Ponto de inflexão

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Cartaz publicado no tercalivre.com

Independentemente do que possa vir a ocorrer nesse domingo 26, com as manifestações de rua convocadas por apoiadores do atual governo pelas redes sociais, é certo que essa data marcará um ponto de inflexão no recentíssimo mandato do presidente Jair Bolsonaro. Fazer apostas sobre sucesso ou fracasso dessas manifestações, mostrando a adesão da maioria da população às teses do governo ou, o que é pior, a apatia dos brasileiros frente a uma crise por demais anunciada, pouco importa.

O fato é que dia 26 marcará uma encruzilhada clara para o governo, que terá que optar por qual caminho seguir. Ou endurece de vez seu discurso, de que os Poderes Legislativo e mesmo o Judiciário atrapalham e sabotam seu governo com medidas que visam sempre a manutenção do antigo status quo, também chamada de velha política, ou adere ao modus operandi desse mesmo esquema e segue cambaleante até as próximas eleições.

Na realidade, desde o retorno da democracia plena em 1985, os brasileiros têm experimentado seguidas crises políticas e econômicas que acabaram por contaminar e tornar calamitosas a situação social do país, com desemprego de milhões de trabalhadores, violência altíssima, com mais de 60 mil mortes a cada ano e outras tragédias que têm arrastado nosso país para a rabeira de todos os índices internacionais de desenvolvimento humano. Essa situação permanente de crise foi agravada ainda pelo período em que a esquerda pretendeu transformar ideologicamente as estruturas do país e suas instituições num modelo de socialismo revisitado pós queda do muro de Berlim.

É justamente o resultado dessa aventura recente e das que as antecederam, que levaram o país à situação atual incontornável. Para os que torcem pelo pior, com o país pegando fogo, com olho, obviamente, no retorno do esquema petista nas próximas eleições, quanto mais radicais forem as arruaças, melhor para as oposições. Do alto do muro do oportunismo, o bloco do Centrão, com os representantes do atraso e das prebendas do Estado, miram essas manifestações com receio e apreensão, já que estão na alça de mira dos protestantes.

À semelhança das Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), todos sabem como esses movimentos começam não fazendo a mínima ideia de como podem terminar. O problema com megamanifestações de rua é que elas só são controláveis pelo uso massivo de força, o que pode resultar em mortes. De todo o modo, após esse domingo, os Poderes da República, mais precisamente seus atuais ocupantes, terão que rever seus comportamentos, muitos dos quais claramente reprováveis, se desejam evitar que a crise acabe descambando para uma revolta popular de consequências imprevisíveis, dado o enorme desgaste e o baixo prestígio das instituições do Estado junto à população.

O povo na rua sinaliza, muito além das propaladas benesses da liberdade e da democracia, que algo no ordenamento do Estado não está bem e vai contra a vontade soberana da Nação e que, portanto, precisa ser imediatamente corrigida.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Tomara que esse esforço de controlar o déficit nas contas do governo valha à pena. Já pensou se o próximo presidente for eleito por uma urna eletrônica burlável?

Dona Dita, dona de casa enquanto ouve notícias no rádio

 

 

Divulgação

Espaço Itaú de Cinemas do CasaPark convida a comunidade para participar neste sábado, 10h, do Cine Debate sobre adoção. Depois da exibição do filme “De repente, uma família,” haverá um bate papo com os presentes sobre o assunto. A programação é coordenada pelo Grupo Aconchego, que trabalha há duas décadas promovendo a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes em acolhimento institucional. O respaldo vem também da parceria com Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção (Angaad) e a Vara da Infância e Juventude do Distrito Federal (VIJ-DF).

Cartaz: jornaldoguara.com.br

 

 

Nacional

De acordo com Soraya Pereira, psicóloga e presidente do Grupo Aconchego, várias cidades brasileiras estão realizando, nesta semana, atividades alusivas ao Dia Nacional da Adoção (25 de maio). “A nossa ideia é sensibilizar a sociedade para um tema tão delicado e, ao mesmo tempo, apresentar um pouco do nosso trabalho para quem se interessa pelo assunto”, afirma. Todas as atividades são franqueadas ao público. Os organizadores dão a dica: chegue cedo para poder entrar!

Link para mais informações: aconchegodf.org

 

 

Inconcebível

Depois de saber o quanto se paga de impostos, não há nada mais revoltante do que receber um documento da Fazenda do DF informando que, em 65 dias, o contribuinte receberá uma resposta sobre a solicitação feita, apenas pelo sistema. E pede o favor de não responder à mensagem. Pior, em apenas alguns minutos na fila, as narrativas são de desanimar. “Estive aqui na quinta, fui o primeiro da fila. Ao chegar no atendimento a funcionária bem desembaraçada confessou sem corar o rosto: Ah, disso aqui eu não entendo nada… Tem que aguardar a chegada da fulana.”

Quadrinho: Turma da Mônica

 

 

Segurança

Em Minas Gerais, a Polícia Rodoviária Federal adquiriu, para sete cidades da região, o bafômetro passivo. Apenas por estar próximo do cidadão, já acusa se houve ou não ingestão de álcool. O aparelho que precisa ser soprado pelo motorista é a segunda parte da abordagem. As saídas de festas são os locais de maior apreensão.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Cogita-se, no seio do funcionalismo federal de Brasília, a fundação de uma Associação que agrupe os funcionários, nos moldes da existente no Estado da Guanabara. O movimento, agora, está muito mais forte, porque anunciaram que o presidente iria cortar a “dobradinha” e depois do novo horário das repartições públicas. (Publicado em 21.11.1961)

A força do parlamentarismo branco

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Charge: Laerte

 

Hoje o que se pode afirmar, no mínimo, é que as relações entre o governo Bolsonaro e o Legislativo vão seguindo como num jogo de xadrez, com recuos e avanços, mas com uma ligeira vantagem para os políticos, que dia a dia vão tomando ciência da capacidade de obstruir e esvaziar os planos do governo, levando o Executivo para uma situação de xeque-mate. Não é por outro motivo que já se ouvem nos corredores do Congresso o retorno do tema parlamentarismo.

A formação, sempre oportunista, de um chamado Centrão, composto, entre outros, por políticos desgarrados dentro do Legislativo, políticos com pendências junto à justiça, velhas lideranças, magoadas com a perda de prestígio e outros indivíduos sem compromisso com o país, é um sintoma claro do prenúncio de mais uma crise institucional.

