Aproximação fatal

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VISTO, LIDO E OUVIDO Criada por Ari Cunha (In memoriam)

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Ironia do destino ou não, o fato é que uma das principais facções do crime organizado, nascida em São Paulo, vai, à revelia das autoridades e contra todos os prognósticos oficiais, pouco a pouco se instando de mala e cuia na capital do país.

Entre os objetivos desse grupo que se expandiu em número, fortuna e ousadia nesses últimos anos, pode estar a criação de uma espécie de Estado Paralelo, fincado bem no coração da capital, de onde passaria a controlar outras regiões. A intenção desse grupo em se fixar na capital é antiga e vem sendo acompanhada pelas autoridades desde 2002, quando integrantes da cúpula dessa organização estiveram presos no complexo da Papuda.

De lá para cá, a polícia tem efetuado, com certa regularidade, várias prisões de integrantes da facção que formariam núcleos embrionários do crime organizado no Distrito Federal e principalmente nas áreas do entorno. Informações passadas à imprensa dão conta de que em regiões administrativas como o Paranoá, São Sebastião e outras já estariam abrigando vários indivíduos aliciados pelo bando, numa mostra de que essa facção possui planos ambiciosos, que vão muito além da prática de crimes comuns.

Suspeitas nesse sentido foram levantadas pelas próprias investigações, mostrando que membros dessas organizações vêm comprando casas, terrenos e lojas no Distrito Federal e nas cidades goianas limítrofes. Investimentos dessa natureza, feitos em imóveis, revelam que os planos desse grupo para se fixar no Centro-Oeste são ambiciosos e devem, portanto, despertar o olhar mais apurado das autoridades que tiverem interesse em cortar o mal pela raiz.

Com a chegada agora, e de surpresa, do principal chefe dessa organização para mais uma estadia no Presídio de Segurança Máxima de Brasília, as autoridades de segurança, inclusive o próprio governador Ibanez, protestaram de forma enérgica, condenando a decisão do Ministério da Justiça. Esse fato revela o nível de preocupação com a vinda desse líder e de outros ligados à cúpula criminosa para a capital.

Obviamente que virão também familiares, amigos e advogados dos contraventores. A crise financeira e a falta de investimentos nas áreas de segurança têm enfraquecido o poder de combate ao crime em todo o Brasil e em Brasília não tem sido diferente.

Com poucos recursos humanos, escasso material, como armamentos e com uma força de inteligência necessitando de grandes investimentos, controlar as múltiplas atividades desse grupo criminoso aqui no DF será uma tarefa das mais delicadas, ainda mais quando se conhece as especificidades da capital como sede dos Poderes da República e sede de todas as representações diplomáticas.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Fortalecem organizações criminosas pela educação e segurança deficientes, propiciando o aumento da violência e da marginalização.”

Thiago Soares Garcia, em artigo publicado no portal Âmbito Jurídico.

Clique no link para ler o artigo completo: A seletividade penal pela perspectiva do combate aos crimes de colarinho branco

Charge de Nani Humor

 

Nova legislação

Casos de pessoas que largaram o emprego para vir fazer o concurso da Sedest, gastos, privações sociais de todos os tipos durante meses para manter o ritmo dos estudos. É desumano cancelar qualquer concurso. É preciso haver a previsão no edital sobre multas no caso de suspensão das provas de concurso, como as licitações. Assim, haveria mais segurança, capacitação dos fiscais e a logística precisaria ser infalível. Caso contrário, multa e jamais a possibilidade de novos contratos.

Foto: concursos.correioweb.com.br

 

Eficiente

Correspondências enviadas ao presidente da República são respondidas com brevidade pela Diretoria de Documentação Histórica do Gabinete Pessoal do presidente Bolsonaro. O Sr. Marcelo da Silva Vieira assina as correspondências.

 

 

Muito boa

Quem lê com mais acuidade estranha que Rodrigo Maia tenha pedido para o líder do Executivo, presidente Bolsonaro, ter mais empenho na aprovação de uma proposta do Governo Federal. Se a aprovação é dada no Legislativo, onde os parlamentares representam a vontade do povo, o natural seria o contrário. A observação é de Ascânio Seleme.

Charge do Izinho

 

Esperança

Com recursos do FNO do Banco da Amazônia, a linha de crédito para Energia Verde apoia a produção de energias renováveis na região com obras que têm como princípio beneficiar a população local com saneamento básico, telecomunicações, transporte e empregos. Outros fundos na operação: são eles o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia, BNDES e Orçamento Geral da União.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E para terminar: é comum uma telefonista reclamar para a gente, o salário que ganha, o número de horas que trabalha, as dificuldades que a Novacap lhe transfere com relação à habitação, transporte e local de alimentação. (Publicado em 15.11.1961)

Entre a caneta e o fuzil

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Charge do Dum

 

Assim no céu como na terra. Tal parece ser o enredo que vai se desenrolando há algumas décadas em nosso país tanto no combate à corrupção, como na luta contra o crime organizado. Os entraves, encontrados pelas autoridades judiciais para pôr termo às ações desses grupos, tanto dentro de palácios, como dentro de presídios, são imensos e só não foram ainda deixados de lado devido à grande pressão popular, sobretudo aquelas manifestadas nas ruas e nas redes sociais.

Batalhões dos mais caros escritórios de advocacia, ações de juízes, complacentes e com ligações com esses personagens, além de campanhas feitas por um tipo de imprensa e blogs muito suspeitos, tornam a tarefa de saneamento do país uma missão tão ou mais árdua quanto os doze trabalhos de Hércules. Mesmo que aparentemente não existam, ainda, fatos que liguem diretamente corruptos do colarinho branco e grupos e facções criminosas que agem nos presídios e em muitas cidades espalhadas pelo país, o fato é: tanto um como o outro são extremamente nocivos ao país, sendo que, em muitos casos, estão na raiz do nosso eterno subdesenvolvimento.

