ao poder de onde foram escorraçados pelos brasileiros.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O cachorro só é o melhor amigo do homem porque não conhece o dinheiro.”

Maine de Biran, filósofo francês (1766-1824)

Imagem: Wikipédia

 

Sem resposta

No cafezinho da Câmara, a dúvida de um grupo de visitantes parou na seguinte pergunta que ficou sem resposta: Qual o entendimento da Previdência Social no caso de aposentadoria de trabalhadores que se desdobram em dois empregos? Recebem mais, mas o leão avança com vontade e além disso é descontado pela Previdência Social nos dois empregos.

Imagem: spbancarios.com.br

 

Solidões

Casos de pais drogados, mães que não conseguem manter os filhos, crianças que ficam sozinhas em casa constantemente. O Programa Família Acolhedora, pouco conhecido da comunidade candanga, será apresentado pelo grupo Aconchego, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social do DF. A prioridade é a convivência familiar. O programa nada tem a ver com adoção. É só aconchego. “Queremos sensibilizar a comunidade para a importância deste tema, esclarecendo as dúvidas e transmitindo mais segurança para as pessoas que queiram aderir ao programa”, explica a psicóloga e coordenadora do programa no Aconchego, Júlia Salvagni.” A palestra será na UNIP 913 Sul, sábado 14 das 9h às 12h. Mais informações 39635049. Entrada livre.

Foto: aconchegodf.org

 

Princípio, meio e fim

Foi-se o tempo em que políticos exibiam broches funcionais para impor respeito. Depois das Mídias Sociais, muitos perdem a paz nas ruas, restaurantes, aviões. Pelas facilidades cibernéticas, a população se deu conta que são pessoas de carne e osso. Com o mesmo princípio e fim que todos teremos. Mas com opções diferentes de meios.

Charge: Ivan Cabral

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Até que enfim, o Nordeste terá um plano de obras para ser executado com a garantia da SUDENE. Deixarão de existir, então, as obras de estradas feitas a mão para fazer favor ao trabalhador atingido pela seca. (Publicado em 16/12/1961)

Uma verdadeira tortura

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Foto: Twitter Zé Dirceu / Reprodução

 

Ao que parece, depois da temporada em que passou a dividir a mesma cela da penitenciária com um empresário da cidade, dono de um site de notícias local, José Dirceu, não apenas conquistou a simpatia desse seu companheiro de infortúnio, como conseguiu também uma vaga como colunista desse periódico, de onde vem, regularmente, expondo o que acredita ser seu libelo de esquerda com um receituário completo do que sonha para o governo do Brasil.

Não fosse a figurinha já conhecida de todos pelo poder de encantar incautos e outros mal informados, o mais certo seria acreditar que esse portentoso ideólogo do Partido dos Trabalhadores, que em apenas um mandato de quatro anos conseguiu a proeza fantástica de enterrar no abismo da falta de ética uma legenda inteirinha, planeja, mais uma vez, transformar o país numa réplica do pesadelo de mundo que construiu para si e seus seguidores.

Na verdade, falar ou criticar um personagem desse calibre moral torna-se até um exercício de covardia, dada a posição de moribundo político em que vive e depois de tudo que já conhecemos de sua extensa e triste folha corrida. O eleitor médio desse país, por sua pouca formação e crenças no sobrenatural, acredita no poder e influência de mortos-vivos. Lula e Dirceu, cada um a seu modo, vêm aproveitando essa espécie de saidão, propiciada pela decisão de um preposto que colocaram na suprema corte, para prolongar e dar sobrevida à legenda que hoje se transformou num adjetivo de tudo o que é ruim e nefasto.

Em sua última coluna intitulada “Fazer alianças é da natureza da política”, de 28 de janeiro, é preciso mais do que a atenção de um psicanalista para entender o que está escondido nas entrelinhas do que diz. O período que passou no catre, diferentemente do que ocorre com aqueles indivíduos socialmente recuperáveis, de nada serviu para uma autorreflexão. O mesmo parece ter se dado com o dono da legenda. Para eles, serve como luva o dito repetido pelo filósofo de Mondubim: “não aprenderam nada, não esqueceram nada”.

Para qualquer estrategista político, mesmo aqueles mais alienados, em seu texto raso, a proposta de uma aliança com todos aqueles que queiram somar forças, não importando de onde venham, ainda é a fórmula que acredita para a construção do que chama de frente de esquerda. De fato, o mensalão e outros escândalos de malfeitorias não ensinaram nada a esse exímio perito político. Aquilo que denomina como sendo programa de reformas estruturais nada mais é do que o mesmo receituário que conduziu o país a sua mais profunda depressão político econômica de todos os tempos.

As alianças firmadas pelo petismo, em nome do que acreditaram ser a possibilidade de uma governança, reuniram o que de pior havia na vida nacional, confirmando a tese de que os iguais se atraem. Aquilo que aponta como sendo uma encruzilhada na caminhada do PT, de Lula e da “esquerda”, termo usado assim mesmo no singular, é a mesma que se apresentou para o partido em 2002. O inimigo imaginário daquela época, configurado então por Fernando Henrique e o PSDB, agora é substituído, por Bolsonaro e seus apoiadores. Para quem minimamente tem a capacidade de enxergar, o petismo ou lulismo não possui outro inimigo a ser derrotado além de si mesmo, do seu ego gigante e cego.

Na realidade, estender-se no que seria uma análise ponto a ponto naquilo que prega o articulista improvisado, seria penoso até para o leitor, pois trata-se de um apanhado, sem critérios, e acento na verdade e na racionalidade.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A prosperidade de alguns homens públicos do Brasil é uma prova evidente de que eles vêm lutando pelo progresso do nosso subdesenvolvimento.”

Stanislaw Ponte Preta

Foto: reprodução

 

 

Demanda

Atenção professores de fisioterapia, neurologia, oftalmologia e otorrino. Carregadores na Ceasa estão com joelhos estourados e coluna lombar e cervical com sérios problemas. Motoristas de ônibus na rodoviária precisam de oportunidade para exames oftalmológicos e auditivos.

