Os milhões de olhos e ouvidos dos internautas

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Imagem: jornaldacidadeonline.com

 

Questões levantadas por muitos internautas que acompanham de perto o desenrolar das revelações obtidas por meio de escutas ilegais e divulgadas pelo site The Intercept Brasil mostram, de forma clara, que boa parte da opinião pública que trafega nas redes sociais não apenas vem pondo em dúvida a integridade desses diálogos, como passou a estabelecer, por conta própria, as conexões entre os diversos fios soltos que vão aparecendo a cada nova denúncia.

O que se tem nesse episódio agora é que milhares de investigadores amadores online e por todo o país passaram a investigar o caso e a divulgar cada passo em falso e cada pequeno detalhe deixado para trás pelos denunciantes. Num país que desde 2005 vive em permanente estado de atenção e onde a realidade política se mistura com a ficção do realismo fantástico, o surgimento de mais esse subenredo, dentro do mega escândalo levantado pela Operação Lava jato, reacendeu o interesse do público sobre a tragédia da corrupção. Com isso, o público vem interagindo com o desenrolar do enredo, o que pode levar a um desfecho imprevisível dessa trama.

O material colhido até agora sobre esse caso já possui um volume considerável. De saída, esses novos Sherlock Holmes passaram a seguir a trilha que leva à fonte desses diálogos, certos de que todo esse episódio se insere numa trama para desmanchar toda a Operação Lava Jato, por meio de uma campanha visando desacreditar seu principal juiz. A negativa dos denunciantes em entregar todo o material para a perícia da justiça, sob a alegação de que toda ela não é confiável, parece não ter convencido os internautas.

Muitos afirmam inclusive que se os bandidos revelados por essa Operação combinavam minuciosamente o esquema que os levariam aos cofres públicos, por que os agentes da lei não poderiam fazer o mesmo, já que se tratava, no caso, de defender o Estado de uma bem engendrada organização criminosa? Para conferir mais surrealismo a toda essa história, um tal site intitulado Pavão Misterioso vem divulgando supostos diálogos entre o deputado JW, que teria vendido o cargo para o marido de Glen Greenwald. Neles o ex-parlamentar cobra parcela do dinheiro devido e que não estaria sendo honrado por conta das fiscalizações feitas pelo COAF nas movimentações financeiras desse trio. Ficção ou não, o fato é que o Tribunal de Contas da União determinou que o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Coaf prestem depoimento sobre o uso do conselho para monitorar atividades financeiras dos responsáveis pelas divulgações do site Intercept Brasil.

Entre fatos e ficções, o público, entre eles jornalistas independentes, revelam notícias dando conta da aquisição do complexo da Editora Abril, que publica a Veja, por André Esteves, controlador do BTG, também chamado de o banqueiro de Lula, razão pela qual a antiga e prestigiosa revista se aliou e passou a defender os relatos publicados pelo site TIB. Como não podia deixar de ser, assuntos dessa natureza têm polarizado discussões entre os políticos. Também esses debates vêm sendo esmiuçados pelos internautas. Cedo ou tarde, pelo número de pessoas debruçadas sobre o assunto, a verdade pode vir à tona e revelar inusitado desfecho quando menos esperarmos.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Fatos alternativos ou fake news são apenas outros nomes para propaganda.”

Johnny Corn, comediante e ator irlandês-americano

Foto: facebook.com/johnnycorn

 

 

No Senado

Dos 217 países tidos como democráticos, apenas 9,68% impedem candidaturas sem filiação partidária, o que prova que a existência da democracia nada tem a ver diretamente com partidos políticos. Kajuru, eleito com milhões de votos, agora não tem partido. Reguffe também não. Parece que os senadores que abrem mão dos privilégios incomodam as siglas enquanto deveriam ser enaltecidos.

Foto: senado.leg

 

 

Lembrete

É bom lembrar que houve uma consulta pública sobre a ideia de dispensar a autorização dos vizinhos para transformar a residência do morador, caso seja a vontade dele, em um endereço de CNPJ. Artesão, advogado, psicólogo, arquiteto, por exemplo. A preocupação é com a falta de planejamento. O fluxo do trânsito, a frequência de pessoas estranhas na rua, tudo é possível para tirar o sossego (maior bem defendido pelos moradores).

 

 

 

Mudanças

No Brasil, com uma frota de mais de dois milhões de caminhões circulando dia e noite por estradas em péssimas condições, não causa surpresa que a maioria dos produtos comercializados longe de suas áreas de produção alcancem preços surpreendentes para os padrões nacionais de renda. Agrava mais essa situação, o fato de que o crescimento da malha rodoviária não acompanha, nem de longe, o crescimento da frota. Nos últimos dez anos, essa defasagem aumentou. Para um crescimento da frota de caminhões da ordem de 110%, a malha aumentou apenas 11,7%. Que falta faz um trilho por esse país.

Foto: fetropar.org

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O leite nos supermercados está custando 30 cruzeiros. Nos mercadinhos da W-4 estão cobrando 45. É roubo. (Publicado em 24/11/1961)

Arte e alma das cidades

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: Inframerica/Divulgação

 

Na maioria das principais cidades do mundo, sobretudo nos países desenvolvidos, a exposição de objetos de arte ao ar livre, como fontes, esculturas, casarios e outras criações históricas e culturais é cultuada e preservada pela população como uma verdadeira riqueza material, que testemunha o talento de sua gente e o empenho de muitos em construir e manter uma cidade civilizada e bela, para ser apresentada ao mundo.

Um exemplo desse empenho em proteger e exibir com orgulho obras de grandes artistas pode ser observada em Roma, na Itália. A cidade é uma verdadeira galeria de arte a céu aberto e essa característica faz daquele sítio um dos mais visitados de todo o mundo, gerando enormes lucros para cidade, advindos do turismo. Infelizmente não é o que acontece atualmente no Brasil. O incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, uma tragédia anunciada por muitos especialistas, deu ao mundo o exato valor que dispensamos à cultura, à história e, sobretudo, às artes. O Rio de Janeiro, que no passado chegou a ser comparado em beleza à Paris, possuía, em suas principais praças e avenidas, um conjunto belíssimo de fontes e esculturas de grande valor artístico e que foram, ao longo do tempo, sendo depredados por vândalos, sob o olhar displicente das autoridades.

Até mesmo os cemitérios que abrigavam grande quantidade de trabalhos artísticos foram vilipendiados e roubados um a um. Nesse sentido, falar em arte num país onde se furtam até tampas de bueiro parece uma perda de tempo ou coisa de alienado.

