Quebra a perna e vende a muleta

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Imagem: portal.fgv.br

 

Qualquer aluno de economia, no primeiro ano da faculdade, sabe muito bem que uma economia estatal, ancorada nas diretrizes burocráticas de um Estado de partido único, não guarda similitude alguma com economias liberais, onde a livre concorrência está na base da geração de riqueza desse tipo de mercado. O capitalismo do tipo comunista, é uma teoria que só poderia ter abrigo na mente erma de petistas e outros adeptos da esquerda esquizofrênica.

Nessa empreitada quixotesca entre o PT e o Partido Comunista Chinês, onde aquele país foi reconhecido como economia de mercado, o balanço, depois de dez anos de duração é, como não poderia deixar de ser, nitidamente favorável aos chineses e aos planos estratégicos de longo prazo daquele partido do outro lado do mundo. Como não seria diferente também, as normas de mercado, para que esse acordo “histórico” funcionasse minimamente bem, tiveram que sofrer um processo de reengenharia econômica para serem viabilizadas.

A aplicação das normas do comércio internacional estabelecidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) sofreu alguns “ajustes”, como no caso das medidas antidumping e de salvaguardas comerciais. Na prática, as regras da OMC não são e nunca foram plenamente acatadas pela China, sendo, tanto esse país quanto a Rússia, submetidos a um regime especial ou, em outras palavras, a um “jeitinho” pela OMC.

Já naquela época, não foram poucos os brasileiros, principalmente os empresários, que passaram a alardear e a implorar para que o governo tomasse sérias medidas para proteger o parque industrial nacional, claramente vulnerável às investidas brutais daquele novo parceiro arranjado pelo PT. Tomando apenas o aspecto para a formação de preços dos produtos fabricados por aquele país do Leste, o Brasil já saiu desse acordo no prejuízo. Questões simples como o valor da mão de obra, dos direitos trabalhistas entre outros componentes dessa matemática, como é o caso do respeito à propriedade intelectual, que na China são tratados como desprezíveis, o Brasil jamais poderia se situar em pé de igualdade comercial com o novo parceiro.

Naquele distante ano de 2011, as federações das indústrias de todo o País passaram a alertar, em vão, para o perigo desses acordos a um governo totalmente surdo e inebriado pelas possibilidades “estratégicas”, que vislumbrava com a nova parceria. Os empresários eram uníssonos em afirmar que esses acordos eram, notoriamente, uma decisão de cunho político e bem distante dos liames da economia nacional. Esse fato era também reconhecido publicamente pelo próprio presidente como uma vitória sua e de seu partido no poder.

Toda aquela história, de que o Brasil seria tratado pela China como país amigo e prioritário em destinos de investimentos, foi sendo modificada à medida em que aquele país avançava sobre a economia brasileira. Dentre as vantagens prometidas pela China para atrair o Brasil petista à sua área de atuação, figurava um possível apoio para que nosso país passasse a ocupar, definitivamente, um assento como membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, uma obsessão do então presidente Lula, que sonhava também vir a ser o futuro secretário-geral daquela organização.

Tudo sonho de uma noite de verão. Um olhar rápido para o que se sucedeu, dez anos depois após esses acordos, dá uma noção do que ocorreu de fato com mais essa herança nefasta legada por Lula e seus asseclas. As previsões dos produtores nacionais se confirmaram com a rápida desindustrialização do parque nacional, com o fechamento de milhares de fábricas e a demissão de milhões de empregados. Em qualquer área da produção industrial que se mire, o fechamento de empresas e falências são fatos que não se discutem.

A inundação de produtos chineses de baixíssima qualidade e a preços irrisórios destruiu vários segmentos, não só na indústria como no comércio. Com o avanço das importações chinesas, a economia nacional poderá ter sofrido um recuo de décadas, tornando-se dependente de produtos que, no passado, fabricava com muita eficiência e qualidade. Empresas calçadistas, ramo no qual o Brasil era destaque mundial pela qualidade e originalidade, simplesmente desapareceram quase que por completo. O mesmo ocorreu com a indústria têxtil. Nesse sentido, vale o que dizem a respeito dessa parceria: primeiro, dizem os chineses, nós quebramos suas pernas, depois enviamos as muletas a preços módicos.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O perigo do socialismo nivelador e de todas as teorias simplistas resulta especialmente de que, sendo tais teorias deveras acessíveis à alma das multidões, estas se orientam facilmente as forças cegas e devastadoras do número.”

Gustave Le Bon, polímata francês

Gustave Le Bon (wikipedia.org)

 

Lembranças

Maria do Barro foi a secretária de Ação Social trazida pelo governador Roriz. Uma mulher que marcou a vida de muita gente pela forma com que trabalhava. Quem precisava de tijolos ajudava a fazer as telhas. Se pedisse telhas a ela, era convidado a ajudar na horta comunitária. Todos se sentiam úteis, necessários e capazes. Descobrimos um vídeo simples, feito pelos que conviveram com essa mulher extraordinária. Veja o vídeo a seguir.

 

Desespero

Luta que não para. A Atorvastatina Cálcica desapareceu das farmácias deixando pacientes com doença cardiovascular e níveis elevados de colesterol completamente desamparados. Nenhum laboratório oferece o medicamento. Morbidades são de alto risco e extremamente vulneráveis ao Covid-19. E agora?

Foto: reprodução da internet

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Quando o governo fizer pulso forte, e se decidir a meter na cadeia quem deve estar preso, proibir atos de terrorismo, punir, enfim, severamente, esses perturbadores da madrugada deixarão de existir, ou, pelo menos, acovardar-se-ão dentro de sua insignificância. (Publicado em 08/01/1962)

Estratégias

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Foto de Pool / Getty Images AsiaPac

 

Na primeira quinzena de novembro de 2004, o governo Lula anunciava, com grande pompa e para a alegria das esquerdas, reconhecimento oficial do status de economia de mercado para a China. Na ocasião, o então presidente, inebriado com o que parecia ser uma grande conquista de seu governo e uma diretriz básica de seu partido para reunificar as esquerdas de todo o mundo, declarou que, com aquele gesto, o Brasil dava uma demonstração de que essa relação estratégica era para valer. Demonstrava a prioridade que seu governo, leia-se seu partido, devotava às relações entre China e Brasil. No mesmo tom, o então chefe máximo do Partido Comunista Chinês, Hu Jintao, que viera para o Brasil especialmente para se certificar, de perto, de que esse reconhecimento seria de fato selado, depois de forte pressão, respondeu, ao discurso de seu colega de ideologia, que essa postura do Brasil iria criar as condições para uma relação estratégica e muito mais rica e que iria também favorecer a cooperação econômica e comercial entre esses dois países.

