Anjos e Demônios

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960 Com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: vaticannews.va

 

Alguns especialistas em assuntos da igreja já reconhecem que essa é, talvez, a maior crise já experimentada pela Igreja em seus dois mil anos de história. Na versão mística de alguns fiéis, essa turbulência já era prevista pelo Santo Padre Pio (1887- 1968), que numa de suas visões, teria visto o demônio sentado dentro do templo, afirmando que estava ali justamente para semear a futura cisão no seio da Igreja e que essa maldição seria devastadora.

Crenças à parte, o fato é que em muitos países os tribunais de justiça estão trabalhando a todo vapor para colocar detrás das grades membros da Igreja, inclusive do alto clero, como aconteceu recentemente na Austrália, com a prisão do cardeal George Pell, ex número três do Vaticano. Muitos acreditam que essa é uma grande oportunidade para depurar a Igreja desses maus clérigos, já que entendem que o que faz uma igreja ser mantida em rumo original de pureza e santidade não é quantidade de seus membros, mas a qualidade de cada um e seu compromisso com a fé que abraçaram.

De fato, algumas estatísticas e censos dão conta de que a Igreja Católica vem perdendo uma média de 465 fiéis a cada dia. Em 2010, por exemplo, havia 1,7 milhão de católicos a menos do que no ano 2000. No Brasil, na contramão do aumento da população entre 2000 e 2010, da ordem de 12,3%, houve um encolhimento de 1,4% de católicos nesse mesmo período. Em dez anos, a igreja teria perdido um número de fiéis equivalente a população de uma cidade como Curitiba.

Ciente desse e de outros problemas de igual magnitude, o Papa Francisco vem diuturnamente trabalhando para colocar sua igreja nos trilhos traçados pelo próprio Cristo, reduzindo a pompa e a burocracia do Vaticano, seus luxos e ostentações e trazendo a igreja e sua mensagem para aqueles cantos esquecidos do planeta, numa espécie de nova catequese nesse século XXI. Nessa semana, o Sumo Pontífice, por meio de um decreto intitulado “Vos estis lux mundi” (Vós sois a luz do mundo), passou a obrigar que os bispos denunciem todas as suspeitas de casos de abuso sexual dentro da Igreja.

No mesmo documento, o Papa incentiva também os fiéis a agirem de modo idêntico, apontando esses casos diretamente ao Vaticano, para que nenhum caso passe em branco e para que severas medidas sejam adotadas contra os abusadores, inclusive punindo todos aqueles que eventualmente prossigam acobertando esses casos. Para tanto, as próprias dioceses, espalhadas pelo mundo, serão obrigadas a notificar as denúncias, inclusive com a participação de outras autoridades leigas e da própria justiça.

O papa tem noção que essa medida irá promover uma grande mudança de rumos e por isso mesmo espera grandes retaliações. O papa ordena ainda, em seu documento, que os bispos com conflitos de interesses nesses casos se mantenham ausentes das investigações, de forma a dar maior transparência aos processos. O papa sabe também que corre contra o relógio há tempo de salvar sua igreja dessa decadência que parece se anunciar. Estudiosos preveem que o Brasil, o maior país católico do planeta, deixe de sê-lo por volta de 2030.

Na Europa e em algumas localidades nos Estados Unidos, as igrejas vazias estão sendo transformadas em áreas de lazer e de práticas de outras atividades comerciais. Contudo, mudanças como essa não devem abalar aqueles que possuem a fé verdadeira e praticam o cristianismo com base nos elevados princípios éticos do humanismo. Orientados pela luz própria, é nesses que o papa acredita que estão a base da nova Igreja, porque, como diz Mateus 18.20, “onde estiverem dois ou três reunidos em meu Nome, ali estou no meio deles”.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A verdade é que, quando se sai às ruas, como fazem todos os homens e mulheres, acidentes acontecem. No entanto, se a Igreja se fechar em si mesma, se torna ultrapassada. Entre uma Igreja que sofre acidentes lá fora e outra adoecida pela auto referência, não tenho dúvidas em preferir a primeira.”

Papa Francisco

Foto: santuariodefatima.org.br

 

 

Campanha

Já está na hora de o DER E DETRAN voltarem à campanha educativa no trânsito de Brasília e arredores. É visível a agressividade e competitividade na direção, características evitadas no trânsito da capital. As escolas são um bom começo. As crianças são um agente eficaz na cobrança de comportamento dos pais ao volante.

