A mais elementar das lições

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ARI CUNHA – In memoriam

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Foto: vermelho.org.br

Anão político é, dentre outras definições, aquele indivíduo que, pela total ausência de caráter, se deixa conduzir e manipular por outrem, com o único objetivo de manter, em sua posse, nacos ou migalhas de poder. Para tanto, orienta sua conduta contra o bom senso e a realidade, cumprindo o papel que, de fato, não lhe cabe, por suas diminutas limitações morais, sendo descartado tão logo terminada sua missão.

Esse parece ser o enunciado que melhor e mais precisamente retrata o ex-chanceler dos governos Lula, Celso Amorim. Curiosamente, e graças sobretudo à sua diligente atuação visando converter todo o antigo e prestigioso Itamaraty às hostes petistas, também o Brasil acabou ganhando o desonroso título em 2014. Naquela ocasião, e por conta de uma política totalmente errática adotada pelo país, o Brasil foi rotulado por Israel de anão diplomático. Tínhamos, assim, baixa estatura no comando da política com o exterior, alguém igualmente apequenado, remando contra a corrente mundial.

Como resultado, o que o país colheu, como recompensa, foi a desmoralização completa do Ministério das Relações Exteriores, destruindo mais de um século de diplomacia, que um dia foi o orgulho de todos os brasileiros. Além de colocar o país numa situação vexaminosa perante o mundo, o MME dos tempos lulistas foi desavergonhadamente usado para expandir o ideário de um socialismo canhestro e anacrônico, que lançava o país de volta ao passado pré derrubada do Muro de Berlim. Com a condenação e prisão de seu líder maior, a quem parece venerar como uma espécie de santo, Amorim, que muitos alcunharam de tamborim da esquerda, tem percorrido o mundo, com o dinheiro do contribuinte, desqualificando o Brasil, sem a menor cerimônia, falando mal das instituições, sobretudo da Justiça.

Em sua pregação pelo planeta, o ex-embaixador, de triste memória e que reduziu o Itamaraty quase à escombros, vem cumprindo, à risca, a missão que lhe delegou o Partido dos Trabalhadores, de desacreditar nosso país perante todas as nações, repetindo como um papagaio a narrativa ensaiada de que o Brasil vive um momento de diminuição das liberdades e a caminho de uma ditadura pior do que a de 1964. Incrível é que um homem, com certa cultura, se deixou abduzir por um analfabeto que delirava em transformar o Brasil numa Venezuela.

Em boa hora, o general Heleno, futuro ministro da defesa, criticou abertamente o comportamento desse ex-chanceler, taxando-o de antipatriota e de fazer uma ampla campanha no exterior contra seu próprio país, mentindo sobre a prisão de Lula. O que causa grande surpresa e mesmo indignação, nesse périplo louco protagonizado por Amorim, é que alguém cuja formação profissional foi toda construída dentro da Casa do Barão do Rio Branco (1845-1912) e cuja premissa é defender seu país, custe o que custar, sai pelo mundo pregando contra sua própria pátria, descumprindo a mais elementar das lições impostas a todo e qualquer embaixador. Não causaria nenhuma contrariedade, para o cidadão e contribuinte, caso o Itamaraty resolvesse expulsá-lo de seus quadros, à bem da imagem do país.

 

A frase que foi pronunciada:

“Se tudo parece sob controle, você não está indo rápido o suficiente.”

Mario Andretti, piloto automobilístico.

Foto: hemmings.com

 

Melhorou

Leitores avisam que deu resultado. Havíamos divulgado sobre garagens que cobram pela permanência, que deixavam o relógio da entrada 4 min atrasados. Agora são só dois minutos. Vale colocar os óculos para conferir.

 

Perigo iminente

No grupo Nós que amamos Brasília, Geraldo de Oliveira Uzeda assina a nota e mostra fotos da Galeria dos Estados com rachaduras indicando movimentos mais profundos.

Print: facebook.com/groups

 

Homenagem

Ludmila Thommen, oncologista, é incansável para amenizar a dor e tristeza de mulheres com câncer mamário. Com uma turma, planejou uma exposição para levantar o astral de suas pacientes. Muitas delas deram o depoimento que esse foi o primeiro momento de felicidade desde o dignóstico. Paulo Henrique, tatuador famoso da cidade, mais conhecido como Kbça, faz a sua parte unindo amigos profissionais para fazer gratuitamente a pigmentação de mamilos e aréola em mulheres que passaram pela cirurgia de mastectomia.