Vivemos em outro planeta Terra, onde a violência e a ignorância parecem dar o tom ao nosso modus vivendi. Em Brasília, concebida para ser a capital de um Brasil, as coisas não são diferentes. Muitos trabalhos artísticos espalhados pela cidade, tanto ao ar livre como em muitos lugares de pouco acesso do público, sofrem com o descaso. Nossa desatenção, com um patrimônio que é de todos nós, já é notória.

O roubo de uma grande escultura em aço de autoria do consagrado artista Yutaka Toyota, situada no centro do antigo e movimentado Balão do Aeroporto, permanece ainda um mistério, cuja a desimportância dada ao fato explica muito nosso subdesenvolvimento. O mesmo continua a ocorrer hoje com obras de grandes artistas que contribuíram na elevação da capital como patrimônio cultural da humanidade. Status, diga-se de passagem, que corremos o risco de perder, a continuar o descaso com essa nossa riqueza. Nesses últimos dias, tem chamado a atenção as péssimas condições de conservação notadas nas obras de azulejos e painéis de Athos Bulcão, cujo os cento e um anos de nascimento foram comemorados nesse sábado, na sede da fundação que leva seu nome.

A situação levou inclusive o Ministério Público a intervir, como foi no caso dos painéis de aço no aeroporto internacional de Brasília. Há alguns anos, um prédio de uma antiga distribuidora de veículos na Asa Norte demoliu os azulejos em seu posto de combustível. Outro Painel, na mesma loja, foi coberto com propaganda da empresa, o que chegou a gerar protestos nos clientes. A maioria das obras desse artista, expostas ao ar livre, encontra-se em situação que requer reparos por conta dos maus tratos e pela ação de vândalos. Para os especialistas, é necessária uma ampla ação de educação patrimonial nas escolas e em toda a parte, de modo a chamar a atenção para essa riqueza que é a alma da cidade.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Arquitetura é música congelada”.

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão do século XIX.

Arthur Schopenhauer. Pintura de Jules Lunteschütz, 1855.

 

 

Ponte Norte

Com a expansão desenfreada das habitações e a quantidade de carros extrapolando a capacidade das pistas do Paranoá, Varjão e da Bragueto, o projeto da ponte do Lago Norte volta à tona. Ou deveria voltar. O problema é que terrenos já desapropriados para esse fim estão misteriosamente ocupados.

 

 

Em 30 dias

Saíram duas resoluções da ANP que determinam mais clareza nos preços de combustíveis líquidos e gás natural. Quem produz ou importa os derivados serão obrigados a publicar os preços de cada ponto de suprimento do mercado brasileiro. Já as distribuidoras continuam obrigadas a encaminhar seus preços apenas para uso interno da agência.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

 

Censo

Tarefa que só alguns conseguem. Questionários extensos acabam mascarando as respostas, já que o entrevistado começa a se sentir incomodado. Com menos orçamento – mas não é essa a questão -, o IBGE terá pela frente um trabalho interessante: diminuir as perguntas sem perder a qualidade das informações. Isso acontecerá com o Censo Demográfico de 2020. Susana Guerra, presidente da instituição, explicou na Câmara dos Deputados que o mundo está com operações mais enxutas e que o trabalho terá a mesma qualidade.

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Uma das poucas Comissões de Inquérito da Câmara que devolveram saldo, foi a do café, presidida pelo sr. Dirceu Cardoso, que, findos os trabalhos, devolveu aos cofres da câmara a importância de 80 mil cruzeiros. (Publicado em 24/11/1961)

Uma reforma xôxa

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: PABLO VALADARES (AGÊNCIA CÂMARA)

 

Pelo que se pode apreender, até o momento, com a aprovação da reforma da previdência na comissão especial da Câmara dos Deputados, é que as mudanças introduzidas no texto, no que diz respeito especificamente aos professores, ainda é tímida, para dizer o mínimo. O que parece ter predominado na queda de braço entre governo e as diversas categorias profissionais do país é a pressão de grupos corporativos e o forte lobby desse pessoal presente ao longo de todo o processo de discussões desse projeto. Quem fala mais alto e ameaça mais com retaliações de todo o tipo tem mais chance de ser contemplado com benesses no texto final. A eliminação de privilégios, que está na raiz do problema e que demonstra as injustiças e das desigualdades entre as diversas profissões, praticamente permaneceu inalterada. Nada foi modificado, substancialmente com relação à aposentadoria de políticos, de juízes e de outras categorias situadas no topo do funcionalismo. Para esses, até o presidente da República atuou para manter os privilégios.

Diante do que ficou posto no texto do relator e, de acordo com o que foi visto até aqui, foram justamente as categorias mais privilegiadas, aquelas que pressionaram no sentido de fazer da reforma, um texto anódino e até insignificante. De fato, o que se pode constatar, de forma melancólica, é que a montanha pariu um rato com o mesmo aspecto feio daquele gestado pelo legislativo no pacote anticrime.

Notícia pior é que esse texto pode, durante as votações nos plenários da Câmara e do Senado, ser alterado à tal ponto que, da proposta original, encaminhada ao Legislativo, reste somente o título do projeto “Reforma da Previdência”, escrito na capa.

Com relação aos professores, o pouco poder de lobby e pressão desses profissionais resultou numa proposta morna, que não chega a alterar em profundidade o sistema que aí está e que poderia ser melhorado, de forma a garantir melhor proteção à categoria tanto na ativa como na aposentadoria. Não se trata aqui de privilégio, quando se verifica que essa é a categoria profissional com melhor tratamento por parte do Estado na grande maioria dos países desenvolvidos. E por uma razão básica: a educação é, seguramente, o alicerce do desenvolvimento. Não existe país algum que logrou desenvolver-se sem a correta preparação intelectual e técnica de sua população.

Uma reforma que viesse a amparar adequadamente os professores poderia não apenas devolver o prestígio ao exercício do magistério, tornando para os mais jovens uma carreira promissora, mas, sobretudo, garantiria que, no futuro, as próximas gerações fossem libertas das correntes das desigualdades sociais por meio de uma educação de alta qualidade desenvolvida por profissionais com segurança e proteção trabalhista.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Eu tenho muita desconfiança dessa CPI. Ela não me agrada, a princípio. Eu não confio na motivação por trás dela. Acho que pode ser uma ameaça à liberdade de expressão”.

Deputada pelo DF, Bia Kicis, sobre a CPI de notícias falsas.

Foto: camara.leg.br

 

 

Só?

Cancún, Cidade do Panamá, Buenos Aires, Lisboa, Miami e Punta Cana. Isso é tudo o que o aeroporto Internacional de Brasília tem a oferecer de viagens internacionais na capital da república. Não há concorrência suficiente, por isso os preços estão nas nuvens.