Foto: fogocruzadodf.com

 

 

Resistência

Flagramos a exaustão de uma funcionária que não tinha cadeira a disposição para sentar durante as 8 horas de trabalho.

 

 

Carnaval

Pela primeira vez em 60 anos, o comércio do DF vai abrir este ano no domingo e na segunda-feira de carnaval. Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista, Edson de Castro, a meta é oferecer opções de consumo aos que não vão viajar. A informação é do amigo Kleber Sampaio.

Capa: facebook.com/Sindivarejista

 

 

Informe

Deve seguir entre os principais temas nas casas legislativas brasileiras ao longo de 2020, a Lei de Alienação Parental (12.318/2010). No último ano, a Comissão de Direitos Humanos – CDH do Senado reuniu especialistas em duas audiências públicas para discutir as controvérsias e a possibilidade de revogação da norma. Em ambas as ocasiões, o Instituto Brasileiro de Direito de Família marcou presença, posicionando-se contrário à revogação e a favor da manutenção da lei.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Finalmente, um funcionário de uma companhia de turismo tomou a iniciativa, e levou o embaixador para o hotel, naturalmente mal impressionado com o seu primeiro instante em Brasília. (Publicado em 15/12/1961)

Deus nos livre

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Foto: Reuters / Nacho Doce

 

Ler nas entrelinhas é, talvez, o exercício mais preciso e eficaz para entender o que se esconde por detrás de cada declaração política e o que realmente pretende com elas os profissionais dessa arte da prestidigitação das palavras. O que parece, à primeira vista, ser um coelho saído da cartola é, na verdade, um gato que tenta escapar às pressas assim que vislumbra a chance. Os antigos gregos tinham uma palavra precisa para definir essa capacidade falaciosa de hipnotizar as orelhas: demagogia.

Unida à retórica do tipo popular, torna esse ator falastrão num verdadeiro lobo a conduzir ovelhas, capaz, como dizem os sulistas, de levar gato para nadar. É justamente essa capacidade que foi capaz de guindar, ao mais alto cargo do Executivo, um personagem como Lula.

Visto por trás dessa cortina de veludo espesso, trata-se de um personagem, ou como ele costuma repetir, uma ideia. A última proposição desse personagem, que já integra o rol da fama de indivíduos inscritos no folclore político nacional, foi a solicitação para que os petistas criem núcleos evangélicos na maioria dos estados brasileiros, como forma de atrair parte do eleitorado que hoje torce por Jair Bolsonaro.

Nesse ponto é preciso destacar aqui o que poderia ser o utilitarismo da fé, ou retira o que existe de prático no mundo do além. O fenômeno político atual que faz com que boa parte do Congresso Nacional seja dominada por bancadas de orientação religiosa, mormente pelos chamados neopentecostais, despertou no ex-presidiário e ex-presidente a ideia de que um possível retorno ao passado terá que ser necessariamente trilhado pelos caminhos da fé.

Não de uma fé em seu sentido espiritual, mas da fé no poder. Obviamente que essa não é uma ideia brotada originalmente em sua mente, mas possivelmente oriunda da cabeça de seu mentor e estrategista do caos, José Dirceu. Como justificativa de Lula para essa conversão aos caminhos laicos dessa fé, o petista disse: “é preciso aprender com os pastores, eles falam bem e o que as pessoas querem ouvir.”

Num país surrealista como o nosso, não seria extraordinário que Lula transformasse o partido que é seu numa espécie de nova igreja, onde ele seria, necessariamente, o pastor mor. Por certo, Lula e seus sequazes devem sentir uma tremenda inveja dos grandes pastores nacionais.

Milionários e cheios de seguidores, recebem a bênção do Estado, não pagam impostos, não justificam suas fortunas e até podem ser presenteados com isenção nas contas de luz e água, conforme deseja o atual governo.  Nesse país que, desde o ano de 1500, busca um rumo, a confusão agora entre religião e política, poder e fé, secularismo e espiritualismo, os horizontes que parecem se abrir à frente, em pleno século XXI, são de uma mistura letal entre igreja e Estado.

Nesse novíssimo país, os cidadãos serão transformados em crentes, os governantes em pastores, as leis constitucionais em dogmas celestiais, criando assim um Brasil onde todas as faltas serão perdoadas e onde a nação deverá render louvores aos seus dirigentes, pois eles passarão a governar por desejo divino. Haverá assim uma direita e uma esquerda religiosa. Talvez até um Supremo celestial, que julgará os casos de heresia e outros atentados à fé cega no Estado. Deus nos livre!

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Em política, o único verdadeiro é o que não se vê.”

José Martí, poeta, ensaísta, jornalista, tradutor e professor cubano.

Imagem: reprodução da internet

 

 

Novidade

Senadora Leila Barros apresentou um projeto de Lei que altera o Código Penal que define como crime a prática de perseguição ou assédio de forma insistente, provocando medo na vítima e perturbando a liberdade. A pena que era de dois meses passa para três anos.

Foto: senado.leg

 

 

Ainda

Mesmo com alternativa de estacionar em local pago, os motoristas preferem parar ao longo do meio fio. A fila é grande e impede o uso das duas pistas.

 

 

Chuvas

Em dias de chuva, a engenharia do DER e Administrações precisam sair dos gabinetes para acompanhar os estragos feitos pelas águas. Falta de escoamento e rede pluvial, zonas de contenção de água e principalmente falta planejamento de apoio do governo.

 

 

Vale conhecer

Uma beleza a Casa do Cantador na Ceilândia. O prédio foi projetado por Oscar Niemeyer como homenagem aos nordestinos do DF. Conhecido como Palácio da Poesia, o lugar fervilha com a cultura dos cantadores.

Foto: Júnior Aragão/SECDF

 

 

Evasão

O capítulo final do “Setembro Amarelo Embuste” é que, por total falta de acolhimento, atendimento adequado e atenção profissional inexistente, uma das pacientes com potencial suicida do HRAN resolveu abandonar os pertences na ala 4, para nunca mais se lembrar daquele lugar, e fugiu pela porta principal, sem ser importunada ou interrompida. Pelo contrário, quando perguntou para a enfermagem o que aconteceria se ela saísse, obteve a seguinte resposta: “Ninguém vai te segurar aqui.”