Reuniões se sucedem até madrugada adentro. Acordos, conchavos e alianças vão se sucedendo com os políticos, cada vez mais ávidos com a possibilidade de vir a comandar os destinos do país. Para reforçar essa turma, que joga pesado, a oposição, por total falta de alternativa, juntou suas forças ao Centrão, criando um supergrupo que pressiona e até ameaça o atual governo com a instauração de um parlamentarismo branco. Na tentativa de ganhar protagonismo, o Congresso vem ocupando espaços até fora de seu âmbito de ação constitucional, trabalhando com uma agenda própria e fazendo valer sua força nessa queda de braço. Incrível que com sua experiência no parlamento, tanto o presidente Bolsonaro, como seu chefe de gabinete, Onyx Lorenzoni, parecem atordoados com a hipertrofia do Legislativo e sua sede de poder.

Pelo o que se tem visto até aqui, o parlamento tem colocado o Executivo contra a parede, fazendo-o ver que, sem o apoio dos congressistas, o governo Bolsonaro não irá muito longe. A interferência do Legislativo nos domínios do Executivo já foi inclusive levada ao limite, com os deputados e senadores determinando até a formação e atuação de cada um dos ministérios do atual governo. O caso do Coaf é emblemático. No parlamentarismo branco que, parece, vai ganhando configuração a cada dia, o Legislativo não assumiria de forma institucional e formal o poder, mas agiria, como de fato vem fazendo, para impor, par i passo a agenda para o governo.

Com uma reflexão mais acurada, a essa altura, o Palácio do Planalto percebe a falta que faz o apoio dos atuais presidentes da Câmara e do Senado. O que se sabe, e o governo já se inteirou disso, é que as reformas tributária, política e a própria reforma da previdência irão ser alinhavadas, costuradas e entregues ao país, diretamente pelas mãos dos políticos, os representantes do povo.

É claro que essas mudanças virão exatamente com a digital dos atuais políticos, o que pode decepcionar ainda mais a sociedade que não aposta grandes expectativas com a legislatura do momento, apesar de tê-la instalado no Congresso.

Um exemplo dessa deformação das propostas do Executivo dentro do parlamento, que pode ser conferida e que remete ao passado e à velha política, são as criações de antigos ministérios para alojar correligionários, a possível volta do imposto sindical e outros retrocessos como o orçamento impositivo. Visto apenas sob o ângulo constitucional da divisão tripartite do Estado, Artigo 2º da CF de 1988.

Parece natural que a continuar nessa interpenetração de funções dos poderes da República, os atropelos jurídicos virão com certeza. Nesse ponto, a persistir a queda de braço entre Legislativo e Executivo, o Supremo seria chamado a se pronunciar, em meio a paralisação do governo. Com isso um terceiro poder entraria nessa contenda, conferindo maior confusão a um cenário, a essa altura, já bastante caótico.

A chamada politização da justiça ou a judicialização da política voltaria aos debates engrossando, ainda mais, o caldo republicano e com consequências, nesses tempos de extremismos, imprevisíveis. Correndo paralelo a essa crise que se anuncia, a população quer mesmo é ver resolvido a questão do desemprego, pelo menos.

Mas pode também voltar às ruas, em grandes massas, para resolver, ao seu modo, uma crise que todos já sabem que não nos levará a nada de bom e útil. De certo, é que essas disputas não interessam nem um pouco aos cidadãos, o que pode ser provado em qualquer pesquisa de opinião pública, onde os três poderes parecem na rabeira tanto de prestígio junto à população quanto em confiança.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Todos os nossos problemas procedem da injustiça. O privilégio foi o estigma deixado pelas circunstâncias do povoamento e da colonização, e de sua perversidade não nos livraremos, sem a mobilização da consciência nacional.”

Ulisses Guimarães, ex-deputado federal

Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A medida do sr. Alcindo Pacheco, chefe do Serviço de Administração da Soib, suspendendo as marmitas que a cantina do Ipase fornecia, pode ter sido um gesto de vingança, mas prejudicou muitas famílias que usam àquela cantina em todas as refeições. (Publicado em 21.11.1961)

Centrão e a hipertrofia do Legislativo

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Foto: CEDI/Câmara dos Deputados

 

Tradicionalmente, em nosso sistema de presidencialismo, o poder de governar, de fato, sempre esteve centrado no Executivo, com o presidente e sua equipe pautando inclusive a agenda e os trabalhos do Legislativo. Esse modelo de superposição de um poder sobre o outro sempre mereceu críticas por parte de alguns parlamentares que não aceitavam ser comandados de fora para dentro, falando em perda de prerrogativas.

Com ou sem reclamações, esse foi o modelo que sempre vigorou, obviamente com sua balança de pesos e contrapesos com o governo, ou prestigiando os políticos com cargos na administração pública ou simplesmente ignorando-os, como faziam os presidentes militares entre os anos de 1964 e 1985. Essa foi a tradição que mereceu, inclusive, o apoio da população que rejeitou, por meio de plebiscito, a ideia da adoção do parlamentarismo em 1993.

Dos 67 milhões de brasileiros que votaram naquela ocasião, 37,1 milhões escolheram o presidencialismo como sistema de governo para o Brasil, confirmando um modelo ao gosto da população e já conhecido e testado por décadas. Em nossa história republicana, o parlamentarismo só foi usado como medida de caráter urgente para sanar crises institucionais, como no caso da renúncia de Jânio Quadros em 1961, quando se instituiu esse sistema para tornar palatável, aos militares e aos setores conservadores, a posse de Jango Goulart, considerado um político por eles de esquerda e nacionalista. De crise em crise, prosseguimos sempre sob o predomínio do presidencialismo. Ainda bem, já que, graças a figura do vice-presidente, o Brasil, em diversas ocasiões, foi salvo de crises que poderiam, inclusive, levar a uma conflagração civil de proporções imprevisíveis.

De fato, o que se pode observar é que sempre que o ocupante do Executivo, por qualquer razão, demonstra pouca aptidão em comandar o país com determinação e autoridade, o legislativo passa a ocupar esses espaços e se tornar dono da situação, quer pressionando o governo a adotar medidas ao gosto dos políticos, quer, simplesmente, boicotando o próprio governo, não votando matérias de interesse do Executivo, desfigurando outras e até ameaçando o mandatário com a possibilidade de impeachment, caso venha a perder sua base política de sustentação dentro do Congresso. Tem sido assim desde a proclamação da República em 1889.