Note-se que, em ambos discursos, tanto o governo Lula quanto seu colega chinês usam a expressão “estratégica” para definir a avaliação que cada um dos mandatários fazia desse acordo. Pelo lado brasileiro, a expressão “estratégica”, contida no discurso de euforia de Lula, possuía um significado que unia elementos de uma ideologia utópica e orientada a reerguer o Muro de Berlim, derrubado alguns anos antes, juntamente com uma vitória do própria partido, que, com esse gesto, fortalecia sua presença no mundo das esquerdas, abrindo, simultaneamente, espaço para a entrada massiva de um regime dessa orientação nos negócios brasileiros.

Não se sabe ainda com exatidão que benefícios diretos, do tipo utilitarista e argentário, o Partido dos Trabalhadores colheu desse acordo exótico, já que, em todos os “negócios” envolvendo o Estado brasileiro, essa sigla encontrou meios de obter altos lucros indevidos e enviesados. Pelo lado chinês, a expressão “estratégia”, contida no discurso do chefe do PCC, tinha o significado próprio dado por aquele governo a todos os outros acordos e negócios feitos com o resto do planeta, sobretudo com os países do terceiro mundo, onde o lucro máximo com riscos mínimos é sempre a fórmula acordada.

Ambos os mandatários não escondiam sua satisfação de que esse acordo, em especial, iria se expandir rapidamente, conforme foi confirmado pouco tempo depois. Pela diferença no tamanho dessas duas economias e pelo fato de se conhecerem, em outros cantos do planeta, como funciona na prática esse tipo de acordo com os chineses, o ministro do desenvolvimento naquela época, Luiz Furlan, apressou-se em garantir que essa atitude do Brasil, reconhecendo um país onde claramente os mecanismos da economia de livre mercado simplesmente inexistem, não traria prejuízos ao país, pelo contrário, seria um verdadeiro “negócio da China”.

Realmente, o balanço depois de uma década desse reconhecimento da China como uma economia de mercado, com todos os encargos que isso, na teoria, poderia representar, foi um “negócio da China”. Só que para os chineses, que fisgaram, com um único lançamento de anzol n’água, dois peixes graúdos. Um representado pelo Partido dos Trabalhadores, notoriamente uma sigla gananciosa e, ao mesmo tempo, infantilizada, crente de que os comunistas, conforme reza a cartilha dessa religião pagã, são, acima de tudo, solidários com seus companheiros em todo o mundo.

Nas comemorações que se seguiram após esse acordo, dá para imaginar o sorriso secreto de cada um dos lados. No íntimo, as autoridades chinesas devem ter festejado com a certeza de que haviam vendido, a alto preço, um pirulito chupado a uma criança faminta. Esse reconhecimento foi uma decisão pessoal e política do próprio presidente Lula, conforme afirmou o ministro Furlan naquela ocasião, ressaltando, ainda, que o Brasil era o primeiro grande país a dar tal privilégio à China. Os chineses não perderam tempo e miraram seus investimentos em áreas estratégicas, como ferrovias, portos, geração e transmissão de energia. Nesse caso, não investiram à moda dos capitalistas Ocidentais, aportando capital e tecnologia, mas simplesmente comprando esses setores e transferindo imediatamente esses lucros para a matriz, no caso o Partido Comunista Chinês, que é, de fato, o único patrão naquele país.

 

 

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A condição própria dos homens soberbos e vis é mostrarem-se insolentes na prosperidade e abjetos e humildes na adversidade .”

Maquiavel, filósofo, historiador, poeta, diplomata e músico de origem florentina do Renascimento. (1469-1527)

Maquiavel (wikipedia.org)

 

Choro

Funcionários da empresa Apecê, terceirizada que atendia à creche de filhos de funcionários do Tribunal Superior do Trabalho, foram realocados ou estão de férias coletivas. O TST encerrou o contrato por não haver mais crianças no berçário. A suspensão dos trabalhos se deu durante a pandemia.

Foto: reprodução da internet

 

Etanol & gasolina

Usineiros estão mais sossegados. Com a queda de até 52% do preço da gasolina, que é vendida nas refinarias, o etanol está com o preço mais competitivo.

Charge: institutoparacleto.org

 

DataSenado

Publicado o relatório do Instituto de Pesquisa DataSenado, ligado à Secretaria de Transparência sobre o Coronavírus. Veja a íntegra no link Brasileiros acreditam que número de contaminados é maior que o noticiado.

 

Mobilidade

Alguns lojistas da W3 conseguiram transformar as calçadas em passagem uniforme e transitável. Mas continua um risco enorme para idosos andarem por ali. Desníveis constantes, buracos sem tampa, degraus.

Foto: mobilize.org.br

 

Por dentro

Veja, no link MP 966 quer livrar da cadeia os operadores do golpe de trilhões?, a explicação do Monitor Mercantil sobre a MP 966. É coisa séria.

 

Aqui não!

Bancos são implacáveis. Juros de cheque especial, juros sobre juros em cartões de crédito, juros sobre empréstimo, tudo corre, lado a lado, em tempos de pandemia. Nada de perdão. Se houver sacrifícios, que sejam dos clientes. Ao final do ano, todos se orgulham em anunciar, aos quatro ventos, os bilhões de lucros.

Charge: bancariosirece.com.br

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Foi determinada a revisão no plantio de árvores na W3. Não ficarão mais árvores junto aos postes. Foi corrigido o erro e será obedecida a modulação dos pontos de luz. (Publicado em 07/01/1962)

Atenção ao que se ouve e, sobretudo, ao que se fala.

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Charge compartilhada no perfil oficial do deputado federal Kim Kataguiri no Instagram

 

Fôssemos qualificar os homens públicos brasileiros, numa escala de valores que incluíssem, além dos atributos éticos da temperança, o respeito devido a todos os cidadãos, tomando como parâmetro apenas o que dissessem em determinadas oportunidades, o quadro seria desolador, para dizer o mínimo. Frases e outras afirmações, feitas ao acaso, utilizando, para isso, apenas os músculos que movem a língua, sem o uso do cérebro ou de outros mecanismos do juízo, denotam não só a ausência de uma boa formação moral na maioria de nossos homens públicos, mas, sobretudo, de uma tendência que certifica que a nossa classe política tem sido normalmente recrutada entre aqueles brasileiros refratários aos mais elementares princípios éticos.

Esses chamados “deslizes verbais”, tão recorrentes hoje em dia, muito mais do que aparentemente frases lançadas a ermo contra o bom senso, traduzem um jeitinho muito próprio com que esses personagens agem no dia a dia no desempenho de suas funções. Na verdade, essas diatribes, destrambelhadas e repletas de abobrinhas, acabam revelando a verdadeira essência de seus emissores. São o que são e expõem isso, mesmo que não percebam, em suas falas toscas.

A lista contendo essas parvoíces, oficiais ou não, é imensa e daria para preencher bibliotecas volumosas. Fossem esses maldizeres apenas elementos para compor o imenso anedotário da política nacional, ainda assim seria um sinal de que os brasileiros têm sido, por séculos, regidos por mãos erradas, acionadas por cérebros vadios. Ocorre que, por detrás dessa pretensa inocência que deixa escapar frases ao léu, a revelar um conteúdo de poucas letras e de rudeza espiritual, escondem-se as figuras que não passam de maus gestores, alçados ao poder nas muitas encruzilhadas históricas que o Brasil encontra pela frente e que, não raro, infelicitam a nação.