Combater crimes praticados por indivíduos de alto coturno, como pelos chamados pés de chinelo, deve, portanto, merecer igual e persistente esforço. Buscar semelhanças tanto nas ações delituosas praticadas por ambos, como nas consequências dessas atuações é tarefa fácil. De saída, é possível identificar que ambos grupos trabalham contra o Brasil e contra os brasileiros, a favor exclusivo de seus interesses ou de pessoas a eles ligadas. Para tanto, são capazes das mais reprováveis ações para alcançarem seus intentos. A rigor, não deveria existir diferenciação entre esses dois grupos, tanto na condenação, como no confinamento e tratamento desses delinquentes. Pelo poder financeiro que possuem, e que amealharam nesses anos todos, a capacidade de contornar os rigores da lei, subornando e ameaçando pessoas, é imensa e sem paralelo em nossa história. A diferença está no tipo de arma empregada para atingir seus feitos. Enquanto uns usam da caneta e do cargo para fazer o crime acontecer, outros recorrem aos fuzis e à violência explícita. Nesse caso é possível afirmar que uma canetada mata tanto ou mais que as próprias balas de fuzis.

Perigo real desses dois grupos que agem tanto dentro da máquina pública como na periferia de todas as nossas metrópoles deve merecer atenção redobrada, principalmente quanto ao endurecimento da legislação penal. Nesse sentido, bem faria o governo se empenhasse todos os esforços no sentido de fazer aprovar o conjunto de leis apresentado pelo ministro da justiça, Sérgio Moro, inclusive fortalecendo os mecanismos de combate às fraudes nesse sistema. Resta saber se os legisladores concordarão com os eleitores.

A notícia de que um poderoso chefão do crime organizado e mais alguns comparsas acabam de ser transferidos para o presídio de Brasília, enquanto outros presos seguem para o Rio de Janeiro ou permanecem em Curitiba, demonstra não só a periculosidade desses indivíduos, deslocados a todo instante pelo país por motivo de segurança, mas revelam a dificuldade que as autoridades enfrentam para manter esses grupos vigiados ou mesmo presos. De sandália havaiana ou de sapato italiano, esses indivíduos, ao fim, ao cabo, prejudicam o país na mesma medida.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Eis o âmago da questão suscitada por Radbruch: a consciência(…) não há consciência no homem que frauda, desvia, comete peculato, descaminho(…)”

Sérgio Cruz, membro do IBDFAM

Michel Temer no momento da prisão pela Polícia Federal (Ueslei Marcelino/Reuters/TV Globo)

 

Seletiva

Recebemos, da fonoaudióloga da Telex, uma solicitação de divulgação onde fundamenta a importância de o ser humano usar a tecnologia para poder ouvir, já que é um ser social. Com crianças e adolescentes pode ser diferente, mas quem convive com idosos sabe que, em 70% do dia, eles preferem o aparelho desligado. Por que será?

 

 

Encontro

Moradores do Lago Norte são convidados para uma reunião no dia 27 desse mês, no Colégio do Sol, às 19h30. Essa será a primeira reunião com o presidente da Novacap, Declimar Azevedo. Na ocasião, os moradores poderão reivindicar melhorias estruturais da região.

 

Responsabilidade civil

Crotalária é o nome da semente usada para adubar o solo. Estava misturada com a ração que matou dezenas de cavalos no DF e GO.

Misturadas aos grãos da aveia, as sementes da crotalária são visíveis, mas podem passar despercebidas /Foto: Renato Araújo/Agência Brasília

 

Para ontem

Com o Paranoá Parque e Itapuã Parque, é preciso considerar a ponte entre o Setor de Mansões do Lago e a UnB. Basta fazer uma projeção para compreender que as estradas da região não suportarão o fluxo de carros.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E há mais, quanto ao serviço telefônico: as telefonistas ficam discutindo, brigando e se xingando em código com as telefonistas do Rio, sem ter o cuidado, sequer, de tirar o assinante da linha. (Publicado em 15.11.1961)

O presente copia o passado

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Santos Cruz (ao centro), Mourão (à esquerda) e Augusto Heleno Foto: André Horta/Fotoarena, Leo Martins e Adriano Machado / Agência O Globo e Reuters

 

Após essa sequência de prisões sem fim de nossas principais lideranças políticas, um fato que vem ocorrendo com certa constância nessas últimas décadas, de certa forma, traz para o presente as mesmas razões que no passado recente desencadearam e justificaram a chamada revolução de 1964.

Já naquela época, guardadas as devidas proporções de tempo e espaço, estavam também centradas, exclusivamente na classe política nacional, as raízes de todas as crises institucionais que agitaram aquele período e que acabaram por catalisar a revolta dos quartéis, abrindo as portas do Estado para a chegada dos militares ao poder. Em outras palavras, foi o comportamento dissoluto de nossos políticos, o verdadeiro responsável pelas alterações bruscas ocorridas nos rumos da nossa democracia, e que, por sua vez, sacrificou o surgimento de verdadeiras lideranças futuras, o que, sem dúvida, trouxe grandes prejuízos para nosso pleno desenvolvimento como país democrático.

Já naqueles longínquos anos sessenta, haviam denúncias e alertas feitos nas casernas sobre a falta de compostura da classe dirigente, sua insensibilidade diante da realidade nacional. Denunciavam também, naqueles tempos, o egoísmo dessas elites dirigentes, mais entregues às facilidades do poder do que à boa gestão da coisa pública.

Pouco antes de eclodir o março de 64, era voz corrente, entre os militares, que a corrupção política tinha se entranhado na máquina do Estado a um tal ponto que seriam necessários muitos anos para os brasileiros readquirirem o caminho da prosperidade. Muitos daqueles militares, que participaram da chamada revolução de 1964, não escondiam sua desconfiança com relação aos civis que compunham a elite política nacional. Com honrosas exceções, nossa classe política foi a artífice principal de todas as crises políticas experimentadas pelos brasileiros entre a segunda metade do século XX e o começo deste século.

Hoje a situação é muito assemelhada, mas com a diferença de que os níveis de corrupção alcançados por esses operadores do Estado necessitam muito mais da ação das forças policiais e do Ministério Público do que precisamente das Forças Armadas. Mesmo assim, o que os brasileiros assistem hoje é a chegada dos militares ao controle do país por outros meios, de forma perfeitamente legal e até democrática.