Foto: linkedin.com/in/ludmilathommen

 

Leite e Mel

Caesb está de mal a pior em termos de atendimento. Faltou água por 4 dias no Trecho 9. Apesar de inúmeras ligações, nada de solução. Houve até uma atendente que orientou a não ligar mais de uma vez. O protocolo registrado seria apenas o primeiro. Depois todos já sabem. A água volta da cor de mel escuro e a seguir cor de leite. “Aparecerá aqui a terra prometida, onde correrá leite e mel.” Será que Dom Bosco falava da Caesb quando descrevia Brasília?

Foto: destakjornal.com.br

 

Mudanças

Por falar nisso, está na pauta da Câmara dos Deputados uma sugestão de lei que fará com que essas concessionárias sejam obrigadas a dar descontos na conta dos consumidores quando não prestarem o serviço como deveriam.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Para emplacamento, o contribuinte terá que levar 100 cruzeiros em selos. Se não o fizer, terá que rodar trinta e quatro quilômetros, ida e volta, ao Plano Piloto, para comprar o selo e emplacar seu carro. (Publicado em 04.11.1961)

Políticas equivocadas induzem ao atraso

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ARI CUNHA

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Charge: Duke
Charge: Duke

         É consenso que as eleições, por seus processos próprios, possuem a capacidade de induzir uma certa agitação em todos os setores do país. A começar pela economia, que nesses períodos de disputas e incertezas, ao colocar em modo de espera as principais e mais urgentes decisões nessa área, acaba por criar um ambiente de fortes expectativas, o que, por sua vez, favorece especulações de todo tipo e ataques ao mercado.

       Nesse ambiente de incertezas, onde todo mundo passa a se precaver, é comum a retração de investimentos internos e externos, o que resulta em oscilações de Bolsas, fuga de capitais, aumento do dólar, inflação e outros aspectos econômicos negativos. Como a economia e o mercado necessitam de previsibilidade e calmaria para funcionarem, as eleições com seu potencial de dúvidas terminam por criar cenários de medo e de incertezas que, ao fim ao cabo, contaminam todo o país e necessariamente passam a atingir também a própria população.

       A paralisação de obras e de contratações, muitas vezes impostas pela legislação eleitoral, reforçam a instabilidade e passam a interferir ainda na estagnação da economia e na retomada do tímido crescimento. Para um país que permanece experimentando uma profunda crise econômica, resultado direto de um conjunto de más políticas que foram implementadas recentemente, um ambiente de incertezas possui um potencial de agravar ainda mais a situação atual.

       É nesse ambiente delicado e de medo que as campanhas eleitorais entram para embaralhar o ambiente. O divórcio entre o que pretende os candidatos em seus discursos e a realidade do país lança ainda mais gasolina na fogueira. Os pretensos salvadores da pátria, ao insistir em programas de governo irrealistas e inexequíveis, contribuem, ao seu modo, para piorar o que já está ruim.

          Mesmo os institutos de pesquisas eleitorais, com suas metodologias próprias e específicas, ao divulgarem o que chamam de retrato do momento, com previsões antecipadas, que, não raro, vão contra o senso comum, contribuem também para o aumento do ambiente de instabilidade. Nesse quesito, quando são feitas retrospectivas, até recentes, dessas pesquisas, o que se observa, em grande parte dos casos, são disparidades entre os prognósticos e o resultado efetivo das urnas. Destaca-se também que nessas eleições, especificamente, o número de eleitores indecisos é o maior já registrado desde a redemocratização.

         Se nem a população sabe que caminhos tomar diante da aproximação das urnas, muito menos o mercado e o ambiente econômico saberá para onde vai o Brasil. O pior é que com alguns desses candidatos que ora estão no páreo, nossa situação econômica, que já é preocupante, corre o risco de afundar de vez, o que mais uma vez comprova a teoria de que políticas e candidatos equivocados possuem sempre o condão de empurrar e manter o país para o beco sem saída do subdesenvolvimento.

A frase que foi pronunciada:

“Muitas vezes as pessoas enxergam mais com a imaginação do que com os olhos.” 