Foto: bsb.aero

 

 

Tornado

Um caminhão recolheu tudo o que via do lado de fora da Feira dos Importados. Foi um rebuliço, mas não houve quem impedisse a operação DF Legal. Do lado de dentro, tudo certo.

Foto: jornaldebrasilia.com

 

 

163 anos

Bombeiros do DF comemoraram de forma diferente o aniversário da corporação. Fizeram uma campanha para recolher doações e levaram no Lar dos Velhinhos, amenizando a preocupação dos dirigentes da instituição. O capitão Wilson de Souza não escondia a emoção de ver a participação da comunidade em ajudar.

Foto: Joel Rodrigues / Agência Brasília

 

 

Equilíbrio

Casos de excessos no TJDFT devem ser apurados internamente. Para a ouvidoria, não há novidade quanto ao número de reclamações em relação ao atendimento ao público. A atitude esperada é a apuração. Já os casos de elogios, que são muitos, não chamam a mesma atenção.

Foto: brasiliadefato.com.br

 

 

Necessidade

Com a expansão desenfreada das habitações e a quantidade de carros extrapolando a capacidade das pistas do Paranoá, Varjão e da Bragueto, o projeto da ponte do Lago Norte volta à tona. Ou deveria voltar. O problema é que terrenos já desapropriados para esse fim estão misteriosamente ocupados.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O Caduceu e a cobra, que representam o emblema médico, sofreram alteração no desenho da ambulância do Senado. Parecem um cifrão de uma perna só. (Publicado em 24/11/1961)

Tratado de livre comércio sob a lupa dos verdes

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: istoe.com.br

 

É bom o governo ir colocando em prática logo todas as providências acertadas com os negociadores europeus durante os acordos de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. A esperança de que esses tratados possam agregar mais US$ 10 bilhões às exportações do Brasil para a União Europeia, e outros bilhões num futuro próximo, não serão tão fáceis de serem implementados como acreditam e propagam alguns otimistas dentro do governo. Obviamente que se trata de um acordo que pode fazer o Mercosul renascer das cinzas, dando fôlego também à economia estagnada de nosso país.

É preciso lembrar que a maioria das cláusulas contidas nesses acordos precisam ser aprovadas, primeiramente, pelo parlamento de cada país e é aí que mora o perigo. O que resultará das negociações políticas dentro de cada um dos parlamentos na Europa é ainda uma incógnita e dependerá não só das eleições que ocorrerão nesses países, com a formação de maiorias dentro desses parlamentos, como da pressão de grupos de interesse interno, formado por agricultores, ONGs e defensores do meio ambiente e outros de cunho nacionalista.

Ambientalistas europeus, que não veem esses acordos com bons olhos, formam um grupo coeso e forte politicamente e costumam ter suas decisões acatadas pelos governos de muitos desses países signatários. A preocupação com os efeitos do aquecimento global e outras questões ligadas ao ambiente do planeta nesses países possuem um peso político considerável e são capazes de derrotar ou eleger candidatos, dando novo rumo a esses tratados.

A bancada verde, tanto do Reino Unido, como da Alemanha e da França, já vem se mobilizando para dificultar a aprovação desses acordos na sua totalidade por desconfiar de ações, por parte do Brasil, principalmente, em combater e punir os casos de desmatamento, do uso de agrotóxicos perigosos, a invasão de terras indígenas, a poluição de rios e outros temas ligados ao meio ambiente. Para piorar essa situação, as esquerdas europeias, municiadas ou açuladas pelos seus correligionários da América do Sul e do Brasil, estão realizando uma verdadeira maratona para melar esses acordos, com base em vieses ideológicos.

Outra barreira considerável para o deslanche desse tratado, como pretende o Mercosul e o Brasil, vem de setores da economia daquele continente, temerosos de perderem seus incentivos e terem ainda que concorrer com produtos de origem e qualidade duvidosas. Ambientalistas dos dois continentes temem que esses acordos acelerem, ainda mais, o processo de desmatamento no Brasil para o alargamento das fronteiras agropecuárias. Nesse sentido, pouco podem fazer as campanhas de publicidade do governo mostrando que o Brasil respeita o meio ambiente, uma vez que o monitoramento hoje desse processo é feito por sofisticados satélites e por alta tecnologia que pode, em tempo real, mostrar a derrubada de matas virgens, queimadas e outros ataques à natureza.

Diante de um quadro de dificuldades dessa magnitude, ou o governo muda seu discurso e prática com relação ao meio ambiente ou perde a oportunidade de fazer valer um grande tratado, vantajoso não só para a economia, mas que pode dar novo e definitivo rumo à questão da preservação do meio ambiente, que já é hoje considerada em todo o mundo o maior patrimônio de um país.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Denúncias cheias de nada.”

Ministro Sergio Moro sobre a lenga-lenga da oposição.

Foto: Jorge William / Agência O Globo

 

 

Novidade

Importantes projetos em votação no Senado. Um deles, o PLS 392/2016, autoriza o saque do FGTS nos casos em que a demissão for pedida pelo empregado. O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço é direito do trabalhador, não do patrão.

Charge do Gilberto, reprodução da Gazeta do Povo

 

 

Invasões

Sobre a decisão da Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor, que está analisando um projeto sobre o “marketing invasivo”, há o aplicativo TrueCaller, que forma uma rede de consumidores que informam quando se trata de ligações por spam. O aplicativo é bastante simples. Os parlamentares discutem providências para bloquear essas ligações. Tudo o que se puder somar para frear essa forma irritante de marketing é valido.

Imagem: thehackernews.com

 

 

Divulgação

A Fundação Estudar está com as inscrições abertas e gratuitas para LIDERA, evento anual da organização sem fins lucrativos e que reúne alguns dos principais nomes da transformação no Brasil. Já estão confirmados o professor da Universidade de Harvard, palestrante internacional e autor dos livros “Pipeline da Liderança” e “Execução”, Ram Charan, além de Angela Duckworth, autora de “Garra” e professora da Universidade da Pensilvânia, e do técnico Bernardinho. Mais detalhes a seguir.

–> O evento, que acontece no dia 5 de agosto, será transmitido pela internet. Na oportunidade, a Fundação Estudar também apresenta os bolsistas aprovados no Programa de Líderes 2019. Os interessados em participar devem se inscrever até o dia 15 de julho pelo link: LIDERA ESTUDAR.

