Fernando Gomide: pré-candidato a Deputado Distrital

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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

Desde 1960

com Circe Cunha e Mamfil

colunadoaricunha@gmail.com;

A coluna Visto, Lido e Ouvido abrirá espaço aos pré-candidatos a Deputado Distrital. Toda segunda-feira, será divulgado um video ou texto dos pré-candidatos. Para participar basta enviar o material para colunadoaricunha@gmail.com. Desse modo, o blog oferece mais um espaço para que os candidatos divulguem suas ideias.      

Como discutir o problema da corrupção com corruptos?

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ARI CUNHA

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charge: latuff cartoons
charge: latuff cartoons

         Um fato tem a unanimidade dos analistas da cena política nacional em relação as próximas eleições: serão as mais imprevisíveis de todos os tempos. Isso porque alguns fatores totalmente novos estarão em jogo. O principal deles, e que podem alterar qualquer prognóstico futuro é com relação ao desgaste de imagem dos políticos de um modo geral.

         As manifestações de rua, ocorridas recentemente, tiveram como elemento comum esse repúdio aos políticos e aos partidos de um modo amplo. O que alguns cientistas políticos descrevem como as eleições mais polarizadas jamais vistas, a população enxerga como um certo sentimento de desencanto com fortes doses de pessimismo.

         Desde 2005, quando veio à tona o escândalo do Mensalão, revelando o fato aterrador do Poder Executivo estar comprando, com maços de dinheiro vivo, o apoio político de parte significativa do parlamento, não houve um só dia , de lá para cá, em que não chegasse ao grande público, novas e intermináveis denúncias de corrupção .

         A maioria dessa torrente de denúncias envolve, quase sempre, os mesmos personagens formados por políticos e empresários. Chegamos a posição inusitada e motivo de chacota em todo o mundo de possuirmos parlamentares que durante o dia exercem suas funções no Congresso e à noite são recolhidos ao xadrez. Mesmo nas próximas eleições o Partido dos Trabalhadores, pretende lançar como seu candidato oficial, alguém que esta condenado e preso. Numa hipótese surrealista , caso a candidatura de Lula seja autorizada pelo TSE, os votos não sejam auditados, teríamos, quem sabe, em caso de vitória nas urnas desse candidato, um presidente governando um país, diretamente da cadeia ou tendo que se recolher ao presídio ao final do expediente.

         Para um país como o Brasil, caminhando há anos no limbo entre a realidade e as versões, seria algo totalmente crível. O que a sociedade já tem claro em sua avaliação da cena nacional é que a corrupção está por detrás de todos os males que afligem o país. Sabe também, que seus representantes legais, são os responsáveis diretos por esses fatos .

         Enquanto não aparece um político com coragem suficiente para apresentar uma proposta proibindo a candidatura em 2018 de todo e qualquer político ficha-suja, bem como seus prepostos, os mesmos personagens que há décadas flagelam a vida republicana continuarão ativos. O que a experiência mostra, aqui e em diversos países é que sem a participação da sociedade a tarefa de combate a corrupção é praticamente impossível, dada a amplitude desse fenômeno, sua rede de proteção interna e externa e, no nosso caso, a conhecida morosidade e leniência permitidas pelas nossas leis, principalmente pelo idoso Código Penal.

         A Transparência Internacional, que tem entre suas metas a luta contra a corrupção na política, nos contratos internacionais, no setor privado, nas convenções internacionais e nas questões de pobreza e de desenvolvimento, há anos vem alertando para o fato de os seguidos casos de corrupção detectados nas últimas décadas no Brasil, contribuíram para o aumento da desigualdade social e da miséria, com reflexos extremamente negativos para o desenvolvimento.

         No caso específico da Petrobras , o esquema do chamado petrolão mostrou que o esquema de corrupção obedece à um padrão sistêmico na relação entre o setor privado e o poder público, em que a prática do suborno acaba criando novos ambientes de negócios que privilegiam determinados grupos, distante e contrário ao interesse público, o que resulta sempre em distorções e desigualdades.

         Outro aspecto que se revela quando os setores públicos e privados passam a agir em desobediência as leis e a ética se reflete sobre a infraestrutura, criando uma espécie de colapso nesse setor, com obras de baixa qualidade, superfaturadas, inacabadas ou que deixam de atender aos interesses presentes. Os efeitos da corrupção sistêmica não se esgotam em seus efeitos puramente econômicos e se estendem para todos os setores da vida do país, havendo inclusive uma correlação evidente entre corrupção e violação dos Direitos Humanos, o que comumente acabam resultando em massacres e assassinatos.

         Com isso, quem acaba sentindo os efeitos da corrupção é justamente a populações mais vulnerável, já que é ela quem mais sente as deficiências do Estado e dos serviços públicos.

         O problema nas próximas eleições é como debater de forma sincera e clara o tema premente da corrupção com candidatos diretamente envolvidos em escândalos de corrupção. A questão aqui, posta de forma clara, é como discutir o problema da corrupção com corruptos?