Foto: flickr.com/photos/agenciabrasilia

 

 

Bate-volta

De uma eficiência impressionante os computadores da Receita Federal. Em 24h, o contribuinte é notificado caso haja alguma incoerência nas informações. A tecnologia avançada poderia servir para acompanhar as rubricas de verbas liberadas pelo governo para obras (cronograma em tempo real), pagamentos de funcionários públicos (informações cruzadas com o coletor de ponto), entre outros.

Foto: ultimasnoticias.inf.br

 

 

Nova tentativa

Em busca de solução. Parece um local mal-assombrado, o Shopping Popular. Os comerciantes só veem uma solução para superar o abandono que passam: um posto do Na Hora naquela instalação.  Por enquanto, só um posto do Detran leva movimento.

Foto: facebook.com/ShoppingPopularDeBrasilia

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O “staff” do sr. Jânio Quadros enviou ao presidente eleito, uma relação de 300 nomes, com dados pessoais, para a elaboração do ministério, e preenchimento de cargos de imediata confiança do futuro presidente da República. (Publicado em 19.11.1961)

 

O purgatório da Igreja

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960 Com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: Reuters/Yara Nardi/Direitos reservados

 

Abusos sexuais, pedofilia, estupro e outras aberrações sempre existiram em instituições quer sejam religiosas ou não, desde que o mundo é mundo. Impulsos, taras e desvios sexuais sempre se mostraram mais fortes do que qualquer instituição, lei ou obrigação humana e parecem obedecer a um tipo de comportamento que aproxima e confunde o ser racional com os animais, que agem movidos pelo instinto de sobrevivência ou de preservação.

Regras, punições e ameaças, nada parece produzir os efeitos de deter esses impulsos quando eles ocorrem. Com a Igreja católica não tem sido diferente. Os volumosos e rumorosos casos de abusos sexuais que passaram a vir à tona, a partir do final da década de setenta, embora revelem uma pequena parte dessa história de horrores, que, supostamente, parece vir acontecendo há séculos dentro das igrejas, mosteiros, orfanatos, internatos e outros lugares, dão uma mostra real de que eles sempre existiram sob o manto de um silêncio que se quer sagrado.

O problema é que encarar o gigantesco desafio de abrir ao conhecimento do público e principalmente dos fiéis, essa torrente de comportamentos repugnantes e criminosos que contaminam a Igreja, pode também servir de combustível para implodir internamente a própria Instituição, destruindo um trabalho de mais de dois mil anos na propagação do cristianismo. As descrições desses desvios de comportamentos e que a Igreja assinalaria como grande pecado estão por toda a parte, em depoimentos, livros, filmes, muitos dos quais premiados pela crítica, mostram o enorme desafio que é posto diante do Papa Francisco para salvar, livrar e separar a parte boa de sua Igreja da restante que parece estar irremediavelmente perdida.

De fato, nunca antes na história da Igreja, houve um escândalo dessa magnitude e que parece estar presente, simultaneamente, em diversos continentes e com os mesmos padrões de comportamentos, envolvendo centenas de clérigos dos mais diversos estamentos da hierarquia da Igreja. O que se sabe agora é que grande parte dessa história de abusos jamais chegará ao conhecimento do grande público, pois ocorreram em épocas remotas quando o poder da Igreja sobre a sociedade e até sobre os reis era grande e o silêncio era regra geral.

É preciso destacar, no entanto, que esse tipo de prática condenável está presente não apenas na Igreja Católica, mas em praticamente todas as outras instituições religiosas, o que mostra que essa não é, propriamente, uma condição natural da Igreja em si, mas de parte de seus membros. Onde quer que atue o ser humano, suas impressões e pegadas, para o bem e para mal, ali estarão impressas também. Mesmo antes de assumir a cadeira de Pedro, Francisco já tinha uma noção de que essa seria, ao lado da perda paulatina de fiéis para outras confissões religiosas, o grande desafio de seu pontificado.

Em fevereiro desse ano, o papa convocou uma conferência global extraordinária em Roma, para tratar esse assunto espinhoso com os bispos. O Santo Padre, com seu conhecimento da máquina da igreja, a essa altura, já tem a convicção íntima de que esse tema, por seu teor explosivo para a instituição milenar, continuaria a sofrer resistências dentro da própria máquina burocrática da Igreja, avessa, desde sempre, a tumultos e bisbilhotices mundanas.