Não restam dúvidas de que o Congresso, ao longo de nossa história, tem sido, há um só tempo, a causa e a solução de nossas crises institucionais. Com o atual governo que assumiu esse ano, a história não tem sido diferente. Eleito na onda do descontentamento geral com os petistas, Bolsonaro, como uma espécie de anticandidato, chegou ao poder quase que de maneira improvisada, sem um projeto acabado de governo e com uma equipe montada às pressas e sem expertise comprovada em administração pública.

A essas deficiências, vieram se somar as declarações, corretas, feitas pelo presidente eleito de que a velha política, do toma lá, dá cá, não teria espaço em seu governo. Acostumados justamente ao jogo imposto pelo chamado presidencialismo de coalizão, no qual ninguém governa se não estiver em alta sintonia com o Congresso, os políticos passaram a sentir na pele os efeitos do novo modelo de governo e, obviamente, não gostaram do que viram.

A partir daí, uma série ininterrupta de acontecimentos vem abalando as relações entre o Palácio do Planalto e o Congresso. As seguidas derrotas sofridas na Câmara e no Senado das propostas do governo e, principalmente, a possibilidade de a reforma da previdência vir a ser desfigurada pela atual legislatura acendeu a luz vermelha no Executivo.

Os vacilos de lideranças políticas e a falta de coesão do próprio partido do presidente, o PSL, ajudaram a pôr mais lenha nessa fervura.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A voz do povo é a voz de Deus. Com Deus e com o povo venceremos, a serviço da Pátria, e o nome político da Pátria será uma Constituição que perpetue a unidade de sua Geografia, com a substância de sua História, a esperança de seu futuro e que exorcize a maldição da injustiça social.”

Ulisses Guimarães, ex-deputado federal

Foto: agenciabrasil.ebc.com.br

 

 

“Siesta”

Sair com um cadeirante não é tarefa simples. Na Internet estava a informação de que o Centro de Saúde UBS nº 1 da QI 21 do Lago Sul fecha às 12h e reabre às 13h. Na realidade, antes das 12h, uma senhora de 75 anos, cadeirante, com recomendação médica de repouso, foi, acompanhada da filha, ao local, mas não houve atendimento. Veja como tudo aconteceu a seguir. O vídeo foi gravado por Dib Franciss. Cidadão sempre atento às injustiças cotidianas.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Supermercado precisa receber, também, a produção dos granjeiros de Brasília. Dentro de 15 dias, Várzea Bonita poderá abarrotar a cidade de verdura e as providências de distribuição estão sendo tomadas, faltando, apenas, a colaboração do supermercado. (Publicado em 19.11.1961)

A saída para a greve dos caminhoneiros é pela ferrovia

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Foto: reprodução da internet

 

Com a iminência de deflagração de uma nova greve dos caminhoneiros, o governo corre contra o tempo, tentando amarrar as duas pontas soltas dessa contenda que coloca de um lado a Petrobras e sua política de preço, baseada no valor diário registrado pelo barril de petróleo no mercado internacional e, de outro, os diversos interesses políticos e econômicos, entre os quais se sobressai a questão da segurança nacional.
Desde a primeira paralisação, ocorrida no governo Temer, os caminhoneiros tomaram consciência da importância do setor do transporte para o funcionamento do país. Com aquela greve histórica, o Brasil, literalmente, parou por falta de combustível nos postos de abastecimento, fato agravado ainda com o bloqueio das principais rotas do país, promovida pelos paredistas. Naquela ocasião, o governo e a população foram apanhados de surpresa com a greve relâmpago e pelo encadeamento de prejuízos que se seguiu em ritmo acelerado.
Fosse essa uma estratégia de guerra, é fato que os caminhoneiros teriam vencido aquela batalha ao surpreender o Brasil com o estrangulamento de suas comunicações via terrestre, cessando as linhas de abastecimento do país de gêneros de primeira necessidade e de combustível. Naquela greve, o Brasil capitulou sem qualquer outra alternativa. Obviamente, os prejuízos gerados por aquela paralisação foram infinitamente superiores aos benefícios alcançados pela categoria, o que retardou os esforços para a retomada do penoso processo de desenvolvimento do país.
Como numa guerra, mais uma vez, foi a população civil a maior prejudicada com esse movimento, inclusive, os próprios caminhoneiros que viram o custo de vida aumentar também para suas famílias. Os ganhos momentâneos obtidos pela categoria se esvaíram de lá para cá, uma vez que o principal fator que teria ocasionado a greve não foi resolvido de forma definitiva e nem poderá sê-lo de maneira razoável.
A situação anômala que levou o país a essa crise, todos concordam, foi a política irresponsável dos governos petistas em incentivar, sem qualquer estudo estratégico, o financiamento, em larga escala, para compra de caminhões. Mesmo para um país cujas as riquezas transitam principalmente por rodovias, a super frota de caminhões, conduzidas por motoristas endividados até a orelha, não encontrou a mesma correspondência em número de fretes.
O ciclo contínuo de crises econômicas fez cair também a quantidade e o valor das viagens em todo o país. Resolver uma questão dessa natureza com medidas irreais, como o tabelamento nacional do frete ou o congelamento no preço dos combustíveis, apenas adia, mais uma vez, um problema que todos sabem que não será equacionado com intervencionismos na economia, tampouco com medidas populistas que atrelam a vitória de Bolsonaro à adesão dos caminhoneiros.
Dessa vez, é certo que uma paralisação desse tipo não contará com o apoio da população e pode até não ser bem tolerada pelos militares, com proeminência nesse governo. A saída para um impasse dessa monta, é claro, só poderá ser feita por via ferroviária, de preferência pela ferrovia Norte-Sul, cujas obras, iniciadas há mais de 30 anos, parece que serão concluídas ainda neste governo. Para um país continental como o nosso, a opção por ferrovia parece natural, mas curiosamente vem sendo protelada há séculos.
A frase que não foi pronunciada:
“Para comprar caminhão e usar sutiã, precisa ter peito.”
Frase de caminhão
Charge do Bruno Galvão
Livre arbítrio
São muitos os trabalhadores que apoiam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em relação à iniciativa de estender a vigência da medida provisória que traz mudanças na cobrança da contribuição sindical. Emissão de boleto para o trabalhador que expressar a vontade de colaborar com o orçamento da instituição.
Foto: Marcos Oliveira/Ag. Senado
Melhoramentos
Bem mais cuidada, a Biblioteca Central da UnB atrai cada vez mais estudantes. Funcionando 24 horas (exceto nos feriados), cuidados como corrimão, um laboratório de informática mais atraente e outras melhorias mostram a intenção de servir melhor à comunidade estudante.
Utilidade pública: Como localizar livros no acervo
Foto: UnB Agência/Divulgação
Iguatemi
Regina Trindade esclarece sobre a nota publicada na coluna. Uma jovem que teve um mal súbito caiu no Shopping Iguatemi. Bateu a cabeça e teve uma convulsão. O segurança chegou ao local um minuto depois, os brigadistas em seguida, todos os protocolos foram seguidos rigorosamente.
Foto: facebook.com/iguatemibrasilia
Mãos à obra
Deputada federal pelo DF, Paula Belmonte acompanha a reforma nos tribunais de contas com os devidos ajustes para um sistema de fiscalização do dinheiro do contribuinte mais eficiente. Ela encomendou estudo à Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados sobre a viabilidade de avançar na legislação que trata da escolha dos ministros do TCU e dos tribunais de contas estaduais, com o objetivo de reduzir a interferência política nessas cortes, priorizando a capacidade técnica.
Foto: camara.leg.br
Subliminar
De tanto enfrentar preconceito, a ministra Damares Alves ganha a simpatia do povo. A notícia: “Damares Alves quer desativar a Casa da Mulher Brasileira em Brasília. Ideia é abrir outros pontos de atendimento a vítimas de violência no DF”. No fim da nota, a EBC informa que a Casa da Mulher Brasileira em Brasília está fechada desde abril de 2018 por problemas na estrutura física.
Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
História de Brasília
Os japoneses estão pisando nos calos da indústria de tecidos do Brasil. Prometeram, fabricar, no rio Grande do Sul a mesma sede japonesa, importaram maquinaria, e a luta está, agora, deflagrada. (Publicado em 17/11/1961)