Dessa forma, não parece surpresa que a eleição agora do novo presidente representa, em certo sentido, uma continuidade do março de 1964 ou seu prolongamento, feito agora pela via das eleições de outubro de 2018. A prisão de dois presidentes da República sob a acusação de corrupção e lavagem de dinheiro e, não por razões políticas, como querem fazer crer seus acólitos, e mais o fato de que outros poderão vir a ter o mesmo destino, além de um fato inédito no mundo Ocidental, demonstra no presente as mesmas razões que no passado trouxeram os militares para restabelecer a “ordem na casa”. Coincidência ou a história como farsa, só o tempo irá dizer.

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“Golpe, Revolução ou combate à corrupção?”

Frase versão 2019

 

Pura sabedoria

Moradores da Asa Sul reclamam do fumacê nas quadras. Para quem pergunta se é melhor a dengue, a natureza dá a resposta. Matam aranhas, cigarras, lagartixas, abelhas, morcegos e aí reclamam da dengue, reclamam que a polinização acabou, que as baratas não param de aparecer e por aí vai. Chefe Seatle já dizia em 1798: “A humanidade não teceu a teia da vida. Nós somos apenas um segmento dentro dela. Tudo o que fazemos para os seres vivos, fazemos para nós mesmos. Todas as coisas estão unidas. Todas as coisas se conectam.”

Página do grupo Nós que Amamos Brasília, no Facebook

 

Pegou pesado

Mas foi verdade. O presidente Bolsonaro comentou as pesquisas do Ibope sobre a popularidade: “Eu não estou preocupado com pesquisas porque também não têm credibilidade, assim como pesquisas eleitorais”, declarou, citando que institutos de pesquisa haviam apontado, em 2018, que ele perderia para qualquer candidato que o enfrentasse no segundo turno.

 

Nova palavra

Por falar nisso, além da segurança da urna eletrônica, os institutos de pesquisa são uma forma velada de boca de urna. Nosso povo tem a ideia de votar em quem está ganhando, o que dá aos institutos de pesquisa um poder ‘superliminar’.

Charge do Sinfrônio

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Anteontem de manhã, eu pedi uma ligação para o Hospital Felicio Rocho, de Belo Horizonte, onde está internada a família do nosso companheiro Renato Alencar, vítima de um desastre na Rio-Brasília. Pois bem. Até hoje não completaram a ligação, embora eu tenha dado o endereço à telefonista seis vezes nestes dois dias. E ainda querem tirar as antenas dos radioamadores! (Publicado em 15.11.1961)

Envelhecer num mundo hostil

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Foto: reprodução da internet (blog.stannah.pt)

 

Um flagrante captado em Nova Iorque, considerada por muitos como a metrópole do planeta, dá uma pequena dimensão do que está por vir, com relação a vida das pessoas idosas em um mundo, não só em rápida transformação, mas que assiste atônito e passivo o envelhecer da população. Para comemorar meio século de união, um casal de idosos do interior dos Estados Unidos hospedou-se no mesmo hotel em que estiveram em 1969 em lua de mel. Logo ao amanhecer do primeiro dia na cidade, foram tomar o café da manhã no saguão lotado do hotel. Sentados, um de frente para o outro, o marido pediu dois ovos fritos ao garçom próximo. Passados uns bons minutos o atendente traz o pedido. Examinando os ovos no prato, o homem voltou a chamar educadamente o garçom, mostrando a ele que a encomenda não tinha sido feita de acordo com o pedido. O garçom, um homem corpulento e com cara de poucos amigos, simplesmente enfiou o dedo indicador na gema dos ovos, agitou bem, e disse, em tom ríspido, que os ovos estavam de acordo. Depois depositou o prato sobre a mesa, virou as costas para o casal e se retirou de cena.

Incapaz de entender, num primeiro instante, o que havia se passado, o homem, um senhor na faixa de seus oitenta anos, talvez envergonhado com aquela situação inusitada, humilhado diante da companheira de décadas, olhava desolado e indignado através dela, incapaz pela idade avançada, de tomar quaisquer outras providências. Seguiu-se um longo silêncio e uma certeza de que os festejos das bodas de casamento tinham sofrido um abalo definitivo vindo da selva em que o mundo parece ter se transformado.

O desprezo e os maus tratos aos idosos são fenômenos que vêm ocorrendo não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. Cada vez mais frequentes, os episódios e os relatos desses fatos tristes, mostram que a civilização, conforme entendemos o termo, vai, paradoxalmente, “involuindo”, adquirindo características primitivas e o que é pior, mais violenta e desumana.

O fato é que envelhecer num mundo cada vez mais hostil é uma tarefa árdua e perigosa. Em 2060, segundo projeções feitas pelo IBGE, o país terá mais de um quarto da população com mais de 65 anos. Com isso, é possível que o Brasil ultrapasse outros países em número de idosos, o que, em si, é mais um dado a ser levado em conta, quando se sabe que não estamos, de forma alguma, preparados para essa nova realidade.

Também dados fornecidos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que nosso país, que é hoje o sétimo mais jovem desse grupo, passará a figurar, até 2050, como a nação com maior número de idosos. O número de idosos no Brasil vem aumentando muito mais rapidamente que em outros países. Especialistas dizem que o processo de envelhecimento dos países centrais demorou séculos. No nosso caso, esse fenômeno vem acontecendo no espaço de poucas décadas. Com isso, está passando da hora de o país implementar políticas verdadeiramente eficazes para preparar o terreno para uma nova realidade que já bate à porta.

 

A frase que foi pronunciada:

“Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres.”

Sêneca

Foto: reprodução da internet (tecnosenior.com)

 

Lamentável

Professora Emília Stenzil e o professor Galbinski criaram o curso de Arquitetura da UniCeub. Rompendo a diretriz educacional instaurada, parte do Núcleo Docente Estruturante, que desenhava os projetos educacionais há quase duas décadas para a universidade, foi dispensada. Perdem os alunos.

Foto: uniceub.br

 

Raridade

Senador Lasier Martins está bem de popularidade. Basta dizer que ele estava em um avião comercial dando uma entrevista para a JovemPan por um tempo considerável. Não foi abordado pela população com xingamentos ou desaforos. Fez o voo com absoluta tranquilidade.

Foto: senado.leg.br

 

Pioneiro

O professor Altair Sales Barbosa foi o primeiro a usar o termo racismo ambiental. Isso porque gente do agronegócio, que desconhece a importância do cerrado, não faz cerimônia em juntar dois tratores com correntes para colocar abaixo todas as árvores contorcidas.