As recorrentes acusações de que a Igreja vem, de há muito, acobertando esses crimes, é outro grande desafio para Francisco. O papa também já deve reconhecer que alas, dentro da Igreja, irão se posicionar incondicionalmente ao seu lado, nem que para isso tenha de cortar na carne a parte podre dessa instituição. Sabe também que esse é um desafio esmagador para alguém com mais de oitenta anos de vida.

Sobretudo reconhece que, diante dos relatos públicos e em todo o mundo desses abusos, muitos dos quais colocados sob os cuidados da justiça de vários países, precisam de uma resposta interna e de providências duríssimas, sob pena de manchar, de forma profunda sua administração.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.”

Magalhães Pinto

Foto: Robson de Freitas (exame.abril.com.br)

 

 

Herói nacional

Só entre 2011 e 2014, o prejuízo da Petrobrás com a corrupção chegou a R$ 89,5 bilhões. Pedro Parente, funcionário de carreira, foi chamado às pressas para recuperar o caixa.  Hoje a estatal fecha o caixa com R$ 29 bilhões de lucro.

Foto: petrobras.com.br

 

 

Alerta

Diante dos problemas da Venezuela, os casos de Paralisia Flácida Aguda (PFA) não ocupam lugar de destaque nas preocupações do governo. O alerta da Sociedade Brasileira de Pediatria foi dado a partir da divulgação da Sociedade Venezuelana de Saúde Pública, sobre o caso entre a etnia Warao do município de Tucupita.

Foto: Elaíze Farias/Amazônia Real

 

 

Abusivos

Disse o advogado Mario Rodrigues de Lima que se o “Estado estiver disposto a adotar um Ato Administrativo, e tal vontade se choca com o interesse de um particular, o Estado sempre se beneficiará de condição de supremacia, sendo certo então que seu interesse irá se sobrepor em relação ao interesse do agente privado”. Basta ver a intromissão do Estado na transferência de imóveis entre particulares. A arrecadação do ITBI ou ITCD se dá sem nenhuma contribuição da parte do Estado na construção do patrimônio. Diz-se apenas pelo termo “transmissão” que foi empregado no texto constitucional define a partir daí a competência impositiva municipal ou distrital.

Charge: Miguel Mendes

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Vai mal, o ensino no Rio. 2.500 candidatas concorrerão a 70 vagas no Instituto de Educação. (Publicado em 19.11.1961)

Mea-culpa

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960 Com Circe Cunha  e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: Rodrigo Andrade /De Fato

 

Reconhecer os próprios erros, fazendo em público um sincero mea-culpa, pedindo indulto pelas falhas cometidas, é, para a maioria das pessoas e mesmo para grandes empresas e instituições, de uma dificuldade extrema, ainda mais quando o que está em jogo é auto estima conferida pela elevada posição social, econômica ou política do transgressor.

Obviamente que o simples reconhecimento do erro não exime o sujeito e instituições das possíveis condenações. Mas, para muitos, é um sinal evidente de civilidade, o que acaba por abrir pequenas brechas, para que o pedido de perdão seja, ao menos em parte, levado em consideração. Humildade para reconhecer as faltas cometidas parece ser um dos primeiros obstáculos a serem vencidos por aqueles que querem realmente a absolvição. A não aceitação das próprias faltas é vista, não só como prova de culpa, mas, sobretudo, como uma possibilidade clara de que o erro voltará a se repetir a qualquer momento.

Em linhas gerais, esse é um problema que tem sido visto com muita frequência não só aqui no Brasil, mas em outras partes do mundo, envolvendo autoridades e instituições, algumas, inclusive, seculares e acima de quaisquer suspeitas.

No nosso caso, pode ser citado como exemplo, os episódios envolvendo o ex-presidente Lula e seu partido. O longo prolongar de seu ocaso vai se dando à medida em que as evidências e as condenações vão acontecendo, não havendo, ao logo de todos esses anos em que esses escândalos vão se desenrolando, o mínimo reconhecimento de que graves faltas foram cometidas. A simples admissão de erros, por parte de Lula e do PT, teria o condão de abrir, junto à população e ao seu eleitorado, as esperanças de que novos tempos, com correção de rumos seria possível. Ao negarem reiteradamente as próprias faltas, o ex-presidente e sua legenda aumentaram ainda mais a avaliação negativa feita pelos brasileiros às suas condutas. É tarde para isso. A população sabe que não há consciência para os erros cometidos.