 

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Outra da festa: os que trataram do elefante que divertia a gurizada, maltrataram demais o animal, que ficou ensanguentado. (Publicado em 24/11/1961)

Altivez de Moro diante da falta de decoro

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: Jorge William / Agência O Globo

 

Quem perdeu tempo nessa terça-feira assistindo a audiência que reuniu três comissões da Câmara dos Deputados para ouvir as explicações do ministro da justiça, Sérgio Moro, sobre as mensagens interceptadas de modo clandestino por hackers, pôde constatar, mais uma vez, que a tão pretendida renovação das bancadas legislativas, como era o desejo de muitos brasileiros, para conferir maior qualidade e profundidades aos debates nacionais, ficou, mais uma vez, a meio caminho.

Quem também se der ao trabalho de conferir os discursos e debates que, de terça a quinta-feira, acontecem nas duas Casas do Congresso Nacional hoje e ainda por cima compará-los àqueles que ocorriam há algumas décadas, com certeza irá se decepcionar muito com o baixíssimo nível intelectual da maioria dos parlamentares que ocupam cadeiras nessa atual legislatura. Os vaticínios que asseveravam que, a cada legislatura, se desce um degrau na qualidade dos políticos parecem ir se cumprindo irremediavelmente.

Os chamados Anais da Casa, que sempre registraram essas reuniões e discussões dentro do Poder Legislativo, e que podem ser facilmente acessados pelos eleitores, mostram, infelizmente, o que parece ser um recuo na qualidade e no nível de preparo dos atuais políticos, principalmente quando comparados com personagens como Paulo Brossard ou um Ulisses Guimarães ou outros desse naipe que ocuparam essas mesmas cadeiras em um passado recente.

A falta de conhecimento dos problemas nacionais torna evidente a distância quilométrica que sempre estiveram de bibliotecas, de livros e de outros exercícios do saber de muitos que aí estão, como representantes de seus nichos eleitorais. Agem comandados e ordenados em bancadas e sob a tutela dos caciques de seus partidos, sem vontade própria, como entregues a uma rotina burocrática e modorrenta. Exercitam a oposição pela oposição, sem lastro de consciência ou leitura que ampare seus pontos de vista. Atacam seus adversários e não suas ideias, sempre com discursos rasos e primitivos. É o que dizia Robert Musil, em “Um Homem sem Qualidades”: “secretamente odeia, como à morte, tudo o que finge ser definitivo, os grandes ideais e leis, e sua pequena imitação petrificada, que é o caráter satisfeito. Ele não considera nada…” Também na obra “O Homem medíocre”, do escritor argentino José Ingenieros, podem ser apreciadas algumas dessas análises que servem como uma luva para essas novas bancadas: “Atravessam o mundo cuidando da sua sombra, ignorando a sua personalidade. Nunca chegam a se individualizar; ignoram o prazer de exclamar “eu sou!” em face dos demais. Não existem sozinhos. Sua amorfa estrutura os obriga a se apagar numa raça, num povo, num partido, numa seita, num bando: sempre a fingir que são outros.”

Os ataques rasteiros desferidos contra o ministro, dentro do parlamento, evidenciam mais do que um ato de covardia de quem convida alguém para atacá-lo dentro da própria casa ou atira pelas costas. Deixou evidente que a altivez de Moro incomoda aos que só sabem agir com falta de decoro.

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Deputado Felipe Francischini estava enganado quando comparou a Escolinha do Professor Raimundo com a CCJ da Câmara. Tudo bem que só 2 alunos tinham instrução nos dois ambientes, mas todos os alunos do programa de TV eram educados, o que nem de longe aconteceu na casa que representa o povo brasileiro.”

Dona Dita, dona da própria casa.

 

 

Última hora

Promulgada, em Sessão Solene do Congresso Nacional, a EC 101/2019, que permite aos policiais militares e bombeiros o exercício de outra função no magistério e na área da saúde.

 

 

Missão

Ministra Tereza Cristina, da Agricultura, vai ter o maior trabalho da pasta. Desmistificar a imagem do Brasil no exterior. ONGs e sociedades que não têm interesse no desenvolvimento da agricultura do Brasil distorcem as notícias para convencer a comunidade europeia de que aqui não se cumpre acordos. Vai ser um trabalho hercúleo.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

 

 

Com o Brasil

Devin Mogler, andando pelo Congresso norte-americano, é sinal de lobby pelo Etanol. Ele é vice-presidente de assuntos governamentais da produtora e distribuidora de etanol Green Plains. Trabalhou com a senadora Joni Ernst e agora tenta melhorar a performance da empresa na bolsa de valores.

Logo: greenplainspartners.com

 

 

Labor

Nada sobre-humano em cobrar ressarcimento dos presos pelos gastos na prisão. “O ócio é a oficina do diabo”, repetia o filósofo de Mondubim. Na década de 70, era comum comprar bolas de futebol, canetas, vassouras, rodos feitos por presos.

Trabalho de ressocialização de presos é oferecido pelo Iapen em Rio Branco — Foto: Divulgação/Iapen (g1.globo.com)

 

 

Só rindo

Lendo a História de Brasília abaixo, escrita pelo meu pai, lembrei-me da Denise, uma aluna de piano que perguntou admirada sobre o nosso vizinho. É verdade que naquela casa mora o Presidente Vargas Passarinho?

 

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

O assessoramento do sr. João Goulart em matéria de imprensa não é dos melhores. Tanto assim que, na festa de aniversário dos seus filhos, muita gente o estava chamando de Jango Quadros. Falta divulgação do nome do homem. (Publicado em 24/11/1961)

Os abusos da lei de abuso

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: Evaristo Sa (AFP) – brasil.elpais.com

 

Não é de hoje que se ouve falar em corrupção e impunidade cometidas por poderosos, daqui e de além mar. Desde os primeiros anos do Brasil Colônia, histórias narrando as injustiças e as diferenças na aplicação das leis para pobres e ricos corriam à boca pequena entre o populacho amedrontado, mostrando como eram severas as punições de uns e as absolvições de outros.