Tirinha do cartunista Evandro Alves.

 

Exame de consciência

Na clínica Villas Boas, a televisão estava ligada e uma paciente comentou enquanto ouvia a notícia do desdobramento da operação Radioatividade: Por que será que eu sinto tanta vergonha quando vejo isso? E eu não fiz nada! Talvez algum psicanalista, psicólogo, jurista ou delegado possa responder.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

As chuvas estão aí, e não se vê ninguém plantando um pé de grama. Está havendo uma inversão na ordem das coisas, desde que o sr. Jânio Quadros foi eleito presidente da República: na seca, planta-se grama; nas chuvas, faz-se asfalto… (Publicado em 15.11.1961)

Uma coisa não exclui a outra

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Senado: parlamentares antigos terão regras de transição Foto: Daniel Marenco – Agência O Globo

 

Com a aproximação dos debates e votação da tão pretendida Reforma da Previdência no Congresso Nacional, proposta considerada pela maioria dos especialistas no assunto, como de caráter urgente, urgentíssimo, dada a saúde precária das contas públicas, um fato é indiscutível: apesar do aparente apoio que conta junto à população sem um ajuste profundo nos gastos do Tesouro Nacional, qualquer projeto reformista nessa e em outras áreas, por mais bem elaborados que sejam, não encontrarão, perante a opinião pública, uma aceitação fácil e majoritária.

Por ajustes nos gastos do Tesouro Nacional entende-se um corte drástico ou mesmo a supressão dos diversos privilégios gozados hoje por uma pequena minoria, encastelada na máquina pública e escudada por leis, feitas, obviamente, sob medida para a manutenção do status quo. Em outras palavras, mais fácil seria iniciar a reforma previdenciária pela ponta da pirâmide, cortando privilégios e velhos abusos consolidados de forma injusta na legislação, eliminando os altos salários, estabilidades inexplicáveis, vitaliciedades do tipo monárquicas de cargos, auxílios extras, biênios, quinquênios, décimos quartos, e por aí vai.

Já que se faz necessário um quantitativo de apoio de 3/5 no Congresso capaz de mudar o texto constitucional, para nele encaixar as novas regras, nada mais natural do que, previamente, limpar o terreno, removendo antigas e odiosas mordomias, custeadas, vejam só, pelo pessoal da base da pirâmide econômica. Uma coisa não exclui a outra.

Nesse caso, haveria uma espécie de pré-reforma, capaz de retirar entulhos de toda a ordem, acumulados ao longo de décadas e que fazem de nosso sistema não só um dos maiores do mundo, mas, sobretudo, um dos mais injustos e desiguais que se tem notícia no mundo contemporâneo.

À flagrantes desigualdades, vem se somar as diferenças e heterogeneidade das diversas regiões do país. Sabe-se que um homem ou uma mulher que viva no interior do Amazonas, certamente, não possui a mesma expectativa de sobrevida de um casal residente no Sul do país.

A divulgação contendo a relação das maiores aposentadorias do pais, inclusive para ex-governadores e ex-presidentes, dá uma mostra de que ainda temos muito o que avançar se quisermos a Previdência inserida nos parâmetros da justiça social e da ética.

 

 

 

A frase que não foi pronunciada:

“Qualquer mudança é bem-vinda, mas não contem comigo.”

Frase por trás das atitudes dos parlamentares, “representantes do povo”.

Charge do Amarildo

 

Segredo

Nota-se que Brasília guarda um tesouro que poucos conhecem. Apenas os mais antigos da capital e as autoridades bem informadas são os que se deleitam com a boa mesa do restaurante La Chaumière. Aconchegante como nenhum outro restaurante dessa cidade, esse é o metro quadrado onde a história do país é resolvida.

 

Bem cedo

Nenhum senador está na Casa no momento em que o senador Kajuru chega. Ele é um madrugador. Estaciona o próprio carro e cumprimenta com simpatia todos os funcionários.

Foto: Roque de Sá (Agência Senado)

 

Ele merece

Por falar em Senado, Wallace Sousa, terceirizado da limpeza, foi descoberto por Denis Soares, da TV Senado. Wallace é um autodidata e exímio desenhista. Certamente esse talento dará uma vida melhor ao rapaz.

 

Na raiz

Agefiz arregaçou as mangas e impediu que as invasões da Estrutural chegassem ao Parque Nacional. O mal precisa ser cortado pela raiz. E é esse o trabalho da Agefiz.

Foto: DER/Divulgação

 

Terrível

Domingo, 20 horas. O ônibus que vai de Sobradinho para a Rodoviária absolutamente lotado. Mas é óbvio: as empresas querem faturar sem aumentar o número de ônibus. Se houvesse mais transporte disponível não seria necessário implementar ônibus só para mulheres. O caso é que as longas distâncias de Brasília não geram os lucros esperados.

Charge do Bruno

 

Mudanças

Anos atrás, foi denunciado o descaminho da poupança dos trabalhadores, feito por políticos nomeados estrategicamente para o cargo de gestão dos Fundos de Pensão da Petrobrás, dos Correios, do BNDES, da Caixa Econômica Federal e do Banco Central.

 

 

Crime

O aparelhamento das agências reguladoras e de fiscalização tirou a capacidade precípua de resguardar os interesses dos trabalhadores e da sociedade em geral. Literalmente fecharam os olhos à lenta sangria dos recursos, perpetrados por mais de uma década nos principais fundos de pensão do país.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os lugares ainda vagos nos mercadinhos da W-4 deveriam ser entregues a donos de granjas em produção (em produção, vejam bem) para que pudessem oferecer preços que estabeleçam concorrência e melhores condições de aquisição para a população. (Publicado em 15.11.1961)

O preço da fama

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Charge do Cazo

 

De acordo com levantamento feito pelo Índice de Confiança na Justiça (ICJ), um órgão ligado à Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas, mostrou que apenas 24% da população em 2017 confiava no trabalho do Supremo Tribunal Federal e na justiça brasileira de forma geral. Trata-se de um índice baixíssimo que colocou essa Corte numa posição delicada e negativa diante da opinião pública do país.