Outro caso que chama a atenção é com relação a empresa Vale. Depois dos acontecidos em Mariana, a empresa custou em reconhecer as falhas de engenharia de sua represa, o que vem atrasando uma solução final para os atingidos. Pouco mais de três anos, o fato se repetiu em Brumadinho, com mais mortos, e pelos mesmos erros não reconhecidos anteriormente. Mesmo agora, nos primeiros momentos desse que foi o maior acidente de trabalho de toda a história do país, essa empresa de mineração tem relutado em admitir não só as falhas seríssimas na construção de sua represa de rejeitos, como nega ter tido conhecimento prévio de que um acidente de grandes proporções estava para acontecer a qualquer momento, conforme relato dos próprios técnicos presos. Para alguns, simbolicamente, permanecer sentado durante o minuto de silêncio em homenagem aos mortos da tragédia é um sinal de descaso. A mesma coisa na tragédia do Flamengo. Negligência e fuga da responsabilidade.

Um outro exemplo que chama a atenção de muitos, principalmente dos católicos, é quanto aos casos de abusos sexuais contra menores dentro da Igreja e que por décadas foram mantidos em sigilo. A prisão agora e a eminente condenação do número três da cúria romana, George Pell, na Austrália, demonstra o quão difícil é, para essas grandes autoridades e empresas, a simples constatação dos erros. Quantos males teriam sido evitados pela simples admissão prévia desses e outros erros e quantas vidas teriam sido poupadas?

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Um sistema de legislação é sempre impotente se, paralelamente, não se criar um sistema de educação.”

Jules Michelet (1798 -1874) filósofo e historiador francês.

 

 

Comércio

No domingo de carnaval o comércio está autorizado a funcionar. A notícia foi confirmada pelo Sindicato do Comércio Varejista. Na segunda e terça, tudo fecha e, na quarta-feira de cinzas, shopping e comércio de rua voltam a funcionar normalmente.

Cartaz: sescondf.org.br

 

Hino

O Sr. Mário Madeiros traz a informação sobre a Lei 5.700/71 (que trata sobre os símbolos nacionais), que em seu art. 39 já traz a obrigação (não estímulo) das escolas perfilarem os alunos para entoar o Hino Nacional. Diz a Lei: “Art. 39. É obrigatório o ensino do desenho e do significado da Bandeira Nacional, bem como do canto e da interpretação da letra do Hino Nacional em todos os estabelecimentos de ensino, públicos ou particulares, do primeiro e segundo graus.”

Charge do Cesar Felipe (facebook.com/cesarilustracoes)

 

Alethéia

“Espalhe a verdade”, diz o portal do GDF. O internauta que tiver curiosidade vai se deparar com uma página sobre o festival gratuito de curtas até 23 de abril no Cine Brasília. Era de 2017. O portal do GDF até hoje não está atualizado. Contatos, matérias, telefones, falta muito para se comunicar com a população com eficiência.

Print: brasilia.df.gov.br

 

 

Cuidados

O mais triste nessa história toda de bombeiros e grileiros é que inscritos nos últimos concursos receberam a informação da vizinhança de que a corporação teve o cuidado de visitar residência por residência dos contratados em potencial, perguntando sobre a índole, os pais, a infância e tudo mais o que pudesse garantir moral e ética para entrar no seleto grupo de militares bombeiros.

Casa de luxo localizada no Park Way foi alvo dos mandados de busca e apreensão. (Foto: Dema/PCDF/Divulgação)

 

Política pública

Ontem a UnB sediou as apresentações sobre os resultados da pesquisa “Projetando lugares com idosos: rumo às comunidades amigas do envelhecimento”. Os organizadores afirmam que as contribuições são de grande importância para a implementação de ações dirigidas a esse segmento da população que, a cada dia, se torna mais numeroso em nossa cidade. O projeto está vinculado ao Laboratório de Psicologia Ambiental (LPA) da Universidade de Brasília (UnB), sob a responsabilidade da Prof.ª Dr.ª Isolda Günther e de suas assistentes de pesquisa Dayse da Silva Albuquerque e Natália de David Klavdianos.

Leia mais em: Günther Isolda de Araújo’s research while affiliated with University of Brasília and other places

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Já que o Harry Stone está aqui, uma reclamação para ele: os habituais do Cine Brasília estão reclamando a péssima qualidade dos filmes exibidos. São filmes velhos, abacaxis, e a “safra” nacional tem sido grande demais. (Publicado em 14.11.1961)