O presente copia o passado

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Santos Cruz (ao centro), Mourão (à esquerda) e Augusto Heleno Foto: André Horta/Fotoarena, Leo Martins e Adriano Machado / Agência O Globo e Reuters

 

Após essa sequência de prisões sem fim de nossas principais lideranças políticas, um fato que vem ocorrendo com certa constância nessas últimas décadas, de certa forma, traz para o presente as mesmas razões que no passado recente desencadearam e justificaram a chamada revolução de 1964.

Já naquela época, guardadas as devidas proporções de tempo e espaço, estavam também centradas, exclusivamente na classe política nacional, as raízes de todas as crises institucionais que agitaram aquele período e que acabaram por catalisar a revolta dos quartéis, abrindo as portas do Estado para a chegada dos militares ao poder. Em outras palavras, foi o comportamento dissoluto de nossos políticos, o verdadeiro responsável pelas alterações bruscas ocorridas nos rumos da nossa democracia, e que, por sua vez, sacrificou o surgimento de verdadeiras lideranças futuras, o que, sem dúvida, trouxe grandes prejuízos para nosso pleno desenvolvimento como país democrático.

Já naqueles longínquos anos sessenta, haviam denúncias e alertas feitos nas casernas sobre a falta de compostura da classe dirigente, sua insensibilidade diante da realidade nacional. Denunciavam também, naqueles tempos, o egoísmo dessas elites dirigentes, mais entregues às facilidades do poder do que à boa gestão da coisa pública.

Pouco antes de eclodir o março de 64, era voz corrente, entre os militares, que a corrupção política tinha se entranhado na máquina do Estado a um tal ponto que seriam necessários muitos anos para os brasileiros readquirirem o caminho da prosperidade. Muitos daqueles militares, que participaram da chamada revolução de 1964, não escondiam sua desconfiança com relação aos civis que compunham a elite política nacional. Com honrosas exceções, nossa classe política foi a artífice principal de todas as crises políticas experimentadas pelos brasileiros entre a segunda metade do século XX e o começo deste século.

Hoje a situação é muito assemelhada, mas com a diferença de que os níveis de corrupção alcançados por esses operadores do Estado necessitam muito mais da ação das forças policiais e do Ministério Público do que precisamente das Forças Armadas. Mesmo assim, o que os brasileiros assistem hoje é a chegada dos militares ao controle do país por outros meios, de forma perfeitamente legal e até democrática.

Dessa forma, não parece surpresa que a eleição agora do novo presidente representa, em certo sentido, uma continuidade do março de 1964 ou seu prolongamento, feito agora pela via das eleições de outubro de 2018. A prisão de dois presidentes da República sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro e, não por razões políticas, como querem fazer crer seus acólitos, e mais o fato de que outros poderão vir a ter o mesmo destino, além de um fato inédito no mundo Ocidental, demonstra no presente as mesmas razões que no passado trouxeram os militares para restabelecer a “ordem na casa”. Coincidência ou a história como farsa, só o tempo irá dizer.

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“Golpe, Revolução ou combate à corrupção?”

Frase versão 2019

 

Pura sabedoria

Moradores da Asa Sul reclamam do fumacê nas quadras. Para quem pergunta se é melhor a dengue, a natureza dá a resposta. Matam aranhas, cigarras, lagartixas, abelhas, morcegos e aí reclamam da dengue, reclamam que a polinização acabou, que as baratas não param de aparecer e por aí vai. Chefe Seatle já dizia em 1798: “A humanidade não teceu a teia da vida. Nós somos apenas um segmento dentro dela. Tudo o que fazemos para os seres vivos, fazemos para nós mesmos. Todas as coisas estão unidas. Todas as coisas se conectam.”

Página do grupo Nós que Amamos Brasília, no Facebook

 

Pegou pesado

Mas foi verdade. O presidente Bolsonaro comentou as pesquisas do Ibope sobre a popularidade: “Eu não estou preocupado com pesquisas porque também não têm credibilidade, assim como pesquisas eleitorais”, declarou, citando que institutos de pesquisa haviam apontado, em 2018, que ele perderia para qualquer candidato que o enfrentasse no segundo turno.

 

Nova palavra

Por falar nisso, além da segurança da urna eletrônica, os institutos de pesquisa são uma forma velada de boca de urna. Nosso povo tem a ideia de votar em quem está ganhando, o que dá aos institutos de pesquisa um poder ‘superliminar’.