Pesquisa feita também pelo Instituto Ipsos, no mesmo período, reforçou essa avaliação, o que mostrou o Supremo como a instância com maior reprovação por parte dos brasileiros. Nessa mesma pesquisa, o ministro Gilmar Mendes aparecia, individualmente, como líder absoluto no quesito pior avaliação. Sua desaprovação naquela ocasião era superior a 67% e aumentava de acordo com a maior escolaridade do entrevistado e à medida em que ele ia ficando conhecido do grande público.

Os embates desse ministro contra o Ministério Público, desqualificado por ele com todo o tipo de adjetivos, desde gentalha sem honra ou que utiliza métodos de gangsters para amedrontar, tem levado a opinião pública, de forma geral, a identificar esse magistrado como alguém contrário às medidas saneadoras que vêm sendo realizadas pela Operação Lava Jato e congêneres. Certa ou errada, a opinião dos brasileiros sobre esse juiz e outros que seguem o mesmo entendimento contrário às ações de limpeza, levada a cabo pelos procuradores do Ministério Público, caíram no desagrado da população, que passou a identificá-los como indivíduos que se colocam na defesa do Status Quo e, portanto, contra um novo Brasil, que apesar de tudo, insiste em renascer.

Hoje já se sabe que os brasileiros conhecem mais de perto esses onze ministros do que conhecem a escalação da Seleção de Futebol. O motivo para esse estreitamento inédito foi, obviamente, motivado pela transmissão, ao vivo, das sessões do Supremo no rádio e na TV. Com isso, as sessões dessa Corte passaram a despertar a curiosidade da sociedade sobre a atuação do Judiciário, antes um poder hermético e distante do dia a dia dos brasileiros.

Não é por outro motivo que, nos julgamentos de maior repercussão e de interesse público, essas plenárias chegam a registrar altos índices de audiência. Dessa forma, se por um lado as transmissões ao vivo trouxeram maior proximidade entre a Suprema Corte e os cidadãos, por outro lado, e não podia ser de outra forma, geraram descontentamentos e outras manifestações populares, da mesma forma como acontece com a atuação de um treinador ou jogador de futebol.

O fato é que ao se expor perante os brasileiros, mostrando quem são, o que pensam e como agem em determinados momentos, os ministros do STF ganharam uma notoriedade antes impensável e naturalmente sujeita às oscilações de ódio e amor por parte do grande público.

Ameaçar com processo aqueles que eventualmente os criticam não vai render maior popularidade, respeito ou temor a essa Corte. Bem ou mal, esse é o preço da fama.

 

A frase que foi pronunciada:

“A tragédia quando somos famosos é que se tem de devotar tanto tempo a ser-se famoso.”

Pablo Picasso

Foto: escritoriodearte.com

 

Menos privilégios

Recebemos de Aldo Paviani, geógrafo, missiva sobre protestos em relação aos gastos da Câmara Legislativo. Diz o leitor: Acompanho com muito interesse as mudanças em curso, sobretudo as que aumentam o gasto com dinheiro público – dos impostos que a população recolhe. Assim, anotei o projeto de um deputado distrital que propõe um privilégio inconcebível: colocar no orçamento da Câmara Distrital verbas para bilhetes aéreos. Com isso, alguns (não todos) deputados distritais poderão viajar a “trabalho” fora do Distrito Federal. A pergunta que se faz é “que tipo de trabalho farão os deputados distritais fora do DF”?

Charge: jornalconversainformal.blogspot.com.br

 

Mais ação

Pondera Paviani: Pressupondo que esses interesses sejam justificáveis do ponto de vista social e político, é sensato considerar ainda que a bancada distrital deva passar o “trabalho” externo à expressiva bancada federal, que já tem a seu encargo tratar dos interesses do DF, de outros Estados e de projetos nacionais. Os deputados distritais poderão estancar este e outros privilégios, com o que fecham o dreno de privilégios. Esses recursos devem ser canalizados e aplicados na educação, saúde e transporte público – especialmente o trem metropolitano. A ferrovia faz falta, como se percebe.

Foto: agendacapital.com.br

 

Pé no chão

Que o trabalho que o deputado proponente deseja realizar fora do quadrado possa ser feito de ônibus, o que contribuiria para melhor compreensão das demandas dos 3 milhões de habitantes do DF e dos quase 1,3 milhões de brasileiros/brasilienses que vivem nos 12 municípios componentes da Área Metropolitana de Brasília (AMB), em organização, finaliza o leitor.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Os que quiseram plantar, produzir, receberam a terra bruta, sem nenhum tratamento, sem um arado, sem uma estrada, virgem como nasceu. Esta, a razão de muito poucos estarem produzindo em Brasília. E quando produzem, não têm tempo para vender. Entregam aos intermediários, que estão ganhando além do normal. (Publicado em 15.11.1961)

Câmara Legislativa do DF continua com as mesmas velhas práticas

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Foto: Diogo André/Divulgação (http://g1.globo.com)

 

Entra legislatura, sai legislatura e a Câmara Legislativa local insiste em continuar com as mesmas velhas práticas há muito já condenadas, não apenas pela população do Distrito Federal, mas por outras unidades da federação e que custaram o mandato de muitos políticos. Por aqui, os problemas são os mesmos: gastos sem limite, como se o dinheiro do contribuinte jorrasse de uma fonte abundante e inesgotável e como se houvessem outras necessidades infinitamente mais urgentes para a aplicação do suado e escasso dinheiro público. Os hospitais continuam os mesmos, as escolas continuam as mesmas. O luxo que sustenta os representantes do DF também.

De nada adiantaram as mobilizações organizadas pela população para abrandar os elevados custos da representação política na capital, já considerada a mais alta de todo o país. A campanha por uma Câmara + Barata, organizada pelo Observatório Social de Brasília (OSBrasília) e pelo Instituto de Fiscalização e Controle (IFC), duas instituições sem fins lucrativos que promovem a transparência e o controle social das despesas públicas e que contaram com o apoio expressivo dos brasilienses, conforme requer a legislação, ficaram apenas na promessa.