Foto: gov.br

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Serviço de Trânsito recebeu ordens para anotar os carros oficiais que transitam aos sábados e domingos, contrariando ordens do chefe da Casa Militar. Sessenta e dois carros foram anotados, muito embora as providências tomadas daí por diante sejam desconhecidas. (Publicado em 14/12/1961)

A gangorra de Lula e Bolsonaro

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Foto: Lula e Bolsonaro | Arquivo Google

 

Entre sístoles e diástoles, à direita e à esquerda, o movimento político no Brasil oscila, insuflado por um ciclo sem fim, de culto à personalidade. Tem sido assim desde 1889, com o advento brusco da República. Historiadores e filósofos concordam que, com o fim da monarquia, houve apenas a retirada de um imperador intrinsecamente republicano para a entrada de republicano intrinsecamente monarquista.

O personalismo na política, uma herança que na América Latina remonta ao século XIX, tem sido também a nossa principal característica política. O que surpreende é que esse sistema vindo de um passado que se acreditava morto, parece querer adentrar agora pelo século XXI, trazendo os mesmos vícios e prejuízos da velha política que tantos males causaram ao Brasil.

A reforçar essa tese, que para os historiadores não é nenhuma surpresa, análises feitas à luz dos conceitos formais do que seja, de fato, direita e esquerda nesse Brasil inzoneiro, tem-se que nunca houve no poder nenhuma nem outra dessas matizes ideológicas na sua forma pura. Isso significa dizer, apenas para ficar nas últimas duas décadas de nossa história, que nem Lula é um político de esquerda, nem Bolsonaro um líder de direita. Na verdade, ambos não sabem nem o que isso significa em termos de conceitos de ciência política embora todos reconheçam que para esses personagens pouco importa essa diferença.

O exercício do poder, para essas duas lideranças do Brasil contemporâneo, está fincado em esteios de ordens carismáticas, correndo à margem da democracia representativa, servindo-se de alguns elementos desse sistema, como é o caso da filiação partidária, apenas para exercitar o mando.

Situados mais nas bordas extremas desses matizes políticos, Lula e Bolsonaro não escondem a forte inclinação autocrática, disfarçada, às vezes, com discursos políticos dúbios que oscilam entre uma margem e outra. Aproveitando-se do fato de as ligações político-partidárias serem, em nosso país, fluídicas e, portanto, dispensáveis, tanto Lula como Bolsonaro buscam agir acima das legendas, dispensando interlocutores e formalismos protocolares.

Não é por outra razão que um se porta como aquilo que é, ou seja, dono da sigla, colocado acima de todo e qualquer estatuto partidário. Bolsonaro, com a possível criação da sigla Aliança pelo Brasil, vai na mesma direção, confeccionando um partido onde possa exercer livremente seu poder de mando. Para tanto, terá que costurar também um estatuto que lhe franqueie o exercício pleno, sem contestações. Curioso observar que nesse ponto o atual presidente não tenha absorvido, como lição, as experiências vindas desse modo de agir de seu opositor e que tanta ruína tem causado ao próprio Lula e à sua agremiação.

Estabelecer uma legenda apenas com base na popularidade política e momentânea de um indivíduo é estabelecer prazo de validade para o partido. Popularidade, e Lula sabe disso, é como nuvem: dispersa e muda constantemente, ao sabor do vento. Sem uma reforma partidária séria e profunda, a velha política, vitaminada pela força do fundo partidário e do fundo eleitoral, ainda terá vida longa entre nós.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O Brasil vive a síndrome do impasse. Exageramos de tal maneira nossos problemas que estamos perdendo a obrigação de enfrentá-los”

Jaime Lerner, urbanista brasileiro

Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

 

 

Muita luz

Aumentam as reclamações daquele anúncio luminoso colocado na decida do Colorado em direção à Asa Norte. É realmente um ladrão de atenção. Isso não é bom para quem dirige.

 

 

 

Proatividade

Está passando da hora de uma revisão nas marquises da W3, tanto Norte quanto Sul. São muito antigas e, com o passar do tempo, peso, movimento de carros, ônibus, clima, chuva… afinal já são quase 60 anos!

Foto: globoplay.globo.com

 

 

Curiosidade

Pelo visto, também dá espaço à hermenêutica o juramento dos ministros do STF. Ao contrário dos votos, é um texto bem simples. “Prometo bem e fielmente cumprir os deveres de ministro do Supremo Tribunal Federal, em conformidade com a Constituição Federal e as leis da República”.

Charge do Aroeira

 

 

Desolador

Informativo da Semace, Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará, informou que pelo menos oito trechos de pontos das Praias no Ceará estão impróprias para banho. Mucuripe, Vila do Mar e Barra do Ceará também.

Foto: Reprodução / Semace

 

 

Governo

Até agora nenhum comunicado à população sobre o consumo de peixes. Parece que as comemorações da Páscoa de 2020 vão mudar.

 

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Numa recepção social, gente importante, comentando a atividade do Primeiro ministro, limitou-se a chamá-lo de Tancredo Neris. (Publicado em 06/12/1961)

O preço de Dilma

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Foto: ricardoantunes.com

 

Não é de hoje que a ex-presidente Dilma Rousseff vem num périplo frenético pelo planeta para, basicamente, fazer o que mais aprendeu, não apenas durante o período que integrava a cozinha dos movimentos de guerrilha, mas, sobretudo, quando foi alçada ao poder pelo chefão petista, e que pode ser resumido em mentir, falseando a verdade e os fatos históricos, de forma a colocá-la numa posição quer de vítima, durante o regime militar, quer de presidente afastada por impeachment por um suposto golpe urdido pelo Congresso.

O desconhecimento e mesmo o desprezo com que o mundo desenvolvido acompanha o desenrolar desses tipos de acontecimentos no Brasil, um país visto como exótico, distante e perdido no tempo, tem ajudado essa senhora a expor sua narrativa ficcional a plateias basicamente formadas pelo que restou da esquerda radical no mundo contemporâneo. De toda forma, esse tour, ao mesmo tempo em que reforça a imagem negativa do país, prejudica os negócios do Brasil lá fora. Com ponto ou sem ponto no ouvido.