Richard Sennett, historiador e sociólogo

Goiás

Conta de energia mais cara 12%. O percentual está em discussão. A ANATEL abriu audiência pública para que a população participe da decisão.

Charge: Tacho
Charge: Tacho

Preto no branco

Temos que reconhecer que a Receita Federal do Brasil e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional não cumprem a legislação no que diz respeito às suas obrigações. São duas instituições muito sérias para cobrar o dever dos outros, mas que não aplicam seus próprios deveres. Palavras do juiz federal e representante da Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Renato Lopes, sobre os grandes problemas da arrecadação tributária federal.

Ilustração: averdadequeamidianaomostra.blogspot.com
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Cheiro de abuso

Uma TV ligada num estabelecimento comercial gera boleto cobrado pelo Ecad. O escritório explica que é assim que os artistas sobrevivem, da criação. Acontece que muitas músicas executadas são de domínio público, e as TVs já pagam uma pesada conta para o Ecad que vistoria toda a programação. As rádios também pagam altas taxas. Cobrar de quem ouve os programas parece demais.

Logo: toptalent.art.br
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Impensável

Técnicos da Caesb verificam que os dejetos do Instituto Central de Ciências da Universidade de Brasília passam pela galeria de águas pluviais da Asa Norte e caem direto no lago Paranoá.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A Rádio Nacional de Brasília está usando dinheiro do governo para fazer campanha contra as demais estações de televisão de Brasília. Esta campanha, que está sendo muito cara, talvez não seja interessante para o próprio governo, que usando dinheiro do povo, procura sufocar as empresas particulares. (Publicado em 27.10.1961)

Cerrado: Sem o C, de conservação, todo o resto irá dar errado

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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

Desde 1960

com Circe Cunha e Mamfil

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Foto: df.gov.br
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       Transferir a capital de um país continental, deslocando a sede administrativa da república de uma cidade já consolidada e internacionalmente conhecida, para uma área de Cerrado, distante mais de mil quilômetros para o interior, completamente desprovida de infraestrutura, foi de uma ousadia tamanha que dificilmente seria feita nos dias de hoje.

         Até o mundo se espantou com nossa coragem, mandando seus repórteres para testemunhar aquela aventura louca e sem precedentes no mundo moderno e que tinha tudo para dar errado. Naquela ocasião, os motivos relevantes evocados para esse deslocamento de sede foi o da segurança nacional, que só seriam alcançados, de fato, com a integração regional do Brasil e com a descentralização política e administrativa do país.

         Para tanto, a sede do governo federal deveria estar situada num ponto equidistante geograficamente, tornando as decisões de governo mais equilibradas, ao mesmo tempo em que se promovia o desenvolvimento da região central do país, deixada à própria sorte desde o descobrimento.

         Vencida essa etapa preliminar, depois de superar críticas e sabotagens vindas de todo o lado por aqueles que eram contrários à ideia de transferência da capital, Brasília foi consolidada, se firmando como a moderna capital de todos os brasileiros.

      Passado mais de meio século dessa epopeia, que repetia, na era moderna, o gesto de interiorização dos Bandeirantes, permanece ainda aceso o alerta sobre a questão da segurança da capital, agora não mais por motivos de invasão por tropas estrangeiras e outras razões de estratégias bélicas. A segurança hoje da capital, sua manutenção como sede do Poder central, encontra-se ameaçada por motivos internos e ainda muito mais graves do que aqueles imaginados no passado, quando o inimigo e suas intenções eram bem conhecidos.

         Hoje, o que ameaça a existência da capital é um poderoso exército formado por enormes máquinas agrícolas que já reduziu a poeira e cinzas nada menos do que metade do bioma do cerrado, transformados em imensos latifúndios para o pastoreio e para o plantio de monoculturas para a exportação. Os primeiros sinais dessa razia no campo cerrado já surgiram na forma de severa crise hídrica, que, por mais de um não, obrigou os moradores da capital a um inusitado racionamento no fornecimento de água tratada, fazendo com que o governo local buscasse alternativas emergenciais como o da captação de água do Lago Paranoá.

