Dom Bosco e o leite e mel da Caesb

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com Circe Cunha e MAMFIL

Mesmo para um país que, por séculos, tem convivido com as mais flagrantes desigualdades sociais e econômicas, causa espanto que, em tempos de crise profunda, o governo insista, abertamente, em eleger, como prioridade, o atendimento das necessidades da elite. De outra forma, como explicar que, em meio à séria crise hídrica que assola a capital, o GDF inclua no sistema de racionamento e corte de água as escolas públicas, prejudicando milhares de estudantes e, ao mesmo tempo, permita o abastecimento normal para os palácios e outros prédios que abrigam o alto escalão da república? É esse tipo de prioridade que faz com que o Brasil permaneça eternamente estagnado nos rankings mundiais quando o assunto é desenvolvimento humano.

O certo é que, em países normais e em tempos de aflição, as primeiras a serem protegidas contra os flagelos sejam, justamente, as populações formadas por crianças, idosos e mulheres. Se há falta de água, os últimos a sentirem seus efeitos deveriam ser os pequenos. Troca de informações eletrônicas sugerem que político algum faria falta se parasse de trabalhar e deixasse de receber seus gordos proventos. Por isso, o corte de água e de luz deveria começar nas residências dos que detêm o poder.

Para fazer frente aos altíssimos e injustos salários que adornam os contracheques dos empregados da Caesb, essa triste empresa não demonstra constrangimento algum, nem em meio à maior crise hídrica da atualidade, em aumentar os preços das tarifas de água e aplicar porcentuais extraordinários nas contas dos consumidores. Vale ressaltar que, na mesma medida da falta de cuidado em prestar um bom serviço, não há o mínimo de atenção em relação à qualidade do produto oferecido à população. A Caesb proíbe e retira o equipamento comprado pela clientela para anular o ar que dispara o ponteiro acusando consumo de água na volta do líquido depois da interrupção do fornecimento, quando, na verdade, o que veio pelo cano foi ar.

“Quando se vierem a escavar as minas escondidas no meio destes montes, aparecerá aqui a terra prometida, de onde jorrará leite e mel. Será uma riqueza inconcebível.” Parece que dom Bosco vislumbrava a Caesb. A água cheia de barro da cor de um bom mel ou cheia de químicos, da cor de leite, além do lucro de alguns funcionários da companhia que reina sem concorrência.

Enquanto, para a população, o abastecimento de água é visto como uma necessidade vital básica, para esses “novos empresários públicos”, o líquido é garantia de altos rendimentos, principalmente a sua escassez.

A água não pode ser encarada como um bem econômico qualquer, sujeito às leis flutuantes da oferta e da procura, próprio dos mercados . Trata-se do maior e mais estratégico bem, sem o qual as possibilidades de colapso da sociedade são patentes. Por isso mesmo, a administração desse precioso líquido, desde a coleta, o tratamento e a distribuição, deveria se submeter a critérios absolutamente transparentes, se possível, dentro dos princípios que regem a própria segurança nacional. José Walter Vasquez, da Adasa, declarou, em audiência pública, que “ a população está sendo penalizada demais pela taxa e pelo não fornecimento de água”. Mas, mesmo sendo o regulador da companhia, não foi efetivamente além disso. A sociedade não irá permitir que a água continue a ser negociada como uma mercadoria qualquer e, ainda mais, por uma empresa que tem encarado, desde sempre, o fornecimento desse produto apenas sob o aspecto de lucro fácil e certo.

A frase que foi pronunciada

“Aprendi que a seca não é só quando falta água, é quando sobra corrupção.”

Raimundo Nonato, pensando no sertão

Release

» A Emater do DF estimula a meliponicultura. Para a pesquisadora da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia Carmen Pires, incentivara meliponicultura no país é também uma forma de contribuir para a preservação de espécies nativas de abelhas. Somente no Brasil, há cerca de 250 espécies de abelhas indígenas sem ferrão já descritas, muitas delas com características específicas e propícias para o uso em polinização de plantas cultivadas. Mais informações cenargen.nco@embrapa.br ou (61) 3418-4768

Informação

» O Brasil é o quinto maior mercado de alimentos e bebidas saudáveis. O volume de vendas foi superior a US$ 25 bilhões em 2015.

Concurso

» Promovido anualmente, a Câmara Mirim é um programa de simulação da atividade parlamentar similar ao Jovem Senador. Crianças e adolescentes são incentivados a redigir projetos de lei. A lista dos professores que enviaram projetos para participar já está na página da Câmara dos Deputados.

Passado e futuro

» Foi emocionante o encontro com a professora Neuza Garbin, no Uniceub. Discutíamos sobre a impossibilidade deste pais alcançar um nível educacional adequado sem professores capacitados. Pedagogia é um curso fundamental para dar suporte aos profissionais da educação.

História de Brasília

Em São Paulo, no Paraná, em toda a parte, enfim, quando os termômetros descem, todo o mundo comenta a temperatura. Tantos graus abaixo de zero, ontem, geou em tal parte, aconteceu isto, e aquilo. (Publicado em 23/9/1961)

República do quid pro quo

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com Circe Cunha com MAMFIL

Alguns estudiosos do comportamento humano reconhecem que o homem é o único ser vivo que tem suas ações e movimentos guiados quase que exclusivamente pelo sentido da oportunidade e interesse. De fato, o interesse é condição natural do ser humano. Há muito, sabe-se que o interesse move o mundo. A própria vida em coletividade reforça a ideia de interesses mútuos e vitais. Viver em comunidade é se ajustar, a cada dia, a interesses diversos.

No despacho que redigiu, aceitando a denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente Lula , dona Marisa, Paulo Okamoto, Léo Pinheiro e mais quatro pessoas, o juiz Sérgio Moro, a certa altura do texto em que justifica sua decisão, citou a expressão latina “quid pro quo” para dizer que os pagamentos mensais feitos pela OAS, para o custeio da armazenagem dos pertences, a Lula, bem como a reforma do tríplex no Guarujá, foram em troca de contratos milionários e criminosos com a Petrobras.