Charge do Sinfrônio

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Anteontem de manhã, eu pedi uma ligação para o Hospital Felicio Rocho, de Belo Horizonte, onde está internada a família do nosso companheiro Renato Alencar, vítima de um desastre na Rio-Brasília. Pois bem. Até hoje não completaram a ligação, embora eu tenha dado o endereço à telefonista seis vezes nestes dois dias. E ainda querem tirar as antenas dos radioamadores! (Publicado em 15.11.1961)

Ajustes possíveis

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Charge do Spon Holz

 

Sinais de fumaça no atual governo indicam o aparecimento dos primeiros problemas, que já são visíveis e vão aos poucos escapando do controle do Palácio do Planalto e ganhando contornos de uma pré-crise. Curioso notar que, passados 83 anos da publicação da obra “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda, ainda hoje é possível identificar traços da presença do mítico “homem cordial”, no governo que se inicia. Apresentado nesse clássico de nossa Sociologia, como o indivíduo originário do nosso sistema patriarcal, incapaz de distinguir as fronteiras do público e do privado e que coloca seus consanguíneos e amigos sempre em primeiro plano, os homens cordiais, avessos aos ritualismos, ainda sobrevivem entre nós e são facilmente encontrados em nosso sistema político. Mesmo, no caso da renovação das duas Casas do Congresso, é possível identificar, nos sobrenomes, muitos eleitos, filhos, irmãos, netos, sobrinhos e outros parentes de sangue de antigos caciques da política nacional.

Sérgio Buarque de Holanda considerava que a figura do controvertido homem cordial iria desaparecer aos poucos com a intensificação do processo de urbanização e com o aprimoramento da democracia e dos ideais republicanos. Nesse quesito, o intelectual e pensador dos problemas e do homem brasileiro se equivocou. Pelo o que temos observado ao longo do tempo, a mistura de parentes com a administração política da coisa pública quase sempre não tem resultado em algo positivo. Em alguns casos tem sido não só a ruína de muitos governantes, como tem levado ao descrédito a própria classe política. Exemplo dessa relação perigosa e contaminante, entre parentes e gestão pública, tem sido observada agora também com relação a atuação dos filhos do presidente Bolsonaro. Seguidamente, os três filhos do atual presidente têm sido apontados como fontes de crises para o governo. A desenvoltura com que esses “meninos” têm imiscuído nas ações de governo, todas de forma absolutamente desastradas, formam hoje, sem dúvida, a principal fonte de desgaste do governo.

Dentro e fora do governo, já existe hoje uma unanimidade de opinião em torno das intromissões indevidas desses indivíduos nos assuntos de Estado. Para alguns analistas, inclusive, esse é um sério fator de desgaste tanto para o presidente como para a sua autonomia na administração.

Ações negativas desse tipo, partindo de dentro da casa do próprio presidente, é tudo o que as oposições, ainda desarticuladas, desejam para formar um bloco de peso contra Jair Bolsonaro.

O pior, numa situação como essa, é que o homem cordial muito pouco pode fazer sob pena de criar ressentimentos no seio da família. Isso, evidentemente, nem tem passado pela cabeça do presidente. A continuar, como se diz, “tomando bolas nas costas”, o atual governo, pelo menos com relação ao próprio Bolsonaro, corre o risco de ele próprio ficar numa posição subalterna em relação ao seu vice-presidente, que vem mostrando bom desempenho à livre da ação predatória de consanguíneos.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A inimizade pode ser tão cordial quanto a amizade.”

Sérgio Buarque de Holanda, historiador brasileiro

Foto: Companhia das Letras / Divulgação

 

Memória

Como se já não bastassem os milhões de metros quadrados de cerrado arrancados para satisfazer a gana imobiliária, chega de mansinho um projeto pela orla livre. Há regras a serem cumpridas. Bons tempos aqueles em que a comunidade candanga preservou o Parque Olhos D’Água. Isso sim é amor pela cidade.

Foto: viagensbr.com.br

 

Oásis

Nossos agradecimentos a Chiquinho Dornas, criador da página “Brasília das Antigas que Amamos Muito”. Muita gente com fotos lindas e depoimentos emocionantes de quem viu e participou do crescimento da capital do país. Ler sempre essa página no Facebook é uma verdadeira terapia.

Foto: facebook.com/groups/chiquinhodornas

 

Campus Party

No principal evento tecnológico do país que acontece em São Paulo, uma ideia que agradou a todos. São dois preços para a entrada: R$350 ou qualquer lixo eletrônico como equipamentos antigos, celulares sem conserto ou computadores inúteis. A iniciativa fez com que o Ministério da Ciência arrecadasse meia tonelada de lixo eletrônico em 2 dias de evento.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Medicina é profissão que tem que ser paga, e bem paga. Medicina de favor, medicina de caridade, não é ciência, não é técnica, não é saber. E a experiência em Brasília está muito boa. Falta, ainda, que o Hospital dê “pró-labore” aos médicos, pelos atendimentos, também, do Serviço Social, para que a igualdade de todos os doentes seja definitivamente determinada. (Publicado em 10.11.1961)

As agruras do homem cordial

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Foto: abcdoabc.com.br

 

Por sua importância e dada a concentração de poderes, quase uma espécie de monarquia, ocupar o cargo de presidente da República em nosso país não é tarefa das mais fáceis. Pelo contrário, trata-se de uma missão que poucos, ao longo de nossa republicana, deram conta do recado por todo o período legal. As características próprias de nossa República, envoltas num chamado presidencialismo de coalizão, no qual a governabilidade só é possível a partir de certos afagos na base de sustentação política do governo, requer de um presidente eleito uma tão larga experiência política, que o ideal seria que a esse cargo só pudessem se candidatar e concorrer indivíduos que anteriormente tivessem sido governadores de grandes metrópoles, bem avaliados pela população.

Com isso, o número de candidatos plenamente capacitados a exercer a presidência seria reduzido, ao mesmo tempo em que melhoraria a qualidade dos postulantes, diminuindo sensivelmente também os riscos de crises cíclicas. Sem expertise nas intrincadas funções requeridas pelo Poder Executivo, as chances de insucesso e de prejuízos para nação são quase certas. Como o ideal é sempre um horizonte distante e inatingível, prosseguimos entre uma crise e outra, aprendendo, como se diz popularmente, “no tranco”.

O instituto da reeleição foi um desses mecanismos pensados justamente para permitir que um governante pudesse, em seu primeiro mandato de quatro anos, apenas aprender a governar e só num segundo período, de mais quatro anos, exercer plenamente e com sabedoria a administração do país.