        A destruição contínua de matas ciliares com suas nascentes, a retirada da cobertura natural já dizimaram metade do Cerrado, principalmente das áreas no entorno da capital. Dentro do quadrilátero, desenhado ainda no século XIX pela Missão Cruls, a situação também se repete. Naquela ocasião, já destacava o geodesista belga em seu relatório, depois de 13 meses de exploração dessa região: “É exuberante a fertilidade do solo; a salubridade, proverbial; grande abundância de excelente água potável; rios navegáveis, extensos planos sem interrupções importantes; soberbas madeiras de construção de suas grandes florestas; tudo, enfim, que tem as mais estreitas relações com os progressos materiais de uma grande cidade e com o bem-estar de seus habitantes. ”

         Pudesse verificar, depois de 125 anos dessa missão, o que restou daquele paraíso natural, com certeza o grande sertanista teria se arrependido de ter aberto o caminho para a transferência da capital. De fato, a destruição de todas as áreas naturais do entorno da capital e sua substituição por lavouras exóticas, dentro do espírito de lucro máximo do agronegócio, já abriu o caminho para a inviabilização da própria capital, já que a redução dos recursos hídricos naturais tornará insustentáveis, a médio prazo, a manutenção de uma população de mais 3 milhões de habitantes.

          Se fora do quadrilátero a destruição do Cerrado para instalação de lavouras já é um fato consumado, dentro dos limites desse retângulo a coisa não é diferente. O desmatamento de imensas áreas para nela plantarem invasões desordenadas, assentadas inclusive em áreas de proteção ambiental, é também uma realidade que infelizmente vem se expandindo velozmente desde a emancipação política da capital, criando não só problemas ambientais, como sociais e econômicos incontornáveis.

         O problema com questões futuras, mesmo aquelas vitais para todo o mundo, é que não há lugar na preocupação da maioria dos políticos nacionais, obcecados apenas, com as próximas eleições.

 

A frase que foi pronunciada:

“Toda riqueza existente/Vegetal ou mineral/Não é moeda corrente/É tesouro ambiental./Não pertence a qualquer gente/Mas com o uso racional/E exploração consciente/Todos ganham por igual./”

Autoria de Geovane Alves de Andrade, no livro Embrapa Poesias elaborado no IX Simpósio Nacional Cerrado

Tirinha: capimdouradissimo.blogspot.com/
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Deságua

De madrugada, na ponte JK, sentido Plano Piloto, jorravam litros e litros d’água, enquanto a Caesb dormia. Veja no blog do Ari Cunha.

Culpa consciente

Volta e meia, a DF 005 é palco de motos de alta velocidade que colocam em risco a vida do motociclista e dos motoristas que por ali trafegam. A falta de policiamento é o que estimula o gosto pela velocidade e pelo perigo.

Lewandowsky

Comentaristas esportivos disseram que ele não fez nada que prestasse nessa Copa.

Boca miúda

Por falar em jogo, o comentário no cafezinho da Câmara era o seguinte: voto impresso deveria ser exigência não só da população, mas principalmente dos candidatos, que curiosamente permanecem silentes diante da ameaça à democracia.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Com o aumento do salário mínimo, as utilidades que estão chegando para a venda ao público estão num preço absurdo. Absurdo, mesmo. O governo, que tem falado muito em defesa do povo, precisa agir, também. (Publicado em 25.10.1961)

Desamparo total

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ARI CUNHA

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Charge: dukechargista.com.br
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       Da experiência traumática que ficou para a maioria dos brasileiros, depois de mais de uma década sob um governo politicamente vesgo, mas que ainda assim ousava a apontar o caminho da esquerda como a melhor trilha a ser seguida pelo país, restou, além da terra arrasada na economia e no prestígio da classe política e dirigente, a certeza de que o cidadão definitivamente já não alimenta ilusões sobre o futuro político do Brasil.

         Essa desilusão, de certa forma, endureceu a alma do brasileiro e fez dele um novo ser, arredio e hostil aos apelos da política, principalmente se ela vier carimbada com qualquer proposta de viés partidário. A aversão à política e aos políticos às vésperas das eleições complica, ainda mais, o quadro nacional e nos leva por veredas ainda mais incertas. A decepção da população com seus dirigentes fez renascer em muitos o sentimento de intransigência diante de opiniões divergentes, ao mesmo tempo em que insuflou, no espírito, uma espécie de sectarismo do tipo selvagem.