Depois de mais de uma década da razia promovida pelos governos petistas ao erário e que quase transformou o país numa ruína gigantesca, com milhões de desempregados e uma inédita depressão econômica, todo esse cenário é, em sua versão, debitado unicamente aos opositores e à classe política dominante.

O mais curioso é que os custos desse passeio, do outro lado do Atlântico, são feitos exclusivamente em países de primeiro mundo, onde se hospeda nos mais caros hotéis do lugar e onde frequenta os mais requintados restaurantes, nos quais saboreia acepipes dignos de um monarca.

Tudo isso, é claro, colocado na conta do pobre contribuinte brasileiro. De um modo geral, é reconhecido que, desde que chegou ao poder, para exercer uma espécie de governo tampão entre 2010 e 2014, até o retorno do chefão, e talvez até antes, quando ocupou o Ministério das Minas e Energia e a Casa Civil, Dilma é sem dúvida a presidente que mais deu prejuízos em toda a história do país, quer por sua gestão desastrada, ou pelo fato de dar continuidade ao processo sistemático de corrupção que se instalara no governo de seu antecessor. Somente em uma única empresa pública, a Petrobras, Dilma e seus auxiliares provocaram um rombo que ascende a bilhões de reais.

Hoje, fora da presidência, sua equipe de oito assessores entre seguranças e secretários custa, aos pagadores de impostos, R$ 5,5 milhões ao ano. Somente no ano passado, Dilma espetou no erário uma conta de meio milhão de reais ao Palácio do Planalto. É de longe a presidente que mais gasta em viagens e outras mordomias. Segundo informações do próprio Palácio, os custos com sua equipe no ano passado, sem contar dos salários, foi de R$ 632,2 mil. Desse montante, R$ 587 mil foram gastos em diárias e passagens em primeira classe.

Em Madri, por onde anda agora, Dilma tem repetido, à plateia da Central Sindical do Partido Comunista da Espanha, que Bolsonaro é um neofascista que está destruindo a Amazônia e a soberania do Brasil e que o golpe que sofreu visou apenas a implantação do modelo neoliberal.

O mesmo fala em relação ao ex-presidente Lula que, em sua narrativa, foi condenado e preso para não disputar as eleições que, em sua visão, venceria com facilidade. A ex-presidente também repete o mantra de que a Operação Lava Jato foi feita exclusivamente para mirar em Lula e nos petistas, deixando o restante dos envolvidos do lado de fora.

De tanto semear essas mentiras, Dilma acredita que um dia elas poderão germinar como verdadeiras, da mesma forma como quem semeia feijão e colhe laranjas. No terreno baldio da cabeça da ex-presidente tudo é possível.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Onde foi que erramos?”

Juca Kfouri, em entrevista no seu canal, pergunta à “ex-presidenta” Dilma, que ficou sem palavras, sem resposta.

 

 

Doação

Projeto UDF sem Fronteiras está arrecadando livros infantis para a Casa da Paternidade. A iniciativa é das professoras Elisa Muniz e Josilene Moura.

Banner: facebook.com/udfsemfronteiras

 

 

Talento

Já desfilava desde os 13 anos. Sabe o que quer. Já morou em dezenas de países. Agora com 18 anos, está em Hong Kong. Gosta tanto que chama de Home Kong. Veja a seguir algumas fotos da modelo Mariana Dominicini.

Fotos: 2mmodel-books.netwalkapp.com e classmodelos.com

 

 

Desburocratizar

Hoje, o advogado-geral da União, André Luiz de Almeida Mendonça, proferirá palestra em São Paulo durante o Seminário “Desburocratização e Eficiência Estatal”. O evento é promovido pela Federação das Indústrias do Estado da capital paulista. O debate gira em torno do papel da Advocacia-Geral da União e do Judiciário na modernização da gestão pública.

Reprodução/PGU

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Não sei que significado darão a essa palavra, com o amontoado de casebres existentes, sem que ninguém queira sair de onde está para passar uma rua, ou uma praça. (Publicado em 30/11/1961)

Nós contra eles ou eles contra nós?

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Foto: folhadosudoeste.com

 

Quem diria que uma simples e demagógica afirmação, do tipo “nós contra eles”, feita em diversas ocasiões pelo ex-presidente Lula, na tentativa de mostrar uma pretensa superioridade de seu governo em relação aos seus antecessores, fosse capaz, tempos depois, de manter a divisão, de um país continental como o Brasil, a ponto de dividi-lo ao meio.

Com certeza, nem seu propagador sabia, ao certo, o alcance que teria seu bordão irresponsável e tão pouco fazia ideia dos estragos que provocaria no seio da Nação. Curiosamente, o bordão “nós contra eles”, que a princípio servia como uma espécie de divisor ideológico, separando o que seria uma esquerda de uma direita, foi, após a sequência de escândalos que vieram à tona com as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, tomando outro significado mais ao gosto e ao julgamento popular. Nesse sentido, a tão repetida frase que antes indicava os escolhidos versus os rejeitados do poder, hoje adquiriu um sentido muito mais prático, indicando apenas as duas alas em que se dividiu o país, a população e principalmente suas instituições contra e a favor do antigo status quo. Hoje, essa distinção revela de forma nítida, os contrastes existentes entre a sombra e a luz, definindo e separando o desejo de boa parte da população por um país mais justo daquela pequena e raivosa parte que insiste no atraso e na ilusão.

Em sentido mais direto, o que se pode afirmar é que o “nós contra eles”, ao impregnar inclusive muitas instituições do Estado, desse mesmo ranço divisionista, foi capaz de mostrar ao público quem realmente está do lado da lei e da ética e quem insiste em proteger e acobertar irregularidades quando praticadas sob bandeira política.