A expressão, significando tomar uma coisa em troca de outra, se aproxima muito de outra muito conhecida pelos políticos brasileiros: “É dando que se recebe”. Com a evolução natural da linguagem, a expressão se aportuguesou e ganhou um sentido que mais se aproxima de confusão, desordem, baderna. Na realidade, o seu significado atual expressa, de modo conciso, a situação vexaminosa a que chegamos com o chamado presidencialismo de coalizão.

O escândalo do mensalão, que eclodiu em 2005, mostrou de modo preciso como funcionava a maquinaria do “quid pro quo”. Em troca de pagamentos mensais, desviados dos cofres públicos, uma parcela expressiva de parlamentares dava apoio total às proposições vindas do Executivo e, com isso, garantiam a sustentação política do governo. Quando, no futuro, os historiadores forem se debruçar sobre esse período de 13 anos que marcaram a gestão petista no comando do país, um bom subtítulo para este capítulo poderá ser exatamente “A república do quid pro quo”.

Acontece que, com a mudança dos ventos e o aparecimento casual de uma certa República de Curitiba, o que era um tom lá dá cá deslavado se transformou no maior quiprocó da história jurídica desse país, virando a República de cabeça para baixo. Com as prospecções, indo cada vez mais fundo, da força tarefa do Ministério Público, foi encontrado o verdadeiro pré-sal da corrupção dentro da então maior empresa estatal brasileira.

Para os contribuintes que, ao fim, arcarão com os rombos bilionários, o quid pro quo da altíssima carga tributária em troca de serviços equivalentes e de qualidade, continuará sendo ficção longínqua e impossibilitada justamente pelos desvios continuados do dinheiro público e, principalmente, pela péssima qualidade dos representantes políticos que dispõem.

A frase que não foi pronunciada

“ O direito penal não tira a vantagem econômica da corrupção. É possível apostar no fim da corrupção enquanto ela for economicamente rentável?”
Aloisio Freire, no JusBrasil

Tragicomédia
» Conversa vai, conversa vem lembrou a inauguração do cinedistrital. Era uma sala de cinema na Câmara Legislativa, que seria inaugurada com pompa e circunstância. Só que quem escolheu o filme sabia de coisas que a cidade não tinha conhecimento e deu o recado de uma forma que, até hoje, arranca gargalhadas e lágrimas. O primeiro filme apresentado: “Roubo as alturas”.

Fraldas
» Por falar em Câmara Legislativa, deputados que rasgam as críticas e mandam emoldurar os elogios são maioria. Isso mostra como são principiantes os representantes da população da capital.

Celeuma a semana
» Cobrança de IPI em importação para revenda é inconstitucional, defende a Dra. Alessandra Monti Badalotti. Na Corte, os magistrados entenderam que “os produtos importados estão sujeitos a uma nova incidência do IPI quando de sua saída do estabelecimento importador na operação de revenda, mesmo que não tenham sofrido industrialização no Brasil”. A discussão do assunto promete importantes mudanças.

O preço de um rio
» Quem acessa o portal da Samarco parece estar diante de uma empresa celeste, mesmo que a vida de milhões de brasileiros possa virar um inferno com a morte de um rio. Uma multinacional controla uma empresa que mata um rio do país e pronto. Essa seria uma grande oportunidade de os brasileiros voltarem com a bandeira verde e amarela nos carros. Por que atingiu população ribeirinha fica por isso mesmo?

História de Brasília

Por outro lado, continua sem luz, força, água, telefone e esgotos, o Setor de Indústria e Abastecimento. (Publicado em 14/9/1961)

ONU como esperança da paz

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com Circe Cunha e MAMFIL

Um aspecto comum presente tanto nos discursos do presidente Michel Temer, quanto nos do seu colega americano, Barack Obama, foi o sentimento de que as principais nações com assento na ONU busquem, o mais rápido possível, medidas e mecanismos eficazes que, de alguma forma, atenda às múltiplas necessidades de um planeta convulsionado e em acelerada transformação sob vários aspectos. “A realidade andou mais depressa do que nossa capacidade coletiva de lidar com ela.” reconheceu Temer, para quem o mundo atual é marcado sob o signo das incertezas e da instabilidade.

É preciso, no entanto, reconhecer que naquela tribuna planetária, especificamente, qualquer assunto de natureza doméstica que não envolva diretamente a coletividade humana corre o risco de passar despercebido e de não ser levado a sério por ninguém. Diante da magnitude dos problemas globais, assuntos internos são para serem resolvidos intramuros. Tanto Michel Temer quanto Barack Obama se referiram à escalada do terrorismo como ponto central a ser resolvido, de imediato.

Temer discursou sobre as ameaças incontidas do fundamentalismo violento, sobre os refugiados e o recrudescimento do terrorismo que nos deixa um sentimento de perplexidade. Obama foi na mesma direção, discursando sobre os conflitos mundiais e a pobreza. “Embora proclamemos nosso amor pela paz e o ódio da guerra, existem convulsões em nosso mundo que nos colocam em perigo,” disse o presidente do país, tachado de arrogante pelos fundamentalistas.

Na avaliação do presidente Temer, há pessimismo quanto aos focos de tensão que parecem crescer sem cessar: “Uma quase paralisia política leva a guerras que se prolongam sem solução. Paralisia essa que acumula interesses velados em petróleo, em venda de armas, e por aí vai o lado obscuro da humanidade.” A incapacidade de o sistema reagir com autenticidade ante os conflitos agrava os ciclos de destruição. A vulnerabilidade social de muitos, em vários países, é explorada pelo discurso do medo e do entrincheiramento. Há um retorno da xenofobia.