Aproveitando o calendário eleitoral, a antiga mesa da Casa, remeteu a questão do corte de custos para a próxima legislatura, já sabendo que o tempo e as mudanças que ocorreriam na mesa diretora ajudariam a enterrar o pedido da população. Protocolado em outubro de 2018, o PL nº 2.151 previa uma economia de R$ 75 milhões em gastos anuais da CLDF ou R$ 300 milhões por legislatura, uma montanha de dinheiro que poderia ser empregada, como já dissemos, em diversos outros setores da capital, como escolas, postos de saúde, hospitais, segurança e outras despesas verdadeiramente necessárias e úteis para todos. Ademais a proposta foi endossada por mais de 23 mil assinaturas.

Ao engavetar a proposta sob alegação de não reconhecimento da totalidade das assinaturas, a Câmara Legislativa traiu a população, o que permitiu que o custo de cada Distrital para o contribuinte permaneça de R$ 235,8 mil ao mês, ou quase um terço a mais do que é pago a um deputado federal. Não satisfeita com esse recuo, que desde o início já indicávamos que iria acontecer, por conta do histórico dessa Casa alheia às reais necessidades do cidadão e da capital, a direção da CLDF anunciou agora a compra de cinco luxuosos carros sedãs para o uso institucional no transporte de integrantes da Mesa Diretora ao custo de R$ 90 mil a unidade, o que pode gerar uma despesa sem propósito de mais de meio milhão, se somadas todas as despesas para o desembaraço burocrático desses veículos.

Com isso, suas Excelências, que já possuem carros próprios e contam também com uma grande frota à disposição, irão desfilar pela cidade a bordo de novíssimos e dispendiosos automóveis bancados pelos mesmos contribuintes, que sacolejam nos precaríssimos transportes públicos da cidade, ou esperam horas nas paradas sem proteção nem recuo.  Trata-se, infelizmente, de uma afronta constante a um povo inerte e uma desconexão com a realidade que circunda essa Casa.

Para conferir ainda maior descaso com a opinião pública, principalmente quando se sabe que as eleições ainda estão longe de voltar a acontecer, a Câmara Legislativa do Distrito Federal anunciou a nomeação de um primo do deputado José Gomes (PSB), o mesmo acusado de ter usado a empresa Real JG Serviços Gerais, de sua propriedade, para coagir funcionários a votarem nele nas eleições de 2018 para a Comissão Permanente de Licitação (CPL).  Lembrando que essa Comissão é responsável pelas contratações de empresas, serviços, aquisições de bens e obras dessa Instituição e tem sido alvo desse mesmo parlamentar na tentativa de incluir a Real JG nas concorrências dessa Casa.

Brasília vivia bem sem a Câmara Legislativa. Essa coluna mantém a coerência já que lutou desde o início contra a criação dessa máquina de gastar dinheiro dos contribuintes.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“I am here to kill the snake and show the stick. Because with me is bread bread, cheese cheese!”

Odorico Paraguaçu, em discurso na ONU

 

 

Horror

Slime é moda entre crianças e jovens. Trata-se de uma mistura química que se transforma em um objeto gelatinoso de contato interessante, como a geleka de antigamente. Pois, bem. Nos últimos dias, infiltrados em vídeos de slime no YouTube, e entre outros de conteúdo voltado para o público infantil, um personagem chamado Momo, uma boneca assustadora, aparece ensinando as crianças a cometerem suicídio. A denúncia foi publicada na página da Internet da revista Crescer, por um depoimento de uma professora que acompanhava a receita do slime com a filha no YouTube Kids.

Leia mais em: Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem, diz mãe

Imagem: reprodução do Facebook

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O caso do abastecimento de Brasília é muito mais complicado do que se pensa. A Novacap arrendou as granjas, e a maioria fez delas recantos para fins de semana. (Publicado em 15.11.1961)

Nise da Silveira e a arte como cura

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Imagem do arquivo pessoal de Nise da Silveira: fotobiografia abrange infância em Alagoas até a sua morte. Foto: SAMII / Arquivo Nise da Silveira (oglobo.globo.com)

 

“A atividade artística é uma coisa que não depende, pois, de leis estratificadas, frutos da experiência de apenas uma época na história da evolução da arte. Essa atividade se estende a todos os seres humanos, e não é mais ocupação exclusiva de uma confraria especializada que exige diploma para nela se ter acesso. A vontade de arte se manifesta em qualquer homem de nossa terra, independente do seu meridiano, seja ele papua ou cafuzo, brasileiro ou russo, negro ou amarelo, letrado ou iletrado, equilibrado ou desequilibrado.”

Mario Pedrosa, um dos mais importantes críticos de arte do país.

 

O texto acima foi escrito em 1947, por ocasião da primeira exposição de pintura dos pacientes do Hospital (manicômio) de Engenho de Dentro, trabalho então coordenado pela renomada médica e psiquiatra Nise da Silveira (1905-1999), introdutora no Brasil de um método revolucionário de tratamento humanizador para a esquizofrenia por meio da arte.

Somente quem já conviveu ou ainda convive com pessoas com quadro dessa doença mental sabe o que significa e qual a importância que tratamentos realizados sem agressividade, como eram feitos no passado com eletrochoques, insulinoterapia ou lobotomia, têm na vida desses pacientes e dos familiares em volta. O senso comum ensina que distúrbios mentais que atingem familiares próximos causam mais doenças, em decorrência do excessivo stress nas pessoas ao redor, do que nos próprios pacientes.

A dedicação intensa, ao longo de toda a sua vida, à psiquiatria fez de Nise da Silveira uma das heroínas do Brasil, principalmente quando provou que o trabalho e a interação com as artes e com os animais domésticos possuíam um valor terapêutico poderoso, até então desconhecido.

Em 1946 fundou a Seção de Terapêutica Ocupacional (STOR), onde montou ateliês de pintura e modelagem com o objetivo de, por meio da expressão simbólica e da criatividade, os internos conseguissem, de alguma forma, reatar os laços com a realidade. A importância de seu trabalho foi reconhecida em todo mundo por especialistas nessa área, inclusive pelo próprio Carl G. Jung, com quem manteve um longo relacionamento por mais de uma década.