A duras penas, a população vai aprendendo que, quando o assunto é corrupção e malversação dos recursos públicos, matizes políticos pouco importa. Rouba-se tanto com a mão esquerda como com a direita. O que não se pode tolerar mais é que instituições que teriam, como seu principal mister, a confecção e a preservação das leis, passem a buscar nas filigranas jurídicas e nos arremedos de projetos, brechas que permitam a volta ao passado, quando o País era dividido entre a elite dirigente e o restante da sociedade.

O tempo, cuja a função é repor corretamente as coisas em seus devidos lugares, cuidou inclusive de inverter a ordem da frase famosa, mostrado agora uma nova disposição, mais assentada com a realidade que temos a nossa frente.

Assim é que o “nós contra eles” se transformou no “eles contra nós”. Sendo “eles” formado agora pelos que estão ou sob investigação, ou condenados, ou presos ou mesmo sob suspeição por parte da população em qualquer esfera do poder. E o “nós”, obviamente, na outra ponta da linha, é formado agora pela grande maioria dos brasileiros de bem, que acredita ainda que “todo poder emana do povo.”

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A lei deve ser breve para que os indoutos possam compreendê-la facilmente.”

Sêneca, 60 d.C. Advogado, escritor e intelectual do Império Romano.

Imagem: reprodução da internet

 

 

 

Desde sempre

No Twitter, o senador Álvaro Dias conta que a revista Crusoé publicou mais um escândalo: a binacional Itaipu financiava passagens em classe superior e hotéis de luxo para ministros de tribunais superiores. Antônio Carlos Magalhães, há exatos 20 anos, que instituiu a CPI do Judiciário, colecionou documentos com muito mais novidades.

Foto: Caio Coronel/Itaipu

 

 

 

Alfa Crux

UnB, FAP-DF (Fundação de Amparo à Pesquisa do Distrito Federal) e Agência Espacial Brasileira preparam-se para lançar o nanosatélite em 2020. A notícia foi divulgada no jornal da UnB, onde Alexandre André dos Santos, diretor-presidente da FAP-DF, declarou que “Brasília tem capacidade técnica de excelência para ser um cluster aeroespacial. Temos professores reconhecidos internacionalmente, um curso da UnB na área e laboratórios para experimentação. Queremos tornar a cidade um grande laboratório para ações do governo federal, do GDF e da sociedade civil”.

Foto: Audrey Luiza/Secom UnB

 

 

 

Sitioca

Renato Borges e a jornalista Cláudia Miani provam que, nessa terra, em se plantando, tudo dá. Comemoram a colheita de uvas que pode alcançar 6 toneladas na próxima safra.

 

 

 

 

Novidade

Umas das possibilidades de frear as notícias falsas será o uso de novos algoritmos. A Google está adiantada nos estudos sobre o assunto.

Charge: br.sputniknews.com

 

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Coube ao dr. Vasco retirar do meio do caminho as duas casas que impediam o asfalto até o Iate. Um absurdo que durou muito tempo, mas que o Diretor Executivo da Novacap pôs fim. (Publicado em 28/11/1961)

Justiça para Alcirene

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Foto: Rosielle Oliveira/Arquivo Pessoal

 

“Nem todos são iguais perante a lei”. Com essa correção, o Artigo 5º da Constituição Federal de 1988 se aproximaria mais da realidade cotidiana de nosso país e passaria a ser interpretado ao pé da letra, conforme já ficou provado diversas vezes em decisões proferidas pelas mais variadas instâncias do judiciário.

Um exemplo atual, e talvez o mais notório de todos, é dado exatamente pela maior e última instância da justiça em nosso país: o Supremo Tribunal Federal (STF). Apenas nesse, que deveria ser um tribunal constitucional e onde, normalmente, os simples mortais chegam a esperar décadas por uma decisão final, Só nesse tribunal existem nada menos do que 707 processos que remontam ainda o século passado à espera de uma análise derradeira. A maioria dessas decisões, se um dia vier a ser proclamada, já não terá, obviamente, o condão de fazer a devida justiça, já que justiça tardia não é justiça. Existe nesse calhamaço de ações que atingem a terceira instância, processos com mais de meio século aguardando decisão.

Muitos outros casos, por falta de um devido amparo ou mesmo de quem se disponha a defendê-lo no Supremo, mofam há décadas a meio caminho ou são simplesmente prescritos, por falta de fôlego para atingir o ápice da justiça. Em alguns outros casos, as partes envolvidas já faleceram há anos à espera de um veredito. A morosidade dos tribunais em julgar, em definitivo, casos comuns é por demais conhecida de todos e tem sido assim desde o Brasil Colônia.  Esse é um dos motivos principais da impunidade e do descrédito da população na justiça e um dos fatores responsáveis pela onda de criminalidade que perpassa nosso país desde o bandido pé de chinelo até os criminosos do colarinho branco.

Nesses últimos anos, essa situação tem piorado muito com a chamada politização ou partidarização da justiça, com o judiciário se imiscuindo em assuntos da seara exclusiva do Legislativo. Esse fenômeno, além de prejudicial ao país, vem num crescendo que, para alguns, já atingiu seu grau máximo, pondo a independência dos Poderes da República em estado de crise profunda e com desdobramentos imprevisíveis.

O caso relativo ao ex-presidente Lula, condenado na primeira e segunda instância por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, e com decisão confirmada também pela 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, é exemplar dessa não só desigualdade de alguns perante a lei, mas da própria transformação dessa alta Corte em tribunal com nítido viés político. Qualquer verificação nas últimas decisões tomadas por essa Corte, relativas ao ex-presidente, mostra a absurda diferença existente entre ele e os demais cidadãos brasileiros. Desde que foi preso, há pouco mais de um ano, o ex-presidente teve nada mais, nada menos do que mais de cem habeas corpus apreciados por essa Corte em diversas tentativas de reverter seu caso. Nesse meio tempo, temos o caso da mineira Alcirene, que tinha 37 anos, sofria de distúrbio mineral ósseo, necessitava de medicação de alto custo e que, por morosidade do STF, veio a falecer à espera, talvez, de um simples carimbo com a palavra “deferido”.

 

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“Dá uma folguinha para o Moro. Mira agora no Dallagnol.”