A frase que foi pronunciada:

“ Somente o exercício do voto é secreto para garantir ao cidadão a liberdade de escolha. O ato seguinte é um ato administrativo. A contagem de um voto é um ato administrativo e se submete a um requisito de validade sob pena de ser nulo. Trata-se do princípio da publicidade. Qualquer ato administrativo deve ser público. Nós queremos auditar o fato jurídico e não a urna eletrônica.”    Felipe Marcelo Gimenez, procurador de M.S., durante o debate sobre a segurança do sistema eletrônico de votação no Brasil.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

         Agora se sabe porque os moradores do Iapfesp (104 e 304) nunca terão suas superquadras urbanizadas. O Delegado dr. Aracaty foi quem autorizou a construção de casas de alvenaria no canteiro de obras.(Publicado em 21.10.1961)

Transparência Internacional entra na luta contra a corrupção no Brasil

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ARI CUNHA

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          Com o lançamento, nessa semana, de um pacote intitulado Novas Medidas Contra a Corrupção, a Transparência Internacional, uma Organização da sociedade civil global que lidera o combate a esse mal , os brasileiros passam a contar com um importante aliado, especializado no assunto e que desde 1993 vem liderando a luta contra os abusos e desvios de poder em todo o planeta.

                   Para a TI o Brasil vem se tornando um país altamente estratégico na luta contra a corrupção , graças não só aos esforços que vêm sendo promovidos por parte do judiciário local , com o apoio do Ministério Público no combate a essa praga, mas , sobretudo, pelas consequências que esses movimentos de saneamento da vida pública pode ter globalmente, mormente no continente Latino americano.

                    Trata-se de um pacote, já considerado o maior do mundo, contendo 70 propostas legislativas na forma de projetos de lei, propostas de emenda constitucional e outras resoluções elaboradas em conjunto com 373 instituições brasileiras, que sintetizaram num documento, redigido e revisado por mais de 200 especialistas na área, todas as medidas possíveis para estancar, de vez, as relações criminosas que, há décadas vem comprometendo o futuro do país.

                 A Transparência Internacional sabe bem que essa será uma tarefa difícil, já que outras tentativas do gênero, até mais enxutas, como as Dez Medidas Contra a Corrupção, apresentadas pelo Ministério Público, com o apoio significativo da população, encontram no Congresso um forte opositor à essas regras. Depois de serem completamente desfiguradas pelos parlamentares, as Dez Medidas, caíram no esquecimento e o debate público foi encerrado precocemente.

         A TI compilou o que chama de melhores práticas nacionais e internacionais para criar uma plataforma de propostas de reforma legislativa e institucional com vistas a buscar as causas sistêmicas da corrupção, para o enfrentamento de longo prazo desse que é hoje identificado como o maior desafio de todos os tempos que se apresenta a sociedade brasileira e mundial. Para a TI, a apresentação desse amplo documento se dá justamente pelo entendimento de que há, nesse momento preciso uma janela de oportunidades se abrindo que, portanto, não deve ser desperdiçada.

         Obviamente que o trabalho de juízes como Sérgio Moro e o Ministério Público de Curitiba à frente da Operação Lava Jato, bem como a atuação esparsa de outros magistrados pelo país, chamaram a atenção da TI para a luta desigual desses brasileiros contra o dragão da corrupção.

         Também as gigantescas manifestações de rua, promovidas espontaneamente pela população contra a atuação de políticos corruptos, contribuíram para incentivar a TI a materialização dessas 70 sugestões que abrangendo temas diversos como eleições, persecução criminal, transparência e integridade nos setores públicos e privados.

         O pacote vem nesse momento que antecede as eleições de outubro, por que há uma percepção geral e por parte da TI, de que nesse próximo pleito, o assunto corrupção poderá influenciar enormemente a decisão dos eleitores. Leia o documento completo clicando aqui.

A frase que foi pronunciada:

“O exercício do voto é secreto, mas a contagem dos votos é um ato público. A seita do santo byte tem no altar o B.U. Ele informa o total de votos e só. Nem no condomínio onde eu moro aceitariam uma eleição assim. Imagine se eu fosse candidato a síndico, colhesse a urna, levasse para a minha casa e voltasse para comunicar aos condôminos: Aqui está o resultado. Eu fui eleito!” Felipe Marcelo Gimenez, procurador de M.S., durante o debate sobre a segurança do sistema eletrônico de votação no Brasil.

Poeira e batom

Ontem foi a apresentação do filme sobre os primeiros dias de Brasília pela vida das mulheres. Poeira e Batom aplaudido dessa vez, no Campus do Instituto Federal de Brasília em Samambaia. “Poeira e Batom no Planalto Central: 50 mulheres na construção de Brasília”. A exibição faz parte da Semana de Arte, Ciência e Tecnologia (Seacitec), que acontece no campus até hoje. A mostra começa às 19h30.

IPB

Nasce em Brasília o Instituto Piano Brasileiro pelas mãos de Alexandre Dias com o objetivo de manter viva a música pianística brasileira.Nessa segunda-feira, às 17h, será a exposição com documentos raros do acervo. Meia hora depois, Alexandre, coordenador do local, fará uma palestra que será seguida de um belo sarau com diversos músicos. O IPB fica na CLN 412 bloco B sala  26.