Os nacionalismos exacerbados ganham espaço. Em todos os continentes, diferentes manifestações de demagogia trazem sérios riscos. Obama foi mais otimista ao declarar que “foi uma década difícil. Mas hoje chegamos a uma encruzilhada da história com a chance de caminharmos decisivamente na direção da paz. Para isso, precisamos reincorporar a sabedoria daqueles que criaram esta instituição. A Carta das Nações nos exorta a unir nossas forças para manter a paz e a segurança internacionais” . Temer cobrou uma atuação mais afirmativa da ONU e que vá além dos discursos da alta cúpula. Resta saber se a ONU conquistou o respeito mundial para se fazer ouvida.

O presidente Obama cobrou uma Organização das Nações Unidas capaz de assumir o seu papel, enfrentando os desafios de um mundo manchado por chagas e feridas abertas por interesses econômicos. Nos escritórios atapetados, são resolvidas as vidas de milhões de pessoas. Crianças que não conseguem entender a razão de tantas diferenças na sociedade. O presidente do país mais poderoso do mundo, inclusive um dos que sustenta a própria ONU, sugere que a organização seja projetada nos mercados de Cabul, mostre sua presença nas ruas parisienses, marque presença nas ruínas de Aleppo.

Apesar de o mundo querer a Paz, os governantes não conseguem estimulá-la. Vale lembrar aqui, o caráter brasileiro que marcou Porretta Terme, vilarejo ao norte da Itália, quando soldados levados para matar foram recebidos por pessoas famintas. Não tiveram dúvida. Dividiram água e mantimentos. Não foi necessário um organismo internacional dar essa ordem. A intenção que se sobrepõe às regras nem sempre é nociva, como foi esse caso e tantos outros. Durante quase sete décadas, mesmo que as Nações Unidas tenham contribuído para impedir uma terceira Guerra Mundial, ainda vivemos num mundo marcado por conflitos e assolados pela pobreza. O que nos põe em perigo é a falta de solidariedade e de inteligência dos líderes mundiais para perceber que a humanidade é de uma só raça: A raça humana. Se quisermos continuar sobrevivendo, vamos ter que tratar as riquezas naturais com mais respeito, porque dependemos delas para viver. Não é complicado de entender.

A frase que foi pronunciada

“De uma coisa sabemos. A terra não pertence ao homem: é o homem que pertence à terra, disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará.”

Chefe Seatle

Leitor

» Sérgio Pedro pergunta o que foi feito das armas devolvidas com boa fé durante a campanha do desarmamento. Não seriam essas armas que estariam chegando, a preços baixos, às mãos dos assaltantes dotados de pequeníssimo poder aquisitivo? Durante a campanha, a promessa era a de destruição total das armas entregues em delegacias, quartéis da polícia e, ainda, em igrejas. Foram mesmo destruídas? Existem termos de destruição destas armas?

Questiona o leitor.

História de Brasília
Voltaram a queimar, com abundância, as lâmpadas nos apartamentos em Brasília. Enquanto isso, o transformador da estação da Celg não entra em funcionamento. (Publicado em 14/9/1961)

“Vem pra Caixa você também”

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Tantas vezes repetido ao longo dos anos, o mote da propaganda — e, por isso mesmo, gravado no imaginário de muitos brasileiros — rendeu frutos enquanto as regras do mercado livre eram respeitadas e valiam para todos os agentes econômicos indistintamente. Fundada em 1861, pelo imperador dom Pedro II, a Caixa Econômica, desde o início, atuou como agente prestadora de serviço de natureza social, sendo considerada instituição de apoio às políticas públicas. É essa mesma instituição — considerada o maior banco público de toda a América Latina, detentora de volume recorde de capital e de respeitabilidade no mercado mundial — que vive hoje dias difíceis, com sua credibilidade posta à prova.

O longo período, por mais de 10 anos, em que a Caixa foi irresponsavelmente usada para financiar o projeto político do governo petista resultou num processo que levou ao encolhimento do banco e à perda de seu maior patrimônio, que é a confiança dos milhares de correntistas por todo o país. Apenas no primeiro trimestre de 2016, o lucro da Caixa diminuiu, R$ 838 milhões, ou 46% menos em relação ao mesmo período de 2015. Segundo o balanço divulgado pela instituição, esse resultado negativo se deu por conta do aumento na inadimplência e pela diminuição das operações de crédito. O patrimônio, que mede se a instituição está capitalizada, também encolheu em 2,9% no período.

Para fazer frente a estes tempos de vacas magras, o banco reduziu o número de funcionários de 100 mil para 97 mil. O fundo de pensão dos funcionários (Funcef) teve, em 2014, um rombo de R$ 2,3 bilhões, o que obrigou os gestores a cobrar dos participantes taxa adicional de 2,3% sobre as contribuições, e que pode se estender por longos 17 anos.

Em 2015, a projeção é de que o rombo tenha batido na casa dos R$ 5 bilhões. É bom lembrar que esse deficit foi investigado por uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) e que terminou indiciando 145 pessoas — obviamente nenhum político. Entre os investimentos suspeitos pelos controladores do Fundo, estão negócios com a Sete Brasil, empresa criada para administrar sondas de perfuração da Petrobras e que está no olho do furacão da Operação Lava-Jato por negócios para lá de suspeitos.

A situação da Caixa, segundo analistas, é dramática. Fala-se em aportes de emergência na casa de R$ 25 bilhões para evitar a quebra do banco. As chamadas pedaladas fiscais que levaram ao processo de impeachment da presidente Dilma comprometeram a saúde financeira da instituição a tal ponto que provocaram ao pânico até entre os pequenos poupadores. No primeiro trimestre, os saques da caderneta de poupança somaram R$ 24,05 bilhões, o que representou uma corrida dos correntistas para tirar seus recursos do banco. O volume desses saques foi o maior já registrado em 21 anos.