No ateliê, conta um dos seus ex-alunos, Bernardo Horta, houve uma explosão de pinturas, desenhos e esculturas que Nise e sua equipe não esperavam. Nise, que já lia Jung, percebe que constata aquilo que o psicanalista afirmava: se para o neurótico – o que seria todos nós, segundo Freud – o tratamento é através da palavra, ou seja, a psicanálise, para o esquizofrênico, segundo Jung, a palavra não dá conta. Para esse paciente, o tratamento deveria ser pela imagem”.

Ao divã e a palavra, preferidos por Freud, Nise optou pela expressão plástica como método terapêutico, conforme recomendava Jung, o que a levou a buscar um tratamento de fato para os pacientes e não simplesmente estudá-los. Com isso, afirmam seus biógrafos, Nise aprofundou o trabalho e as ideias de Jung, levando esses novos conceitos de tratamento muito além. Não surpreende que um trabalho tão fecundo tenha, ainda hoje, desdobramentos e muito vigor. Recentemente o Instituto Nise da Silveira, convocou uma série de grafiteiros para decorar os muros da Instituição, transformando o local numa galeria à céu aberto, com dezenas de painéis retratando pessoas que deram contribuição à chamada arte terapia, de forma que o Hospital passe a ser visto como parte integrante da cidade.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A fome não decorre da falta de alimentos, mas da injusta distribuição de rendas, da falência da educação, do colapso do ensino público, da ausência de trabalho para 13 milhões de desempregados e outros tantos subocupados em tarefas ocasionais ou intermitentes. ”

Dr. Almir Pazzianotto

Charge do Ivan Cabral

 

 

CPF

Já está valendo. O CPF substitui o número do PIS, PASEP, NIS, Número da Carteira de Trabalho, da CNH, da inscrição do profissional no órgão de classe. A novidade veio pelo Decreto 9.723/19. Veja mais detalhes no link a seguir.

–> DECRETO Nº 9.723, DE 11 DE MARÇO DE 2019

 

 

Para inglês ver

No canal do Youtube, Ask Jackie, ela conta os sustos pelos mal-entendidos com o inglês inventado pelos brasileiros. Aquele painel de propaganda, que suja o ambiente, nunca foi chamado de Outdoor pelos norte-americanos, mas por Billboard. Vestir um smoke ou smoking quer dizer aluguel de fumaça. Essa roupa masculina chama-se tuxedo. Veja o vídeo a seguir.

 

 

Coração de mãe

Encaminhados os procedimentos para liberar a entrada ao Brasil para norte americanos, japoneses, australianos e canadenses. A reciprocidade seria interessante e prova de equilíbrio de interesses e amizade.

Foto: Marcos Corrêa/PR (veja.abril.com.br)

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Outra coisa, é a construção dos postos policiais. Foi, realmente, aprovada pelo DUA e pela Assessoria de Planejamento. Mas o Conselho da Novacap não foi ouvido, e acho que não aprovaria. (Publicado em 15.11.1961)

A saída é pela porta da justiça eleitoral

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

“Hoje, começou a se fechar a janela de combate à corrupção política que se abriu há cinco anos, no início da Lava Jato. ” A opinião, em tom de desalento, foi manifestada pelo procurador do Ministério Público e coordenador da Força-Tarefa, Deltan Dallagnol, depois da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) mandando para justiça eleitoral todos os processos de corrupção em que aparece a figura do caixa dois.

O temor manifestado por muitos que acompanharam de perto e desde o início do desenrolar dessa famosa Operação, parece que vai se cumprindo. À semelhança do que ocorreu com outra mega investigação ocorrida há exatos 25 anos atrás na Itália, a chamada Mãos Limpas e que visava também desbaratar esquemas de corrupção envolvendo personalidades do governo e partidos políticos, a nossa congênere parece caminhar para um mesmo fim melancólico.

A razão, segundo quem entende desses mecanismos de investigação contra políticos poderosos, é que operações e investigações judiciais, por mais bem estruturadas que sejam, não possuem a força necessária para fazer cessar, definitivamente, os inúmeros casos de corrupção que há anos assolam a máquina pública, ainda mais quando o nível de corrupção já atingiu um patamar sistêmico, ou seja, quando passa a dominar todo o sistema de administração de um país, interna e externamente.

Nesse sentido, é preciso muito mais do que o empenho de um punhado de agentes da lei comprometidos com a ética pública. É preciso o empenho de toda a nação e isso, obviamente, não é fácil de ser obtido, apesar de as urnas sinalizarem desejo de mudanças.

A decisão de levar para a justiça eleitoral, a qual muitos consideram uma instância perfeitamente descartável, todos os casos de corrupção e de lavagem de dinheiro que envolverem caixa dois de campanhas, por mais que seja considerada uma medida técnica, coloca na berlinda não só as investigações que já foram realizadas e bem-sucedidas, mas outras que estão para serem feitas, o que anula todo o imenso trabalho realizado nos últimos sessenta meses. O risco de vir a ser anulada toda a Operação Lava Jato não é sem propósito. Se houvesse o interesse em sanar a corrupção, essa manobra não seria necessária.

Com isso, os inúmeros condenados nessa Operação poderão ter seus processos tornados nulos, por terem sido conduzidos por uma vara incompetente para julgá-los. Não se sabe, ainda, que consequências outras poderão resultar da decisão tomada pelo STF. De toda forma, o que se pode adiantar é que a Operação Lava Jato sofreu nessa quinta-feira sua maior derrota desde que foi iniciada.

Em estrutura adequada e formada por membros temporários, submetidos à intensa pressão política, a justiça eleitoral torna-se, doravante, uma espécie de valhacouto onde irá abrigar-se toda a classe de políticos, formada, em sua grande maioria, por gente que não se avexa em embolsar, para si e para os seus, os recursos públicos.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O teu futuro espelha essa miudeza.”

Rafael, 4 anos, cantando o hino como entende.

 

 

Puket

Claudio Bobrow teve a seguinte ideia. Todo o maquinário necessário para fazer uma boa ação já está na fábrica de meias. Se as pessoas doarem meias de algodão rasgadas, sem par, manchadas, com furos, elas são trituradas, desfiadas e compactadas transformando todo esse material em cobertores para serem distribuídos a instituições de caridade. Veja a seguir como fazer as doações.