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HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

         Os moradores do Setor de Residências Econômicas continuam apelando, agora não se sabe mais para quem. Mas é isto: não há um ponto de táxi, não há comércio, não há assistência médica, não há nada. As cobras estão soltas, e ninguém acode a população daquele bairro. (Publicado em 21.10.1961)

Desfigurando a capital dos figurões

foto: Marcelo FerreiraCBD.A Press
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foto: Marcelo FerreiraCBD.A Press
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             Mulher foi dar queixa do marido ao rabino da aldeia. Depois de escutar atentamente os motivos da mulher o rabino declarou: você tem razão. Voltando-se para o marido da queixosa, que não havia concordado com a sentença, disse : você tem razão. A mulher do rabino, que tudo escutava, estranhando tamanho veredito, não se conteve. Como você pode dar a mesma razão a duas partes conflitantes? O rabino então disse a esposa: quer saber, Você também tem razão. A história acima ilustra bem a querela envolvendo, empresário da comunicação e a imensa trupe daqueles se posicionaram contra a decisão do GDF de retirar um imenso painel eletrônico instalado na empena cega de um prédio no setor bancário Sul. Só que nesse caso específico, surpreendentemente nenhuma das partes envolvidas na questão possui razão. A começar pelo jornal, que como veículo responsável de comunicação da cidade, deveria ser o primeiro a sair em defesa da capital, do seu tombamento e não se aliar aqueles que diariamente encontram um jeito de burlar a legislação, instalando gigantescos painéis eletrônicos de propaganda, poluindo visualmente a cidade.

         Notem-se que painéis dessa dimensão e de qualquer outra, instalados e visíveis por motoristas, acabam contribuindo para dispersar a atenção dos condutores, favorecendo acidentes no trânsito. Erram advogados, juízes e políticos da oposição que se solidarizaram com o jornal, classificando a decisão do GDF de retirar esses outdoors eletrônicos de censura e outros qualificativos. Todos os que deveriam se posicionar a favor da capital, contra, portanto a invasão dessas publicidades que, a despeito de se mostrarem moderninhas e antenadas com o progresso e a tecnologia, emprestam uma feição terceiro mundista a moderna capital, através dos exageros e do oportunismo da propaganda estampada sem critérios por toda a área tombada da cidade.

         Até mesmo os juízes da 5ª Turma do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) ,de quem se esperaria uma decisão apoiando a imediata retirada desses painéis, em nome do bom senso e a favor de uma cidade ordeira e limpa, o que restou do veredito pela suspensão da retirada do painel , foi a certeza e a jurisprudência confirmada de que doravante todos os empresários da cidade poderão usar as empenas cegas dos edifícios para a colocação de painéis com reclames publicitários de seus negócios, transformando a cidade numa imenso faroeste sem leis e ordenamentos urbanos.

             Dos políticos, sejam eles de oposição ou não, a população nada pode esperar além do conhecido oportunismo e falta de cidadania e o desamor pela cidade. O governador e seu governo, mormente a Agefis, erraram ao não vetar , logo no início a colocação desse painel disforme e despropositado . O Iphan e os órgãos responsáveis pelo ordenamento urbano e preservação da capital, ao se omitirem nessa querela , também erraram por omissão. Certos mesmos ficaram apenas os pioneiros cidadãos candangos, indignados com a desfiguração cotidiana da capital feitas pela união de políticos oportunistas, empresários espertalhões e juízes e advogados sem compromisso com a cidade.

A frase que foi pronunciada:

“Não me arrependo do que fiz, não me arrependo de ter levado em consideração o interesse de preservar o nosso dia de amanhã – o futuro da Pátria Brasileira”   Juscelino Kubitschek

Ouvidoria BB

             Melhor canal para reclamações de qualquer banco é a ouvidoria. O Banco do Brasil é exemplar nesse quesito. A reclamação tratava da agência do Lago Norte que em uma conta recém aberta não entregou o cartão prometido em 10 dias. A ouvidoria foi acionada, ligou pedindo desculpas para a cliente e prometeu que o cartão será entregue. Avisaremos tão logo o seja.

foto: bb.com.br
foto: bb.com.br

Fica a dica

             Muitas vezes quando damos uma nota com o teor da nota acima, a instituição nosso liga para saber como pode ajudar. A resposta é sempre a mesma. Ajude todos os clientes que reclamam. Esse é o melhor a fazer pela imagem da empresa.

Revoltante

         Não há razão para fazerem uma coisa dessas com árvores que levaram mais de 40 anos para crescer. Eletroserras precisam ser controladas, monitoradas. No eixão sul, perto do posto Jarjour e em outras quadras, árvores longe da pista, sem oferecer perigo algum foram cortadas na base. Vejam as fotos:

Design sem nome

Boas vindas

           Que me perdoem os patrícios, mas a piada real na chegada do voo de ontem era essa. Assim que o avião pousou no aeroporto de Brasília vindo de Lisboa, os passageiros bateram palmas. Emmanuel, de 2 anos não entendeu a razão. Ao ver o espanto da criança o passageiro ao lado explicou: Graças a Deus estamos longe do país da burocracia!