Os números negativos que, aliás, perpassam todas as empresas e instituições públicas da era petista, ainda não foram devidamente contabilizados pelo governo interino. Novas auditorias estão em andamento, e é possível que os números reais apareçam e demonstrem a necessidade de submeter a instituição a sério processo auditoria para o soerguimento a longo prazo.

A frase que não foi pronunciada

“O caráter de alguém, para mim, não está na cara, na altura, na cor da pele, no penteado, nas joias, na força ou na posição social. Esta rara qualidade só existe em homens justos, dignos, que honram suas raízes e, acima de tudo, têm seu valor. Nada nem ninguém pode comprar um homem íntegro e honesto.”

Joaquim Barbosa

Treinador

Pedro Denadai nos pede a divulgação do portal www.hayaiassessoria.com.br. O ponto forte de seu trabalho é transformar o seu hobby em renda.

São Paulo

Ainda não veio para Brasília o 6º Congresso Internacional da Câmara Brasileira do Livro Digital. Muita gente é reticente a esse tipo de leitura. Quando Ariano Suassuna foi apresentado ao livro digital ficou encantado com o dicionário disponível. Por curiosidade, ele procurou as palavras Ariano Vilar Suassuna. O corretor do dicionário buscou Ariano Vilão Assassino. Ninguém conseguiu convencê-lo a ficar com a novidade.

Novidade

» A Câmara dos Deputados aprova substitutivo a projeto de lei do Senado que determina rotulagem de alimentos sobre a presença de lactose. Uma iniciativa simples dessas trará economia fenomenal para o país. Pessoas com intolerância a lactose e a glúten pagam com a saúde a falta de uma política pública.

História de Brasília

A situação era normal, mas depois, um carro e outro sob os pilotis, e o que vemos hoje, é um carro de praça rodando sobre a grama que custa o sacrifício de zeladores, e vale a alegria dos moradores pelo seu verde em plena seca. Energia, sr. Isaias. Vamos evitar os abusos. (Publicado em 7/9/1961)

Planos com a saúde debilitada

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Diante da perspectiva de debandada de 1,5 milhão de usuários ao fim deste ano, os planos de saúde, que outrora rendiam fortunas a muitos empresários e, de certa forma, serviam para aliviar a pressão sobre os Sistema Único de Saúde (SUS), começam a sentir pesadamente os efeitos da crise. Nos últimos anos, o número de usuários de planos apresentou leve queda.

A partir do fim de 2014, esse ritmo se acentuou fortemente e entrou em queda livre no início de 2015. Ao todo, somando-se os anos de 2015 e 2016, a previsão é de que 2,5 milhões de clientes abandonem os planos. Para esse nicho da economia que lida com um mercado de saúde, as previsões são as piores possíveis.

Para o governo — envolto em uma das maiores crises já vividas pelo país —, a notícia é ainda pior. Sem condições de oferecer atendimento de saúde, digamos, minimamente, decentes, a expectativa do governo é de que haja crescimento sem precedentes de retorno de usuários aos serviços públicos, o que aumentará a presssão e a desorganização de um  setor, há muitos anos, em estado caótico.

A situação dos planos de saúde se insere em uma imensa engrenagem que age e reage em cadeia e de forma sincronizada. O fechamento de postos de trabalho — fala-se hoje em mais de 14 milhões de desempregados — tem reflexos diretos na queda dos contratos de planos.

Sem dinheiro para bancar os altos custos desses contratos — muitas vezes feito de forma coletiva pelas empresas —, resta ao trabalhador abandonar os planos privados. Por sua vez, a crise empurra os planos para o ciclo perpétuo de reajustes e correções de tabela. Quanto mais as mensalidades dos planos são reajustadas, mais gente deixa de pagar e abandona o sistema privado.

Ao lado da questão previdenciária, os problemas nas áreas de saúde e educação são os que mais afligem os brasileiros. Da montanha de problemas que se anuncia para o governo interino de Michel Temer, a questão da saúde, talvez, seja a mais premente. Aquelas famílias que ainda podem têm optado por fazer uma pequena poupança mensal para cobrir gastos de última hora com saúde. O ideal, num país desigual e com uma das maiores cargas tributárias do planeta, como o nosso, seria que os serviços de saúde e educação fossem totalmente universalizados e de boa qualidade.

Para muitos especialistas no setor, a última década nos afastou ainda mais desse ideal, a ponto de se acreditar quem, nos próximos 10 anos, serão necessários esforço e trabalho gigantescos apenas para alcançarmos o patamar razoável. A fórmula para garantir os serviços de planos de saúde particulares será imensa. São quase 50 milhões de usuários ou 25% da população brasileira. Quem sabe, com um novo governo, as agências reguladoras voltem a operar nos moldes a que foram idealizadas e apontem um caminho para mais essa crise.

 

A frase que não foi pronunciada:

“Nunca havia lido uma lei tão remendada quanto a Lei Orgânica do DF.”

 

No pé

Senador Telmário Mota é o regulador do senador Romero Jucá. A assessora jurídica, Fabiana Gadelha, não deixa escapar uma agulha fora do palheiro. Bom para o país. Se atacam, há que se defender.

 

Absurdo

Operadoras de celular nadam livremente no mercado brasileiro sem que ninguém as atormente. Primeiro, nenhuma loja de operadora de celular tem telefone fixo para atendimento ao público. Segundo, para mudar de plano, na Claro pelo menos, só há possibilidade de fazê-lo pelo telefone. O cliente diz o que pretende e depois a operadora liga de volta. Foi  tempo suficiente para que se percebesse que essa armadilha de fidelização não leva a nada.

 

Fast flu

Excelente o atendimento na loja Fast do Shopping Iguatemi. Não fosse o ar-condicionado congelante com o vento direto no cliente no momento de pegar o produto. O rapaz que entrega as compras é obrigado a aturar a temperatura de um frigorífico. É desumano.