Cyber diretiva.

Foto: Jorge Araújo/Folhapress

 

 

Além

Imaginem ter que comprar um leite especial para recém-nascidos alérgicos à proteína por mais de R$ 250,00 a lata. Não é possível que as universidades do país não tenham alternativas para manter a qualidade de vida desses bebês sem que os pais de baixa renda sofram tanto para conseguir alimentar o filho. O projeto Sol Nascente atende pelo número 986726082. Há muitas crianças com necessidades especiais na fila aguardando apoio.

 

 

 

Pezinho

Em uma maternidade de Brasília, a mãe reclamava que o teste do pezinho deveria ser feito para pesquisar pelo menos mais 5 doenças do que o atual.

Cartaz: saude.gov

 

 

Dia dos Pais

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista do DF, Edson de Castro, prevê aumento de 5% nas vendas para o Dia dos Pais, 11 de agosto, contra 4,5% do ano passado. O gasto médio com presentes será de R$ 160 contra R$ 150 de 2018.

 

 

Perigo

Continuam os transportes piratas de parada em parada de ônibus. Os planos da Copa do Mundo no Brasil de incrementarem o transporte público eram só enganação. Dinheiro não faltou.

 

 

 

E aqui?

Em Minas, há pontos para esterilização dos animais completamente gratuitos aos donos. O curioso é que quase 50% das vagas são reservadas para animais resgatados em projetos.

Foto: Sydney Procópio/PBH

 

 

Leishmaniose

Por falar em cães, é importante mais divulgação sobre a Leishmaniose. Está suspensa a notificação ao GDF sobre a incidência da doença. Assim, o governo não se vê obrigado a tomar medidas preventivas. Veterinários já conhecem o dono que precisou sacrificar um cão com essa doença. Só depois do trauma é que compreende a extensão do problema.

 

 

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O sr. Jânio Quadros foi levado a um júri popular na Bahia, pela TV. A defesa do ex-presidente foi feita pelos deputados Esmerino Arruda e Tenório Cavalcanti. As notícias do resultado ainda não chegaram, mas com um réu como este, e com esta defesa, foi pena capital na certa. (Publicado em 26/11/1961)

Dignidade nos tempos do fio do bigode

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Foto: EPA/Joedson Alves

 

Antigamente, no tempo em que o fio do bigode servia como nota promissória e os acordos eram firmados com base na honorabilidade das pessoas, e em que as assinaturas tinham, por si só, a validade e fé dos documentos, o valor mais prezado entre os indivíduos, capaz de assegurá-los no topo da espécie humana, era a dignidade.

Essa qualidade moral e inegociável, capaz de elevar o indivíduo, dando-lhe reconhecimento e respeito público, estava entre os atributos morais mais perseguidos e preservados por muitos, capaz, inclusive, de diferenciá-los das demais espécies. Mesmo em situações extremas de aflição ou de posição e responsabilidade dentro da sociedade, jamais se abria mão da dignidade. Com o tempo e as mudanças no costume e nas relações humanas, reduziram essa característica moral a um velho acessório de vestimenta como fraque e cartola, empurrando-os para o fundo do baú empoeirado deixado às traças.

Nada mais antigo, pois, do que falar em dignidade, num tempo em que a necessidades em ter, possuir e conquistar, superam a vontade em apenas ser. Em poucos lugares, essa perda acentuada de dignidade é tão visível quanto no mundo da política e nas relações entre os poderes. O chamado jogo de cintura, uma situação demasiada elástica dos princípios morais, é, dentro do tipo de política que se pratica hoje no país, a condição sine qua non para a conquista de determinado objetivo, seja ele moralmente lícito ou não.

Negocia-se de tudo dentro da imensa feira dos acordos e conchavos, inclusive a própria dignidade. De outro modo, como entender as relações de política e poder, onde pessoas são publicamente humilhadas e rebaixadas diante de todos e mesmo assim seguem como se nada de extraordinário tivesse acontecido? Por nacos de poder se deixam ser vergonhosamente pisoteadas diante das luzes das câmeras. Alguns desses fatos ficarão para sempre na memória de muitos.

Depois de ser demitido por telefone, enquanto realizava viagem para o exterior, o primeiro ministro a ocupar a pasta de Educação do governo petista, foi flagrado dias depois sentado no sofá do Palácio do Planalto soltando baforadas de um charuto em companhia do chefão Lula da Silva, como se nada houvera ocorrido.

O mesmo se passava com o ministro das Relações Exteriores daquele governo. Comandado por um alienígena no posto de Assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, aquele chanceler engolia desaforos e contraordens das mais extravagantes sem franzir a testa e sem ficar com a face avermelhada.

O mesmo se repete agora não apenas com relação a todos os diplomatas de carreira, mas também com o próprio chanceler desse atual governo. Obrigado a ter que aceitar a indicação de um filho do presidente da República para ocupar o cargo de embaixador junto aos Estados Unidos, numa afronta direta contra todo o Itamaraty, esse novo chanceler foi publicamente humilhado pelo chefe do Executivo, que ameaçou demiti-lo, caso o Senado não aprove o nome de seu filho para o posto.

Em outros tempos, quando virtudes como a dignidade era comum, a esse tipo de desfeita e ofensa, o indivíduo apanhava seu chapéu, dava uma banana para o chefe, e ia cuidar da vida com a consciência tranquila. Mas esses eram outros tempos.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“É curioso que a coragem física seja tão comum no mundo e que a coragem moral seja tão rara.”

Mark Twain, escritor norte americano

Foto: cmgww.com

 

 

Descontraindo

Quando era a vez do senador Styvenson falar, ele deixou o microfone para a senadora Soraya Thronicke. Ela agradeceu dizendo que, daquele ambiente, ele era o mais cavalheiro de todos os senadores presentes. Vendo que perdeu a chance de protagonizar a cena, o senador Jaques Wagner soltou essa: “Também, grandão desse jeito, se não for um cavalheiro assusta!”