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

            Espírito democrático está presidindo as comemorações da Semana da Asa em Brasília. Oficiais da Aeronáutica estão acompanhando as pessoas nas visitas aos aviões, dando todas as explicações necessárias.(Publicado em 21.10.1961)

Corrupção sistêmica – consequências.

Charge disponível em: https://www.jornalvs.com.br/
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                Que relação haveria entre o fato de o Brasil haver registrado a marca histórica de 62.517 assassinatos apenas no ano de 2016  e a piora do país no ranking que avalia a percepção da corrupção no ano passado? O que aparentemente são assuntos e temas distintos no tempo e no espaço, possuem, na verdade, uma ligação umbilical , indicando, neste caso específico, que o morticínio de seres humanos, jamais visto em todo o planeta em tempos de paz , decorre, dentre outros fatores,  justamente do  mal funcionamento dos órgãos de justiça e do  aparelho de segurança internos, emperrados que estão, em razão da ferrugem produzida pela corrupção sistêmica que tomou conta da máquina do Estado.

         Em  ofício enviado agora ao ministro do STF, Gilmar Mendes, por ocasião do vigésimo habeas corpus concedido, por ele,  a presos da Operação Lava Jato, no Rio de Janeiro, o juiz Marcelo Bretas chamou  a atenção de que “casos de corrupção e delitos  relacionados não podem ser tratados como crimes menores, pois  a gravidade de ilícitos penais  não deve ser medida apenas sob o enfoque da violência física imediata. Os  casos que envolvem corrupção de agentes públicos têm enorme potencial para atingir, com severidade, um número infinitamente maior de pessoas, bastando, para tanto, considerar que os recursos públicos que são desviados por práticas corruptas deixam de ser utilizados em serviços públicos essenciais, como saúde e segurança públicas e, no caso específico, educação.” Prova disso, é que foi preciso a intervenção federal , com tropas do exército, na área de segurança do estado, tamanha as consequências advindas da corrupção que grassou durante o governo de Sérgio Cabral.

               Em qualquer área do país que se examine as razões das precariedades verificadas  na saúde na educação e nos serviços de   infraestrutura de saneamento básicos, a questão da corrupção e do desvio de recursos públicos, surgem como elementos principais . O pior é quando se verifica que no centro desse problema , agindo como protagonistas diretos desse descalabro, estão justamente aqueles a quem a população outorgou, pelo voto, a missão de cuidar dos assuntos públicos.

             Para especialistas no assunto como o historiador Daniel Aarão Reis, “ O sistema político brasileiro é um cadáver, apodrecendo a céu aberto”. Não seria exagero afirmar que todo e qualquer caso que revele o mau funcionamento do Estado, possui um ou mais  fios conectados diretamente a episódios de corrupção e malversação de recursos .

                Para complicar , ainda mais esse quadro, Operações como a Lava Jato demonstraram que os políticos e os muitos partidos implicados nesses episódios, não agem sozinhos. Com eles, estão também, na rapinagem do Estado, a maioria das lideranças empresariais do país, agindo livremente por décadas, graças a cegueira proposital dos órgãos de fiscalização, muitos deles  implicados também direta ou indiretamente nesses episódios.

              As manifestações  gigantescas de 2013 ocorridas em todo o país serviram, por algum tempo para chamar a atenção, principalmente dos políticos para o fenômeno da corrupção. Nesses movimentos, invariavelmente a classe política não foi apenas alvo principal dos protestos. Tão logo se anunciava a presença de alguns representantes eleitos entre a multidão os assessores davam cobertura na fuga depois das vaias.

          Medidas visando aperfeiçoar o sistema anticorrupção foram tentadas de forma tímida, como é o caso encampado  pelo Ministério Público Federal em 2015 e sintetizado no documento 10 Medidas Anticorrupção. Nesse pacote, contendo sugestões e medidas legais para o combate a corrupção e no qual a população depositava alguma esperança, dada a situação do país, foi levado, até de forma ingênua para a apreciação justamente do Congresso, onde estavam os principais protagonistas arrolados nos episódios de corrupção.

             Nesse caso, não foi surpresa para ninguém que os parlamentares, numa pantomina ensaiada, devolvessem para a sociedade um rol de medidas inócuas , desfigurando completamente as 10 Medidas originais e tornando letra morta qualquer medida saneadora.

A frase que foi pronunciada:

 “O Meio é a Mensagem.”      Marshall McLuhan

Educação

Aconteceu com uma criança no Canadá. A hóspede brasileira estranhou o menino chegar da escola com os bolsos cheios de papeis descartáveis. Ele explicou espontaneamente quando percebeu a interrogação na testa da tia. Se eu produzo um lixo, sou responsável por ele. Por isso tenho que descartar na minha casa. É assim que Lilia Britto vê, com orgulho, seu sobrinho crescer.