Já no século XVI, poucos anos de Cabral ter topado nas terras do novo mundo, o poeta Camões, em os Lusíadas, canto IX, estrofe 28, já denunciava esses vícios de forma direta: “Vê que aqueles que devem à pobreza/Amor divino e ao povo caridade, /Amam somente mandos e riqueza, /Simulando justiça e integridade. /Da feia tirania e de aspereza/Fazem direito e vã severidade:/Leis em favor do Rei se estabelecem, /As em favor do povo só perecem. ”

No século seguinte, no Sermão do Bom Ladrão, Padre Antônio Vieira asseverava indignado com que via e ouvia: “…os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões, ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com manhã, já com força, roubam e despojam os povos. – Os outros ladrões roubam um homem: estes roubam cidades e reinos; os outros furtam debaixo do seu risco: estes sem temor, nem perigo; os outros, se furtam, são enforcados: estes furtam e enforcam. ”

Dando um salto para o futuro, depois de tantos séculos de privilégios e desigualdades perante as leis, o mínimo que se pode constatar hoje é que não aprendemos nada. Seguimos, em pleno século XXI, pelos mesmos caminhos tortos da impunidade, com um agravante: agora, os que insistem nesse rumo são os legítimos representantes da sociedade. A Operação Lava Jato, que com certeza iria merecer lautos elogios de Camões e Vieira, segue sendo caçada como um tigre, que afugenta as raposas ao pé do galinheiro. As medidas contra a corrupção, de que do povo espoliado, mereceu mais de dois milhões de adesões, foram esfrangalhadas, tal qual ave num banquete de lobos. De tão medonha e alienígena, a lei de abuso de autoridade, confeccionada sob medida para a fiar a roupa nova do rei, vem sendo apontada, dentro e fora do país como um verdadeiro edito dos monarcas do passado. Até da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), onde tomam assento os países mais desenvolvidos e civilizados do globo, e onde o Brasil vem há anos pelejando por uma cadeira cativa, deixaram a finura e os salamaleques de lado e criticaram publicamente o que consideram uma ameaça à independência dos agentes da lei em sua luta contra a corrupção secular.

Essa reprimenda torna patente para esse lado do mundo, onde as leis funcionam, que há entre nós uma contrarreforma em marcha, visando o retorno do antigo status quo e a manutenção do atraso, comandado, como dizem, por “movimentos legislativos”. O mundo conhece bem os descaminhos que levaram a Itália a abortar a Operação Mãos Limpas e temem uma repetição desse enredo. É preciso lembrar que a OCDE, cujo o Grupo de Trabalho Anticorrupção é um dos órgãos internos de maior relevância, sendo suas recomendações de grande peso para a aceitação de novos sócios, colocou, nesse momento, o Brasil sob lupa apurada.

O combate à corrupção é hoje, para os países desenvolvidos, um tema central porque tem reflexos diretos não apenas nos indicadores econômicos, mas sobretudo no desenvolvimento, metas que dão nome e sentido a própria Organização.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Sozinha não posso mudar o mundo, mas posso lançar uma pedra sobre as águas e fazer muitas ondulações.”

Madre Teresa de Calcutá, religiosa católica, de etnia albanesa, naturalizada indiana. Fundou a congregação das Missionárias da Caridade.

Foto: formacao.cancaonova.com

 

 

Lé com lé

Sensato, o ministro Barroso colocou um ponto final na iniciativa de descontar o imposto sindical arbitrariamente da conta do trabalhador. Quem concordar em contribuir é só se manifestar no RH. Essa decisão já foi confirmada pelo STF.

Charge de nanihumor.com

 

 

Incômodo

99405-0081. Esse é o número onde a atendente se apresenta como sendo do Banco Bradesco. Liga nas horas mais impróprias do dia, com uma insistência apenas interrompida pelo corte na ligação por parte do consumidor que teve seu número violado, a partir do momento que não faz parte da carteira do banco. A desobediência continua.

Foto: divulgação

 

 

App

Pouca reclamação em relação aos aplicativos para celular Moovit e CittaMobi que mostram a posição e horários das linhas de diversas regiões do DF.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Há quem informe que o primeiro-ministro declarou que só assinará o decreto no Rio, esquecendo-se, no caso, de que a Capital da República é aqui mesmo. (Publicado em 24/11/1961)

 

Síndrome do Imperador na política nacional

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Ilustração: Gorka Olmo (brasil.elpais.com)

 

Um fenômeno dos tempos atuais, que tem chamado muito a atenção de psicólogos e mesmo de áreas ligadas à antropologia e à sociologia, tem deixado em estado de choque não apenas os país em muitas famílias, mas vem tendo seus reflexos negativos notados agora também em muitos setores da sociedade e sobretudo dentro do governo e da política.

Trata-se da chamada Síndrome do Imperador. Diagnosticado nos fins do século XX por psiquiatras europeus e que, em sua origem, foi observada apenas no comportamento voluntarioso de certas crianças dentro do círculo familiar. Essa síndrome decorre basicamente do comportamento narcísico dos pais, que através de uma postura “neuro-ótica” e, de certa forma, doentia, passam a acreditar na ideia de que têm a obrigação de fazer seus filhos felizes a qualquer custo, com isso constroem um mundo em torno da criança onde a frustração ou quaisquer tipos de obstáculos da vida desaparecem como por um passe de mágica. Dessa maneira, os pais vão dando vida aos pequenos tiranos que são impedidos de crescer e de sentir as múltiplas contrariedades reais apresentadas pela vida.

Esses pequeninos não são capazes de esperar, criar, negociar, ceder ou se frustrar. Da família, que é a célula da sociedade, esses “adultos-mirins” saem e vêm compor hoje muitos setores da vida adulta, inclusive dentro do Estado e do governo. E é aí que o perigo mora. É verdade que ainda são muito insipientes as pesquisas que indicam, dentro de parâmetros científicos, que essas e outras características dessa síndrome estão presentes em indivíduos com relevantes cargos ou funções dentro dos governos. Não só no Brasil, mas em muitos outros países na atualidade.

Ocorre, no entanto, que esse comportamento exótico tem sido observado com frequência cada vez maior nas atitudes e mesmo na condução de assuntos de grande importância para toda a sociedade, e, não raro, culminam em atitudes que deixam transparecer sinais de que se tratam de adultos com comportamento infantil e birrento e que não admitem contestações, são intransigentes e não cedem a argumentos mesmo quando estão diante de fatos indiscutíveis.

Em alguns casos, quando alçados a posições em que lhes permitem confeccionar ou executar leis, não se intimidam em criá-las ou impô-las, visando objetivamente dar proeminência a si e aos seus grupos de apoio.

Tem sido cada vez mais comum associar o comportamento de certos políticos com a Síndrome do Imperador. Um apanhado mais atento na biografia de algumas dessas destacadas autoridades da atualidade revela que muitas dessas lideranças que aí estão, conduzindo os destinos de nações inteiras, apresentavam, desde a infância, características fortes e marcantes que compõem o perfil do indivíduo com a Síndrome do Imperador.

Isso é um problema evidente dentro do mundo político, embora se saiba, desde a fundação do Estado, que o poder político se baseia na posse dos instrumentos com os quais se exerce não apenas a força física, mas as vontades e os humores dos mandatários.