Tomando como exemplo alguns desses deslizes verborrágicos mais recentes, e à guisa de comprovação do que foi dito acima, duas lideranças, uma do passado e outra do presente, ganharam, mais uma vez, nesta semana, as manchetes dos noticiários de todo o país com suas pérolas falsas. Lula, o ex-presidente presidiário, numa eterna luta entre uma língua rápida e um cérebro capenga, afirmou, com todas as letras que: “Ainda bem que a natureza criou o monstro do Coronavírus”. Sobre essa fala, e conhecendo como os brasileiros conhecem seu autor, não vale nem a pena analisar, apenas serve como ilustração de que esse deslize vocal revela bem quem proferiu tamanha sandice.

Outra frase, das muitas que têm sido ditas de modo dissociado entre cérebro e língua pelo atual presidente Jair Bolsonaro, na mais recente, ele voltou a brincar com a coisa séria que é a pandemia, dizendo que o pessoal de direita deve tomar a Cloroquina e o de esquerda, Tubaína. Nesse caso também e dada a recorrência com que frases do tipo “E daí?” são proferidas em momentos de grande agonia mundial.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Muitas vezes, nos arrependemos de ter falado, mas nenhuma de ter calado.”

Simónides de Ceos, foi um poeta grego, o maior autor de epigramas do período arcaico. (556 a.C. — 468 a.C.)

 

Dengue

Aumentam, assustadoramente, os casos em diversas regiões do DF. O governo do Distrito Federal iniciou uma força tarefa e já inspecionou mais de 34 mil imóveis e 72 mil depósitos no combate à dengue. Os agentes retiraram entulhos, verificaram focos e trataram 4.480 imóveis em 8.501.

Foto: agenciabrasilia.df.gov

 

Motos

Moradores do CA no Lago Norte e de outras regiões, com restaurantes com entrega em domicílio, reclamam das motos com escapamento manipulado. O barulho é ensurdecedor e constante. Hora de o Detran agir novamente.

Foto: Divulgação / Detran-DF

 

BRA-SIL separado

Oposição e entidades entram com pedido coletivo de impeachment do presidente Bolsonaro. “O Brasil é o único barco do mundo que enfrenta o maremoto do Coronavírus com os tripulantes brigando entre eles. Não é hora de pensar no que o Brasil pode fazer por você.” Foi mais ou menos isso o que disse o ministro Paulo Guedes, em uma entrevista, com toda propriedade.

Representantes dos partidos entregaram o pedido na Câmara dos Deputados
Foto: Agência Câmara de Notícias

 

Máscaras

Distribuição de máscaras hoje em todos os terminais rodoviários e em todas as estações do Metrô. Ainda, de forma itinerante, nas regiões e proximidades de Ceilândia, Taguatinga, Cruzeiro, Sudoeste, Octogonal, Sobradinho, Fercal, Planaltina, Samambaia, Águas Claras, Vicente Pires, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Riacho Fundo II.

Foto: Semob

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O posto policial nas áreas verdes das superquadras trouxe um mal que vai se agravar na época da poeira: é o trânsito de carros em local não permitido. A W-1 é interrompida, mesmo, de acordo com o Plano da Cidade. (Publicado em 07/01/1962)

Imagens valem mais que palavras

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Flávio Bolsonaro, Alexandre Campello, Jair Bolsonaro, Rodolfo Landim e o diretor de marketing do Flamengo, Alexsander Santos — Foto: Reprodução (globoesporte.globo.com)

 

Nesses tempos de crises agudas, dentre as diversas e graves questões que vão sendo postas diante dos brasileiros e depois de tudo o que se tem visto até aqui com relação ao desempenho do atual governo, um fato vem chamando a atenção de todos: a incapacidade pessoal do atual ocupante do Palácio do Planalto para exercer tarefa de tão grande relevância, ainda mais em um momento tão delicado para o País.

Nessa altura dos acontecimentos, dado o volume de problemas que se anunciam, pouco ajudaria ao país o encurtamento, por vias constitucionais, do mandato do atual presidente. Nem é papel da imprensa empreender movimentos nesse sentido, ocupando trincheiras da oposição, sobretudo num país onde é notório o niilismo irresponsável da imensa maioria dos oponentes políticos.

Essa incapacidade pessoal de conduzir o governo conforme os requisitos mínimos de postura e de liturgia do cargo, desse e de outros presidentes que o precederam, decorre e expõe, de forma trágica, nosso modelo de democracia, baseado em aspectos culturais que se fincam nos atributos apontados pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda, em “Raízes do Brasil”.

De fato, nenhum outro presidente da República exemplificou, de forma tão precisa, o conceito de cordialidade, conforme descrita nessa obra de 1936. À guisa de ilustração, é preciso deixar claro o que se entende por “homem cordial”. De acordo com um dos maiores intelectuais brasileiros, Antônio Cândido (1918-2017), “o homem cordial não pressupõe bondade, mas somente o predomínio dos comportamentos de aparência afetiva, inclusive suas manifestações externas, não necessariamente sinceras nem profundas, que se opõem aos ritualismos da polidez. O homem cordial é visceralmente inadequado às relações impessoais que decorrem da posição e da função do indivíduo, e não da sua marca pessoal e familiar, das afinidades nascidas na intimidade dos grupos primários”. O atual presidente é, quase um século depois dessa análise sociológica, a personificação acabada do homem cordial.

Nesse ponto, é preciso salientar ainda que, dentre as questões que vão sendo postas acerca do desempenho do atual presidente, é preciso notar ainda que a Constituição, apesar de seu conteúdo prolixo, não poderia abrir espaços para discorrer sobre a postura pessoal necessária que seria exigida para o ocupante a cargo tão relevante. Apenas no sentido de apontar algumas tarefas cruciais e necessárias nesse momento de pandemia que caberiam a um governante, que tem ouvidos abertos aos bons conselhos, é preciso destacar que, em primeiro lugar, estaria a disposição de ouvir mais do que expor ideias apressadas. Para tanto, caberia a esse governo, apenas como exemplo, percorrer o país de norte a sul, com um grupo formado de especialistas em várias áreas, para tomar ciência das diversas situações in loco, tomando medidas imediatas e em consonância com a realidade de cada ponto visitado e à vista de todos os envolvidos.

Nada dessas medidas básicas foram adotadas. O presidente, durante todo o desenrolar da crise, ficou retido em seu gabinete, enquanto poderia se postar como chefe da nação, visitando hospitais, vendo a realidade do norte ao sul do país.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“As eleições comunistas são corridas de um cavalo só.”

Clement Attlee, que sucedeu a Winston Churchill como primeiro-ministro, após a derrota dos conservadores para o Partido Trabalhista nas eleições de maio de 1945.

Clement Attlee (wikipedia.org)

  

Parceria

Um pouco de Muitos – Memorizando, de Alencar Furtado, é uma das fontes de frases colhidas com todo o cuidado para os nossos leitores.