Iniciativa

Enquanto isso, Brasília e o governador Rollemberg se esforçam. Está na cidade o I Congresso Cidades Lixo Zero, organizada pelo grupo Circo Teatro Udi Grudi. Aquarela do Brasil e Trenzinho Caipira tocados por instrumentos feitos de material reciclado. A seleção musical é de primeira linha e a iniciativa também. Vai até amanhã, no Centro de Convenções. Veja a programação completa clicando AQUI.

Cidades-Lixo-Zero

Navegando

Por falar em Blog, um amigo pergunta como se chega lá. É simples meus amigos. É só digitar no Google blog do Ari Cunha. Sem senha, sem barreiras. Leia à vontade.

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Democraticamente vamos reservar o blog do Ari Cunha na segunda-feira para divulgar as ideias e projetos de futuro elaborados pelos candidatos que concorrerão as eleições em 2018. É só enviar para colunadoaricunha@gmail.com

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Imposto sindical: o gigante dos pés de barro

Disponível: tribunadainternet.com.br
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          Levantamento elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) ainda em janeiro de 2017, dava conta de que o Brasil possuía, na ocasião 16.491 organizações de representação dos interesses econômicos e profissionais. De lá para cá, esse número ultrapassou a casa dos 17 mil sindicatos devidamente registrados. A grande maioria dessas instituições foi criada nos governos Lula e Dilma, graças a política de portas escancaradas, patrocinada pelo comando do PDT no Ministério do Trabalho.         O Brasil tornou-se assim, o campeão mundial quando o assunto é esse tipo de corporação. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, esse número não chega a duas centenas.

       O número expressivo de sindicatos , criados de afogadilho , dentro da estratégia de expandir os tentáculos do Partido dos Trabalhadores sobre a máquina do Estado, deixou patente que, ao lado das Organizações não-governamentais (ONGs), que tiveram também um crescimento exponencial nessa última década, que o estabelecimento dessas entidades eram, além de um projeto de poder bem urdido, um excelente negócio, principalmente para aqueles que passaram a comandar, com mão de ferro, essas associações, ditas de defesa dos interesses dos trabalhadores e das minorias.

         Segundo o Diário da Causa Operária, que circula com o dístico da foice e do martelo estampado orgulhosamente em suas edições, a reforma trabalhista, promovida pelo governo “golpista” de Michel Temer, estabelecendo o fim do imposto sindical obrigatório, provocou uma queda de arrecadação de 88% no caixa dos sindicatos, apenas nos primeiros meses de 2018, o que teria representado um duro ataque do Estado contra os trabalhadores e suas organizações sindicais.

      O que esse tipo de análise deixa de fora, e que pesquisas demonstram é que mais de 80% dos trabalhadores sindicalizados não só aplaudiram como endossaram o fim da obrigatoriedade de um imposto que somente no ano de 2016 sorveu dos brasileiros a quantia fabulosa de R$ 3,5 bilhões, isso sem nenhuma fiscalização dos órgãos de controle financeiro do Estado. Trabalhadores não sindicalizados que tinham o desconto em folha começam a buscar os tribunais.

      Transformados em satélites políticos dos partidos de esquerda, os sindicatos, na era petista, passaram a atuar apenas como arregimentadores das massas para suporte das diretrizes dessas legendas, deixando em segundo plano os interesses daqueles que custeavam compulsoriamente essas manobras.

       Obviamente que desmontar uma estrutura gigante como essa, não é tarefa fácil e não poderá ser levada a cabo apenas por uma legislação, ainda mais quando se sabe que dentro do próprio Supremo Tribunal Federal, que tem assumido as vezes de legisladores há ministros , como Edson Fachin, claramente contra o fim desse imposto.

    Recentemente esse magistrado afirmou que o fim desse imposto coloca em risco direitos garantidos pela Constituição Federal. A decisão pelo STF sobre essa questão se dada em 28 de junho próximo. Qualquer que seja o veredito nesse assunto, uma coisa é certa: a hipertrofia dos sindicatos materializou a figura do gigante de pés de barro, deixando claro que até mesmo sobre essas entidades a herança legada pelo lulopetismo contaminou, de modo fatal, a representação de classes.

A frase que ainda não foi pronunciada:

“ Futebol? Não, obrigado. Nós queremos outro Brasil.” Campanha já declarada por muitos brasileiros

Façam para valer

           Entra ano, sai ano, os legisladores brilham com a ideia da obrigatoriedade do esporte nas escolas. Faltam professores preparados, falta material, falta ginásio coberto. As escolas públicas de todo o país até hoje não conseguiram formar times representativos em qualquer esporte. Exceção: Os complexos aquáticos.

Crianças jogando futebol no interior de Itapetinga. Disponivel em: sudoestehoje.com.br

Incoerente

          Por falar em competição, o Colégio Militar, que é público, com excelentes desportistas, músicos e matemáticos, sofre com as Olimpíadas de Matemática. São tão bons que a organização quer afastá-los, já que sempre vencem.