        Para muita gente, está fincada na política nacional a raiz e a razão de todas as crises que se abatem sobre a nação. Para alguns sociólogos, o ódio atual à classe política, como demonstrado de forma explícita em lugares públicos e nas redes sociais, restava latente no íntimo de muita gente, esperando apenas uma oportunidade para vir à tona. Percebe-se que não há amparo à população, principalmente nos momentos de crise. Postos de Montes Claros abasteciam gasolina misturada com água. Nas redes sociais um lembrete que traz à tona a participação desastrosa dos empresários. Diz a mensagem: “Japão – após o tsunami, a população comprava estritamente o necessário para não prejudicar o próximo. EUA – após o estrago do furacão Katrina, o comércio vendia bens a preço de custo para ajudar a população. França – depois dos atentados terroristas, os táxis faziam corridas grátis para a população. Brasil – Durante a greve dos caminhoneiros, comerciantes vendiam gasolina a R$9,99/l, a batata foi reajustada em 300% e supermercados cobravam R$7,00 por um pé de alface. O botijão de gás passou de R$ 65,00 para R$ 130,00.” O nosso problema não é apenas culpa dos políticos. Eles são o reflexo da nossa sociedade.

Charge: diariodepernambuco.com.br
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     As radicalizações em posições têm aumentado em parcela da população os apelos pela volta dos militares ao poder, mesmo que não saiba exatamente aonde isso possa levar. Também o crescimento de movimentos de direita, impulsionado pelo ódio aos políticos tradicionais, fez brotar, do nada, candidaturas, que, em condições normais de estabilidade emocional coletiva, jamais seriam sequer ventiladas.

         De fato, quem moveu todo esse volume de água para rodar os moinhos extremos da direita foram justamente os partidos e movimentos de esquerda. Com isso, a chegada desses novos inquilinos ao poder vai se consolidando como uma realidade. Mesmo elementos culturais simples, capazes de catalisar o desejo de união nacional, como a Seleção de Futebol, padecem hoje de uma indiferença e de um desdém por parte dos torcedores, colocados à margem dessas disputas pelo chamado padrão FIFA, que elitizou o futebol e fez de garotos bons de bola estrelas internacionais de uma galáxia distante.

         A poucos dias da Copa do Mundo, o silêncio total e constrangedor avisa que esses são outros tempos, de outras e mais profundas rivalidades.

A frase que foi pronunciada:
“O tempo ruim vai passar. É só uma fase.”
Frase de caminhão

Novidade

Começam os preparos para a realização do Circuito de Ciências de 2018, organizado pela Secretaria de Educação. A etapa é regional. Trata-se de uma rica oportunidade de os alunos das unidades públicas de ensino desenvolverem habilidades científicas e tecnológicas usando o conhecimento interdisciplinar.

Leitora

Reclama Ana Paula da falta de transporte público no ParkWay. Piratas circulam livremente por ali cobrando R$5 pela passagem. Além do risco que os passageiros correm, ficam no prejuízo com o valor injusto da corrida.

Absurdo

Sempre que se passa pela Barragem do Paranoá vem a mente a preservação das pontes e viadutos da cidade. Mal acabaram de consertar o alambrado derrubado por um carro veloz, outra parte do alambrado foi danificada. Está a meses dessa forma. A área perigosíssima é protegida com umas fitinhas amarelas, provavelmente compradas por algum funcionário bem-intencionado.

Deus me livre!

Essa pergunta chegou na missiva de Renato Prestes. Dá até medo de o GDF adotar, mandando os funcionários beberem água da torneira. Segue a questão:

“A água disponibilizada pela CAESB é avaliada pela Companhia como 100% saudável para consumo humano. Então, por que os órgãos do governo local e federal compram água mineral?”

Charge: chicosantanna.wordpress.com
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Inútil

O aplicativo +ônibus que é do GDF foi criado para mostrar as linhas e horários do transporte público. Não tem GPS nos ônibus, os horários são fictícios, enfim, farsa total. A resposta às inúmeras reclamações é padrão: “Suas observações já foram enviadas à nossa equipe de desenvolvimento.” Pode até ser verdade, mas nunca mudou.

Charge: g1.globo.com/df
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HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Com poucos meses de uso, um prédio apresentar os defeitos que vem apresentando aquele, é uma falta de garantia muito grande para quem habita os demais prédios construídos pela Capua e Capua. (Publicado em 21.10.1961)