Foto: davidarioch.com

 

Bom ministro

Pena que os senadores provavelmente não tenham assistido a entrevista na CNN do ministro Abraham Weintraub, sobre as consequências de adiar a prova do Enem. Há muita coisa por trás desse adiamento e não é preocupação com os pobres. Veja a íntegra da entrevista no blog do Ari Cunha.

 

Utopia?

Essa dinheirama prometida aos estados e municípios só tem um destino seguro: o Portal da Transparência. Assim caberia, à própria população, acompanhar quanto seu estado ou município recebeu e onde foi aplicado o dinheiro. Usar a ferramenta do Portal da Transparência tendo o contribuinte como auditor parece uma ideia infalível.

Hospital de campanha no complexo do Maracanã. Foto: Fábio Motta (oglobo.com)

 

Solução

Tristeza geral a privação da alegria das festas juninas, onde a comunidade se reúne para saborear alimentos caseiros feitos com carinho. Outras regiões administrativas podem adotar a ideia da comunidade do Lago Norte, da igreja comandada pelo padre Norbey. Será uma festa online. Veja mais em Paróquia de Brasília realiza primeira festa junina on-line e adquira seu ingresso no site www.acessoingresso.com.br.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

No emplacamento de 62 esperamos que os taxis só sejam licenciados se possuírem taxímetro. É que está havendo abuso demais dos motoristas de praça na cobrança das corridas. (Publicado em 07/01/1962)

Conselho do passado

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Charge: Elias / Agência RBS / Agência RBS

 

Embora a devida dimensão de um cargo político nem sempre é assimilada pelos escolhidos, a verdade é que poucos dias antes do término do mandato é que reconhecem o pleno desempenho do ofício. O mesmo fenômeno acontece com governadores e prefeitos, todos só começam a assimilar os segredos e nuances da função quando já é hora de dizer adeus. O instituto da reeleição talvez tenha vindo justamente com o propósito de dar uma segunda chance imediata ao eleito.

Mesmo assim, essa nova oportunidade tem, entre nós, sido utilizada de forma a prolongar erros do passado ou mesmo aumentá-los em gravidade. O problema com as democracias do Ocidente tem sido esse modelo, que faz com que atores de filme B e torneiros semialfabetizados se tornem, de uma hora para outra, chefes da nação. Aos partidos, que controlam todo esse esquema, interessa, tão somente, apoiar indivíduos com visibilidade e chances de vitória, pouco se importando se eles são os elemento certos para determinadas missões.

De todo o jeito, o que interessa aos partidos é ter, nessa posição, um correligionário. Com isso, a legenda ganha espaço e poder e, principalmente, o mapa que leva aos cofres do Tesouro. Obviamente que um esquema dessa natureza está fadado ao fracasso, com o agravante de prejudicar milhões de cidadãos. De toda a forma, era o que melhor se apresentava para se contrapor à volta de uma esquerda pré-histórica, que arrastou o país para a maior crise de toda a sua história.

Para tanto, a primeira lição, já por demais conhecida desde o início da civilização e que ainda é válida, é livrar-se dos bajuladores e dos chamados puxa-sacos. Já repetia o filósofo de Mondubim que quem puxa-saco também é capaz de puxar tapetes. Segunda e também importante lição é colocar parentes problemáticos em seus devidos lugares. Terceira lição é estudar os problemas do país, discuti-los com pessoas experientes no assunto e tomar decisões embasadas, sem se preocupar com o horizonte político.

Todas essas lições básicas não surtirão efeito algum se o mandatário não aprender com as lições do passado, sobretudo aquelas que marcaram os governos de seus predecessores. À guisa de facilitar qualquer mal-entendido posterior, recomenda-se, ao neófito na presidência, que nunca receba políticos, empresários e outros próceres da República em segredo. Grave tudo e disponibilize todas as conversas em tempo real. Segredos e República são antípodas e destroem a democracia. Faça chegar ao povo todo e qualquer movimento das peças no tabuleiro. Por último, não confie em ninguém, nem na própria intuição.

 

 

A frase que foi pronunciada:   

 “Eu não sou teimoso. Teimoso é quem teima comigo.”

Antônio Carlos Magalhães, político brasileiro.

Antonio Carlos Magalhães
Foto: Agência Senado

 

Realidade

Depois de pegar ônibus e metrô, um bom banho seria o adequado, principalmente para trabalhadores domésticos, de condomínios residenciais e comerciais, de restaurantes com entrega em domicílio. A aglomeração nos transportes é uma grande chance de contato com o vírus. A sugestão é do leitor Renato Prestes. Veja a seguir o perigo invisível.

 

Entretenimento

Trata-se de um vídeo de Lysia Condé interpretando Corta Jaca. Mencionando o discurso do senador Rui Barbosa, que condenou veementemente a música de Chiquinha Gonzaga, arrasando a música da brasileira que já fazia sucesso pela Europa. Costumes mais reservados e maneiras mais distintas não eram o que trazia o Corta Jaca de Chiquinha. Veja os dois vídeos no blog do Ari Cunha.

 

Essa não!

Presidente Bolsonaro recebeu líderes do Flamengo e do Vasco com a proposta de trazer a equipe para treinar em Brasília, já que o governo carioca não permite. Esse é um momento impróprio para atender uma demanda que em nada vai contribuir com a população da cidade.

Flávio Bolsonaro, Alexandre Campello, Jair Bolsonaro, Rodolfo Landim e o diretor de marketing do Flamengo, Alexsander Santos. Foto: Reproduçãom (globoesporte.globo.com)

 

História

Coisa que pouca gente sabe é que a Biblioteca Nacional tem uma outra via original do decreto da abolição da escravatura, além do documento exposto pela Biblioteca do Senado. Por falar nisso, a biblioteca do Senado completou 194 anos carregada de história. Confira as informações no perfil oficial da Fundação Biblioteca Nacional no Facebook e no perfil oficial da Biblioteca do Senado no Instagram.

Foto: facebook.com/fundaçãobibliotecanacional

 

Fala sério

Wadih Damous, ex-deputado federal carioca pelo PT, questionou quando os colunistas farão o mea-culpa pelo apoio à saída de Dilma Rousseff, “o que permitiu a ascensão de Bolsonaro”. A matéria foi publicada no Brasil 247 e a palavra que significa mover de baixo para cima está grafada com erro. Essa é uma boa razão para iniciar a lista de razões para manter a opinião de sempre.

Wadih Damous. Foto: camara.leg

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O asfalto da Asa Norte, na pista leste do Eixo Rodoviário sofreu uma depressão muito grande, e está constituindo um sério perigo. É à altura da primeira tesourinha. (Publicado em 12/01/1962)

Clique aqui – “Confidências ao general Mourão”

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Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

 

Sem a sensibilidade das mais altas autoridades, como tem sido largamente apregoado, será impossível superar a grave situação vivida pelo Brasil. Com essas correções pontuais ao texto do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, esse espaço humildemente se propõe a colocar numa ordem de coerência, dentro do que está por demais visto, o texto publicado nessa semana sob o título: “Limites e responsabilidades”.