Disponível: eb.mil.br
Disponível: eb.mil.br

Reconhecimento

          Em uma dessas gravações no Whatsapp, o motorista chorava porque depois de 10 dias nas estradas comendo pão adormecido, longe do filho recém nascido, via gente pagando R$9 pela gasolina. Nem tudo está perdido. Os caminhoneiros são heróis por não terem ficado só batendo em panelas. Valeu o susto dado, mostrando que o gigante só tira uma soneca.Disponível: revistaforum.com.br

                                         Disponível: revistaforum.com.br

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

         Há um grande número de interessados, e os pedidos são feitos para que o sr. Menezes Côrtes não obstrua a votação do projeto, com a apresentação de emendas.

(Publicado em 21.10.1961)

Anomia. Uma anomalia social

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ARI CUNHA

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         Anomia , que o dicionário traduz como falta de regras e objetivos, decorrentes de um vazio de significado no cotidiano e da perda de identidade dos indivíduos, é um processo seríssimo , ao qual devemos estar bem atentos, já que parece estar contaminando atualmente os brasileiros de forma profunda e irreversível.

         Na anomia, a ausência de autoridades moralmente constituídas, passa a ser um fato visível por todos, fazendo com que os cidadãos se sintam à deriva, participando inconscientemente de processos coletivos e sociais por inércia e com isso , perdendo a própria identidade.

          Concorrem para esse fenômeno de esgarçamento do tecido social, além das revelações constantes de que a elite dirigente do país está mergulhada nos mais escandalosos e criminosos casos de corrupção e de enriquecimento ilícitos, os episódios frequentes de violência e de banditismo espalhados pelas principais capitais do país. Com isso, aumenta nos indivíduos a sensação de que as autoridades são impotentes para coibir a criminalidade que infestam as ruas de nossas cidades e lenientes para por um fim nos crimes praticados pelas elites e pelos endinheirados em geral.

         Embora seja um fenômeno sentido em muitas partes do mundo hodierno, é no Brasil que o escândalo da corrupção é mais observável e sentido por todos. As revelações vindas do mensalão e do petrolão e outros do gênero, fizeram aumentar no cidadão a sensação de que os governos que vieram com o fim do período militar, não foram capazes de dar uma orientação séria para o país, muito menos o aglomerado de partidos políticos, formado apenas para sorver os recursos públicos fáceis e abundantes.

         A anomia entre nós foi extremamente vitaminada pela difusão da chamada revolução cultural Gramsciana ou marxismo cultural feita de forma silenciosa pelos partidos de esquerda, mormente pelo Partido dos Trabalhadores, visando destruir na sociedade qualquer resquício “burguês”, seja de família, pátria, religião, transformando os professores e educadores em militantes ideológicos e incitando brasileiros contra brasileiros, como se tem visto . Com isso, aumentaram na sociedade de forma generalizada, os episódios que podem ser claramente classificados como de desobediência civil .

         Mesmo na base da pirâmide as exacerbações e distorções difundidas por uma falsa doutrina de direitos humanos, outorgando mais privilégios a bandidos do que ao cidadão comum, fizeram crescer entre os brasileiros, o sentimento de que todos aqueles que vivem à margem da lei parecem usufruir de maiores benefícios e regalias.

         Exemplos dessa anomia surgem em toda a parte, desde as gigantescas manifestações de rua, passando pelos ataques frequentes a políticos, magistrados e outros figurões da república, nas invasões e grilagens de terras, invasões de prédios públicos, na depredação e pichações de prédios, na greve dos caminhoneiros, na desobediência a diretrizes da própria justiça, nos ataques aos professores, médicos e outros profissionais.

         Também não é sem motivo que alguns, em desespero, chegam a cogitar a volta dos militares ao poder, para por um pouco de ordem num país que parece desmanchar aos olhos de todos.

A frase que foi pronunciada:

“No Brasil, quem tem ética parece anormal.”   Mário Covas

Maldade

Na parada antes da ponte JK a moça fez sinal para o ônibus da Pioneira parar. O olhar era de esperança mas o sorriso nervoso mostrava que dependia da boa vontade do motorista, que não parou. Depois disso só deu para ver o olhar conformado em direção à pista, buscando o próximo. Foi ontem, por volta das 3h40, sentido São Sebastião, ônibus da Pioneira Área 2, linha 147.2, número 220833.

 

Correio

Erro no uso da palavra gera reclamações para a instituição errada. Cartas são entregues nos Correios (plural). O jornal conceituado de Brasília é o Correio (no singular). Pois bem. No portal do Reclame aqui, os protestos contra correspondência e encomendas extraviadas aparecem trazem o responsável como o Correio. Seria bom que os responsáveis corrigissem.

 

Insuportável

Depois da proposta inconstitucional do deputado distrital petista Ricardo Valle sobre a Lei do Barulho quem quer silêncio está sofrendo mais. É preciso que o GDF disponibilize espaço no portal para receber e publicar as reclamações da população sobre altos decibéis fora de hora. O que não é possível é ter que aturar uma festa que se estende até as 3h40 da manhã de uma segunda-feira e ninguém faz nada, por falta de canais de comunicação.

E mais

A polícia também é conivente com os decibéis madrugada a dentro. Festas desse tipo são um achado para quem busca drogas e traficantes.