 

 

 

Feliz Aniversário

Já malhou com alegria? Não? Então vale conhecer a Academia FitPong de Tênis de Mesa, fundada pelo mesatenista e treinador Jorge Vieira de Mello Leite, em 29 de março de 2017. A missão da FitPong é ensinar o tênis de mesa para pessoas de todas as idades, cadeirantes e não cadeirantes. Em Brasília, fica na 514 Sul.

Foto: instagram.com/fitpongtt

 

 

Ação humanitária

Igrejas católicas e evangélicas em Bonn, na Alemanha, arregaçaram as mangas e juntas começaram a atender refugiados distribuindo alimentos. Os frequentadores são refugiados das guerras da Síria, Iraque e Afeganistão.

 

 

Talento

Se existe um artista com talento, que merece ter o projeto apreciado pela lei Rouanet, esse é Renato Pantera. Vive na Alemanha e é porta-voz da música brasileira por lá. Também por seu talento, tocando Jazz, MPB, samba, é sempre aplaudido com entusiasmo. O governo brasileiro lhe deve apoio.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Ninguém diga, por favor, que é do Plano Lúcio Costa, porque não é verdade. De mais a mais, é uma repartição que se for colocada na Asa Norte, estará bem colocada. (Publicado em 15.11.1961)

Ao contrário das escolas, os bancos sabem como proteger seus tesouros

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Foto: Heitor Feitosa/VEJA.com

 

É em massacres, como o ocorrido agora na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo, vitimando cinco alunos, duas funcionárias desse estabelecimento e o proprietário de uma loja de veículos na cidade, que algumas das mais importantes autoridades brasileiras revelam não só a miudeza de caráter, como o despreparo para lidar com a administração de um país complexo como o Brasil, sobretudo diante de fatos inusitados como tragédias dessa natureza.

Aliás, é de tragédia em tragédia, de esquecimento em esquecimento que vamos construindo alguns dos mais tristes capítulos de nossa longa história de violência. Seguindo o extenso fio que levam às causas do cometimento dessa barbárie, é possível encontrar, a meio caminho, ações e medidas definidas por essas mesmas autoridades que, direta ou indiretamente, deram sua parcela de contribuição para o desfecho desse crime.

A questão primeira que se impõe, e talvez a mais fundamental, diz respeito à total falta de controle nas portarias das escolas pública em todo o país. Os bancos, lembra um cidadão anônimo, mantém diuturnamente seguranças armados e controle eletrônicos rígidos na entrada de seus estabelecimentos para a proteção de seu dinheiro. Por que o mesmo não pode ser feito em todas as escolas do país que abrigam riquezas infinitamente superiores aos bens materiais? Questiona esse mesmo cidadão. A uma colocação certeira como essa se contrapuseram dezenas de manifestações oportunistas vindas de diversas autoridades, que melhor fariam se guardassem silêncio em respeito aos mortos. Para alguns políticos, obviamente da oposição, a tragédia é resultado direto das ações do atual governo visando abrandar o acesso às armas pelos cidadãos. Mensagens enviadas pelas redes sociais mostram que para alguns profissionais da política, que nem merecem ser citados, aproveitando o ocorrido para fazer proselitismo e angariar vantagens político eleitorais.

Outros mais ousados chegam a culpar diretamente o atual governo pelo fato. Esquecem esses políticos que, na ponta inicial do fio, que conduziu a esses crimes, estão a malversação do dinheiro público, a corrupção e a leniência com atos criminosos, praticados contra a administração pública, que retiram recursos preciosos que poderiam equipar escolas com equipamentos de segurança e garantir o direito à vida desses inocentes. Gela a coluna vertebral pensar que o Supremo Tribunal Federal, guardião da Constituição, possa cogitar em qualquer circunstância abrandar pena para a malversação do dinheiro público. Verba surrupiada é verba não aplicada em saúde, educação, transporte, segurança, alimentação, trabalho, direitos amparados pela Carta Magna.

O fato desse tipo de tragédia não ser corriqueiro em nossas escolas, de nada serve para adiar, ainda mais, um plano nacional para assegurar que os alunos possam, ao menos, sair vivos das escolas, já que a qualidade do ensino não é lá essas coisas. Nesse sentido, ao lado de ações como a chamada militarização das escolas, que trouxe militares aposentados para ajudar na administração de algumas escolas públicas aqui no Distrito Federal, que medidas efetivas o GDF vem fazendo no sentido de prevenir que massacres como esse não venham ocorrer nas escolas e universidades da capital?

 

A frase que foi pronunciada:

“Que me desculpem os editores que optam por esta abordagem mas, na minha opinião, exibir as imagens do ataque à escola de Suzano não ajuda ninguém, é um desrespeito às vítimas, um incentivo a desequilibrados e psicopatas e alimenta pesadelos de crianças, adolescentes e pais.”

@MarceloLins68, pelo Twitter

Charge do Latuff

 

Realmente virtual

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Busque na lupa #vistolidoeouvido

 

Menção honrosa

Pacientes atendidos na UPA do Valparaiso de Goiás não poupam elogios ao bom atendimento. As instalações confortáveis, médicos gentis e prestativos e todo o corpo de enfermagem muito atencioso. Pábio Mossoró, prefeito do local (nascido em Sobradinho), e toda equipe têm mostrado seriedade no que fazem.

Foto: facebook.com/pabiomossoro

 

Isso posto

Contribuição e Imposto divergem no arbítrio. Só contribui quem quer, mas se a taxa for imposta, o pagamento é obrigatório. A atividade sindical é sustentada pelos associados que acreditam na importância desse trabalho, portanto devem contribuir voluntariamente para a manutenção desse empreendimento.

Charge de nanihumor.com

 

Coragem

Com a destruição do pinheiral do Paranoá e a eminência de construção de centenas de prédios, há a possibilidade de reaver o projeto da ponte do Setor de Mansões do Lago Norte, para a Península Norte até a UnB. Resta saber quem irá enfrentar o lote ocupado que foi desapropriado anos atrás para este fim.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Imprópria, tremendamente imprópria, a localização do Centro de Telex, em frente ao bloco 11 da superquadra 208. Uma obra naquele local só poderia ter sido autorizada por um inimigo de Brasília. É tempo ainda, doutor Sette. Não começaram as fundações do edifício que construirão no meio do asfalto. (Publicado em 15.11.1961)