Foto: senado.gov

 

 

Medos

Noutro momento o senador Styvenson contou que o senador Plínio tem mania de enviar vídeos com rios perigosos, rios que estão morrendo, e contou um segredo. Ele disse: Deus me livre passar por um rio desses. Morro de medo de cobra e piranha. De bandido, não. Sou policial. Mas de piranha…

Foto: senado.gov

 

 

Tática

Paulo Paim também é mestre em descontrair reuniões. Contou que jogou em vários times da cidade em que nasceu e em outros times também, porém, quando viu que não saía do banco de reserva, resolveu ir cuidar da vida. Mas, antes disso, no time da Eberle, uma metalúrgica respeitada de Caxias do Sul, Paim era tão querido quanto péssimo jogador. Para sua surpresa, recebeu a oferta dos colegas para que saísse do banco para ser treinador. Reconhece que os amigos da época eram taticamente muito competentes.

Fonte: Senado.gov.br

 

 

Estranho

É do senador Ciro Nogueira, o Projeto de Lei que torna obrigatória a identificação dos ganhadores das loterias da Caixa Econômica Federal. O que não dá para entender é um projeto de lei prevendo que o ganhador do prêmio possa não ser o apostador e sugere que os dados devem ser enviados ao COAF. Sensato seria a Caixa só entregar o prêmio ao apostador identificado no momento do registro da aposta pelo CPF.

Foto: senado.gov

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Doutor Juscelino, Brasília está tomando novo impulso. É bom o senhor vir até aquipara ver. Deixe essa mania de viagem, que isto é pra quem tem terreno na rua Timbó, em S. Paulo. (Publicado em 26/11/1961)

A hidra se move

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Foto: Reprodução / TV Senado

 

Ao longo da história, e os exemplos têm comprovado, à toda reforma de costumes e mudanças no status quo vigente, correspondeu uma chamada contrarreforma. Foi assim, por exemplo, com o movimento da Reforma Católica de 1545, para se contrapor à Reforma Protestante, empreendida por Martinho Lutero. Essa tem sido uma constante e, de certa forma, tem ajudado a evolução da humanidade e a superação de períodos de marasmo ou estagnação das civilizações. A dúvida foi, sempre nesses casos, a mãe das grandes ideias e das revoluções. Nesses casos também, a neutralidade tem sido comumente apontada como aliada ao atraso e à sobrevida do passado.

Nesse sentido, os escândalos provocados pela escuta telefônica clandestina envolvendo o atual Ministro Sérgio Moro e o Procurador Deltan Dallagnol, pelo site “The Intercept Brasil”, demonstram, como avaliaram diversos senadores presentes na audiência pública, que essa operação não foi apenas meticulosamente armada por pessoas dentro  e fora do país, mas também representa, por seus detalhes até agora levantados pelas autoridades,  um verdadeiro contra ataque  das forças que desejam um retrocesso e uma reviravolta em todas as investigações pretéritas reveladas até o presente pela Lava Jato.

Dessa forma, é oportuno afirmar que as escutas da Intercept se inserem dentro de um amplo projeto para reestabelecer a credibilidade dos governos da esquerda, perdida justamente em decorrência dessa exitosa operação do Ministério Público, juntamente com a Polícia Federal. Obviamente que aqueles políticos e outras autoridades que até agora têm se mantido neutros e calados sobre esse episódio estão, de certa forma, aliados ao passado e não plenamente convencidos da luta contra a corrupção endêmica que varreu esse país. É importante nesse caso que o atual ministro da justiça siga, não só aprendendo com a experiência da vida política, como aprendendo também, como tem feito o ministro da economia, Paulo Guedes, a responder os ataques com a mesma ênfase e assertiva.

Aqueles que vêm acompanhando esse caso desde o início não têm dúvidas de que a atividade e toda a maquinação desses hackers, visando desacreditar a justiça e as instituições do país, serão desvendadas na sequência e na oportunidade certa. Para algumas autoridades, fossem esses grampos e escutas clandestinos realizados contra os políticos que desejam a volta ao passado, as revelações seriam sim recheadas de conteúdos incriminatórios que perpassariam todo o código penal. Apesar de sua serenidade, o ministro Sérgio Moro perdeu a grande visibilidade proporcionada pela audiência pública do senado para fazer um apelo, dirigido a toda a nação e particularmente aos políticos do país engajados no combate à corrupção, no sentido de união de esforços, visando levar, até o fim, o projeto de construção de uma República fundada na ética e longe desse passado que tem envergonhado a todos brasileiros de bem.

 

–> Assista a audiência com o Ministro Sérgio Moro no link: Ao vivo: Moro fala à CCJ sobre troca de mensagens com coordenador da Lava Jato

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Pode mudar à vontade, desde que não mexam no meu bolso.”

Diogo Mendez, funcionário público, sobre o interesse pessoal, a âncora que não deixa o país avançar.

 

 

Alegria

Veja, a seguir, a foto dos alunos de Circo que agora trabalharão com a segurança jurídica e apoio do governo. Uma foto nada convencional, que mostra a alegria contagiante, tão necessária em nossos dias. Parabéns ao Plínio Mosca, que saiu de Brasília para espalhar sementes de cultura pelo sul do país.

 

 

Recepção

Ruthe Phillips, Ricardo de Figueiredo Lima, embaixador Enio Cordeiro e o Ministro Fernando de Oliveira Sena receberam, no consulado do Brasil em Nova York, a maestrina do Coral do Senado, Glicínia Mendes, e a diretora do grupo, Maria Tereza Mariz Tavares.

 

 

Consumidor

É bom que todos os brasileiros saibam que, nos Estados Unidos, o site “Reclame Aqui” chama-se Yelt.com. Não só reclamações são bem-vindas, mas elogios também. Para reclamações sobre motoristas de taxi o número 311 ou nyc.gov/311.

Link de acesso ao site: About NYC311

 

 

Social

Importante evento acontecido ontem. A Caixa firma um acordo para o Centro Paraolímpico, que passará a ser chamado “Centro Paraolímpico CAIXA”. Serão recebidas 550 crianças PcD de 10 a 17 anos, alunos das redes públicas municipal e estadual. Serão oito modalidades oferecidas: atletismo, natação, judô, futebol de 5, vôlei sentado, bocha, goalball e tênis de mesa. No projeto, as crianças receberão todo o material esportivo necessário para as atividades, lanches, transporte adequado e contarão com professores e estagiários qualificados.