HISTÓRIA DE BRASÍLIA 

         Há, na Câmara, um projeto do Mons. Arruda Câmara, efetivando todos os interinos com mais de cinco anos de trabalho. A justificação do projeto é a de que um funcionário com cinco anos de interinidade já deu prova de merecimento, ou já teria sido demitido.

(Publicado em 21.10.1961)

Ontem como hoje

Charge: tocadacotia.com
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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

Desde 1960

colunadoaricunha@gmail.com;

com Circe Cunha e Mamfil

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      Descrédito parece ser a palavra que melhor traduz, hoje, o sentimento que a maioria dos cidadãos nutre com relação às lideranças políticas. Não apenas no Brasil, mas em grande parte dos países do Ocidente. De fato, há um misto de desencanto e frustração que parece permear a maioria das sociedades modernas com relação aos seus governantes.

         No Brasil, essa sensação é elevada, ainda, com as denúncias de corrupção generalizadas que eclodem a cada dia. No nosso caso particular, a situação parece caminhar para um ponto de inflexão de tal ordem, que muitos brasileiros já se declaram, abertamente, a favor de uma intervenção militar e de um endurecimento institucional.

        Para uma democracia que mal começou a se firmar de pé, seria um enorme retrocesso. Os próprios comandantes das Forças Armadas, já se apressaram, mais de uma vez, em afastar essa possibilidade. Do ponto de vista histórico, dizem os especialistas, parece haver uma repetição dos acontecimentos que varreram o país no início dos anos sessenta. Obviamente que essa impressão é falsa.

         De toda a forma, o que parece ser semelhante não é igual. Mas uma coisa não mudou neste meio século que nos separam daquele março de 1964: a vocação da nossa classe política e civil para entornar o caldo das crises.

      A distância que nos separa daquele 31 de março permite-nos analisar, com clareza, o desenrolar dos fatos. Naquela ocasião, como hoje, o laboratório das crises institucionais permaneceu no mesmo lugar, ou seja, no coração dos partidos. No caso atual, nos mais de trinta partidos que envolvem como moscas uma república carcomida por dentro.

       Neste sentido, os acontecimentos do passado, induzidos pela classe política, são os mesmos que parecem nos empurrar para o beco sem saída do caos atual. A crise, que faz com que muita gente sonhe com a volta do passado, irradia seus gases mortíferos, por obra e graça das atuais lideranças políticas. Algumas delas, inclusive, processadas e presas.

        Não há, como alguns irresponsáveis querem fazer crer, uma agitação nos quartéis. Há, isso sim, um contínuo mal comportamento dos dirigentes políticos, boa parte flagrada em malfeitorias. Para onde se volte a vista, a Leste ou Oeste, esquerda ou direita, há sinais claros de desarranjo.

        Para aqueles que tem seus nomes inscritos nesse vendaval de ilicitudes, revelados por Operações como a Lava Jato, a saída dos militares dos quartéis, ao empurrar o país ladeira abaixo numa crise sem precedentes, ajudaria a desviar atenção de todos e acabaria por colocar todos no mesmo balaio de gatos.

        De semelhante tem-se o fato de ontem, com o hoje, a sociedade assiste a tudo de camarote, meio atônita, meio indiferente. Criativa, prefere criar piadas novas pelo WhatsApp ou Facebook do que engendrar uma saída cidadã. Mudando-se os slogans, temos que a marcha pela família com Deus pela Liberdade, ocorrida entre março e junho de 1964, possui similaridades com as gigantescas manifestações de rua havidas em 2013. Lá, como agora, o alvo eram os traidores da legalidade, os embusteiros de sempre, os milagreiros, os Odoricos Paraguaçu que teimam em nos ameaçar com suas prestidigitações políticas.

      Se ontem coube aos militares o papel de promover uma faxina necessária, impedindo que o país seguisse o sendero cubano, hoje essa tarefa já pode ser desempenhada com maestria pelos xerifes da lei, com o Ministério Público à frente.

A frase que foi pronunciada:

“Os verdadeiros artistas e criadores constituem sempre contra-governos, governos nas sombras a partir das quais vão impugnando as certezas, as retóricas, as ficções ou verdades oficiais e recordando, no que pintam, compõem, interpretam ou fabulam que, contrariamente ao que sustém o poder, o mundo vai muito mal, e que a vida real estará sempre abaixo dos sonhos e dos desejos humanos.”

Mario Vargas Llosa

Sem soberania

Sem punição exemplar e sem a necessidade de revitalizar o estrago feito. Depois do Rio Doce e de Paracatu, agora é a vez da mineradora Barcarena, no Pará. Poluição na água potável que servia a população. O Ministério Público já iniciou o trâmite para impedir estragos maiores.

Foto: g1.globo.com
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Visual

Tristeza profunda ver que, até hoje, no Paranoá Parque, nem moradores, nem governo tiveram a preocupação de plantar árvores para dar frutos e mais vida ao local. Trator, cimento, caixa d’água e muito barro. Casa própria em lugar sem vida.