 

História de Brasília

A Presidência da República mostrou que está sem um chefe do cerimonial. As autoridades se deslocaram para o pátio de manobras, trinta e cinco minutos antes da chegada do avião, e ficaram olhando o céu estrelado em busca de uma luz vermelha que pudesse significar a presença de um avião. (Publicado em 6/9/1961)

Sem condições de prosseguir

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Povoada de indivíduos medíocres instalados nos mais diversos postos do Estado, nossa pobre República se tornou tão frágil e instável que não resiste à bisbilhotice das provas eletrônicas. E não resiste, por um simples detalhe: nas conversas e nos diálogos que são travados nos principais gabinetes das autoridades em Brasília, o conteúdo é pra lá de antirrepublicano, não raras vezes na contramão do que reza o próprio Código Penal. Pelo que a sociedade tem visto, lido e ouvido até aqui, as tratativas firmadas por nossas autoridades entre quatro paredes, no mínimo, afrontam a Constituição.

É justamente nessa contradição, em que a coisa pública é tratada bem longe do interesse e da curiosidade pública, que afundamos todos. Ao pé do ouvido, o Estado é retalhado e dividido quase que democraticamente entre os muitos apoiadores das manobras. A política, deformada nos alicerces, tornou-se ramo de negócio. Os acordos políticos não vão além de tratativas comerciais, em que o importante é o quanto vão render, para cada um dos negociantes, os acordos fechados. Com gente assim, nossa República se transformou em grande feira, onde tudo é negociável, inclusive a ética pública.

Fosse permitida à nação escutar os diálogos travados nos gabinetes do terceiro andar do Planalto ou durante almoços e jantares no Alvorada, o alerta de que “a casa caiu” poderia ser substituído pela frase “o Palácio caiu”. O governo, em primeiro plano, e a República como um todo perderam o último e principal pilar, que os sustentava perante a sociedade e pode ser resumido na palavra credibilidade. Mesmo nas mais insignificantes negociações comerciais do dia a dia, exige-se a figura da credibilidade, quiçá quando o que está em jogo é toda uma nação.

Quão comprometedores, perigosos e ilegais são os diálogos de nossas autoridades jamais saberemos na integralidade, mas, pelo pouco que se tem vazado para a sociedade, já é possível ter noção suficiente de que estamos sendo levados por mãos erradas. Não falem de ilegalidade da prisão coercitiva. Por favor, não citem Constituição ou Estado democrático de direito. Chega de embaçar a realidade com sopa de letrinhas. Quem é autoridade e rouba devolve o dinheiro e é preso. Com líderes desse calibre, marchamos incontinentes para a ruína certa.

 

A frase que foi pronunciada

“A verdade e a mentira são construções que decorrem da vida no rebanho e da linguagem que lhe corresponde. O homem do rebanho chama de verdade o que o conserva no rebanho e chama de mentira o que o ameaça ou exclui do rebanho. […] Portanto, em primeiro lugar, a verdade é a verdade do rebanho.”

Friedrich Wilhelm Nietzsche

 

Boa ideia

Farmácia, motel, mercado. As mulheres cadeirantes de SP criaram um aplicativo, o Biomob, onde há dicas dos melhores lugares com acessibilidade para as tarefas do dia a dia.

 

Elas

Serasa Consumidor realizou pesquisa interessante. Depois que 2 milhões de pessoas abriram o Cadastro Positivo da Serasa, foi possível atestar o que todos já sabiam. A renda média das mulheres é menor que a dos homens. O que foi novidade: elas, menos inadimplentes, comprometem menos a renda com dívidas.

 

Dé-jà-vu

“Nós, da Rede, temos vários desafios, entre eles a construção de um partido formado apenas por pessoas íntegras, que se preocupem com as pessoas e não apenas com projetos de poder. Além disso, vamos trabalhar aliados à sociedade para que todos possam ser protagonistas da transformação”, ressaltou Chico Leite quando eleito para a Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade.

 

Luta de sempre

Visite o portal http://corrupcaonao.mpf.mp.br/como-participar para participar do combate à corrupção. No cafezinho da Câmara, a ideia era depositar o Imposto de Renda devido na conta da Polícia Federal, não mais da Receita. Logo apareceu alguém para esclarecer que o pensamento é subversivo.

 

Valor

O advento da internet valorizou mais ainda a paixão dos filatelistas. Aos poucos, os selos vão ganhando valor com a modernidade. É ótima maneira de ensinar história e geografia, no mínimo, para a criançada.

 

História de Brasília

Tenho que agradecer aos Costas, da Rádio e TV Nacional, a minha inclusão no programa Maiorais da Semana. Não compareci porque a correspondência ficou retida no Correio Braziliense e só hoje a recebi. (Publicado em 2/9/1961)

Em busca do tempo perdido Cena final

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Qual seria o último ato ou cena que marcaria o grand finale e fechamento das cortinas nesta que é a maior e mais longa novela política de todos os tempos? Aprovado o impeachment pela Câmara dos Deputados, Dilma vive seus derradeiros momentos em um Palácio da Alvorada virado de cabeça para baixo. Tudo está fora de lugar. Os servidores deslizam de um lado para outro com os olhos arregalados. Nem eles nem Dilma sabem o que é dormir nas últimas semanas. Neste ponto, a abstinência do sono misturou realidade e fantasia, e o cenário lembra mais um antigo hospital psiquiátrico, com suas portas e janelas altas e pessoas silenciosas e vagarosas, perdidas numa bruma fria nos amplos salões.

Por volta das duas horas da manhã, Dilma está sentada no alpendre do palácio, que, um dia, acreditou que seria seu para sempre, com sua camisola longa e branca. O cabelo está em desalinho. No rosto pálido e vincado, uma aureola escura em volta dos olhos, lembrando um cansaço sem fim, chama a atenção. Inconsolada e abandonada por todos, inclusive pelo criador, Dilma agora é alma penada em seu castelo mal-assombrado, prestes a ser expulsa do paraíso pela espada de fogo dos anjos da lei.