Não é por outro motivo que muitas prioridades da sociedade passam a ser subordinadas às prioridades do grupo dominante e intransigente. Assim é que esses “imperadores” começam a reivindicar também o monopólio da força, dentro de princípios de relações antagônicas que reduzem o Estado ao choque de amigos contra inimigos, como num jogo de disputa infantil. A política para esses novos imperadores se resume numa guerra constante. Com isso, a própria atividade política perde seu mais alto e maduro objetivo que é o espírito republicano. O pior, é que a ausência de um comportamento equilibrado passa a ter influência negativa sobre a sociedade, já que a ética da vida pessoal passa a se estender à ética do Estado. De fato, parece que estamos vivendo num mundo cada vez mais infantilizado e isso é perigoso, já que o bem comum passa a ficar em segundo plano, prevalecendo tão somente o desejo do poder desses imperadores modernos.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“A cadeirinha não foi proibida. Se você precisa de lei para proteger o seu filho, o problema não é o Bolsonaro, é você.”

Frase anônima, solta na Internet, mostrando a inutilidade de toda celeuma ocorrida à época da intenção de substituir a multa por advertência.

 

 

Partida

Dr. Paulo Andrade de Mello, neurocirurgião, cientista dedicado ao trabalho, sempre atento aos estudos da profilaxia das doenças do cérebro. Um entusiasta pelo ser humano. Pioneiro ativo da cidade, um gênio com uma humildade impressionante. Ajudou a formar os neurocirurgiões da cidade e, pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, teve o projeto de treinamento reconhecido como um dos programas mais importantes do mundo. Recebeu um prêmio em Boston por isso, fato registrado por essa coluna. Fica o reconhecimento pelo trabalho de importância fundamental exercido pelo Dr. Paulo Andrade de Mello. Nossos sentimentos à família. A seguir, entrevista publicada por Vera Pinheiro, em 11 de out de 2012, na qual o Doutor Paulo Mello fala sobre sua trajetória até a medicina.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

Até hoje o ministro Tancredo Neves não referendou o decreto 51394, de 20 de novembro de 1961. Trata-se da anunciada reclassificação do pessoal do IAPI, que recebeu apenas a assinatura do sr. João Goulart. (Publicado em 24/11/1961)

Educar a família e a sociedade antes de educar as crianças é a única saída

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: correiobraziliense.com.br

 

Transformadas de escolas em centros de reabilitação de menores, vários colégios se limitam a cumprir o que manda o conteúdo programático e a carga horária, mantendo-se o mais distante possível de qualquer envolvimento maior para a própria segurança de seus profissionais.

Por outro lado, as delegacias e a justiça muitas vezes não dão o pronto atendimento e atenção a esses casos, deixando os professores à própria sorte. Desse modo, envoltas em problemas estranhos ao processo de educação e que, em muitos casos, são de ordem social ou mesmo de polícia, muitas escolas e professores não conseguem se inserir nas comunidades em que se encontram, sendo raros os casos de uma relação saudável e amigável entre esses atores.

Como a devida responsabilização, perante o Estado, de pais e responsáveis de alunos é ainda uma possibilidade distante, o adequado processo de ensino vai sendo empurrado para um futuro incerto e sem solução à vista. Nossas escolas, sobretudo as públicas, ficaram paradas no tempo, preparando os alunos para um mundo que já não é o mesmo e que requer outro tipo de profissional, com outras habilidades. Além disso, tem que lidar com problemas que antes eram resolvidos dentro das famílias, no âmbito das relações entre pais e filhos. Sabe-se que as escolas são o espelho da sociedade em que estão inseridas.

No nosso caso, as escolas públicas, principalmente aquelas localizadas nas regiões mais carentes, estão imersas numa sociedade onde a violência é um fato corrente no dia a dia dos alunos. Em muitos lugares, é comum os bandidos da região mandarem fechar as escolas. Em outros, os intensos tiroteios impedem que os estudantes possam ir às aulas. O tráfico de drogas e o consumo de álcool é uma realidade dentro e nos entornos das escolas. Para aqueles estabelecimentos onde não há um policiamento ostensivo, como é o caso dessa CAIC na Ceilândia, os casos de violência são uma constante e amedrontam os professores, o que tem reflexos diretos no processo de ensino e no funcionamento das escolas. Não há como pensar em ensino de qualidade, capaz de colocar o país nos primeiros lugares nesses rankings internacionais de avaliação do ensino, enquanto não forem solucionados problemas básicos no âmbito de nossa sociedade, como é o caso da violência endêmica, suas causas e suas múltiplas consequências.

No dilema atual que propõe resolver os problemas sociais de nosso país, por meio da educação, é colocado outro que aponta que somente vamos resolver as questões da melhoria de nossa educação pública quando pudermos educar também as famílias e a sociedade conjuntamente.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“O envolvimento dos pais é importante na educação por vários motivos:

  • Determinar objetivos com as crianças e acompanhar de perto o resultado;
  • Monitorar as notas e trabalhos para ter certeza de que estão no caminho certo;
  • Usar com frequência aplicativos adotados pela escola para acompanhar o desenvolvimento e atividades dos filhos;
  • Estimular a relação social entre as crianças e professores;
  • Pais e professores unidos podem cobrar mais verbas dos municípios, estados e união ou mesmo apresentar novos projetos.”

Justificativas para a participação dos pais nas atividades da escola descritas pela NEA – Associação Nacional de Educação (norte-americana, fundada em 1922)

Charge do Chaunu

 

 

Brasília

Ipês Roxos têm poder de redimensionar o turismo em Brasília nesses meses. Se as cerejeiras do Japão o fazem, em termos de beleza estamos bem perto. Faltam um projeto bem desenhado, divulgação no Brasil e no mundo e convencimento para as áreas de turismo do governo e universidades darem o primeiro passo.

 

 

Atleta

Fila Skates foi quem acreditou na atleta brasileira Camila Cavalheiro, que vai competir na modalidade Inline Downhill, a modalidade mais rápida da patinação. Com alto desempenho no esporte, Camila foi convocada pela Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação (CBHP) para participar do World Roller Games 2019, em julho. Sem dinheiro, começou uma campanha para arrecadar fundos na Internet, mas a alta performance convenceu patrocinadores que vão bancar a atleta. Agora é só torcer. Leia mais sobre a atleta a seguir.