De antemão, já é conhecido o exercício hercúleo que o general vem empreendendo, no espaço que lhe cabe, para recolocar o capitão reincidente e indisciplinado de volta à linha do bom senso e do comedimento. Está claro que a pandemia é um somatório de questões que vai da saúde, por seus efeitos sociais, atinge a área econômica, pela paralisação das atividades, chegando, na visão de Mourão, a alcançar a área da segurança, pelos reflexos que possivelmente trarão no aumento da violência, nas suas mais variadas formas.

Por isso mesmo é sistêmica. Mas ao contrário do que imagina o autor do texto, ela pesa sobretudo a um Poder em especial e, por uma razão até prosaica, nosso modelo de República de viés imperial. Jair Bolsonaro, ou a Constituição em pessoa, como ele se reconhece, confessa essa contradição de nosso federalismo e, por diversos meios, tem feito um exercício frustrado para enquadrar os governadores ao seu modo de governar. Ao contrário do que o senhor, a priori, imagina, a pandemia provocada pela Covid-19 não é, em sua essência, uma crise política. É isso sim uma crise de saúde pública e de gestão restrita à área de saúde. Também não pode ser combatida apenas pela ação do Estado, como tem sido largamente confirmada pela ação beneficente de empresas da iniciativa privada e pelos movimentos sociais de solidariedade existentes em muitas comunidades.

Talvez seja essa ideia de centralismo que tem dificultado uma ação mais coordenada por parte do Estado. O coronavírus encontrou, no Brasil, terreno propício para transmutar-se, evoluindo de organismo patogênico para uma enfermidade política sem precedentes. É fato que parecemos estar indo rumo ao caos por fatores que, diferentemente do que o senhor acredita, tem como sua origem centrada e conhecida por todos. É ainda um fato que o radicalismo desses tempos e sua filha predileta, a polarização extremada, foge das mesas de negociação e dos diálogos.

Por certo, a imprensa, com todo o poder que a comunicação lhe outorga, necessita, até constantemente, rever procedimentos, mas sem nunca abdicar da realidade, dos parâmetros racionais e até científicos, como tem sido o caso em muitos relatos. É também um fato triste a constatação de que vivemos tempos de degradação do conhecimento político, por parte daqueles que deveriam usá-lo de maneira responsável, e isso serve para todos indistintamente, a começar pelo presidente da República, o maestro e, afinal, responsável nesse momento pela grande orquestra desafinada que é o Brasil.

Ninguém pode contestar que, desde a promulgação da Carta de 88, os três Poderes vêm atropelando-se uns aos outros e isso denota, mais uma vez, os modelo tanto eleitoral quanto de indicação para as cortes. No entanto, é preciso ir com calma com relação ao desempenho do Ministério Público, de fato um grande avanço trazido pela Constituição, mas que o modelo centralizador de indicação dos procuradores vem deturpando.

Infelizmente, sob o ponto de vista da história do Brasil, a proclamação da República, como golpe efetuado contra a Monarquia Constitucional, não conseguiu depois de séculos levar o Brasil a um bom porto, o que tem custado muito caro ao País e à sua população. Também o prejuízo à imagem do Brasil no exterior, um fenômeno tão antigo quanto o país, vem sendo, sobremaneira, aumentado pelo desempenho confuso do atual governo.

É bem verdade que os governos passados muito mal fizeram aos brasileiros, sobretudo aqueles de esquerda, capitaneados por Lula e seus postes. Mas eles tiveram ao menos a esperteza de silenciar diante do que acontecia, o que dava a impressão de que faziam alguma coisa. O senhor, melhor do que ninguém, sabe que os efeitos de paralisação da economia, provocados pela pandemia, têm aspectos que vão desde a saúde da população a uma disputa política acirrada entre os diversos personagens em questão. Mas é fato também que o espírito belicoso e irascível do atual presidente, avesso a entendimentos, está na raiz desse problema. Por fim, nessa altura dos acontecimentos, é da concordância geral que fosse o senhor a liderar esse momento especial de crise, os desdobramentos positivos seriam outros e muitos mais necessários ao país.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Nenhuma coisa é mais própria do ofício de rei do que falar pouco e ouvir muito.”

Saavedra Fajardo, diplomata espanhol

Retrato de Diego Saavedra Fajardo, de Fernando Selma.                Imagem: wikipedia.org

 

Arte

Essa pandemia tocou direto na alma dos artistas. Atores, cantores, orquestras, poetas. Veja abaixo como fala a alma da prata da casa Adriana Bernardes. Crônicas e poemas para acalmar o juízo, como falaria o filósofo de Mondubim.

–> Desculpe a hora. Mas eu preciso te contar o que eu quero pra hoje. “…Quero dançar até o dia amanhecer!
Sentir o cheiro quente do perfume que exala do meu corpo misturado ao suor e à exaustão.
Sentar de frente pro mar, fechar meus olhos e esquecer do mundo!”.

Sabe o que mais quero pra hoje? Vem ver: O que eu quero pra hoje?

O blog: reboar.blogspot.com
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Iphan

Também ,a seguir, a manifestação recebida e assinada pelo Conselho Deliberativo do ICOMOS/Brasil sobre as recentes nomeações para a direção do IPHAN.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Não é só isto, porque um exemplo para as demais não será tão difícil, mas para fazer da Universidade de Brasília um verdadeiro centro de cultura e desenvolvimento do ensino superior, não é tarefa fácil. (Publicado em 07/01/1962)

Clique aqui – “A conexão entre a China e a OMS”

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Atual chefe da OMS, Tedros Adhanom, e o Presidente da China, Xi Jinping, em Pequim.
Imagem: POOL

 

Foi necessária a instauração de uma crise de saúde profunda e sem paralelo na história da humanidade para que as feridas pútridas, camufladas por décadas nos organismos internacionais, e mesmo em muitos governos, começassem a serem expostas, de forma crua, à luz do sol e ao conhecimento de bilhões de pessoas mundo afora.

Há males que vêm para o bem, já diria o filósofo de Mondubim. No caso específico dessa pandemia, é preciso, no entanto, que a doença dê lugar à cura e o tempo ceda também espaço à sedimentação da verdade. Para correções de rumo, talvez até radicais, faz-se necessário que sejam feitos em alguns organismos internacionais, mormente a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Todo um novo e fundamental capítulo dessa crise deverá ser, num futuro breve, dedicado a essa organização, de forma a clarear tanto os rumos políticos e ideológicos que passaram a ditar as ações dessa entidade nos últimos anos, quanto sua eficácia e seriedade frente a um tempo de grandes mudanças que se anuncia. Por enquanto, o que se tem à mão são fatos incontestes que irão, pouco a pouco, se juntando para formar um quadro real do que é hoje a OMS e outros organismos supranacionais do gênero, para que se esclareça a responsabilidade e a efetividade de cada um desses entes na atualidade.