Buscando entender onde e como tudo começou, a presidente sai às escondidas do Alvorada e segue para a Praça dos Três Poderes, onde parte de sua vida foi agitada como redemoinho. De camisola branca e uma garrafa de vinho nas mãos, Dilma troca os passos pela praça deserta. Bebendo na boca da garrafa, se dirige para a frente do Supremo, onde passa a pronunciar palavras incompreensíveis contra o prédio vazio. Gesticula muito e, entre um trago e outro, avista a estátua da Justiça ali defronte. Numa manobra só permitida aos amigos do álcool, consegue escalar o monumento e deixa-se adormecer por uns instantes no colo de uma Themis de granito impassível.

Acordada com descortesia por um vigia local que não reconhece a inquilina do Planalto, Dilma é expulsa do local. Com o dia raiando, o vulto de uma mulher esguia vestida com sua camisola branca com uma garrafa de vinho na mão segue descalço e meio sem rumo tentando voltar ao palácio para se recompor. No meio do caminho, se deixa convencer que um raio de sol está seguindo seus passos. Acreditando tratar-se de uma epifania, começa a delirar e atravessa de vez a tênue fronteira que separa a razão da loucura, desaparecendo entre os museus dali, para nunca mais ser vista.

 

A frase que foi pronunciada

“O Brasil está derretendo.”

João Marcelo, 8 anos, ao ouvir notícias de violência, corrupção e doenças

 

Jovem cidadão

Visita especial na Câmara Legislativa do DF. Alunos da rede pública de ensino conheceram a casa das leis do DF. Na notícia enviada pela comunicação da Casa, Daniel Araújo da Silva, 12 anos, declarou que “foi muito bom a minha escola poder participar dessa visita à Câmara. Eu tinha vontade de saber como era aqui dentro e eu só ouvia falar na televisão. Agora, eu sei mais”.

 

Jovem senador

No Projeto Jovem Senador, a criançada de todo o país envia uma redação com o tema definido. Os autores dos textos escolhidos vivenciam no plenário a experiência de um parlamentar.

 

Quase lei

Uma das sugestões apresentadas pela meninada é que escola do ensino médio e fundamental de todo o país ofereça pelo menos um ponto de acesso à internet. A ideia vai avançar como projeto de lei e será discutida na Comissão de Direitos Humanos e Legislaçao Participativa.

 

Release

A Associação Médica de Brasília comemora um avanço na psiquiatria do Distrito Federal. Em setembro, será realizada a 1ª Semana Distrital de Valorização da Vida. “Essa é uma grande vitória para a psiquiatria. O suicídio é um caso gravíssimo de saúde pública”, afirma o diretor de Comunicação da AMBr, Antônio Geraldo da Silva. De acordo com a Lei nº 5.611/12, a ação deve ocorrer na semana que compreender o 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

 

História de Brasília

Sobre a renúncia do sr. Jânio Quadros, quando serenarem os ânimos, e começarem os depoimentos para a história, nós publicaremos, aqui, declarações interessantes do último encontro do sr. Jânio Quadros com os Ministros Militares. (Publicado em 2/9/1961)

Trabalhadores partidos

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Lula chega ao fim de sua trajetória meteórica três décadas depois de alçar voo, percorrendo uma parábola perfeita, do chão ao céu e do céu de volta ao chão, onde corre agora o risco de voltar a ser pó. O número de filiados desapontados aumentou. Enfim, perceberam que foram usados para que Lula e toda a turma da cúpula pudesse lamber os dedos nos aposentos das elites. Era só isso o que procuravam.

Apesar dos discursos veementes, de ter sido pontual contra as falcatruas, as prioridades da sociedade estão em desequilíbrio constante com as prioridades de Lula. Enquanto a reforma política não reorganizar a situação atual, a administração continuará ao relento, deteriorando-se a cada golpe do clientelismo, do corporativismo e da corrupção.

Acontece uma revolução no Brasil. Uma revolução de mentalidade, cultura, participação. Sem isso nunca serão possíveis mudanças efetivas que extirpem de vez o câncer da corrupção. Obrigar a devolver o que foi roubado e punir exemplarmente os envolvidos, para que passem a pensar duas vezes antes que se rendam às propostas ilícitas.

O tempo dirá como tudo ocorrerá. Como chefe do Executivo, Lula flanava pelos ares ajudado pelo bafo quente da turba de bajuladores que inflava seu balão. Ao público, dizia odiar as elites. À meia-luz, ceava com elas em saraus magníficos e se sentia no paraíso. Pelas elites foi usado como mais um despachante de luxo, alojado no 3º andar do Palácio do Planalto. Não ouviu o conselho de Barack Obama: “Livre-se dos bajuladores. Mantenha perto de você pessoas que te avisam quando você erra”.

Se a oposição entendesse um pouco sobre as artimanhas do destino, saberia que foi bafejada pela sorte quando perdeu a última eleição para Dilma e seu partido em 2014. Ao se ver derrotada em 2014 para a chefia do Executivo, a oposição, sem querer, se livrou da maior e mais nefasta herança que um sucessor pode adquirir.

Caso Aécio ou Marina assumisse a Presidência e se deparasse com a casa arrasada que havia por trás das portas do Palácio do Planalto, de nada adiantaria vir a público e reclamar do caos. Na eventual sagração da oposição, o Partido dos Trabalhadores espalharia, aos quatro ventos, que a ruína do país, agora escancarada, fora criação proposital dos oposicionistas para culpar os antecessores. A vitória da oposição a tornaria dona e fiadora do caos.

Da mesma forma, mas em sentido oposto, se as hostes petistas pudessem prever o que viria a seguir à posse do segundo mandato de Dilma, cuidaria ou de apontar outra figura para concorrer ao pleito, ou forçaria a barra para perder as eleições e se livrar, em grande parte, da avalanche de escândalos e descalabros que deixaram para trás. Assim, por razões inversas, quis o destino ou algo sobrenatural que quem ganhou perdeu e quem perdeu ganhou sem saber.