Foto: Divulgação

Patinadora brasileira é a primeira mulher nas olimpíadas Roller Games 2019 em Barcelona

Camila Cavalheiro irá competir na modalidade Inline Downhill, a modalidade mais rápida da patinação

Na busca de qualidade de vida e lazer, muitos brasileiros estão se tornando adeptos da patinação. De acordo com uma pesquisa feita em 2017 com 1141 brasileiros pelo maior portal de patinação do Brasil, Adreninline, a prática de andar de patins é recente, pois a maioria, 80,1%, pratica o esporte há menos de três anos, sendo que deste total, 52,8% estão no esporte a menos de um ano. A ascensão do esporte fez com que atletas ganhassem notoriedade, como é o caso da Camila Cavalheiro, primeira brasileira que irá competir na modalidade Downhill nas olimpíadas Rollergames 2019 em Barcelona.

Tudo começou apenas como um hobby no ano de 2013. “Eu estava passando por uma loja de artigos esportivos, até que os patins me chamaram atenção após eu assistir um vídeo dentro do próprio estabelecimento sobre o esporte”, explica Camila. A paixão por patinar foi tão intensa que já no ano seguinte ela participou do primeiro campeonato em Curitiba (PR) de nível nacional e obteve seu primeiro pódio, 1º no Jump e 3º no slide. No total, a atleta já participou de sete competições de Freestyle slide.

O início de tudo

Natural de Maringá (PR), Camila hoje tem 30 anos e mora na região da Penha (SP). Apesar do reconhecimento, sua trajetória foi de altos e baixos até conseguir o reconhecimento como a primeira e única patinadora feminina que irá participar deste grande evento internacional. “Infelizmente o esporte ainda não tem tanta visibilidade se comparado aos demais, e a situação se torna ainda mais complicada pelo fato de ser uma mulher competindo, já que não temos ainda o mesmo espaço que os homens, tanto que as próprias jogadoras da seleção do Brasil de futebol fizeram um apelo”, ressalta a atleta.
Patinadora brasileira é a primeira mulher nas olimpíadas Rollergames 2019 em Barcelona

Camila será a primeira mulher que irá competir na modalidade Inline Downhill no World Roller Games que acontece em Barcelona, além de ser a primeira brasileira que participa da competição. A modalidade é a mais rápida da patinação, e pode alcançar velocidades acima de 100km/h.

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

A medida foi uma das corajosas iniciativas do governo do sr. Jânio Quadros, consolidada, agora, no regime parlamentarista. (Publicado em 24/11/1961)

Educação e família

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Educadora social leva ‘tapa na cara’ de mãe de aluna no DF (Foto: reprodução g1.globo.com)

 

Ao longo das últimas décadas, depois de seguidas reformas em nosso modelo de educação, do ensino básico ao superior, temos que constatar, à luz do que mostram os diversos rankings internacionais de avaliação de aprendizagem, em que aparecemos sempre nas derradeiras posições, que a maioria de nossos projetos para a melhoria do ensino tem fracassado.

A razão para isso é que em todos modelos impostos ao processo educativo, elaborados de cima para baixo, a maioria deles deixa de lado ou não prioriza, conforme deveria ser, a participação da família em todo nessas atividades. Com isso, todo o esforço de renovação e melhoria é descartado ao não considerar o grupo familiar do aluno como partícipe dessa empreitada. Dissociado da família, qualquer modelo de aperfeiçoamento do ensino torna-se capenga e não se completa.

O ciclo integral de todo o processo educativo deve ser composto por alunos, professores e pais ou responsáveis. Sem essa tríade, mesmo os mais elaborados e revolucionários programas de ensino ficam a meio caminho. Esse tem sido o calcanhar de Aquiles de todo o processo brasileiro de ensino e que revela não apenas um descompromisso no envolvimento da escola com a comunidade, mas, principalmente, uma desconsideração da importância de se firmar um acordo sério entre todas as partes envolvidas nesse mecanismo.

Um fato que comprova essa tese e que demonstra, na prática, essa falha é que é comum, em muitas escolas, que professores e orientadores desconheçam, por completo, quem são os pais e responsáveis da maioria de seus alunos. Não conhecem e muitas vezes não sabem sequer em que contexto social esse e aquele aluno vivem. Sem essas informações e sem o conhecimento do meio em que vivem seus alunos, seu cotidiano, suas origens, o que os pais fazem, como é a rotina da família e outros dados preciosos, qualquer modelo tende a falhar.

Ocorre que, em muitos casos, é a própria família que não deseja estreitar qualquer laço com a escola que seus filhos frequentam. Usando esses estabelecimentos de ensino apenas para cuidar de suas crianças, alimentá-las e dar-lhes alguma segurança enquanto se ocupam em outras tarefas. Há casos em que o pai ou mãe está cumprindo pena judicial em algum presídio e a escola não toma conhecimento. Ou de pais e responsáveis alcoólatras ou viciados em drogas. Ou ainda lares onde essas crianças foram abusadas ou vivem sob condições de violência diária.

Sem um levantamento minucioso de todos esses dados, sem uma ficha completa que mostre o verdadeiro perfil de seus alunos, qualquer modelo de educação é inócuo. Para complicar uma situação corriqueira, que em si já é dramática, há ainda os recorrentes casos de violência envolvendo alunos e professores ou dos próprios pais com os professores.

Nessa semana, no CAIC Bernardo Sayão, em Ceilândia, uma mãe desferiu um tapa no rosto de uma educadora social que presta serviço voluntário naquele estabelecimento, apenas porque a profissional questionou, depois de um desmaio da aluna em sala de aula, se a criança havia se alimentado direito em casa.

Casos como esse se repetem toda semana em muitas escolas da rede pública do Distrito Federal. Não só os pais ameaçam e agridem os professores. Também se tornaram comuns os casos de alunos agredindo os professores e qualquer profissional de educação dentro das escolas. Esse fenômeno tem feito com que muitos docentes simplesmente abandonem a profissão, o que provoca, ainda mais, um isolamento das escolas em relação ao seu entorno e isso acaba repercutindo, negativamente, no processo de ensino.

De fato, como tem ficado comprovado, os professores e a própria escola têm medo de seus alunos e muitos sequer ousam questionar a realidade deles.

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Peço só 1 minuto, Sr. Presidente, para que eu possa formular um raciocínio. O que quer dizer isso, Srs. Parlamentares? Criança — e, conforme a lei, é menor de 12 anos — que quiser mudar o sexo vai poder fazê-lo mesmo sem o consentimento dos pais. Ora, os Parlamentares que são contra a redução da maioridade penal entendem que um menor de 16, 17 anos, que pode votar, não tem concepção intelectual, amadurecimento psíquico para responder pelos seus atos, vão querer que crianças, com menos de 12 anos, conforme a lei, possam mudar o sexo, mesmo sem o consentimento dos pais? É isso que querem os nobres Parlamentares. E esta Casa vai aceitar isso?”