De um lado, temos países como os Estados Unidos, Austrália e outros exercendo forte pressão internacional para a realização de uma ampla investigação tanto sobre a origem do vírus, quanto em relação a uma possível conexão política entre a direção da OMS e o Partido Comunista Chinês (PCC), que comanda aquele país com mão de ferro. A essas investidas para esclarecer os fatos, desde a sua origem, o governo chinês tem reiterado que repudia o que chama de politização da crise de saúde. Já se sabe que a China demorou para alertar o mundo sobre a periculosidade da Covid-19, mascarando, propositalmente, dados científicos sobre a doença. Também reprimiu, duramente, médicos e pesquisadores locais que tentaram alertar para a gravidade desse vírus, segundo relatos postados nas redes sociais. Na sequência, também isso é fato, expulsou jornalistas internacionais baseados na China, quando esses começaram a investigar o caso. Da mesma forma, aquele governo impediu que cientistas internacionais fossem pesquisar, in loco, o que tinha ocorrido.

Com relação à OMS, fala-se, inclusive, em uma possível conexão entre essa entidade e o governo comunista chinês. O fato de a OMS ter, desde o princípio, chancelado a avaliação da China de que o vírus era inofensivo aos humanos, retardando, com isso, a declaração do estado de pandemia, serviu para agravar o problema. Estudo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, avaliou que se o governo chinês houvesse adotado medidas corretas, uma semana antes do aparecimento do covid-19, teria infectado menos de 66% da população mundial até fevereiro deste ano. Caso as medidas fossem adotadas, três semanas antes, o alastramento da doença teria sido reduzido em cerca de 95%.

Internamente, naquele país, já há inclusive uma avaliação, por parte da população, de que o Estado é composto hoje por burocratas desonestos e sem preparo. Há, por enquanto, apenas suspeitas de que o vírus possa ter sido produzido em laboratório para propósitos ainda obscuros. Nada é conclusivo até o momento. Irrefutável até o momento é o estrago econômico com alcance mundial feito até agora, o que promove em alguns países a busca de fundamentação para punir o país asiático por crime contra a humanidade. Foi o que disse o secretário federal do partido político Liga e ex-ministro do Interior italiano, Matteo Salvini. Ele o chamou de “vírus do PCC” (Partido Comunista Chinês) e disse que a China “cometeu um crime contra a humanidade”, durante um discurso no Senado italiano em 26 de março.

Mais recentemente, na quinta-feira dessa semana, especialistas em direito internacional evocam o princípio da ‘responsabilidade de proteger’ do país asiático. De acordo com especialistas em Direito Internacional, como a professora emérita da Universidade Paris Nanterre e membro da Sociedade Francesa pelo Direito Internacional, Sandra Szurek, há base legal para responsabilizar o Estado Chinês por todo o prejuízo humano e material causado a partir de 2019. A Organização Mundial da Saúde também está na mira dos acadêmicos e advogados. Há questionamentos judiciais perfeitamente cabíveis a esse respeito. Pela negligência, imprudência e imperícia nas ações e omissões que retardaram a prática de uma rotina em escala global a tempo de evitar os estragos causados na economia mundial.

Membros da OMS não foram à China ver in loco o que estava ocorrendo. Isso foi um erro crucial, concordam os analistas. Em Washington, já se sabe que o atual chefe da OMS, o etíope Tedros Adhanom, que não é médico e nem cientista, é filiado a um partido marxista radical em seu país que recebe ajuda financeira diretamente da China, o que teria claros reflexos no papel dessa organização frente à crise e que supostamente explica o apoio velado desse organismo àquele governo.

De concreto, já se sabe que os EUA cortaram a ajuda financeira à OMS com o pretexto de má gerência e dissimulação sobre a disseminação do coronavírus. Para o governo americano, essa sequência de erros causou e ainda causará muitas mortes desnecessariamente.  É o que o tempo diz.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Não existe absurdo que não encontre o seu porta-voz”

Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling, filósofo alemão

Friedrich Wilhelm Joseph von Schelling. Imagem: wikipedia.org

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A área proibida para estacionamento no aeroporto cresceu muito. Isto quer dizer que há, agora, mais lugar para o estacionamento dos chapas brancas, porque os guardas não têm autoridades para aplicar a lei em todos os casos. (Publicado em 06/01/1962)

Clique aqui – “Quem tem olhos que veja”

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Soldados do Exército Brasileiro desinfectam um hospital público de Brasília. Foto: Joédson Alves / EFE (brasil.elpais.com)

 

Quem já caminhou pelas ruas desertas em qualquer cidade interiorana pode perceber que, na aparente quietude desses lugares, uma infinidade de olhos e ouvidos está atentamente postada por detrás de portas e janelas, espreitando qualquer movimento e identificando cada um deles apenas pela impressão digital produzida pelo som característico de cada passo.

O mesmo ocorre hoje com o mundo em quarentena. O tempo de sobra e a monotonia fizeram dos humanos seres mais antenados com o que se passa ao lado. A pandemia fez, de todos nós, espectadores interessados nos movimentos em volta, em outras ruas, em outros países. Buscamos com isso mais do que satisfazer nossa curiosidade. Estamos atrás de exemplos e de soluções mais harmônicas para nossos problemas comuns.

Nessa preocupação com o que ocorre para além de nossas janelas, o mundo passou a observar mais atentamente outras nações, avaliando, com lupa de cristal, como cada um dos países vem enfrentando a virose, que medidas cada governo vem adotando, que atitudes cada sociedade vem tendo frente à quarentena. Somos observados com mais acuracidade em tempos de enfrentamento da virose pandêmica. Erros e acertos vistos por lupas mundiais.

Enquanto isso, buscamos uma receita que talvez nos sirva, um exemplo que nos estimule. Nesse olhar espichado para o que se passa ao lado, vamos observando também os exemplos edificantes que engrandecem o ser humano como uma raça dotada de grande poder de adaptabilidade e resiliência, capaz de mitigar até as mais duras adversidades. O mundo está vendo e aprendendo com os exemplos em volta.

É possível afirmar, com segurança, que, apesar das ruas desertas do mundo atual, a humanidade está postada por detrás das janelas da internet, de olhos e ouvidos postos nas ruas vazias do planeta, observando como raposas como cada um se move. Vistos dessa posição, uma pergunta se faz necessária: com qual figura estaria sendo apresentado, o Brasil, perante o mundo nesse momento de agonia? Se formos responder essa questão pelo o que a maioria dos jornais do mundo vêm estampando em suas manchetes, é possível afirmar que o Brasil e, principalmente, o atual governo vêm enfrentando a corrupção, os laboratórios, os cleptocratas de governos anteriores e toda a forma de pensamento que nunca lutou pelo país.