Ainda assim, na conta de chegar, somando e dividindo tudo, coube à população ficar com um baú abarrotado de infortúnios. Diferentemente do governo e de seus aliados, que, uma vez apeados do poder, se desmancharão no ar e não deixarão rastros. Restará apenas o prejuízo para a sociedade trabalhadora pagar. Será preciso retornar pelo mesmo caminho, recolher os cacos e, sobre os escombros deixados, reconstruir novamente o país.

 

A frase que não foi pronunciada

“Criar o futuro é um desafio até para os otimistas.”

Ulisses Guimarães, de onde estiver, pensando no Brasil

 

Insigne

No Rio de Janeiro, a marca BIC, com criação da agência Y&R e produção da Conspiração, deu um susto nos pais da criançada do Colégio Santa Marta. Aplicou neles a mesma prova que as crianças haviam feito na semana anterior. O resultado foi surpreendente. Apenas os pais que tinham o hábito de estudar com os filhos alcançaram nota satisfatória. Essa experiência gerou o minidocumentário Segredo que desperta a emoção do dono do mais duro coração.

 

Representatividade

José Carlos Moreira De Luca, do Sicoob Empresarial, reúne gente experiente para a próxima gestão. Vale dizer que os associados eram 4,2 milhões no fim de 2010. Em 2016, passam de 8 milhões.

 

Procon

Hoje, das 10h às 18h, em frente ao Brasília Shopping, o Dia do Consumidor será comemorado com instruções, esclarecimentos, orientação, consulta e registro de reclamações. Os fiscais também estarão no shopping para orientar consumidores e fornecedores sobre as normas e o devido cumprimento da legislação de consumo. Mais informações pelos telefones 2104-4338  e 8164-1941.

 

HUB

A capacitação dos funcionários e a implementação de uma ouvidoria têm dado resultados positivos na qualidade de atendimento do Hospital Universitário de Brasília. Em entrevista ao longo de 2015, 74% dos pacientes mostraram-se satisfeitos com o HUB. Do total dos entrevistados, 97 indicariam o hospital para atendimento de outro familiar. Parabéns a todos os responsáveis pela conquista.

 

Prisão

No cafezinho da Câmara, alguns jornalistas comentavam sobre a decisão da juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga de Oliveira. Ela encaminhou para o juiz Sérgio Moro a denúncia contra Lula, que pede a prisão preventiva. A conclusão foi que Lula, há muito tempo, é prisioneiro. Da falta de conhecimento das leis, do deslumbramento e dos falsos amigos, que se aproximam levados a interesses claramente obscuros.

 

História de Brasília

Poucas pessoas estiveram mais chegadas ao sr. Jânio Quadros do que o diretor dessa revista, embaixador do governo em missão junto aos países da Cortina de Ferro. (Publicado em 2/9/1961)

Superestrutura partidária

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Na tênue teia que vai se enredando o principal personagem político destes últimos 14 anos, estão presos, além seu partido e sua sucessora no cargo, todo o governo e, por tabela o próprio Estado, incluído aí o Poder Legislativo. Paralisados, à espera da aranha da lei que avança sobre os ímprobos.

Ao país só resta aguardar o ato final e o desfecho de uma saga que mistura política e polícia na mesma proporção. De positivo, vislumbra-se o aflorar de um Estado mais depurado e, por conseguinte, uma democracia mais aprimorada, expurgada da ação nefasta de falsos e numerosos partidos, sempre alheios aos reais interesses da nação.

Para um Estado que se vê obrigado a sustentar tantas e tão diversas legendas, o mínimo que se poderia esperar é que tivessem iniciativa de deliberar para cessar a crise. Na verdade, a crise demonstra claramente a total inutilidade e até mesmo o prejuízo para o cidadão em manter uma superestrutura partidária, formada por uma miríade de legendas de aluguel, que funcionam mais como um clube fechado, voltado ao atendimento dos interesses dos associados da cúpula.

O processo insidioso que permite que o partido no poder possa imiscuir-se na máquina pública, parasitando a administração é, dentre as muitas variáveis da crise, o fator que mais chama a atenção e por isso mesmo clama por reparos urgentes.

O governo de coalizão, baseado, isto sim na cooptação de partidos, por meio de prebendas, deve ser banido de imediato. Qualquer reforma que minimize a ingerência de partidos na gestão pública, será um avanço na política brasileira. É preciso, e isto é consenso entre muitos brasileiros, vedar o acesso desses clubes políticos à máquina administrativa , fechando a porteira do Estado a ação infecciosa dessas instituições.

Se a democracia não pode prescindir de partidos para funcionar, do mesmo modo não pode existir sabotada por uma multidão de agremiações de fantasia. Nesse dilema, de aparente complexidade, a solução passa primeiro pela redução dos excessos, filtrando esses clubes de acordo com um rígido esquema de cláusula de barreiras.

A quantidade, em nosso caso, nos conduziu à superdosagem, levando nossa recém democracia à um envenenamento grave. Também o Tribunal Superior Eleitoral, uma criação exótica de nossa Carta, mostrou que em momentos de crise é inócuo. Mais do que políticos articulados e incensados, o país necessita agora de autênticos brasileiros. Quem sabe eles estejam em meio a grande multidão que as ruas anunciam.

 

Tranquilidade

Se uma comissão especial levar 45 dias para analisar o impeachment da presidente Dilma, ela pode descansar tranquila. Esse número de dias equivale a dez anos na memória do brasileiro. Basta ver que uma multinacional acabou com um rio do Brasil e ninguém fala mais nisso.

 

Alerta

Policiais avisam para motoristas desviarem de frutas jogadas nas pistas. Ladrões estão usando essa tática para furar pneus. As frutas são carregadas de pregos.