Uma análise histórica isenta sobre a atuação de nossos chefes do Executivo desde a fundação da República em 1989, demonstra, de forma clara, que foi a flagrante inexperiência, aliada algumas vezes ao voluntarismo e a má-fé, que geraram todas as crises políticas que experimentamos desde Marechal Deodoro da Fonseca. Com exceção dos governos militares, eleitos de forma indireta pela população, somente Juscelino Kubitschek e talvez Fernando Henrique Cardoso lograram iniciar e concluir seus mandatos sem maiores traumas para o país.

Obviamente que não basta experiência administrativa para administrar um país complexo e continental como o Brasil. Além de conhecer o que é uma folha de pagamento ou questões de balanço, com ativos e passivos financeiros, um presidente deve possuir uma enorme vivência e tino político, para enfrentar com firmeza, poderosos grupos de pressão, que a toda hora batem à porta do governo em busca de vantagens de todo o tipo.

Diante de um cenário dessa natureza, não causa surpresa que o governo de Jair Bolsonaro, que agora se inicia, comece, ele também, a experimentar os primeiros sinais de desgaste interno.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Escolher o seu tempo é ganhar tempo.”

Francis Bacon, político, filósofo, cientista e ensaísta inglês.

 

Emoção

Entusiasmada como sempre, Giselle Santoro estava pronta para ensaiar as dançarinas na sala do teatro que leva o nome de seu marido. Mas, quando viu que Eldom Soares, regente do Ad Infinitum, estava com os seus cantores ensaiando o Choro Nº 10 de Villa-Lobos, deixou que a turma continuasse ali. Essa foi a primeira peça que Claudio Santoro regeu no Teatro Nacional, que hoje leva seu nome.

Foto: abmusica.org.br

 

Já é hora

Por falar em Teatro Nacional, é uma tristeza ver que até hoje Brasília não teve um governador sensível às artes como merecia ter. Deixar um espaço desses sem uso é encarecer a reforma e distanciar o dia da reinauguração. Mas, para os artistas, otimistas por natureza, a esperança nunca morre.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/Agência Brasil

 

SOLidários

Salve a Si é o nome da ONG com um trabalho importante para a cidade. Toda quinta-feira, à noite, no Setor Comercial Sul, dá assistência às pessoas que moram na rua. Além de uma sopa quentinha, são oferecidos cortes de cabelo, local para banho, roupas. O grupo convida corais da cidade a tomar parte da agenda, alegrando essas vidas. Contato com a Janúbia, pelo telefone: (61) 99189-4320.

 

Poeta inquieto

Pavarotti do Sertão. O Sindilegis lembra que foi Ariano Suassuna quem deu esse apelido a Oliveira das Panelas. A seguir, os detalhes da apresentação, franqueada ao público, que será no dia 21 de fevereiro, a partir das 19 horas, na sede do sindicato, na 610 Sul. A 3ª Noite do Cantador trará outros artistas que farão repentes, recitarão poesias e escritores de cordel darão autógrafos. O soldado por traz dessa missão de paz é Nonato Freitas.

Banner: sindilegis.org.br

3ª Noite do Cantador
Local: Salão do Sindilegis, 610 sul, bloco C, módulo 70. Asa Sul – L2.
Data: 21 de fevereiro (quinta-feira).
Horário: 19h às 22h
Entrada gratuita. Classificação: 16 anos

Mais informações em: Considerado o Pavarotti dos sertões, pernambucano Oliveira de Panelas é atração da 3ª Noite do Cantador

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Dentre a luta classista, há deslealdade. O que todos deviam fazer, seria lutar pela igualdade de condições, e não procurar retirar de uns, as vitórias que conseguiram em benefício da classe… (Publicado em 10.11.1961)

A ciranda das reformas

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Ilustração: blogdapoliticabrasileira.com.br

 

Colocadas em ordem de prioridade, que reformas deveriam ser aprovadas em caráter de urgência para abrir caminho para a plena governabilidade do país? De fato, entra ano, sai ano, e as reformas, mesmo aquelas que foram retaliadas, deformadas e depois aprovadas, como é o caso da reforma política, vão ficando no meio do caminho e, com isso, o Brasil vai seguindo aos tropeços, incapaz de irromper a casca grossa do subdesenvolvimento.

Sem ordenamentos jurídicos modernos e adequados à realidade atual do país, não há possibilidade de avanços em nenhuma área. Considerada a mãe de todas as reformas, a reestruturação política, conforme desejava a população para trazer o Legislativo à realidade nacional, ficou, obviamente, restrita a interesses imediatos da classe política e, sobretudo, dos partidos. Com isso, antigos privilégios foram mantidos, sendo que alguns, como o financiamento público a campanhas, na tentativa de acabar com o caixa dois, foram estrategicamente engendrados no novo modelo. Dessa forma o que a tão pretendida reforma política obteve de concreto foi a transferência de enormes recursos públicos para os próprios partidos, mesmo aqueles sem qualquer representação consistente no parlamento.

A chamada crise do laranjal do PSL, que se abate agora sobre o governo Bolsonaro, é fruto direto dessa dinheirama que passou a ser escoada para os partidos. O que muitos especialistas em financiamento de campanhas temiam, aconteceu de fato, com a simulação de distribuição farta de dinheiro para candidatos inexpressivos ou laranjas, mas que, na realidade, ficaram com os caciques dos partidos. Criou-se assim um novo tipo de caixa dois, articulado dentro das próprias legendas, com gente do próprio partido, em arranjos engenhosos onde o dinheiro público é usado de forma ilegal e desleal.

Com o desvirtuamento da reestruturação política, que seria assim uma espécie de alicerce institucional para a República, ficaram comprometidas também todas as demais reformas, mesmo aquelas vitais para o funcionamento diário do país, como é o caso da reforma trabalhista e agora a reforma da Previdência.

Juristas que acompanham essas movimentações acreditam que a confecção dessas reformas, conforme têm sido feitas até aqui, acabam por prejudicar e enfraquecer a própria Constituição, criando um labirinto de leis que parecem girar num carrossel, sem chegar a lugar algum, e o que é pior, mantendo privilégios e outras distorções do passado. Na impossibilidade de concretização das reformas de base, como é o caso da política, todas as demais subsequentes, inclusive a da Previdência, sofrerão as inevitáveis intervenções cirúrgicas, de modo a adaptá-la aos interesses imediatos dos congressistas e dos grupos de pressão.