Vitor Valim, deputado federal pelo Ceará sobre o projeto de autoria do Deputado Jean Wyllys e da Deputada Erika Kokay — PL nº 5.002 que dispõe sobre o direito à identidade de gênero e altera o art. 58 da Lei nº 6.015 de 1973.

Foto: camara.leg.br

 

 

Injustiça

Incompreensível que uma ambulância, com placa que não seja do DF, seja multada por usar a via BRT. Ambulância leva pacientes de emergência. É preciso revisar esse estatuto.

Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press

 

 

HISTÓRIA DE BRASÍLIA

No dia Universal de Ação de Graça, às vésperas das comemorações da intentona comunista, o Brasil reatou relações comerciais e diplomáticas com a União Soviética. (Publicado em 24/11/1961)

Rodoviária

Publicado em Deixe um comentárioÍNTEGRA

VISTO, LIDO E OUVIDO, criada por Ari Cunha (In memoriam)

Desde 1960, com Circe Cunha e Mamfil

jornalistacircecunha@gmail.com

Facebook.com/vistolidoeouvido

Instagram.com/vistolidoeouvido

 

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

 

Praticamente todos os governos que vieram a assumir o comando do Distrito Federal, depois da chamada maioridade política, trataram, a seu modo, de realizar algum tipo de reforma na Rodoviária do Plano Piloto. Algumas dessas reformas, na verdade, não foram muito além da maquiagem superficial do local, com a realização de pintura, limpeza dos azulejos, modernização de banheiros e outras remodelações para conferir um mínimo de apresentação desse que é o ponto central da cidade, visto por todos que aqui residem ou estão de passagem.

Dentro do projeto de concepção de Brasília, a Rodoviária ocupou, desde logo, o ponto central para onde convergiriam todos os eixos traçados no desenho original e de onde partiriam essas mesmas linhas que formariam o desenho característico do “pássaro” de asas abertas no sentido Norte Sul. Nesse sentido, a Rodoviária seria, na concepção do urbanista Lucio Costa, o ponto inicial ou marco zero da capital ou, como afirmou em sua biografia, “o gesto primário de quem assinala um lugar e dele toma posse.”

No início dos anos sessenta, era o local de peregrinação e de passeio para os primeiros moradores das Asas Sul e Norte. No mezanino que corta em sentido transversal toda essa estação, havia, naqueles longínquos tempos, uma agência dos Correios e Telégrafos, uma estação telefônica de onde eram realizadas todas as chamadas interurbanas para os mais distantes pontos do país, uma pequena lojinha de suvenir e um charmoso restaurante, frequentado pela gente elegante aos domingos. Era o ponto central da capital nos fins de semana.

Com o crescimento da cidade, a Rodoviária, embora tenha pedido um pouco dessa freguesia candanga para a W3 Sul, ainda mantinha seu charme e era ponto de encontro das pessoas na cidade. Infelizmente, o inchaço populacional, provocado diretamente pelo processo de emancipação política da capital nos fins dos anos oitenta, desfigurou completamente essa estação, que passou a ser sobrecarregada de veículos e pessoas.

Com isso, as plataformas inferiores foram invadidas por dezenas de instalações comerciais improvisadas, transformando-se numa verdadeira feira ao ar livre, onde se vende e compra de tudo, de comida a vestuário. Hoje o local é o retrato do descaso, sujo, com maus odores frequentes, perigoso e extremamente decadente.

Quando a noite cai, seus arredores são tomados por viciados, mendigos e menores de rua, o que faz do local um risco para qualquer um. Seis décadas depois de sua construção, a Rodoviária do Plano Piloto é tudo o que seu criador sonhou que não existiria na nova capital, um local pensado para ser a casa do homem novo, de um novo país, mas que ainda reflete os problemas de um velho Brasil, triste e desigual.

 

 

 

 

A frase que foi pronunciada:

“Pensar é o trabalho mais difícil que existe. Talvez por isso, tão poucos se dediquem a ele.””

Henry Ford empreendedor e engenheiro mecânico estadunidense.

Foto: Getty Images

 

 

Volta

Foram os próprios alunos da 5ª série do Colégio Marista da Asa Sul que conseguiram reduzir em 80% o uso de copos descartáveis. A escola espalhou mais bebedouros e o resultado foi mais que positivo. As crianças voltam a usar os antigos copos retráteis.

Foto: brasiliainfoconews.com.br

 

 

Voto já

Talvez os ouvidos moucos da Câmara Legislativa deem mais força ao Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE. A Mesa da Câmara retirou da pauta o Projeto de Resolução nº61 de 2018, que permite a coleta de subscrições digitais ou eletrônicas em projetos de lei de iniciativa popular. A cobrança é do MCCE, o mesmo que conquistou, pela vontade dos assinantes, a Lei Contra a Compra de Votos (Lei no 9840 de 1999) e a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar no 135 de 2010).

Banner: mcce.org.br

 

 

Não se procura emprego

É preciso saber se a taxa de desemprego alcança a população que não quer trabalhar porque vive às custas do Bolsa Família. Uma observação importante se dá no Paranoá, Santa Maria, Ceilândia. Basta dar uma volta no dia de semana à tarde pelas principais avenidas. Adolescentes e mulheres passeando, no parque, nas praças.

Charge do Sizar, reproduzida do Arquivo Google

 

 

Para meditar

Por falar nisso, esses projetos tidos como sociais que dão imóveis precisam ser revistos com urgência. Os imóveis, apesar da proibição, são vendidos. Correto seria o governo cobrar um aluguel de valor proporcional à renda da família. Assim a propriedade seria do governo. Arruaças, drogas, ou qualquer prática ilícita seria motivo para ser declarado despejo imediato.

Foto: Antonio Cunha/CB/D.A Press

 

 

Casa da mãe Joana

De repente, deputados federais resolveram colocar placas nos corredores da Casa marcando o gabinete como “Rua Marielle”, “Lula Livre”, “Marginal Lula”, “Tá preso babaca”, “Avenida Operação Lava Jato”. A diretoria geral explicou que apenas a Comunicação Social da Casa autoriza a fixação de placas. Algumas já foram retiradas.

 

Divas

Gloria Menezes e Fernanda Montenegro estão internadas.

Foto: divulgação

 

 

História de Brasília
Uma coisa é certa, presidente: um médico sanitarista para a presidência de um banco é uma pena, porque o nosso lago está infestado de borrachudos, e não há nenhum economista que venha resolver o assunto. (Publicado em 23/11/1961)