 

Elogio

Por falar nisso, o comandante-geral da PMDF, coronel Nunes, deu uma excelente reformulada na rotina da segurança da cidade. A toda hora carros da polícia são vistos pela cidade, em rondas e abordagens.

 

Pro atividade

É preciso um estudo eficiente da drenagem urbana. Não é possível que 20 minutos de chuva causem tanto transtorno à cidade.

 

Reclamação constante

Ônibus que transitam na W3 Sul não respeitam a faixa própria. Ocupam todas as pistas, muitas vezes apostando corrida para pegar os passageiros na frente. Perigo para todos.

 

Homenagem

Patrícia Freire, chefe da Comunicação da Candangolândia, Núcleo Bandeirante e Park Way nos enviou o release com extensa programação pela passagem dos 55 anos da região. Festas, shows, almoços organizados com carinho pela e para a comunidade. Mais informações na administração do Park Way.

 

906 sul

Tânia Fontenele convida a comunidade brasiliense para participar das últimas projeções do filme Poeira e Batom – 50 mulheres na construção de Brasília , com legenda em francês. A Aliança Francesa estará de portas abertas no sábado a partir das 11h e nos dias 14 e 15 duas sessões: às 16h e 18h30. Haverá um bate papo com as senhoras e diretora do filme. Aos admiradores de Neusa França, a apresentação terá um toque especial, com os depoimentos e performance da pianista no filme. Homenagem a pianista Neusa França autora do Hino de Brasília que faleceu dia 8/3 e que participou do filme contando sua chegada e experiências na nova capital.

Enxugando as lágrimas

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Quando Millôr Fernandes disse que “o advogado é o sócio do crime”, muitos profissionais da lei se sentiram atingidos. Protestaram e ameaçaram o filósofo do Leblon com ações por calúnia, difamação e outras medidas judiciais. Vale voltar ao tempo, em maio de 2012 mais precisamente, quando o procurador Manoel Pastana encaminhou ao MP de Goiás pedido de investigação sobre os honorários pagos pelo empresário Carlinhos Cachoeira ao seu advogado Marcio Thomaz Bastos.

Enquanto as ilações foram veementemente combatidas, o art.180 do Código Penal continuava a tipificar como crime quando “adquirir, receber, transportar, conduzir ou ocultar, em proveito próprio ou alheio, coisa que sabe ser produto de crime, ou influir para que terceiro, de boa-fé, a adquira, receba ou oculte”. Ressalte-se o §3º, que diz que também é crime “adquirir ou receber coisa que, por sua natureza ou pela desproporção entre o valor e o preço, ou pela condição de quem a oferece, deve presumir-se obtida por meio criminoso”, que é compreendida como receptação culposa.

Ao ver, de lá para cá, o desfile infindável de escritórios de advocacia de alto coturno, contratados para a defesa da maioria dos réus da Operação Lava-Jato e de outras investigações envolvendo este governo e quejandos, volta a sensação de importância do assunto suspensa no ar.

Alguns desses advogados estrelados representam mais de um cliente envolvido na rapinagem da Petrobras. Os honorários, claro, custam alguns milhões de reais e, em muitos casos, há indícios de que sejam pagos com o mesmo dinheiro que foi surrupiado da petrolífera.

Ao fim, ao cabo, quando a Justiça de Curitiba bater o martelo com as derradeiras sentenças desse escândalo espetacular, boa parte da dinheirama desviada, irá para conta dos defensores. A parte restante será tomada nas defesas em segunda Instância e quiçá em recursos ao Supremo. No fim da história, serão os caros escritórios de advocacias que provavelmente embolsarão quase a totalidade da riqueza desviada da estatal.

Saber se é lícito usar o mesmo dinheiro da propinagem para custear a defesa de seus clientes não abala a fé dos causídicos. A bem da verdade, o correto e o sensato seria obrigar quem desviou dinheiro público a recorrer apenas a defensores públicos, nomeados pelo Ministério Público. Com a decisão do STF de fechar as comportas, obrigando o cumprimento das penas, após condenação em segunda instância, a indústria das liminares e dos recursos, tão preciosa aos escritórios, foi estancada.

Surpresas vindas desse nicho não cessam. Agora o Sindicato dos Advogados de São Paulo, uma franja da CUT, entrou com representação contra o juiz Sérgio Moro, no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a pedido do advogado e amigo do ex-presidente Lula, Roberto Teixeira. Quando essa longa novela policial chegar ao último capítulo, os renomados advogados terão enxugados as lágrimas dos muitos clientes, com os talões de cheques deles mesmos.

 

A frase que foi pronunciada

Que pretendes, mulher? Independência, igualdade de condições… Empregos fora do lar? És superior àqueles que procuras imitar. Tens o dom divino de ser mãe. Em ti está presente a humanidade!

Cora Coralina

 

Mistério

Ainda não obtivemos informação precisa sobre uma armação de ferro deixada na área verde da QL2 do Lago Norte. A ouvidoria da Administração ficou de esclarecer na semana passada. Os moradores terão que aguardar a resposta um pouco mais de tempo.

 

Novidade

Está dando o que falar a ideia de dona Elza Bezerra, gerente de um motel de luxo de Brasília. Os objetos esquecidos ao longo de alguns anos vão dar bom retorno aos funcionários. Relógios, colares, anéis e até bengalas serão parte de um bazar, já que os objetos não podem ser devolvidos.

 

Oportunidade

Mais uma vez informamos os moradores do Lago Sul que, na Paróquia do Perpétuo Socorro, em frente ao Gilberto Salomão, voluntárias estão recebendo adultos que desejem aprender a ler. As turmas estão sendo formadas e ainda há muitas vagas. Contato: Bete: 9906-0236 ou Regina: 8407-3396

 

História de Brasília

Tiraram a Loba Romana da coluna onde ela se encontrava na Praça Municipal. Furtada ou recolhida a alguma repartição, ninguém sabe, mas a cidade ficou sem o presente da Prefeitura de Roma. (Publicado em 2/9/1961)