Acreditar que a reforma da Previdência sairá do Congresso sob medida e capaz de agasalhar “comme il faut” as necessidades nacionais, servindo, como uma luva, às expectativas e necessidades atuais é sonhar alto. O antigo e odioso toma lá dá cá, aparentemente sepultado no atual governo, cobrará seu preço de uma forma ou de outra e por uma razão simples: a reforma política, que poderia acertar um tiro fatal nessa modalidade de negociação, foi feita pela metade, justamente para não colocar um ponto derradeiro ao chamado presidencialismo de coalizão, benéfico somente a todos aqueles instalados no poder.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Se o pacote anti crime, do ministro Moro, não vier a ser aprovado antes de qualquer reforma, o que vai acontecer é que os trabalhadores, pela reforma da Previdência, terão, mais uma vez, o corte na própria carne, para depois os estados e municípios continuarem a corromper e surrupiar sem punição.”

Marcos Tavares, estudante de Direito

Charge do Spon Holz

 

Pauta

Mônica de Araújo Freitas, que coordenava o cerimonial do Senado, conhece muita gente. Há um ano e meio, criou um grupo de vendas. “Desapegue entre amigas”. Sua lista de amigas começou com 250 pessoas interessadas em comprar e vender produtos de primeira linha. Pelas fotos de objetos pessoais, eram feitas as escolhas. Vieram as regras do funcionamento. Pioneira nesse segmento, Mônica abre o segundo grupo chamando a atenção de lojistas e donos de brechós que passaram a integrar o grupo. O sucesso é total.

Leia mais em: Desapegadas! Brechó de Mônica Freitas transformou WhatsApp em negócio

–> Quem quiser se inscrever o que deve fazer? Mandar WhatsApp para (61) 98177-0705 (Grupo da Mônica)

 

IBRAV

O Instituto Brasileiro de Análise de Veracidade, de abordagem científica na identificação das distorções da comunicação que querem controlar e manipular determinados segmentos sociais, começa a preparar um curso bastante interessante que começará a ser divulgado em maio. Entre os assuntos, as técnicas de propaganda, psicologia de massas, efeitos da propaganda sobre as massas, análise de propaganda adversa e contrapropaganda como instrumento da neutralização da propaganda adversa. Os instrutores: Maurício Viegas (Especialista em Inteligência Estratégica) e Marcus Reis, advogado especialista em Temas de Segurança e Defesa. Mais informações: contato@ibrav.org.br.

Foto: ibrav.org.br

 

É brincadeira!

Investigados por “desordem eleitoral”, policiais militares que denunciaram suspeitas em urnas eletrônicas ficariam estupefatos com o que aconteceu no plenário do Senado. Agora é certeza de que nem as urnas com votos impressos são 100% confiáveis. Um país desses é sério? Ainda duvidaria Claude Lévi-Strauss.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os médicos de fora não poderem usar o Hospital Distrital é errado. Não se compreende em cidades como Rio e S. Paulo, onde isto ocorre, mas em Brasília, onde há apenas um hospital, é um direito. (Publicado em 10.11.1961)

A Comunicação em 2018: passado e futuro.

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tirasarmandinho.tumblr.com

Para um país continental como o nosso, onde aproximadamente 70 milhões de brasileiros estão vivendo em áreas sem a presença de fontes de informação como jornais e sites de notícias, a questão do controle de empresas estratégicas por pouco grupos é nociva e acaba criando distorções, inclusive na própria qualidade de nossa democracia.

Trata-se de um assunto que nenhum governo, desde a redemocratização, quis levar adiante por diversas razões, sendo a mais relevante o fato de que existe, entre nós, uma estreitíssima relação de interesses entre as autoridades políticas e esses grupos oligopolistas. Ambos vivem numa espécie de simbiose mútua.

Ao deserto de notícias espalhadas por vastas áreas do interior do país, se somam parte do controle das mídias nas mãos de políticos e afilhados desses, complicando ainda mais um ambiente que ultimamente passou a ser invadido também por uma enxurrada de notícias falsas ou caluniosas.

Um marco legal eficiente e moderno, que poderia pôr fim a essas sérias distorções, virá somente quando as autoridades que podem tratar do assunto se puserem em campo.

Para um país onde as leis são facilmente burladas, inclusive com gente capacitada para reescrevê-las ou eliminá-las, o poder do dinheiro, nesse caso, o dinheiro fácil arrecadado aos milhões diariamente, serve também para ampliar o controle desses monopólios das mídias de imprensa. Nesse sentido, o problema do controle da mídia, por poderosos daqui da Terra, ganha mais um aliado, dessa vez vindo diretamente do céu.

Diz a Constituição Federal de 1988 em seu artigo 220: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.”  Mais adiante, em seu parágrafo 5º, completa: “Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio.”

Basta, no entanto, uma observação ligeira sobre essa questão para se certificar que apenas cinco grupos empresariais, dominados por suas respectivas famílias, controlam mais de 50% de todos os maiores veículos de comunicação do país, numa clara afronta ao que dispõe a lei. Isso se não forem verificadas a chamada propriedade cruzada, quando um mesmo grupo passa a controlar outras mídias por meio de laranjas e de outros meios. Situação como essa ganha ainda maior gravidade quando se verifica que, pelos mecanismos existentes hoje para a concessão de emissores de rádios e de televisão, muitos políticos ou pessoas por eles designadas passam a controlar essas mídias, numa demonstração clara de que ainda falta um longo caminho a percorrer até que os brasileiros tenham de fato veículos de comunicação que sejam verdadeiramente plurais, do ponto de vista de opinião, ao menos respeitem o que manda a Constituição.

Os monopólios e oligopólios formados em torno dessas empresas, que são uma concessão pública, por falta de legislação específica, são ampliadas ainda com o controle desses grupos sobre outras mídias, como portais de internet, jornais, revistas impressas. Mesmo com a famigerada tentativa de se impor ao país uma tal regulamentação da mídia, conforme queriam os governos petistas, e que não foi adiante por pouco.

 

A frase que foi pronunciada:

“Só o real é contraditório.”

Assis Chateaubriand, jornalista, empresário, mecenas e político.

 

Dupla personalidade

Basta ver o que aconteceu com a notícia do jornal El Pais sobre o presidente Bolsonaro em Davos, para compreender como anda a imprensa de hoje. O periódico espanhol traz a notícia em duas versões: uma elogiando o presidente, na versão espanhola e outra criticando, na versão em português. É para deixar o leitor perdido?