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

 

 

Declaração

Para o presidente da instituição, Pedro Guimarães, o acordo de cooperação reafirma o compromisso da CAIXA em prol da inclusão da pessoa com deficiência, por meio do esporte, da cultura e da educação. “Reforçamos o posicionamento da CAIXA como o Banco da Inclusão e o seu interesse em fortalecer as políticas públicas paradesportivas como instrumento de inclusão social.”

Foto: Roberto Castro/ brasil2016.gov.br

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Por sua vez, o TCB, cujos ônibus mal dão para a população normal, não pôde transportar a criançada, como o rádio anunciara. Os automóveis particulares é que concorreram com as caronas. (Publicado em 23/11/1961)

Herança perigosa

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@ Reuters / Adriano Machado

 

O seriado transmitido pelas TVs nos anos setenta, intitulado Kung Fu, estrelado pelo ator David Carradine, mostrava, logo durante a abertura, que, dentre os desafios para a preparação de um jovem monge Shaolin, era preciso caminhar com leveza e destreza sobre finíssimas e delicadas folhas de papel de arroz sem danificá-las.

Guardadas as devidas diferenças entre ficção e realidade, essa parece ser também a faculdade principal que terá que ser desenvolvida pelo atual presidente da República, se quiser chegar incólume ao fim do mandato e com alguma chance de vir a disputar o próximo pleito ou fazer, quem sabe, um sucessor.

Pelo muito que se tem visto, lido e ouvido sobre o novo chefe do Executivo, Bolsonaro tem atraído a sua volta uma multiplicidade de forças e ações políticas que diuturnamente conspiram para seu fracasso, oposição ao Brasil sem privilégios. Das oposições dentro do Congresso, passando pelo Ordem dos Advogados do Brasil, UNE, parte do judiciário, universidades, movimentos de proteção ao meio ambiente, movimentos LGBT e outros, todos miram seus canhões contra o presidente, acusando-o, inclusive, pela derrocada nos índices da economia que herdou de outros governos.

Com tanta gente torcendo contra, e devido à fragilidade política do momento atual, com a reorganização das forças de uma contrarreforma, visando a manutenção do antigo status quo, é lícito afirmar que Bolsonaro caminha literalmente sobre finas folhas de papel de arroz. A aumentar ainda mais essa tensão, é sabido que o presidente, por diversas vezes parece colocar a língua na frente do cérebro, falando e afirmando certos desejos, que depois se vê obrigado a corrigi-los ou ajustá-los à realidade.

Num cenário como esse, a situação do atual mandatário pode ainda ser agravada se, por uma dessas tramas do destino, o ex-presidente Lula vier a ser solto. Tendo como demonstrativo uma entrevista dada na prisão que nada reverberou, pode ser que, nesse caso, ele comece a perceber que o tempo petista chegou ao fim. Ou pode acontecer que caia numa depressão, ou mesmo (Deus nos livre!) venha a falecer. Numa situação como essa, que não é nada impossível, dada a idade do ex-presidente e as condições de indivíduo com restrições, isolamento e outras fatores negativos, o caldo pode entornar de vez, com as forças do atraso criando uma nova narrativa de que Lula, doravante transformado em mártir, teria sido vítima dos fascistas ou outra versão qualquer.

O que pode à primeira vista parecer ficção, acaba de acontecer no Egito, agora com o falecimento de Mohamed Morsi, primeiro presidente democraticamente eleito, depois da Primavera Árabe de 2011, e preso dois anos depois. Morsi era um dos líderes da Irmandade Muçulmana, movimento com forte adesão dos clérigos daquele país. Sua morte num tribunal pode, segundo analistas, deflagrar novas ondas de protesto no país.

É necessário salientar que Bolsonaro herdou não só a recessão econômica legada pelos governos petistas. De quebra, herdou também a prisão de seu maior líder, colocado na cadeia por seu atual ministro da justiça. Todo o cuidado nesse caso parece ser pouco, até mesmo lavar as mãos para um fato que parece dizer respeito somente ao judiciário.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Um dia eu fui trotskista e um dia eu rompi com o trotskismo e com o marxismo, por imaginar, ou, por chegar à conclusão de que o marxismo se acredita dono do futuro. E a crença de que você tem a chave da história, de que você sabe o que vai acontecer e o que deve acontecer no futuro é uma crença fundamentalmente totalitária. Porque se você sabe, e os outros não, para onde se dirige a humanidade, então você tem a justificativa pra calar os outros.”

Demétrio Magnoli, jornalista e geógrafo

Foto: gazetadopovo.com.br

 

 

Tormento

Quantas vezes os consumidores brasileiros são surpreendidos pelo toque do celular onde, do outro lado, telemarketing ou mesmo robôs vendem produtos, insistem em novos pacotes. Muito desagradável e as reclamações não surtem efeitos. Isso começa a mudar pelo mundo.

Foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press

 

 

Apoio

Nenhuma agência do governo protege ligações de marketing contra os consumidores. Pelo contrário, o governo dá os passos para que os consumidores se protejam. Desligar o telefone imediatamente, não tocar em nenhum número durante a gravação e compartilhar a experiência com o portal do Escritório de Proteção ao Consumidor, FTC. A gravação do áudio é feita por Kati Daffan e isso acontece nos Estados Unidos.

 

 

A vingança

Mesmo com esse apoio, parece que as empresas de telemarketing ultrapassam todos os limites, inclusive das leis. Está a caminho dos consumidores mundiais um contra robô. Uma nova máquina que responde às insistentes perguntas: Jolly Roger Telephone. Veja a seguir como a máquina faz o atendimento por você, para terror dos atendentes!

Acesso ao canal: Jolly Roger Telephone Co

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Como não podia deixar de ser, quem planejou não pensou na extensão da plataforma, e pôs alto falantes somente para os que estavam próximos ao palanque. (Publicado em 23/11/1961)