Está claro que, quando alguém entra em um “esquemão” até agora impenetrável, sofre o que o governo enfrenta. Devolveu dinheiro para o partido, usou uma ninharia durante a campanha, dispensou os gigantes da comunicação. Tem sido traumatizante para quem está acostumado a se encostar no foro privilegiado para dilapidar o país. Não se trata de modelo a ser seguido ou não. Trata-se de alguém, bem-intencionado, que conseguiu convencer a população brasileira de que é possível governar sem roubar. A população não é mais ingênua. Para desespero de muitos, a comunicação mundial foi popularizada. Uma rádio vira TV, um cidadão tem milhões de seguidores em blogs e vlogs. Uma menina de 15 anos que faz maquiagem no banheiro arrebanha milhões de visualizações. O mesmo número que um Ibope registraria em um jornal produzido com centenas de milhares de dólares por trás da estrutura. Acabou e poucos se deram conta disso. Ou é mais confortável não ver. Poucos reagiram com inteligência a essa mudança. A maioria insiste em mentir, denegrir, roubar, matar e destruir, fazendo as honras do que há de pior na humanidade.

Acabou. A população brasileira quer outro país. Menos estádios e mais hospitais, menos cadeias e mais escolas, menos privilégios e mais trabalho. Aqui mesmo, na América Latina, as manchetes dos jornais informam que nossos hermanos, em destino histórico e aflições cotidianas, passaram a nos ver como ameaças e um risco muito grande não apenas pelo grande número de casos de Covid-19, mas, sobretudo, pelo modo como a atual governo vem lidando com a pandemia. Até agora, a pandemia ocupou o primeiro plano nas análises. Outras pandemias virão. As que vieram antes dessa receberam um mundo paciente, resiliente, inerte, deixando a possibilidade de crime contra a humanidade de lado.

Nunca tivemos hospitais que pudessem arcar nem com os doentes diários espalhados por estados e municípios, que até lanche da merenda escolar têm a coragem de roubar. Um país que obedeceu ao padrão FIF,A para usar até bilhões para a construção de estádios, não foi capaz de pensar na saúde e na educação em primeiro lugar. Até chute no traseiro ouviu que levaria sem reagir.

Notícias correm na América do Sul de que nossos vizinhos vêm se apressando em fechar suas fronteiras, com medo do gigante adoecido e descontrolado. Que assim seja. Será bom para todos. Pelo menos por enquanto.

Por outro lado, fala-se no exterior que o Brasil vem perdendo o status de democracia liberal e se enfeixando cada vez mais numa rota autoritária, cujo os desfechos são ainda incertos e sombrios. Não há rota autoritária. Há dentes de todos os lados, dos que perderam a boquinha. A precariedade de nosso sistema público de saúde está exposta ao mundo. Legado que parece apagado de algumas memórias. Herança maldita, nunca comentada pelos que criticam. Essa sim, vem de longa data e não é vista por quem não a quer ver.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A nação que pretende assegurar a estabilidade e provar o direito que lhe assiste de existir, deve assentar numa base religiosa.”

Bismark, destacado estadista da Alemanha do século XIX

Otto von Bismarck. Foto: wikipedia.org

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A estrada do aeroporto é uma estrada parque. Não há, por conseguinte, razão para que eles painéis que enfeiam e transformam a paisagem. Antes que novas placas surjam, uma limpeza geral é necessária. (Publicado em 06/01/1962)

Se falasse menos, talvez compreendesse mais

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Charge do Sinfrônio

 

Pesquisas de opinião pública só são levadas a sério quando favorecem a determinadas torcidas. Do contrário, são criticadas como tendenciosas e pouco científicas. Claro que existem pesquisas que são confeccionadas objetivamente para atenderem a determinados clientes e que nunca contrariam os prognósticos. Mas existe também aquele conjunto de pesquisas que avaliam metodicamente uma amostra significativa da sociedade e dela consegue extrair uma média bem precisa do pensamento e do gosto geral da população sobre determinado assunto do momento. O DataSenado é um exemplo. Essas avaliações, tomadas como sérias, possuem grande valor na hora de medir indicadores como popularidade e rejeição a um indivíduo ou grupo e, como tal, devem ser estudadas com todo o cuidado a fim de orientar a correção de rumos e atitudes, imprescindíveis para aquelas lideranças que estão no poder.

De fato, nenhum político pode descartar o que chamam de retrato do momento, trazido pelas pesquisas de opinião. Dele depende muito seu próprio futuro. Não é por outro motivo que, apesar das críticas de que muitas pesquisas de opinião erram feio em eleições, elas ainda são de enorme valia e por isso perduram como ferramenta para aferir, a cada momento, o coração volúvel do eleitor. Uma amostragem dessas pesquisas, que deve ser levada em consideração nesse instante pelo Palácio do Planalto, mostra claramente uma forte tendência de queda na avaliação de popularidade do Governo Bolsonaro.

Em sentido contrário, assiste-se também uma subida no número daqueles que passaram a considerar o atual governo ruim ou péssimo. É com base nesse tipo de gráfico em que dois indicadores, simultaneamente negativos para o governo, se movimentam, que é chegada a hora de ativar o bom senso e de empreender uma mudança de rumos capazes de reverter a piora nos números de muitas dessas recentes pesquisas.

Apenas à guisa de exemplo de uma pesquisa bem embasada metodologicamente, os dados levantados pela XP/Ipespe mostram, em dois momentos distintos, uma avaliação preocupante para o atual governo. Na primeira avaliação, realizada logo após a saída do ministro da justiça, Sérgio Moro, mostrou que 67% dos ouvidos acreditam que a saída do principal nome da equipe de Bolsonaro trará efeitos negativos para a continuidade do governo, principalmente no seu aspecto inicial de combate à corrupção e à chamada velha política.

A esses indicadores que prenunciam tempos difíceis à frente, somam-se os números de outra pesquisa realizada dias depois e que desta vez avaliava o desempenho do governo frente à pandemia de coronavírus. Nessa nova pesquisa, os números indicavam uma subida de 42% para 49% na avaliação daqueles que consideram o governo ruim ou péssimo. No mesmo gráfico era apresentado também um declínio nos números daqueles que acham o governo bom ou ótimo, que passou de 31% para 27%.

As novas medidas adotadas na sequência pelo governo Bolsonaro, interferindo no comando da Polícia Federal, seguido de um gesto político muito arriscado de atrair o Centrão fisiológico para dentro do governo, bem como seu desempenho frente à pandemia, já indicam, mesmo antes de uma nova pesquisa vir à luz, que seus índices positivos continuam despencando ladeira abaixo em abalada corrida. A continuarem as demonstrações públicas de desdém pelas pesquisas, vistas apenas como armas da oposição, o atual governo deve colocar de lado qualquer pretensão em continuar depois de 2022, devendo cuidar logo do que ainda resta de credibilidade e de governabilidade nesse atual mandato.

 

 

 

A frase que NÃO foi pronunciada:

“Quanto custa a soberania de um país?”

Alguém com muito poder, pensando e olhando para o mapa do Brasil.

Charge do Jean Galvão

 

Perto do fim?