Link para o El País internacional: Bolsonaro anima a los ejecutivos de Davos a invertir en el nuevo Brasil

Link para o El País nacional: O breve discurso de Bolsonaro decepciona em Davos

 

 

Coragem

Com a pergunta: “Você conseguiria identificar o Assédio Moral no seu trabalho?” O Senado Federal vem fazendo uma campanha maciça para esclarecer aos diretores, funcionários e também senadores como se constrói esse monstro no ambiente funcional.

 

Informar

O primeiro passo é o conhecimento. Assim o corpo funcional estará preparado para enfrentar o Assédio Moral. O assunto veio à tona com a morte recente de um funcionário público, que não tem família por perto e poucos amigos. No local de trabalho, há registros da pressão que sofria, perseguições e repetição deliberada de situações humilhantes.

 

Mudanças

Uma reforma no serviço público brasileiro se faz necessária nesse sentido. Desde o que é noticiado como foram dezenas de casos no Itamaraty, ou do funcionário que baixou as calças na antiga sede do GDF, ou da frase “eu contrato até uma melancia, se quiser”, vale à pena a administração pública repensar em uma política de gestão no que se refere ao Assédio Moral.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Atitude criminosa, que causou sérios danos a um carro, que à noite, procurava atingir a pista do Hospital Distrital. Até o momento, não foi feita a sinalização, e o carro danificado é o de chapa RJ 9-9765. (Publicado em 09.11.1961)

Em alerta

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Foto: Reprodução/NBR

Ao assinar, nesta terça-feira, o decreto que flexibiliza a posse de armas, conforme promessa de campanha, o presidente Bolsonaro deu, além de um tiro certeiro no Estatuto do Desarmamento, um largo passo no escuro que pode render efeitos inesperados ao seu próprio governo.

De saída, atendeu prontamente os anseios da chamada Bancada da Bala, da qual era um dos entusiastas. Por tabela, favoreceu a indústria do armamento. Com o mesmo tiro pode ter abatido também parte dos defensores dos Direitos Humanos que acredita na equação: menos armas, menos violência e mortes. Com isso, pode ter aliviado ainda parte das responsabilidades dos serviços públicos de segurança, delegando nacos dessa função constitucional à própria população.

De fato, ainda é cedo para medir, com exatidão, os efeitos desse decreto, particularmente em relação aos elevados índices de violências experimentados pelo país nesses últimos anos. No entanto, um fato preliminar nessa medida pode ser destacado antecipadamente: sem o devido preparo para manusear uma arma, qualquer cidadão estará correndo maior risco com sua utilização e, ainda por cima, servindo de atravessador involuntário desse produto para a marginalidade. Por isso, junto com as regras, vieram várias condições para o cidadão comum ter uma arma em casa. Desde a capacitação aos inúmeros documentos exigidos.

Na equação da violência urbana, as armas de fogo são o destaque principal e com isso, potencializam a própria violência. A facilitação desse produto, num país onde mais de 64 mil pessoas são assassinadas a cada ano de forma violenta, não parece, pelo menos à primeira vista, que seja uma medida racional.

Iniciativa dessa natureza pode ainda aumentar os riscos justamente para as populações mais vulneráveis como negros, pobres e jovens. Pesquisas recentes mostram que 61% da população defende a proibição de armas de fogo por representar uma ameaça à vida de outras pessoas, principalmente dos inocentes. Registre-se ainda que em 2016 houve, em todo o país, 11.500 casos de suicídios. Esse dado, segundo os especialistas, pode aumentar com a facilitação da posse de armas.

Para a psicóloga Karen Scavacini, do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio de São Paulo, “Como o suicídio costuma ser um ato impulsivo, o método estando à mão contribui. E é um método mais letal, a capacidade de sobreviver é menor e, quando a pessoa sobrevive, as sequelas são mais graves.”

Embora não seja comum em nosso país o uso de arma de fogo para cometer suicídio, o fato é que esse é um instrumento a mais não só para tirar a própria vida, mas até a vida de outrem. É notório que, após o Estatuto do Desarmamento, os índices de violência aumentaram. Mas isso não decorre diretamente da proibição de mortes, mas da leniência do Estado no combate à corrupção, sobretudo por parte da justiça que prefere não punir com severidade esses casos.

Nos Estados Unidos, onde as penalidades para crimes são bem mais rigorosas e imediatas que no Brasil, a facilidade para a obtenção de armas tem sido cada vez mais trabalhosa, dado o aumento assustador dos casos de tiroteios e atentados, onde a maioria das mortes são invariavelmente pessoas inocentes e desarmadas. O passo no escuro dado pelo governo, com essa medida, bem no início do mandato, põe toda a nação em alerta.

 

A frase que foi pronunciada:

“Cesare Battisti fugiu pelas nossas fronteiras… vazou a autorização da extradição? Ou nossas fronteiras estão desguarnecidas?”

Renato Mendes Prestes, leitor do CB

Charge do Paixão (gazetadopovo.com.br)

 

Kit higiene

Ana Alice Vieira está arrecadando kits de higiene para doar ao HRAN. São muitos pacientes e familiares sem condições financeiras. Até kits distribuídos em hotéis e hospitais particulares servem. As doações podem ser feitas no próprio HRAN, no bazar dos voluntários.

Foto: sindsaude.org.br

 

Última hora

Divulgada a notícia de que o Tribunal de Justiça do Paraná terá 60 dias para estabelecer um plano de estatização de 172 cartórios privados no Estado. Com a derrubada da liminar pelo STF, a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de 2009, volta a ser aplicada e todas as nomeações de serventuários após 1988 estão prejudicadas.

Foto: gazetadopovo.com.br

 

Ao trabalho

Prefeitura do Lago Norte começou a se mobilizar para discutir assuntos como a orla livre, revisão da Luos pelo novo governo e o papel da prefeitura com a nova administração do Lago Norte.

Foto: aovivodebrasilia.com.br

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Para os deputados amigos de Brasília: Estão na Câmara, aguardando parecer e votação, o orçamento do Distrito Federal, o substitutivo ao Código Tributário, mensagem presidencial estruturando a prefeitura, mensagem presidencial isentando de imposto de renda as construções para fins de aluguel, e mensagem presidencial, pedindo suplementação de verbas. (Publicado em 08.11.1961)