Foto: estadodeminas.lugarcerto.com.br
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HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Enfraquecida, a posição do Primeiro-Ministro, ao sugerir a instalação de um gabinete no Rio e outro em Brasília. (Publicado em 14.10.1961)

A Petrobras do DF

Foto: wikimedia.org
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ARI CUNHA

Visto, lido e ouvido

Desde 1960
colunadoaricunha@gmail.com;
com Circe Cunha e Mamfil

 

 

Foto: wikimedia.org
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          Com o anúncio, publicado no Diário Oficial do DF, na qual faz uma consulta pública para a cotação de preços, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) revelou que está em busca de um empréstimo urgente de R$ 35 milhões para garantir liquidez financeira e com isso cobrir gastos com infraestrutura e ações judiciais pendentes com a construção do bairro Noroeste entre passivos.

         O que vem acontecendo com essa empresa não é novidade e já vem sendo anunciado pela imprensa desde 2014. A crise que se abateu sobre a Terracap, a ponto de quase levá-la a completa falência, decorre dos mesmos fatores que tem vitimado a maioria das empresas públicas por esse país afora: a utilização das estatais para fins políticos, o que pode ser traduzido por ingerência duvidosa de agentes políticos nos negócios dessas empresas, obrigando-as a financiarem negócios nebulosos e que, ao fim ao cabo, rendem lucros bilionários apenas para esses grupos .

         Observadas de um ponto vista geral, o que vem acontecendo com as finanças da Terracap, não é muito diferente do que aconteceu com a Petrobras. Submetida aos caprichos e a falta de ética de muitos políticos, essa empresa que já foi a maior financiadora de obras de infraestrutura do DF passa agora por uma crise sem precedentes, o que fez com que a arrecadação desabasse de R$ 1,6 bilhão para R$ 360 milhões.

         Deduzidos impostos e taxas o lucro líquido baixou de R$ 778 milhões para apenas R$ 19 milhões. Para alguns analistas a persistir com esse balanço negativo a empresa chegará a um ponto em que sua receita já não será suficiente para cobrir seus custos fixos e a empresa poderá ser fechada.

         Desde que se viu obrigada a investir R$ 1,5 bilhão na construção do estádio Mané Garrincha, a obra mais polêmica e desnecessária de toda a história da capital e que rendeu um prejuízo estimado hoje em R$ 1,36 bilhão, a Terracap nunca mais se equilibrou. Pelo contrário, entrou num redemoinho de dificuldades em suas finanças, de tal ordem, que mesmo as medidas adotadas, de afogadilho, para sanear seus rendimentos, ainda estão longe de trazer de volta dos bons anos de bonança.

         Para uma empresa que ainda é a maior proprietária de lotes do Distrito Federal, embora não se conheça até hoje a lista de imóveis sobre seu controle, fica até difícil explicar aos possíveis credores , como foi que ela entrou no vermelho. O fato é que , desde a emancipação política da capital, com a instalação de uma custosa, ineficiente e desnecessária máquina administrativa, os políticos locais , em diversas ocasiões, miraram os negócios da Terracap, principalmente quando se descobriu que o loteamento desordenado de terras públicas poderia render bons resultados para os diversos grupos que tinham trânsito livre entre o Palácio do Buriti e a Câmara Legislativa.

         Transformado em moeda de troca política, dentro da lógica que se estabeleceu de “um lote por um voto”, a Terracap virou joguete na mãos da elite política local. Deu no que deu.

A frase que foi pronunciada:

“Há três coisas que só se faz uma vez: nascer, morrer e votar no PT”.

Ex-senador Mão Santa

Perspectivas

Brasil e Japão assinam documento sobre cooperação em turismo. A emissão de visto eletrônico para cidadãos japoneses começou em 11 de janeiro, para promover o intercâmbio de turismo interativo no futuro. Em uma pesquisa no país do sol nascente “Brasil Turismo Ranking de popularidade Top 100

o lugar preferido entre os japoneses que já vieram ao Brasil foram as Cataratas do Iguaçu e em segundo lugar o Cristo  Redentor.

Deferidas

Sobre o número de pedidos de permanência de refugiados no Brasil, segundo a Acnur, a estatística de 2017 publicada mostra que 230 foram de sírios, 108 pessoas da República Democrática do Congo e 26 da Palestina. No total, só 40% dos pedidos foram aceitos.

Be a bá

É espantoso que o TCU precise investigar empréstimos feitos a estados e municípios. O mínimo da burocracia seria exigir como contrapartida o espelho dos gastos, já que o dinheiro recebido é público. Qualquer ilegalidade apresentada traria consequências. Mas o que o ocorre, é que dinheiro vai a rodo e ninguém precisa explicar como gastou. Basta acompanhar os escândalos da Caixa e BNDES.

Passado

Deputado Rodrigo Maia e outros políticos dizem querer que Lula participe das eleições como candidato. A história, inclusive de Brasília, mostra que a arrogância pode surpreender. Muita calma nessa hora!

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

         Os anais da Câmara registrarão, certamente, as palavras do sr. Benjamin Farah na Câmara dos Deputados, defendendo a volta da Capital para o Rio. Um dia, ele mesmo, envergonhado, verá quanto vale um homem ficar calado quando não sabe o que está dizendo.(Publicado em 13.10.1961)