Amigos que vão na comissão de frente no que se refere à Covid-19 avisam: a Alemanha começa a abrir suas fronteiras. O uso da máscara continua obrigatório em ambientes fechados, restaurantes com condições de manter a distância entre as mesas já estão abrindo. Aos poucos, o comércio volta a se restabelecer.

Foto: AFP / POOL / Michael Sohn

 

Outro mundo

Japão é um país onde as pessoas respeitam a geografia corporal. Abraços, cumprimentos com a mão, tapinha nas costas não fazem parte da cultura. Levaram, como tudo, tão a sério o combate à Covid-19 que, de semana em semana, os prefeitos liberam para a população relatórios completos sobre o número de doentes, com sintomas e sem sintomas, quantas mortes, em que área moram etc. Acesse o relatório do dia 08 de maio no link Updates on COVID-19 in Japan.

–> Veja mais em: Kagawa Prefectural Government (Covid-19)

 

Higienização

Sexta-feira, às 14h, no Instagram, com o apoio da Emater-DF, Milena de Oliveira fará uma live sobre como higienizar os alimentos na volta do mercado. Veja as informações a seguir.

 

Urbanidade

Por trazerem contaminação, luvas e máscaras devem ser descartadas no lixo do banheiro em sacos fechados para não prejudicar os profissionais da limpeza. Veja o cartaz abaixo.

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Mas os inimigos não dormem. Vão até à leviandade, à mentira, ao disfarce. Falam, falam mal, dizem que o Iate é um barraco de madeira e fecham os olhos para as piscinas, para o ginásio, para o caís, para os jardins, para toda a sua beleza, enfim.(Publicado em 06/01/1962)

Verde ardente

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Foto: veja.abril.com

 

Obviedades são como almas de outro mundo. Só são vistas por indivíduos dotados de percepções acima da média, com uma espécie de paranormalidade. São, nesse caso, aquelas pessoas capazes de enxergar além do que parece ser à primeira vista, esmiuçando o objeto com os olhos e as lupas de um especialista. O dramaturgo e jornalista, Nelson Rodrigues (1912-1980), costumava dizer que só os gênios enxergam o óbvio. Ou, em outras palavras, a obviedade é ululante.

Com essa premissa, fica evidente que o período estendido de quarentena fornece somente, àqueles dotados de olhos para enxergar, a oportunidade única de avaliarem, com precisão, o mundo e a sociedade em volta. A virose, ao proporcionar a espetacular chance de uma espécie de retiro espiritual forçado, tem facultado a muitos a experiência de uma revisão do mundo, da humanidade e sobretudo das diversas e intrincadas relações que amarram esses dois sujeitos num destino comum, mas que dá ao planeta a vantagem de naturalmente prescindir dos terráqueos.

O mesmo não se pode dizer da espécie humana, umbilicalmente ligada à Terra e dela totalmente dependente para sobreviver. Espoliada e degradada pelos humanos, há muito o planeta vem emitindo sinais claros de esgotamento do modelo de exploração imposto pela sociedade de consumo. Na realidade, e os constantes alertas de cientistas e ambientalistas vão nesse sentido, o planeta já não consegue mais repor ou renovar os recursos naturais extraídos de modo irracional e, pior, sem quaisquer critérios ou preocupações com as futuras gerações.

Pouco tempo antes de os eventos que conduziram a pandemia de características bíblicas, a agenda mundial vinha se ocupando dos fenômenos do aquecimento global e de todo o stress que o meio ambiente vinha apresentando. Os prognósticos, com base científica, de um futuro sombrio para toda humanidade, caso persistisse o modelo atual de exploração, vinham sendo observados paulatinamente por alguns países mais comprometidos com a agenda ambiental do que outros.

Infelizmente, no rol dos países que passaram a dar pouca importância a essa agenda, o Brasil passou a ser o destaque internacional. Ao contrário dos países desenvolvidos, o Brasil, por força do poderoso lobby do agronegócio e do grande apoio que esse grupo fornece ao atual governo no Legislativo, passou a empreender uma agenda própria, voltada mais para o interesse imediato dessa classe do que ao atendimento de questões ambientalistas.

Para essa turma, que também inclui os extrativistas de minérios e madeiras na Amazônia, o meio ambiente nada rende comparado a outras atividades. É justamente essa agenda suicida que o atual governo resolveu adotar, forçando o Brasil a nadar contra a correnteza mundial e contra as evidências de que o planeta pede socorro. As queimadas na Amazônia, as invasões de terras indígenas e os desmatamentos nunca foram tão intensos como agora. O Alerta tem sido feito tanto por monitoramento de satélites, como por denúncias que não param de chegar.

Aproveitando o período de pandemia e quarentena, quando os brasileiros estão alarmados e aflitos em preservar a própria vida, os habituais depredadores, inclusive bancados com o dinheiro de poderosos grupos estrangeiros, estão agindo livremente, promovendo um saque ao país. O governo, para quem esses grupos são importantes para o “processo de desenvolvimento”, faz vistas grossas, ou seja, não enxerga o óbvio.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Se queres provar-nos que és competente em agricultura, não o proves semeando urtigas.”

Georg Christoph Lichtenberg, filósofo, escritor e matemático alemão.

Georg Christoph Lichtenberg. Imagem: wikipedia.org

 

Sempre burocrático

Cartório do 4º ofício, na Asa Norte, quadra 504, anuncia pelo site que é possível fazer agendamento. Ao tentar marcar data e hora, a instrução é que o interessado vá pessoalmente agendar o atendimento no próprio cartório. Chegando lá, recebe um papel para marcar data e hora ou opta por enfrentar a fila.

 

Ruim

Avaliação dos usuários em relação ao aplicativo do BRB é nota 2. Quem tenta abrir uma conta pelo celular simplesmente não consegue. Como o caso do cartório comentado acima, exige, na realidade, a presença do cliente.

 

 

Cidade fantasma

Se, antes da pandemia, andar pelo Setor Comercial Sul já era desolador, aquele mesmo cenário está se estendendo pelas áreas comerciais da cidade. Até um site já foi criado com a lista de restaurantes fechados por toda a cidade. Veja no link Vendo Restaurantes.

Restaurante fechado na quadra 405 Sul. Foto: Blog do Ari Cunha

 

Covid-19

Um túnel de ozônio. Foi assim que a fábrica da Klabin resolveu manter seus colaboradores protegidos. Veja a seguir.

 

 

Megafone

Comemorações do Dia Internacional da Enfermagem usam o microfone para pedir melhores condições de trabalho.  Reconhecimento é bom, mas dar condições no trabalho é fundamental.

Cartaz publicado no perfil oficial do Governo do DF no Instagram

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

E vive, também, como sede do governo, como centro convergente do país, como cidade, como comunidade. Antes, quando os blocos não estavam habitados, reclamavam contra a falta de choro de crianças, a falta de cheiro de bife nos corredores. Hoje, os que não querem ver a obra, dizem que a acústica faz com que se ouça o choro da criança vizinha, e há quem reclame contra o cheiro de bifes nos corredores de serviço. (Publicado em 06/01/1962)